debate eleitoral

>Dilma pode deixar de participar dos próximos debates eleitorais na tv

Posted on agosto 26, 2010. Filed under: debate eleitoral, Dilma, Rede Record, Rede TV, TV Globo |

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A coordenação da campanha da presidenciável Dilma Rousseff (PT) começou a avaliar a participação da candidata nos próximos debates. A percepção é de que o excesso de exposição pode prejudicar seu desempenho na disputa. Na condição de líder das pesquisas, Dilma estará cada vez mais exposta aos ataques dos adversários. Com o placar favorável, estrategistas da campanha acham melhor lidar com as críticas à ausência dela nos debates e com a pecha de “fujona” que encarar os riscos de muitos confrontos com os outros candidatos.
Estão programados pelo menos mais quatro debates entre os presidenciáveis até o primeiro turno, no dia 3 de outubro. O primeiro foi agendado com a Rede TV para o próximo dia 12 de setembro. O segundo será promovido pela Rede Record no dia 26. A TV Globo fará o último debate antes do pleito, no dia 1º de outubro. Um quarto confronto seria promovido pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) em setembro.
No início da campanha, Dilma chegou a declarar que participaria de todos eles. Mas nos bastidores cresce a constatação de que não compensa submetê-la a tanta exposição. Depois que o último Datafolha apontou a petista 17 pontos à frente do tucano José Serra, os coordenadores da campanha decidiram que doses extras de cautela e prudência farão bem neste momento.
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>Debate dos presidenciáveis: Dilma diz que candidatos adversários vão precisar de "calmante"

Posted on agosto 4, 2010. Filed under: Debate dos presidenciáveis, debate eleitoral, Dilma Rousseff, José Serra, Lexotan, Marina Silva, Palácio do Planalto, TV Bandeirantes |

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A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff disse em entrevista coletiva em sua casa em Brasília que, ao contrário dos adversários, não precisará usar calmantes para participar do primeiro debate televisivo entre os candidatos ao Palácio do Planalto na próxima quinta-feira (5) na TV Bandeirantes.

Candidatos a presidente Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva

“Eu não preciso.Eu acho que carregar o governo do presidente Lula é uma tarefa leve. Outros governos é que são pesados. Aí, a pessoa precisa de vários ‘Lexotans’.”, considerou a petista.
Na avaliação da ex-ministra da Casa Civil e de Minas e Energia do governo Lula, o debate não é um “torneio de provocações”, mas uma oportunidade de exposição de ideias para a população sobre as propostas de cada um dos candidatos.
“Estou me preparando há muito tempo e não só para esse debate. Vamos dizer assim, no meu dia-a-dia de campanha, eu estou sempre cada dia procurando estudar mais e não é só para a campanha não. É porque eu acredito que para você governar bem, você precisa ter um conhecimento profundo da realidade do país, da situação das diferentes regiões”, ponderou.
De acordo com a candidata, nem que a forcem, ela irá baixar o nível do debate e que pretende focar suas contestações no campo político, no que foi feito, e não no pessoal.
“Cada um de nós tem que apresentar seus projetos, suas convicções e tem que mostrar o que fez, porque só palavras não adianta nada. Eu sempre tenho dito isso, que há uma diferença entre dizer e fazer. Bom, por isso eu não acho que a gente possa considerar que um debate é um torneio de provocações. Eu já disse, eu não vou descer o nível nessa campanha nem que alguém queira”, completou. Fonte: Eleições UOL
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>Frente a frente

Posted on agosto 2, 2010. Filed under: candidatos a presidente, Datafolha, debate, debate eleitoral, Dilma Rousseff, Ibope, José Serra, Marina Silva, TV Bandeirantes |

>Ricardo Noblat

Marcado para a próxima quinta-feira nos estúdios da TV Bandeirantes, em São Paulo, o primeiro debate entre candidatos a presidente ocorrerá à sombra da mais recente pesquisa nacional de intenção de votos do Ibope, que conferiu a Dilma Rousseff cinco pontos de vantagem sobre José Serra. Não poderia haver para Serra situação mais delicada.
Este é o principal mantra da campanha de Serra: “o melhor”. Serra deseja ser visto pelos eleitores como o melhor candidato à vaga de Lula. Porque tem maior experiência administrativa. E também maior experiência política. O que esperar, pois, de quem se apresenta assim? No mínimo, que vença qualquer debate.
Antes da pesquisa Ibope, o Datafolha apontara um empate entre Serra e Dilma. O objetivo de Serra era mantê-lo até o início no próximo dia 17 da propaganda eleitoral no rádio e na tv. Poderia se dar ao luxo de ganhar por pontos o primeiro debate. Depois da pesquisa Ibope, terá de ganhá-lo com folga para tentar se reaproximar de Dilma.
O que isso significa? Que Serra terá de se arriscar mais. Ser claramente superior – sem, no entanto, esmagar Dilma para que as pessoas não sintam peninha dela. Em 1998, Cristovam Buarque, governador do Distrito Federal pelo PT e candidato à reeleição, esmagou Joaquim Roriz (PMDB) durante um debate. Acabou saindo dele derrotado.
Há meses que Dilma vem sendo treinada pelo marqueteiro João Santana e por outros conselheiros para atravessar o debate sem amargar graves escoriações. Falta carisma a Dilma – e a Serra também. Zero a zero. Serra, porém, tem uma larga folha corrida de debates – Dilma, não. Conhece todos os truques e macetes para vencê-los.
Dilma deu um jeito até aqui de escapar a confrontos diretos com Serra. Para isso valeu-se da surrada desculpa de que sua agenda estava sempre repleta de outros compromissos. Por fim concordou em participar de somente cinco debates – um deles via internet, os outros promovidos por emissoras de televisão.
Ao longo de uma campanha, o debate é a única ocasião onde o candidato – qualquer um deles – fica menos protegido. O treinamento é importante para que tenha um bom desempenho. Mas ele por si só não basta. Mário Covas, por exemplo, ex-governador de São Paulo, triturou em debate na TV Bandeirantes dois calejados adversários.
O primeiro foi Guilherme Afif Domingos. Covas e ele concorreram à presidência da República em 1989. Covas lembrou como Afif votara alguns temas cruciais na Assembléia Constituinte encerrada um ano antes. Tirou de cena o Afif simpático, bonzinho e liberal que se exibia nos programas de tv. Resgatou o Afif de direita.
O segundo foi Paulo Maluf. Covas, governador, foi candidato à reeleição em 1998. Maluf imaginava roubar-lhe o lugar. Covas fez do caráter de Maluf o tema central do debate. Foi impiedoso. Mas as pessoas não sentiram piedade de Maluf, que evitou retribuir as pancadas de Covas. Maluf perdeu o debate e a eleição.
O mais famoso debate da História entre candidatos a presidente se deu nos Estados Unidos em 1960 e reuniu John Kennedy e Richard Nixon. Quem assistiu pela televisão achou que Kennedy vencera. Quem ouviu o debate no rádio achou que o vencedor fora Nixon. Kennedy se elegeu por escassos votos. E votos negociados com a Máfia.
Quem ganha debates não se elege necessariamente. É difícil, contudo, que um candidato se eleja tendo perdido todos os debates. Só perde de verdade quem derrapa feio. Na maioria das eleições, o primeiro debate costuma ser o mais importante. Em eleições acirradas, o debate mais importante é o último.
Lula teve tudo a seu favor para liquidar a eleição de 2006 no primeiro turno. Aí preferiu faltar ao último debate. Quando soube que disputaria o segundo turno, encolerizou-se e quebrou um copo. A inexperiente Dilma não repetirá o erro. E que ninguém se surpreenda se ela surpreender Serra debatendo com ele de igual para igual.

E-mail para esta coluna: noblat@oglobo.com.br
BLOG DO NOBLAT: http://www.oglobo.com.br/noblat

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