dedicação

>Formação educacional exige esforço

Posted on novembro 5, 2010. Filed under: dedicação, Educação, escolarização, esforço, Formação educacional, intelectual, Professor, Tendências, Unemat |

>Por Elias Januário

Para muitas pessoas a escola tem que ser um lugar o tempo todo atraente e com muita diversão. Não é bem assim a concepção de escola. A escola não tem que ser o tempo “todo” atraente e divertida, como muitas pessoas concebem essa instituição.
Quem imagina isso é porque nunca deu aula ou não é especialista na área da Educação. A escola tem que ensinar, e para conseguir isso é preciso que haja dedicação e esforço da parte do estudante, caso contrário não chegará ao ponto desejado de aprendizagem e conhecimento.
Portanto, a escola é um lugar que exige esforço. A educadora Tânia Zagury é uma das defensoras dessa opinião. Além disso defende veemente a profissão do Magistério, afirmando que se trata de uma das profissões que mais tiveram aumento de tarefas nos últimos anos.
O professor, nos dias atuais, além de ministrar os conteúdos, tem que lidar com situações que não está preparado, que não foi preparado, como por exemplo, com os Temas Transversais propostos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais.
Como discutir questões de meio ambiente ou sexualidade, em uma disciplina como matemática ou língua portuguesa, elucida Tânia Zagury. Com que competência esse docente vai lidar com esse conteúdo, sendo que durante sua formação não teve nenhuma orientação ou estudo neste sentido.
Essa situação acaba conduzindo o professor a uma situação de constrangimento diante da sala de aula, quando se sente incapacitado de discutir o tema que está proposto, ou tem que discuti-lo de forma aleatória.
Grande parte disso é resultado das tendências que vão surgindo de tempo em tempo no cenário educacional, criando modelos e linhas pedagógicas a serem seguidas, que muitas vezes são adotadas pelos sistemas de ensino sem preparar ou dar a formação teórica adequada ao seu quadro de professores.
Voltando a questão do esforço para aprender. Outro ponto intrigante, diz respeito ao mito de que o professor bom é aquele que motiva os alunos.
Motivação é diferente de diversão. Motivação tem a ver com didática e não com mágica em sala de aula. Não é papel do professor fazer da aula um show, e nada adiante se o aluno não estiver interessando em aprender.
O processo consiste em estabelecer comunicação com o público em questão, de acordo com a faixa etária e a série. Trazer coisas interessantes para o aluno e o aluno por sua vez se interessar pela aprendizagem.
Procurar relacionar o conteúdo à realidade é um método eficaz, bem como trabalhar com uma relação entre teoria e prática.
Mas não se pode esquecer, e a sociedade tem esquecido gradativamente, que a escolarização exige dedicação e esforço. O saber é uma conquista intelectual, portanto dedicação e esforço são méritos levados em consideração na formação educacional.

Elias Januário é doutor em educação, professor de antropologia da Unemat .                                     E-mail: eliasjanuario@terra.com.br

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