Cuba

>Brasil rejeita pedidos dos EUA para refugiar presos de Guantánamo

Posted on dezembro 3, 2010. Filed under: Cuba, EUA |

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O Jornal Folha de São Paulo publicou sobre o governo brasileiro tem se recusado há ao menos cinco anos a receber como refugiados no país as pessoas detidas na prisão de Guantánamo, localizada em Cuba, mas administrada pelos EUA.

Guantánamo

A Folha leu três telegramas produzidos pela diplomacia norte-americana no Brasil tratando do tema. Desde 2005 os EUA fazem gestões para que o governo brasileiro aceite receber alguns dos presos de Guantánamo na condição de refugiados.

“O governo do Brasil ainda sustenta que não pode aceitar imigrantes de Guantánamo porque seria ilegal designar como refugiado alguém que não está ainda em solo brasileiro”, diz telegrama confidencial de 24 de maio de 2005, assinado pelo então embaixador americano em Brasília, John Danilovich.

A Folha teve acesso com exclusividade aos dados referentes ao Brasil e publica as íntegras numa seção sobre o caso.

Em 30 de outubro de 2009, um telegrama relatou novamente a investida dos EUA.

Ao checar com funcionários do Itamaraty como estava a demanda, a diplomacia norte-americana relatou que “não houve reação positiva do governo brasileiro”.

A recusa brasileira relatada pelos norte-americanos contrasta com declarações públicas de integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Enquanto em privado a administração Lula se recusava a admitir o recebimento dos presos, em público o ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, Paulo Vannuchi, sinalizava em direção oposta.

Em março de 2009, Vannuchi disse ser favorável a receber os presos de Guantánamo “por uma perspectiva de direitos humanos”.

A prisão usada pelos EUA em Cuba recebeu centenas de pessoas capturadas pelos norte-americanos depois dos atentados do 11 de Setembro de 2001. Passado algum tempo, verificou-se que alguns dos detidos não eram de fato relacionados aos ataques. Só que devolvê-los aos seus países acabou ficando inviável, pois não havia segurança de que estariam a salvo em suas localidades de origem.

Vários países passaram então a ser contatados pelos EUA para que recebessem esses ex-presos na condição de refugiados. Essa foi a condição na qual o governo brasileiro recebeu os apelos da diplomacia norte-americana.

No telegrama de maio de 2005, os EUA diziam que estavam se dispondo a pagar para que agentes do governo brasileiro viajassem a Cuba e cuidassem dos processos de concessão de refúgio.

Ontem, o presidente Lula disse que os telegramas “desnudam” a tese de que os americanos são superiores a outros países. “Você percebe que fazem as bobagens que todo mundo faz”, disse.

Fonte: Folha.com

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>Depois de falida Cuba prepara mudança de rumo

Posted on novembro 16, 2010. Filed under: Cuba |

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Raul Castro
Raul Castro sinalizou: “não resta outra alternativa à Ilha que não seja a de adotar mudanças em sua economia”. O dirigente assegura que as mudanças se baseiam nas idéias de seu irmão Fidel. A notícia saiu nesta segunda-feira no diário oficial Granma.

Castro e seu gabinete se reuniram com os dirigentes do Partido Comunista cubano para explicar os detalhes das mudanças, que pretendem reduzir os gastos públicso para fazer frente à grave crise econômica que o país atravessa.

As mudanças, em um documento de 32 páginas, serão debatidas a nível popular em todo país, antes que sejam levadas à aprovação final do PCC, que vai se reunir pela primeira em treze. O Partido é que dará a última palavra.

Fidel até agora não fez nenhum comentário, mas alguns comunistas ortodoxos temem que as mudanças levem o país em direção ao capitalismo com risco para a revolução.

Entre as mudanças previstas estão a transformação de empresas estatais, como as padarias, por exemplo, em cooperativas administradas pelos trabalhadores, e o fechamento de empresas estatais que só dão prejuízos. 

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>Cuba vai demitir meio milhão de funcionários públicos até 2011

Posted on setembro 14, 2010. Filed under: agricultura, construção, Cuba, demitir, Educação, empregos, Fidel Castro, funcionários públicos, polícia, Raúl Castro, Sindicato |

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Foto: / Reuters

Cuba vai eliminar mais de meio milhão de empregos até o primeiro trimestre de 2011, numa tentativa de elevar a produtividade e tornar sua economia mais eficiente, anunciou nesta segunda-feira o sindicato único de trabalhadores, em uma das mudanças de rumo mais importantes decidida pelo governo em décadas.
O presidente cubano, Raúl Castro, anunciou em abril um plano que prevê a demissão de mais de 1 milhão de funcionários públicos nos próximos cinco anos, como parte de suas reformas moderadas para melhorar a produtividade do trabalho e elevar a qualidade dos serviços.
“Dentro do processo de modernização do modelo econômico e das previsões da economia para o período de 2011-2015, está prevista a redução de mais de 500 mil trabalhadores do setor estatal”, disse a Central de Trabalhadores de Cuba.
“O calendário para a execução do plano foi traçado pelos organismos e empresas até o primeiro trimestre de 2011”, acrescentou a central, em texto publicado pela imprensa local.
O Estado é o maior empregador em Cuba, e a decisão de eliminar 20 por cento de sua força de trabalho deixa muitos trabalhadores na incerteza em relação a seu futuro.
O governo assegurou que ninguém ficará desamparado e ofereceu recolocar os funcionários excedentes em outros setores que historicamente são deficitários de mão-de-obra no país, como a agricultura, a construção, a educação e a polícia, entre outros.
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>Cuba aceita libertar presos políticos

Posted on julho 7, 2010. Filed under: Cuba, Igreja Católica, presos políticos, Raúl Castro, regime comunista |

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DivulgaçãoRAÚL CASTRO

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A Igreja Católica de Cuba informou nesta quarta (7)  que o regime comunista da ilha aceitou libertar pelo menos 47 presos políticos nos próximos quatro meses. O anuncio foi feito após uma reunião entre o presidente cubano Raúl Castro, e o cardeal Jaime Ortega, arcebispo de Havana. Participou ainda do encontro o ministro das Relações Exteriores da Espanha, Miguel Angel Moratinos, que foi à ilha para ajudar nas negociações. Os presos fazem parte do grupo de 75 dissidentes presos em março de 2003, após desafiar o regime comunista. Entre eles estão líderes comunitários e jornalistas.
 
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>Lula ofende o povo israelense no primeiro dia por negar colocar flores no túmulo de Theodor Herzl

Posted on março 15, 2010. Filed under: ambição, Cuba, Haaretz, Israel, israelense, Lula, ofende, povo, Theodor Herzl |

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O presidente de Israel, Shimon Peres e seu colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva,
fazem a revista da guarda de honra durante cerimônia de boas vindas, em Jerusalém.
Critiquei aqui na sexta-feira uma reportagem incrivelmente idiota assinada por Adar Primor, publicada no jornal israelense Haaretz. Lula era saudado como um grande negociador, o homem que não tinha lido um único livro na vida, mas que seria dono de uma “sabedoria suprema” e de uma “mente criativa”… O Haaretz não tinha percebido que a estupidez dita por Lula sobre a ditadura cubana e suas vítimas já tinha calcinado a imagem do “grande líder” da América Latina. O jornal percebe agora com quem estava lidando.
O brasileiro chegou neste domingo a Israel e já provocou o primeiro incidente diplomático — na verdade, uma grosseria inaceitável: nega-se a depositar flores no túmulo de Theodor Herzl, fundador do Movimento Sionista e considerado pelos israelenses o idealizador do moderno estado judeu.


A cerimônia está prevista para terça-feira. Lula ainda tem como evitar a ofensa e a provocação. A simples menção de não participar da solenidade já foi agravo suficiente. Mas podemos e devemos esperar qualquer coisa do Itamaraty — especialmente o pior.


É claro que Lula não tem a menor idéia de quem foi Herzl. Sabe o que Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia lhe sopram aos ouvidos. E ambos devem ter dito cobras e lagartos do sionismo, equiparando-o ao racismo etc. Pintaram Herzl como o responsável original pelos atuais conflitos no Oriente Médio. E recomendaram: “Não vá à cerimônia”.


E Lula achou uma boa idéia. Não obstante, na terça, em Ramallah, na Cisjordânia, ele pretende depositar flores no túmulo de Yasser Arafat. Goste-se ou não das idéias de Herzl, era um jornalista e um intelectual. Não tinha as mãos sujas de sangue. Arafat explodiu muitas crianças em ônibus escolares.


O mais espantoso nessa decisão é que Lula chega a Israel dizendo-se o portador de uma nova mensagem: a da conciliação — como se outros não a tivessem tentado antes, mas vá lá… Que conciliador é este que já chega insultando aquele que é, na prática, o principal herói nacional moderno?


A coisa é séria, é grave: na condição auto-outorgada de juiz simbólico dos conflitos no Oriente Médio, o presidente brasileiro deslegitima uma causa e uma visão de mundo sem as quais Israel não existiria. Feita essa escolha, já não pode mais se apresentar como o homem do diálogo. A ser mantida a decisão, Lula se tornará uma espécie de ídolo do anti-semitismo mundial. Daqui a pouco, como sabemos, ele vai ao Irã emprestar seu apoio e sua solidariedade a Mahmoud Ahmadinejad. E seu perfil estará ainda mais definido diante do mundo. Aquela reportagem tonta do Haaretz dizia que Lula sabia como ser amigo do Irã e de Israel. As amizades de Lula estão começando a ficar bem claras.


Algo estranho acontece

Anotem aí: algo estranho está em curso. Tenho a impressão de que andaram soprando feitiçarias aos ouvidos de Lula. Há quem diga que ele poderia até ser um candidato a secretário-geral da ONU. Pré-Cuba e, a se manter a decisão, pré-Israel, era uma idéia um tanto megalômana, mas não absurda. Agora, Lula ficou do tamanho de suas escolhas. Quem, com um mínimo de responsabilidade, confiaria nele?


Não sei, não… Seus feiticeiros podem andar com idéias esquisitas. Na solenidade de fundação da tal comunidade de países da América Latina e do Caribe, Lula já desceu o sarrafo nas Nações Unidas. Uma “OEA do B”, sem EUA e Canadá, parece pouco para suas ambições. Talvez esteja sonhando é com uma “ONU do B”, um Foro de São Paulo de alcance planetário, fazendo-se porta-voz de países e movimentos que decidiram resistir aos EUA e à Europa Ocidental.


Só uma ambição destrambelhada como essa explica a sucessão de absurdos a que Lula se dedica. Lembrem-se de que ele não compareceu à posse do “direitista” Sebastián Piñera no Chile. Lula justifica a sua posição pusilânime sobre Cuba afirmando que não quer se imiscuir nos assuntos internos do país. Sua recusa em participar da solenidade no túmulo de Herzl, se mantida, é muito mais do que uma “interferência no assunto interno de um país”. Trata-se de uma ofensa a um povo, não a um governo.

Agora o mundo já sabe. Esse é o “estadista global” de Davos.

Autor/blog: Reinaldo Azevedo
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>Vingança ou maluquice?

Posted on janeiro 5, 2010. Filed under: anistia, China, Congresso, Cuba, Geisel, Golbery, militares, União Soviética |

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Os militares não queriam o poder. Pressionados pelas ruas, pelos meios de informação, derrubaram Goulart e acabaram ficando 30 anos. Quando derrubaram o presidente, já havia grupos treinados em Cuba, na China e União Soviética para começar por aqui uma revolução socialista. Com a contra-revolução liderada pelos militares, esses grupos se reorganizaram para a resistência armada. E o governo se organizou para combatê-los. Houve uma guerra interna de que os brasileiros, em geral, não tomaram conhecimento porque enquanto durou, quase 20 anos, houve um total de 500 mortos – número que o trâsito, hoje, ultrapassa em menos de uma semana.

Numa estratégia elaborada pela dupla Geisel-Golbery, planejou-se então devolver o poder aos civis de forma “lenta, gradual e segura”. E, como coroamento do processo, o governo fez aprovar no Congresso, em 1979, a Lei da Anistia, bem mais abrangente que a defendida pela oposição. Uma lei que pacificasse o país, no novo tempo de democracia que se iniciava. Uma anistia “ampla, geral e irrestrita”. Que institucionalizasse o esquecimento, a pá-de-cal, pelos crimes cometidos por ambos os contendores, na suja guerra interna. Incluíam-se os que mataram, assaltaram, jogaram bombas, roubaram – de um lado – e os que mataram e tor turaram do outro. A Nação inteira respirou aliviada quando o Congresso aprovou o projeto do governo e os banidos e asilados começaram a voltar, entre eles o mais famoso de todos, Fernando Gabeira, que havia sequestrado, junto com Franklin Martins, o embaixador americano.


E o país viveu em paz por 30 anos, elegendo presidentes, descobrindo escândalos de corrupção, ganhando copas do mundo. Até que a dupla Tarso Genro, ministro da Justiça, e seu secretário de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, resolvem desenterrar o passado para se vingar de supostos algozes de seus companheiros de esquerda revolucionária. Criaram um órgão para isso. Puseram tudo num decreto, e passaram para o Gabinete Civil, da Ministra Dilma. De lá, o calhamaço foi para a assinatura do presidente Lula, envolvido, na Dinamarca, com a empulhação do “aquecimento global”. Lula alega que assinou sem ver. E eu fico curioso por saber se a assinatura tem valor, porque aqui no Brasil havia um presidente em exercício, José Alencar.


O ministro Nélson Jobim, surpreendido com a unilateralidade do decreto, pediu demissão. E os três comandantes militares se solidarizaram com o ministro. Até que se revolva o impasse, está no ar a primeira crise militar do governo Lula. O decreto cria um órgão para estudar a revogação da pacificadora Lei de Anistia. Orienta a punição dos torturadores mas não dos sequestradores, assassinos e terroristas. Preserva, assim, soldados da guerra revolucionária como os ministros Dilma, Franklin e Minc. E vai atrás de coronéis da reserva. Baseia-se na Constituição, que considera tortura crime imprescritível; omite que terrorismo também é imprescritível, pela Constituição. E esquece o princípio de Direito pelo qual a lei só retroage para beneficiar o réu, não para condená-lo. A Lei de Anistia é de 1979 e a Constituição de 1988. Por que agitar um país pacificado? Vingança ou maluquice mesmo?

Autor: Alexandre Garcia é jornalista em Brasília. E-mail alexgar@terra.com.br – Fonte: A Gazeta


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