Debate presidencial

>Eleitor ‘esfrega’ o Brasil real na face de Dilma e Serra

Posted on outubro 30, 2010. Filed under: campanha, Datafolha, Debate presidencial, Dilma Rousseff, eleições 2010, Globo, Ibope, José Serra, Marqueteiros, saúde pública |

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Eleições 2010 – Nem Dilma Rousseff nem José Serra. No último debate presidencial da temporada de 2010, a grande atração foram os eleitores indecisos. Escalados como inquiridores, eles esfregaram no nariz dos candidatos um país que ambos se abstiveram de debater nos quatro meses de campanha.
Candidatos José Serra e Dilma Rousseff são confrontados com eleitores que afirma que o Brasil vai muito mal em saúde, segurança, educação etc.
“Já fui assaltada com uma arma na cabeça, na porta da minha casa”, a costureira Vera Lúcia disparou. O bandido queria a bolsa. Ela não entregou. Livrou-se do tiro porque a gritaria de um irmão afugentou o bandido. Como resolver o problema da segurança?
O convívio de Vera com a morte converteu numa espécie de abstração o Ministério da Segurança de Serra. A idéia de Dilma de estimular o policiamento comunitário soou etérea.
Na arena montada pela Globo, 80 eleitores indecisos envolveram os candidatos num semicírculo de realidade. O resultado foi constrangedor. Percebeu-se que as duas campanhas giravam como parafusos espanados ao redor do oco do vazio.
Na publicidade eleitoral, a miséria foi útil para que os marqueteiros fabricassem o país vago e imaginário que associaram a Dilma e Serra. Na rotina de Madalena de Fátima, porém, a impaciência prevalece sobre a ilusão. Depois de se apresentar, a cabeleireira mineira demarcou as diferenças.
“Na propaganda dos candidatos, vimos uma saúde pública maravilhosa”, ela realçou. Fora do ambiente edulcorado do vídeo, “tem gente morrendo”. Ela pintou o quadro: hospitais cheios, falta de médicos, gente convertida em “lixo”… Até quando seremos tratados “como animais”?


Serra há de tê-la deixado mais desalentada: “Nunca vai chegar à perfeição. A batalha tem que ser para que hoje seja melhor do que ontem e amanhã melhor do que hoje”. Dilma tampouco há de tê-la reanimado: “De fato, temos um problema sério de qualidade da saúde no Brasil. Se a gente não reconhecer, não melhora”.
Diante de Madalena estavam 16 anos de poder –oito de FHC, oito de Lula. E a eleitora, uma das que o Ibope selecionou por ser indecisa, não recebeu dos candidatos senão respostas duvidosas.
Trazidos das cinco regiões do país, os perguntadores estavam no Rio desde quarta-feira (27). A Globo sonegou-lhes o acesso à internet e à televisão. Isolados num hotel, formularam cinco perguntas cada um. Apenas doze foram lidas no ar, mediante seleção aleatória.
Numa das vezes em que levou o dedo indicador à tela do computador, Dilma “escolheu” a pergunta de Melissa Bonavita, uma jovem carioca, operadora de telemarketing. As palavras dela como que espalharam coliformes fecais pelo cenário asséptico do estúdio da Globo.
“Moro num bairro onde tem um valão nas proximidades”, ela contou. Quando chove, o valão “transborda”, inundando de “esgoto” as ruas. O que será feito?
Dilma: “Vou triplicar os investimentos em saneamento. […] A meta é zerar o déficit de saneamento. É uma vergonha termos esse problema no século 21”. Cifras? Não mencionou. Tipo de metas? Não especificou. Prazos? Nada.
Serra: “Deve multiplicar, sim, os investimentos. Mas o governo federal duplicou os impostos em saneamento. Isso tira R$ 2 bilhões das companhias estaduais por ano”. A dupla mencionou também a necessidade de combater as enchentes, cada um à sua maneira.
Não foi possível saber se Melissa decidiu em quem votar. Mas voltou para casa com uma sólida certeza: o “valão” que verte esgoto na sua rua terá vida longa. Advogado de Brasília, selecionado pela pressão do dedo de Serra contra o computador, Lucas Andrade tratou de outro tipo de lama: a corrupção.
Espremeu nos 30 segundos que lhe foram reservados tudo o que precisava ser dito sobre o tema: as fortunas amealhadas pelos políticos, o desinteresse midiático que se segue às manchetes enfezadas, a impunidade acima de certo nível de renda…
Serra e Dilma fustigaram-se mutuamente. Ele disse que a corrupção “chegou a níveis insuportáveis”. Sem mencionar Erenice Guerra, afirmou que o governante precisa “dar o exemplo, escolhendo bem as suas equipes”.
Ela levou à roda o caso dos Sanguessugas, um escândalo que tem raízes na gestão do rival no Ministério da Saúde, sob FHC. Na tréplica, Serra atacou de aloprados: “R$ 1,7 milhão que PF apreendeu. Ninguém foi condenado. Um mal exemplo”. Sem querer, o advogado Lucas transformou um pedaço do debate numa gincana do “sujo” contra a “mal lavada”.
O progreama foi interessante pelas perguntas, não pelas respostas. Os comitês de campanha têm dificuldade para indentificar o eleitor indeciso. Quem são eles? Como entrar na cabeça deles? Como conquistar o voto deles?
Forças ocultas da eleição, eles ainda somam, segundo o Datafolha e o Ibope, 4% do eleitorado. Algo como 5 milhões de votos. Representados pelo grupo de 80 reunido no estúdio da Globo, eles mostraram a sua cara.
Seres impalpáveis, eles falam da desgraça nacional com conhecimento de causa. A felicidade deles é uma virtude fugitiva. Correm cotidianamente das armadilhas que o descaso do Estado acomoda no caminho.
Ouvindo-os, percebeu-se o quanto Dilma e Serra desperdiçaram o tempo de campanha. Enquanto discutiam religião e espalhavam cascas de banana na internet, o eleitor inceciso levava o revólver na cara, assistia à morte no corredor do hospital, sujava o sapato no esgoto da rua, indignava-se com o enriquecimento sem causa.
Diante da incógnita escondida atrás das duas “opções”, o indeciso revelou-se o eleitor mais sábio. As campanhas lhes venderam uma Bélgica. Mas eles sabem que, depois de 16 anos de tucanos e petistas, ainda vivem no Brasil.

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>Eleições 2010: Debate presidencial da Rede Bandeirantes

Posted on agosto 6, 2010. Filed under: Debate presidencial, eleições 2010, Rede Bandeirantes |

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0h18 – Plínio: “Calote aqui quem foi o governo na dívida social. Ficou claro aqui que é uma ‘Poliana”, que só quer fazer o bem. Você não vai superar as dificuldades do País com um mutirãozinho a mais, um a menos. Estamos aqui para ajudar o povo brasileiro a superar essa muralha. Vamos arrebentar esse muro que nos separa de maneira brutal neste País”, finaliza o candidato. Termina o primeiro debate presidencial na TV.

0h15 – Marina faz suas considerações finais e agradece a Deus e aos adversários “pelo esforço de se expor para os brasileiros”. “Enganam-se aqueles que pensam que essas eleições serão vencidadas do ‘eu, eu’, ‘posso, posso’, ’sei, sei’.” Segundo ela, ainda falta muito para ser feito, principalmente na educação de qualidade. E elogia as eleições de FHC e Lula. “Esse País é capaz de eleger a primeira mulher, de origem amazôniza”, disse. A senadora homenageia um menino que conheceu numa favela com um poema. E diz esperar que os quatro candidatos, caso eleitos, consigam superar os problemas do País.

0h13 – Dilma agradece aos espectadores, à Band e aos demais candidatos. “Esse debate é importante para o País. Tive a honra de coordenar a equipe de ministros do governo Lula. Porque conviver com a inteligência e a generosidade do presidente Lula foi incrível. Nosso governo devolveu ao País sua auto-estima. Considero que já conquistamos muitas coisas. Tenho um desafio que é o mesmo do presidente. As mulheres deste País estão preparadas para ser presidentes do Brasil. Eu não tenho um projeto pessoal”.

0h08 – Começa o último bloco. Serra é o primeiro a se dirigir pela última vez aos telespectadores: “Minha filha veio me falar no intervalo: ‘Papai, você sorriu pouco’”. Prossegue: “Quero dizer que, se a Band quiser fazer mais debates, até na próxima semana, estou disponível”. O tucano cita sua origem, as dificuldades enfrentadas pelos pais e o exílio no Chile.

0h04 – Muitas pessoas na plateia buscando sinal da internet. Mas não era para ver a repercussao do debate. Era para ver o resultado do jogo da Libertadores.

0h01 – Marina lembra ter autorizado, no Ministério do Meio Ambiente, a transposição das águas do Rio São Francisco. Plínio: “Ou seja, você acaba de dizer que foi a favor da transposição, a favor de Belo Monte. Você não sabe pedir demissão. Essa candidatura (dele) não é de bom mocismo”. Termina o quarto bloco. No quinto e último bloco, os candidatos têm dois minutos e meio para fazer suas considerações sobre o debate. Serra será o primeiro a falar, seguido por Dilma, Marina e Plínio.

23h58 – Pergunta de José Paulo de Andrade a Plínio sobre a transposição do rio São Francisco e ocupação de terras. “Nós achamos que a ocupação de terra é um direito da massa trabalhadora”, diz sobre as ações dos movimentos dos trabalhadores rurais. “Não se faz reforma agrária sem pressão.”

23h55 – Marina diz discordar da colocação do jornalista Joelmir Beting, que questionou o que é mais importante: “o aquecimento global lá na frente” ou a saúde das crianças pobres prejudicadas pelo falta de saneamento básico no Brasil. “Eu sou o menos perguntado. A Marina é a menos perguntada”, diz Plínio, que chama a candidata de “eco-capitalista”.

23h52 – Dilma comenta a acusação de loteamento político. Ela afirma que “o PSDB tinha apadrinhados na Petrobras e em outras estatais”. Serra insiste na questão dos Correios. “Vou fazer os Correios voltarem a ser o que eram.” O tucano volta a criticar o loteamento político do governo. Sobre as críticas às privatizações, ele cita Palocci, que “passou anos e anos elogiando as políticas do governo FHC.”

23h50 – Serra responde a pergunta do jornalista João Paulo de Andrade: “O senhor, eleito, de que forma vai tratar a questão do patrimônio público?”. “Eu não vou arrebentar empresas públicas importantes como fizeram com os Correios”, diz o tucano. “Se eles eram tão contra as privatizações, é um mistério, porque eles não reestatizaram nenhuma empresa”, provoca Serra. “Vou estatizar as empresas que já são do governo para servirem ao governo, e não aos partidos. Temos de prestar atenção na qualidade do crédito que governo dá”.

23h46 – Serra comenta a resposta da petista: “Vou fazer a nota fiscal brasileira”. Na tréplica, Dilma diz que “o governo desta vez enfrentou a crise e se deu bem”.

23h42 – Começa o quarto bloco. A primeira a responder à pergunta do jornalista Joelmir Beting: Até quando, no próximo governo, nós brasileiros vamos continuar pagando impostos de 34%. Vai dar para baixar impostos no setor privado?”. “Acredito que no final de 2014 nós chegaremos a uma relação de dívida líquida/PIB. Sou contra qualquer tentativa de querer baixar os juros de forma artificial. No que se refere a impostos, eu defendo uma reforma tributária. O Brasil sai também de um nível muito elevado de carga tributária. Houve muitas pessoas contrárias à reforma tributária nos últimos anos”, diz.

23h37 – Fim do terceiro bloco. No quarto, os jornalistas José Paulo de Andrade e Joelmir Beting escolherão um candidato para responder e outro para comentar a resposta. Os jornalistas terão 30 segundos para fazer a pergunta e os candidatos, dois minutos para responder. Comentário e réplica do candidato que respondeu inicialmente terão um minuto de duração. A ordem de quem responde é: Dilma, Serra, Marina e Plínio.

23h34 – “Nosso País foi um dos que fizeram a mais profunda reforma agrária dos últimos tempos”, afirma Dilma. “A da reforma agrária foi forte. Quem fez a reforma agrária fui eu. Fizeram menos que o Fernando Henrique. Se não socializar a Saúde, não soluciona a Saúde”, retruca Plínio. “Acho as duas respostas insatisfatórias”, completa.

23h32 – “Vocês agora viram porque o Serra é chamado de hipocondríaco, só fala de Saúde”, diz Plínio. Para Dilma, pergunta se ela vai ser a mãe dos pobres e cita o Bolsa Família: “Conseguimos tirar 30 milhões de pessoas da pobreza”, responde a petista.

23h30 – Serra afirma que os empregos não são criados pela indústria naval e ironiza a inauguração de pedras fundamentais. E retoma a questão dos multirões. “Você diz que é à favor dos multirões, mas o seu governo parou os multirões. Eu pergunto por que isso aconteceu nesses oito anos?”, questiona Serra.

23h27 – Serra para Dilma: “Por que houve o encolhimento de catarata, de exame de próstrata?”. A petista volta a exaltar as ações do governo na área, como as UPAs e o Samu.

23h25 – Na réplica, Dilma diz que ela “estava morrendo”. Sobre o Luz pra todos: “Quando nós chegamos o déficit era de 2 milhões”. Dilma retoma a questão da Apae e afirma que a instituição é financiada pelo Fundeb.

23h24 – Dilma pede que Serra comente dois projetos de Lula: um sobre a indústria naval; o segundo, sobre o programa Luz pra todos. “Em relação à indústria naval, acho bom”, diz o tucano. “Quanto á questão do Luz pra todos, acho um programa positivo do governo. Ele é um prolongamento  de um programa do governo FHC”, afirma.

23h22 – Marina coloca na mesa sua proposta de “política social de terceira geração”, que implicaria na “igualdade de oportunidade”. Plínio afirma que Marina está defendendo as políticas do PT. “A diferença você está vendo”, diz, olhando para as câmeras. “SE a gente quer viver numa democracia, temos que enfrentar com coragem a questão da desigualdade.”

23h17 – Marina pergunta a Plínio qual sua proposta de política social para o País. “Minha proposta é a distribuição da renda”, diz Plínio. “Você percebe que os dois governos, o do Serra e o da Dilma, concentraram renda”, diz. E provoca risos da plateia, provocando Marina: “E o seu, até pouco tempo atrás.” Segundo Plínio, suas propostas são as únicas que propõe mudanças radicais para reduzir a desigualdade entre ricos e pobres. Queremos fazer a distribuição radical”, responde o candidato.

23h16 – Começa o terceiro bloco.

23h12 – Malu Delgado: O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, ironizou, no primeiro intervalo do debate, o desempenho da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, no primeiro bloco do debate. Aparentemente nervosa, Dilma não conseguiu concluir o primeiro raciocínio (sobre qual seria a prioridade de seu governo, se educação, saúde ou segurança pública). Ao fazer sua primeira pergunta para um candidato, não especificou que seria José Serra (PSDB).

” Ela parece gaga nas ideias, nas palavras e no pensamento. Não concluiu um raciocínio. Se a gagueira for intelecutal, aí é mais grave”, afirmou o tucano.

23h11 – Termina o segundo bloco. No terceiro, os candidatos escolhem quem vai responder e farão perguntas uns aos outros. A questão terá 30 segundos de duração, com resposta de dois minutos. Haverá um minuto para réplica e outro minuto para tréplica. A ordem de quem faz as perguntas é: Marina, Dilma, Serra e Plínio.

23h09 – Malu Delgado: No intervalo do programa, o assunto passou a ser o resultado da semifinal da Libertadores. O líder do governo na Câmara, Candido Vaccarezza (PT), informou que era palmeirense, mas não se conteve: “Quanto está, quanto está o jogo?”, indagava. Do outro lado, o governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), também ouviu os comentários sobre o placar e repetiu: “Está quanto? Sou corinthiano, mas quanto está?”. Todos respiraram aliviados ao saber que, ao fim do primeiro bloco, o São Paulo marcou um gol contra o Internacional.

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Candidatos se cumprimentam no estúdio. Foto: Clayton de Souza/AE

23h07 – Sobre o crack, Marina afirma que irá implementar uma estratégia integrada entre polícia e políticas sociais para o combate ao uso de drogas. Ela que, ao passar pelo Rio Grande do Sul, citou a proposta, que pouco tempo depois foi desarquivada pelo governo federal. Segundo Marina, a atitude do governo não a chateou. “Se eu tivesse apresentado, teria virado apenas uma proposta de campanha”, diz. Dilma: “Eu acho muito importante essa questão do combate ao crack”. Segundo a candidata, o Brasil tem sido elogiado pelo Departamento de Estado americano sobre o combate ao tráfico nas fronteiras.

23h05 – “Estamos atrás do Chile”, replica Marina. “É possível fazer um esforço para que mais recursos sejam colocados na Educação. Tem de haver um comprometimento do governo com isso. E acho que podemos virar uma potência”, afirma Dilma, que emenda a Marina uma pergunta sobre seus planos para o combate ao crack.

23h02 – Marina pergunta sobre Educação a Dilma: “Vai crescente a necessidade de investimentos para a Educação”. “Temos muito empenho nas escolas profissionalizantes”, diz a petista. “É muito importante acabar com a progressão continuada. Expandir as universidades públicas é essencial. Vou continuar interiorizando o ensino universitário”, completa Dilma.

22h57 – “Se vocês dois fizerem blocão, vou fazer bloquinho com Marina”, diz Plínio a Dilma e Serra.”Se vocês fizerem blocão, nós vamos fazer bloquinho aqui”. Para Serra, proibir propriedades de mais de mil hectares é “procurar sarna pra se coçar”. Sobre a jornada de trabalho, o tucano afirma que a jornada deve ser definida pelos sindicatos, de acordo com as regiões do País. O ex-governador diz ser contra a anistia para os desmatadores.”O Serra é do latifúndio, né? “Plínio, não brinca, vai”, responde o tucano.

22h54 – Dilma considera a questão “algo muito importante para o País”. Segundo ela, não houve outro governo que tenha dado tantas condições para que “essas pessoas tivessem o tratamento que elas merecem”. Segundo a candidata, em um eventual governo seu, haverá uma política específica de acessibilidade. “As APAEs vêm sendo perseguidas”, diz Serra. “Eu não concordo com o que o candidato está dizendo”, fala Dilma. Talvez o nosso governo foi o que mais deu condições para essas pessoas. Vamos criar uma política especial para as crianças da APAE”, completa.

22h52 – Começa o segundo bloco. Serra faz outra pergunta para Dilma: “Por que o governo federal está discriminando estas entidades (de apoio aos deficientes físicos)”. Ontem, o tucano disse que vai criar o Ministério da Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

22h51 – JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO: Até agora, Dilma não citou Lula.

22h47 – Intervalo. Para o segundo bloco, os candidatos escolherão quem vai responder e farão perguntas uns aos outros. A questão terá 30 segundos de duração, com resposta de dois minutos. Haverá um minuto para réplica e outro minuto para tréplica. A ordem de quem faz as perguntas é: Serra, Plínio, Marina e Dilma.

22h44 – Dilma lembra da criação de empregos e dos programas sociais do governo Lula. “Nós agora temos as estradas duplicadas”, diz. Eu só sugiro, Dilma, que você vá a Salvador para ver um porto engarrafado”, responde Serra. “Hoje, andar em estradas no Brasil é um perigo público”, afirma o tucano.

22h42 – Dilma: “Eu acho muito confortável que a gente esqueça o passado. Não acho prudente.” Dilma cita investimentos em portos do País. “Os portos hoje tiveram um forte investimento na área de dragagem.” Ela afirma ainda que o governo duplicou estradas. Dos 20 aeroportos no Brasil, temos 19 engarrafados”, diz o tucano. “Temos de falar do futuro, do que a Infraero não fez”.

22h40 – “Você é contra a anistia”, rebate Plínio. Ele também critica a posição da petista a respeito da distribuição de terra e da redução da jornada de trabalho. “Não concordo com sua opinião. Acredito que as opiniões no Brasil têm de ser respeitadas”, afirma Dilma.

22h36 – Plínio diz que há muita convergência, e que ele traz a divergência para o debate. O candidato do PSOL pergunta as posições de Dilma para questões chaves da esquerda, como a redução da jornada de trabalho e a questão agrária. Dilma afirma que deve haver respeito aos avanços obtidos pelos movimentos sociais.

22h34 – Serra aproveita para falar sobre a Emenda 29: “Aprovei sete projetos na Saúde”.

22h30 – “Durante esses oito anos em que você foi situação e nos oito em que foi oposição que lições você tirou?”, pergunta Marina a Serra. “Fizemos a Constituinte e criamos o Real. Fizemos muitas coisas”, responde Serra. “Nunca fui da oposição do ‘quanto pior, melhor’”. Sempre me comportei dessa maneira: sempre trabalhei para todos os brasileiros, nunca para um partido”. “Fiz essa pergunta propositadamente”, diz Marina. na sua opinião, a polarização entre os dois partidos foi contraproducente para o País.”Por isso eu tenho feito essa proposta, de a partir dessa experiência, trabalhar para o Brasil avançar.”

22h27 – Dilma: “No caso da Segurança Pública, vamos usar as Unidades Pacificadoras que dão certo no Rio. Na Educação, daremos ênfase às escolas técnicas”. Na réplica, Serra diz que vai retomar os mutirões da Saúde. Dilma, na tréplica: “Eu tenho um proposta de criar policlínicas que poderiam oferecer atendimento específico. Dilma propõe a criação de centros para o combate ao câncer. “Eu não sou contra os multirões, mas acho que são políticas de urgência.””.

22h25 – Serra pergunta a Dilma: “Quais são as suas ideias e propostas concretas no caso da saúde, da educação e da Segurança?”. “Temos de completar o Sistema Único de Saúde”, começa a petista. “Acredito em amliar o Brasil Sorridente e o Samu”.

22h23 – Dilma Rousseff é a última a falar. “Eu acredito que governo sempre tem de atender simultaneamente todos aqueles problemas que afetam a população.” Dilma diz que saúde, segurança pública e educação são os pilares da política pública no País. Eu vou tratar a questão da Educação tratando da qualidade do ensino. Temos de pagar bem o professor”.

22h22 – “O combate ao crime não pode ser estadual, tem de ser federal. Para isso, vou criar um Ministério da Segurança”, diz Serra.

22h21 – José Serra começa sua fala: “Saúde, Educação e Segurança são como 3 órgãos do corpo”.

22h19 – Em sua vez, Marina Silva diz que também vai atacar os 3 problemas. “mas é claro que antes vou atacar a questão da Saúde. Eu sei o que é ficar na fila como ingente. Algumas coisas melhoraram, melhoraram. Mas a média de repasse dos municípios para a Saúde é de 22%”.

22h17 – A primeira pergunta é para Plínio de Arruda Sampaio: Entre esses 3 itens – Segurança, Educação e Saúde -, diga qual deles será o primeiro a ser combatido em um eventual governo. O candidato aproveita para criticar a “omissão” da mídia em relação à sua candidatura. Vou cuidar dos três”, diz Plínio. “Nos 3 problemas, há um problema de desigualdade social”.

22h15 – Em caso de ofensas pessoais, o candidato pode pedir direito de resposta, explica Boechat.

22h13 – O jornalista e mediador do debate, Ricardo Boechat, começa os trabalhos e apresenta os candidatos.

22h12 – O marqueteiro da campanha de José Serra (PSDB) à sucessão presidencial, o jornalista Luiz González, explicou há pouco de que forma o PSDB vai monitorar a avaliação dos eleitores em relação ao desempenho dos candidatos durante o debate da TV Bandeirantes, realizado na noite de hoje (5). De acordo com ele, o partido vai monitorar grupos em cincos Estados – São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco -, que vão utilizar um aparelho, conhecido como perception analyzer, para sinalizar quais momentos e discussões mais os agradaram ou desagradaram no debate.

O aparelho funciona como se fosse um seletor de canais, como aqueles dos antigos televisores, indicando indiferença, satisfação ou desagrado. Ao fim do debate, os tucanos gerarão um gráfico, que irá demonstrar a avaliação geral dos eleitores em relação aos temas discutidos. “Dá para saber exatamente quais pontos as pessoas desaprovaram”, explicou o marqueteiro.

Além desses grupos, o PSDB fará também análises com dois mil eleitores consultados por telefone em todo o País. De acordo com González, eles foram selecionados de forma aleatória e responderão a um questionário. Esses 2 mil eleitores, segundo o marqueteiro, já aceitaram participar do levantamento e vão responder à pesquisa assim que o debate acabar.

22h09 – A Band relembra debates realizados pela emissora após a redemocratização. Destaque para o de 1989, com as atuações de Leonel Brizola e Paulo Maluf.

22h01 – Começa o debate dos presidenciáveis na Band. Os candidatos são apresentados a partir da ordem de chegada aos estúdios.

Comentários de: André Mascarenhas, Rodrigo Alvares, Anne Warth e Malu Delgado

Fonte: Estadão 

 

Apressado, Serra chega para debate “ponto de partida” da campanha

Acompanhado apenas de sua mulher, Monica, o candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, foi o último a chegar para o debate na TV Bandeirantes nesta quinta-feira (5). Ele evitou conversar com os jornalistas e deu apenas uma rápida declaração à emissora que organizou o evento.

“O importante é contribuir para o Brasil. O confronto de ideias para as pessoas analisarem e começarem a fazer seu julgamento”, disse o tucano, que desembarcou de helicóptero por volta das 21h30. “Não diria que o debate dá o tom [da campanha], mas é um marco, um ponto de partida.”

Antes dele, chegaram Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Marina Silva (PV) e Dilma Rousseff (PT), que veio acompanhada do presidente do seu partido, José Eduardo Dutra, de Antonio Palocci, um dos coordenadores de sua campanha, e de outros assessores.

Marina chega para debate, reclama do trânsito e diz que espera diálogo

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, foi a segunda a chegar, por volta das 21h, para o primeiro debate presidencial, na TV Bandeirantes, no Bairro do Morumbi, em São Paulo, acompanhada do candidato a vice na chapa, Guilherme Leal. A verde disse que veio para debater e dialogar. “É um debate entre quatro pessoas que já fizeram muito pelo Brasil e é assim que os brasileiros devem escolher em quem votar”, afirmou.

A candidata reclamou do trânsito, dizendo que quase não conseguiu chegar “porque os brasileiros querem assistir ao seu futebol”.

Dilma chega a debate e diz conhecer projetos “com a pele”

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, chegou de helicóptero por volta das 21h à sede da TV Bandeirantes em São Paulo, onde será realizado o primeiro debate entre presidenciáveis nesta quinta-feira (5), a partir das 22h. A jornalistas, ela disse que passou a tarde repassando dados de programas do governo federal.
“Como eu participei da formulação de alguns projetos, tem uns que eu conheço com a pele. De outros, eu preciso ser lembrada”, afirmou Dilma, que chegou acompanhada do presidente do PT, José Eduardo Dutra, e de um de seus coordenadores de campanha, o ex-ministro Antonio Palocci.
A candidata afirmou que espera “tom respeitoso” no primeiro confronto na televisão com seus adversários, José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV). “Isso vai ser bom para permitir que a população perceba os diferentes projetos”, disse Dilma.

Plínio é o primeiro a chegar para debate entre presidenciáveis

    • Com quase duas horas de antecedência, Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL, foi o primeiro candidato a chegar aos estúdios da Rede Bandeirantes para participar do debate entre os presidenciáveis promovido pela emissora nesta quinta (05), às 22h.

      Plínio disse que, durante o debate, não fará o papel de “franco atirador”, apenas criticando e causando alvoroço durante as duas horas em que os candidatos irão debater suas ideias. “Tenho consciência e responsabilidade. Vim ser um porta voz do meu partido. Não sou um candidato de mim mesmo”, afirmou.

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