Dante de Oliveira Thelma de Oliveira

>Ao lado de Serra no palco, tucanos lembra Dante de Oliveira; Thelma chora

Posted on maio 30, 2010. Filed under: Antero de Barros, Dante de Oliveira Thelma de Oliveira, Serra, Wilson Santos |

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 Simone Alves

 
   

No encontro deste sábado, José Serra recebe das mãos de Maria Emília uma 
camiseta com a fotografia de Dante

O encontro do PSDB neste sábado, no Hotel Fazenda Mato Grosso, foi regado a discursos acalorados e lisonjeios ao ex-governador de São Paulo e pré-candidato José Serra. Logo após chegar no evento, com uma hora e meia de atraso, Serra foi presenteado com uma camiseta com a imagem de Dante de Oliveira (já falecido), entregue pela mãe do ex-governador mato-grossense Maria Emília de Oliveira. Foi saudando o nome de Dante que os discursos começaram. A ex-mulher de Dante, deputada federal Thelma de Oliveira, chorou e tomou um copo d´água para se acalmar. Dona Maria se manteve firme. Esteve presente no encontro que durou quase três horas e contou com a presença de pelo mil pessoas. Não só tucanos estavam presentes. Lideranças e militantes do DEM, PTB, de um parte do PPS e outros partidos nanicos, como PV, PRTB e PSDC reforçaram o ato.

Serra beija Maria, mãe do ex-governador Dante

O PPS conduzido pelo vereador Ivan Evangelista “roubou a cena”. Ivan anunciou que será candidato a deputado estadual e foi o primeiro a discursar. “Tenho certeza de que quando terminar as convenções, o PPS vai estar com o PSDB”, disse. No fundo do salão, um grupo de socialistas fazia barulho. O prefeito cuiabano Chico Galindo (PTB) enfatizou “feitos” de sua gestão que está menos de dois meses. Afirmou que Cuiabá “se prepara para outros tempos”. “É tempo de obras em Cuiabá e estamos preparando a Capital para o futuro”. O discurso de Galindo foi rápído. Ele evitou falar sobre assuntos um tanto polêmicos, como as obras empacadas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
    
O senador Jayme Campos, cacique do DEM, foi aplaudido por tucanos e petebistas ao levantar, mais uma vez, a bandeira de que os governos federal e estadual têm feito o que chama de “estelionato eleitoral” com lançamento de projetos e obras sem dizer quando elas irão começar de fato. Citou como exemplo a proposta da ferrovia Centro-Oeste. “Ora, lançar obras de uma ferrovia (Centro-Oeste), sendo que a Ferronorte nem mesmo foi concluída é uma mentira deslavada. O povo não pode acreditar nesse estelionato”, disparou Jayme que, no passado, foi adversário histórico de Wilson e hoje se transformou em cabo eleitoral do tucano na corrida à sucessão estadual.
    
O democrata criticou o governo estadual, com objetivo de atingir Silval Barbosa (PMDB), que busca a reeleição, e também o Departamento Nacional de Infra-Estrutura (Dnit) de Transportes, sob Luiz Pagot (PR), seu ex-primeiro-suplente de senador. Enquanto isso, Pagot e o ex-governador Blairo Maggi estão promovendo um miniestradeira pela BR-163, a Cuiabá-Santarém (PA). Segundo Jayme, a rodovia possui 900 km e só conta com 220 km de asfalto. “Os 200 km foram feitos no governo tucano de Fernando Henrique Cardoso (1996/2002). E, depois disso, só foram construídos 25 km de asfalto”, comparou. Jayme acrescentou também que com os “quase R$ 50 milhões desviados na compra de maquinários pelo governo Maggi poderiam ter sido construído hospitais”.
Deputada Thelma chora ao lembrar Dante    Assim como Jayme, o ex-senador Antero Paes de Barros, que entrou na briga por vaga no Congresso Nacional, pediu empenho da militância ao projeto político do grupo. Lembrou de Dante e se mostrou emocionado. Já com o discurso de pré-candidato, pediu apoio para estar no Senado e lutar pela Educação. Também saiu em defesa dos usineiros de cana-de-açucar e etanol. “Sou apóstolo e defensor do meio ambiente, mas não posso aceitar que Mato Grosso fique impedido de ampliar sua produção”, declarou.
   
Já chamando Serra de presidente, Wilson Santos disse que o pré-candidato a presidente da República tem a missão de alavancar e investir em setores essenciais, como saúde, educação e segurança do Estado. Assim como os demais líderes, o tucano citou a necessidade de investimentos em ferrovias e hidrovias. “Desde que Dante deixou o governo e FHC também, a Ferronorte não andou. Poderia ter sido terminada”. No fim, entregou uma carta com 14 itens que, segundo ele, vão acelerar o ritmo de crescimento do Estado.
  
Wilson fez todos os militantes se levantar para aplaudir Serra. “Se Deus permitir e Deus comprender, quero que seja parceiro de Mato Grosso”, finalizou, para passar o microfone a Serra. Bem humorado, o presidenciável já havia recebido informações sobre Mato Grosso e usou os mesmos pontos debatidos tanto por Jayme, quanto por Antero e Wilson para relacioná-los como projetos que farão parte do seu plano de governo e que os implantou em São Paulo enquanto governador.
  
  Entre outras lideranças que estiveram presentes estavam diversos pré-candidatos proporcionais, como os ex-deputados estaduais Carlos Avalone e Carlos Carlão do Nascimento, os ex-secretários da gestão Wilson, Ussiel Tavares (Procuradoria-Geral do Município), Oscar Soares (Trânsito e Transporte Urbano), os ex-governadores Rogério Salles, Frederico Campos e Júlio Campos e os senadores Gilberto Goellner e Jorge Yanai.


Ao lado do pré-candidato a governador Wilson Santos, 
o presidenciável José Serra saúda os participantes do ato
Fotos: Josinei Moreira
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