DEM

>DEM ganha secretaria e entra no "barco" governista

Posted on março 15, 2011. Filed under: DEM |

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O governador Silval Barbosa (PMDB) e a cúpula do DEM chegaram a um denominador comum sobre a aliança com os democratas, sob a liderança do senador Jayme Campos.
Deputado Zé Domingos Fraga, com o governador Silval: posse será no dia 25
Depois de uma longa conversa, no final da tarde desta segunda-feira (14), a cúpula da sigla aceitou compor com o Governo e, em troca, ganha o direito de indicar o titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar.
Pelo acordo, fechado durante encontro no gabinete de Silval, o deputado estadual José Domingos Fraga (DEM) vai assumir a pasta no próximo dia 25. Ao contrário do que exigiam os democratas, Fraga não poderá promover nenhuma alteração nos órgãos vinculados à secretaria, como Intermat, Indea e Empaer.
O governador Silval Barbosa disse, ao final do encontro, que o acordo com o DEM não passa pelas eleições de 2012 (para prefeitos) e de 2014 (majoritárias). “Não houve entendimento em cima de cargos, mas sim de uma proposta em benefício de Mato Grosso”.
Quanto a questão financeira da pasta, Silval adiantou que José Domingos Fraga terá autonomia, como qualquer outro secretário tem. Ele ainda negou que o DEM teria cobrado as indicações de todos os cargos da pasta.

Na questão política, o governador destacou que conversou com a base aliada nas eleições e ainda com a cúpula regional do seu partido. “Política se faz com grupo e acredito que os deputados do DEM, tanto estadual como federal, ainda o senador Jaime irão nos ajudar”, destacou.

A respeito da inclusão de mais um partido na gestão, o que aumentaria os aliados e diminuiria os espaços na gestão, Silval afirmou que não faz essa leitura do quadro político. “Não vejo dessa forma, para mim isso é bom para o Estado e demonstra a nossa unidade”, destacou Silval.

Nas eleições de 2010, o DEM fez oposição ao Governo, ao se aliar ao PSDB, que lançou o ex-prefeito de Cuiabá, Wilson Santos, ao Palácio Paiaguás. Fonte: Midia News 

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>Para o povo ou com o povo?

Posted on novembro 2, 2010. Filed under: abstenções, apresentadores, âncoras, comentaristas, DEM, Dilma Rousseff, eleições 2010, José Serra, metamorfose, Michel Temer, PMDB, povo, pronunciamento, PSDB, repórteres |

>Por Carlos Chagas

Eleições 2010 – Do primeiro pronunciamento de Dilma Rousseff depois de eleita fica uma dúvida: ela enfatizou o sentido republicano e o compromisso democrático de sua eleição, mas ressaltou estar disposta a governar para todos. 
Atenção na declaração: para todos, não com todos. Há uma diferença sutil que tanto os aliados quanto as oposições começavam ontem mesmo a analisar. Não que o PSDB, o DEM e penduricalhos esperassem alguma participação no novo governo, sequer através de propostas e sugestões. Sabem estar naturalmente excluídos do poder nos próximos quatro anos, como nos últimos oito.
O problema aparece para o PMDB e demais partidos que se empenharam pela vitória da candidata. E até para alguns companheiros. A preposição não admite discussões. Muita gente vai ficar de fora, como a partícula comprova. Ainda que todos os cidadãos possam vir a ser beneficiados pelos planos e programas da nova administração, conforme as boas intenções da presidente eleita, apenas alguns participarão da obra de governo.
Passa-se de imediato da teoria à prática. O PMDB não tem certeza de manter os seis ministérios que ocupa no governo Lula. Muito menos as centenas de diretorias de empresas estatais ou da administração direta. A tolerância do presidente Lula para com seus aliados poderá não se constituir na característica da sucessora, inclusive porque falou duro quanto se referiu à meritocracia para o exercício das funções públicas, pautando as nomeações.
Michel Temer que se cuide, apesar de duas vezes citado no discurso inicial de Dilma. Já tendo sido gentilmente escanteado na campanha, nada indica que poderá entrar no gabinete presidencial com uma lista de peemedebistas propostos para ministérios e adjacências. Assim também o monte de papagaios de pirata flagrados atrás da nova presidente em suas primeiras horas de aparição vitoriosa.
Uma dedução pode ser tirada para os tempos que se aproximam: em muito difere do Lula a primeira mulher a exercer a chefia do Executivo. O país verá aposentadas as tiradas de humor duvidoso e de comparações futebolísticas em troca de raciocínios e de iniciativas diretas e ásperas. A complacência cederá lugar à cobrança.
MUDANÇAS DE COMPORTAMENTO
Não se passaram quinze minutos após a confirmação, pelos primeiros números, de que Dilma Rousseff já estava eleita: uma singular metamorfose atacou apresentadores, âncoras, comentaristas e repórteres televisivos empenhados na narração das apurações. Fora as exceções de sempre, durante semanas, até meses, seguindo exigências e orientação dos responsáveis pelas redes, esses profissionais esmeraram-se em tratar a candidata com arrogância. Até levá-la ao ridículo tentaram. Caracterizada a vitória, virou objeto de devoções profundas. Tornou-se uma estadista.
Essas mudanças de comportamento fazem parte da natureza humana, mas, convenhamos, a mudança aconteceu rápido demais. Algumas horas depois, o mesmo fenômeno pode ser constatado pela leitura dos jornalões de ontem. A nova presidente não era mais a parceira de Erenice Guerra. Tornou-se a esperança nacional.
AS HIENAS DE SEMPRE

Deve preparar-se José Serra para o período das amargas. Começam a botar as unhas de fora aqueles que antes aderiram à sua candidatura por falta de opções, inveja ou sentimentos piores. Apontam, só agora, erros, falhas e vícios do período de campanha, quando davam a impressão de devotados e fiéis acólitos do candidato. Chegam a dizer que Serra deveria ter ficado em São Paulo, quanto tinha a reeleição certa de governador. Levantam críticas diante da aceitação de um silvícola para vice-presidente na chapa tucana, quando nem uma palavra levantaram diante da estranha indicação do deputado Índio da Costa. Sustentam que melhor teria sido a realização de prévias junto às bases do PSDB, que Serra rejeitou, e até supõem que se o candidato tivesse sido Aécio Neves, as eleições poderiam ter tido outro resultado. Trata-se de um abjeto acerto de contas, digno das hienas.
ABSTENÇÕES

No total, 29 milhões de eleitores abstiveram-se de comparecer às urnas, domingo. Um número proporcionalmente jamais verificado antes. Efeitos do feriadão, em grande parte, como mostraram as imagens da praia do Guarujá, mas não apenas isso. No Norte e no Nordeste, faltaram condições para o deslocamento de muita gente até as seções eleitorais, como no país inteiro proliferaram os desiludidos, aqueles para quem nem Dilma nem Serra mereceriam seu esforço cívico. Há uma contradição entre os que defendem o fim do voto obrigatório e o crescimento das abstenções, mas, no fim, quem terá sido mais prejudicado por elas? Sem dúvida alguma, José Serra.
Fonte: CH
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>PSDB elege 8 governadores, e oposição comandará 52,3% do eleitorado brasileiro

Posted on novembro 1, 2010. Filed under: DEM, Dilma Rousseff, eleições 2010, governadores, José Serra, PSDB |

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Eleições 2010 – A oposição, composta por PSDB e DEM, vai administrar 52,3% do eleitorado brasileiro.

Derrotado na corrida à Presidência, o PSDB saiu das eleições como o campeão na disputa pelos Estados (oito vitórias) e terá, a partir de janeiro, quase metade do eleitorado brasileiro sob sua administração _64,2 milhões, que representam 47,5% do total.

A conquista tucana nos Estados torna-se um contrapeso à vitória de Dilma Rousseff (PT), que contará com apoio certo de 16 governadores _o PMN, vencedor no Amazonas, estava na chapa de José Serra (PSDB).

Os tucanos já haviam faturado a eleição no primeiro turno em quatro Estados: São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Tocantins, sendo os dois primeiros os maiores colégios eleitorais do país.

A esse cinturão no Centro-Sul do mapa somaram-se vitórias em mais quatro praças ontem: Alagoas, Pará, Goiás e Roraima.

O resultado está acima dos prognósticos mais otimistas feitos pelo comando do partido no início da campanha, cuja expectativa era faturar no máximo seis Estados.

Em números, é o melhor desempenho da sigla desde 1994 (52% dos eleitores), quando houve uma onda nos Estados alavancada pela eleição de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Em 2006, conseguiu 43%.

A oposição faturou no primeiro turno em Santa Catarina e no Rio Grande do Norte, com o DEM.

O PT teve crescimento discreto, de 13,5% para 15,7%, ganhando em quatro Estados (AC, BA, RS e SE) e no Distrito Federal. Além da reeleição na Bahia, a grande vitória petista foi no Rio Grande do Sul.

Maior partido do Brasil, o PMDB encolheu e comandará 15,3% do eleitorado, ante 22,8% há quatro anos. A legenda administrará cinco Estados (MA, MS, MT, RJ e RO).

Outro destaque destas eleições é o PSB, que termina com seis vitórias (PB, CE, PE, ES, PI e AP), totalizando 14,8% do eleitorado. A força dos “socialistas” está concentrada no Nordeste.

CONGRESSO
O triunfo da oposição na geopolítica do país é, entretanto, relativizado pela ampla maioria que Dilma terá no Congresso.

De largada, a petista conta com 311 dos 503 deputados. Mas, se tomado o arco de partidos que hoje apoiam o governo Lula, ela teria uma base de 402 parlamentares _a maior desde a redemocratização do Brasil.

Os principais alvos de negociação do futuro governo Dilma serão PP, PTB e PV, que optaram por não se coligarem formalmente à chapa dela ao Planalto.

No Senado, a petista também terá maioria confortável, que variaria hoje entre 52 e 60 das 81 cadeiras. 
Fonte: Folha.com
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>País dividido

Posted on outubro 5, 2010. Filed under: Aécio Neves, DEM, Dilma Rousseff, José Dirceu, Lula, Merval Pereira, PSBD |

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Por Merval Pereira
Se fizermos a conta de quantos brasileiros serão governados juntando os estados em que venceram PSDB e DEM e os que os tucanos disputam com boa chance de vencer, poderemos ter a oposição governando metade do país, o mesmo em relação às receitas tributárias. O DEM venceu no primeiro turno em Santa Catarina e Rio Grande do Norte, justamente dois dos estados em que Lula se dedicou a tentar “exterminar” seus adversários.
O PSDB é o partido que elegeu mais governos no primeiro turno: Paraná, São Paulo, Minas e Tocantins. E disputa o segundo turno em cinco outros estados, com chances de vencer: Alagoas, Goiás, Pará, Roraima e Piauí. Mais uma vez o país está dividido, sem que a popularidade do presidente Lula se expresse em dominação política sobre o território.
Dilma Rousseff só venceu a soma dos votos oposicionistas de Marina e Serra em dez estados, e é enganoso acreditar que a vitória em 18 estados representa a hegemonia governista.
Na verdade, a oposição foi majoritária na maior parte do país. O estado de Minas Gerais, por exemplo, que aparece em vermelho no mapa da eleição, dificilmente pode ser considerado um território petista, ainda mais que Marina teve uma votação expressiva por lá, e a soma dos votos oposicionistas supera os da candidata oficial, ao contrário do que acontecia nas últimas eleições, onde Lula prevalecia claramente. A ida para o segundo turno significa que a vitória avassaladora do governo, a chamada “onda vermelha”, não se concretizou.
A candidata Dilma Rousseff teve mais ou menos o mesmo tamanho de votação que Lula vem tendo desde 2002, o que significa que o PSDB, se quiser vencer a eleição, terá que ampliar suas alianças eleitorais, o que o PT de Lula vem fazendo com êxito.
O PSDB tem tido regularmente cerca de 40% dos votos no segundo turno, enquanto o PT de Lula vai a 60%. Lula incorporou no segundo turno a maioria dos votos de Ciro Gomes e Garotinho em 2002, e os de Heloisa Helena e Cristovam Buarque em 2006.
Dilma entra no segundo turno como a grande favorita, precisando de pouco mais de quatro pontos percentuais para vencer. O objetivo de Serra será, por outro lado, tirar votos de Dilma, além de receber a maioria da votação de Marina. Mesmo que receba cerca de 80% dos votos que foram para a candidata verde, Serra não ganha se não conseguir roubar eleitores de Dilma.
É mais fácil para o PSDB fazer um acordo com o PV para governar do que esse acordo sair com o governo. Afinal de contas, Marina saiu do governo porque não conseguiu convencer Lula de que a questão do meio ambiente é essencial para um crescimento sustentável rumo ao futuro, e um dos principais obstáculos que encontrou pela frente sempre foi a visão desenvolvimentista de Dilma Rousseff.
Não há nenhum razão para que acredite que num futuro governo Dilma a coisa seja diferente. Por isso a tentativa do PT é para que ela fique neutra na disputa do segundo turno. Serra pode tirar votos de Dilma especialmente nos estados de São Paulo e Minas Gerais.
No seu estado, embora tenha vencido a eleição que parecia perdida apenas poucos dias atrás, Serra venceu Dilma por cerca de 700 mil votos, o que é pouco para a tradição tucana, que governa o estado há 16 anos e tem pelo menos quatro anos mais pela frente.
Desde 1994 que o PSDB vence a eleição presidencial em São Paulo por uma diferença mínima de 3,5 milhões de votos, e que pode chegar até a 5 milhões de votos. Isso quer dizer que Serra tem entre 3 e 4 milhões de votos para ganhar em São Paulo.
Em Minas, Lula sempre venceu as eleições presidenciais por uma diferença semelhante à que Dilma teve este ano, cerca de 2 milhões de votos.
O ex-governador Aécio Neves, tendo saído da eleição como o grande líder político do estado e do PSDB no país, tem condições para tentar reverter esse quadro, pois tanto em São Paulo quanto em Minas o Partido Verde faz parte da coligação do PSDB local.
Era razoável que no primeiro turno o grupo do governador Aécio Neves não pudesse se empenhar tanto na campanha presidencial, pois a prioridade era mesmo reeleger Antonio Anastasia, e as implicações políticas regionais dificultavam esse trabalho.
A coligação regional abrigava diversos partidos que apoiam o governo Lula e estavam comprometidos com a candidatura de Dilma, e por isso o voto “Dilmasia” teve grande aceitação entre os mineiros. Mas agora, vencida com êxito esta etapa já no primeiro turno, Aécio está liberado para tentar reverter essa situação.
É claro que o favoritismo de Dilma neste segundo turno está mantido, e, sobretudo, a presença do presidente Lula na campanha fará com que a manutenção da votação que Dilma teve no primeiro turno seja possível, e até mesmo provável.
Mas este será um segundo turno muito diferente de quantos já aconteceram, todos com Lula liderando a disputa.
Inclusive porque Dilma é uma candidata frágil politicamente e despreparada para uma maratona eleitoral como a que terá que continuar enfrentando. Sobretudo se levarmos em conta que o capa preta do petismo José Dirceu revelou em sua já famosa palestra a sindicalistas baianos que Dilma ainda se ressente do tratamento do câncer linfático e está debilitada fisicamente.
Disse Dirceu a respeito do cancelamento de vários compromissos de campanha nesse primeiro turno: “(…) nossa candidata estava num momento muito difícil, muito cansada, tendo que se dedicar aos programas de televisão. (…) Ela praticamente não foi ao Norte do país, vocês perceberam isso? (…) Porque primeiro nós temos mais de 40 anos de idade, segundo porque ela passou por um câncer. Ela sente muito isso ainda.”
O presidente Lula continuará comandando a campanha de seu laranja eleitoral, mas deve ter sentido o tranco das urnas, e a tendência é alterar o comportamento neste segundo turno. Ele claramente errou a mão no último mês de campanha, achando que estava tudo decidido, e perdeu a noção da realidade.
O recado maior das urnas é que a sociedade não aceita que, mesmo um presidente tão popular quanto Lula, se sinta dono do país, em condições de fazer o que quer e dizer o que as pessoas devem fazer, de escolher inimigos pessoais para exterminar.
Lula inventou sua criatura eleitoral do nada e corre o risco de inviabilizá-la politicamente se se deixar dominar pela arrogância.

Fonte: Blog do Noblat 

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>A democracia de Lula

Posted on setembro 21, 2010. Filed under: Aécio Neves, cachorros, DEM, Dilma Rousseff, Justiça Eleitoral., Lula, Merval Pereira, opinião pública, PSDB |

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De Merval Pereira
Dando como liquidada a fatura eleitoral, com a eleição de sua candidata no primeiro turno, o presidente Lula resolveu soltar seus cachorros para cima dos que ainda resistem ao que pretende ser uma razia às hostes inimigas: os meios de comunicação e os partidos oposicionistas que têm a ousadia de andar elegendo senadores e governadores em alguns estados pelo país.
Em Minas, por exemplo, onde o ex-governador Aécio Neves, além de se eleger para o Senado, está elegendo seu candidato ao governo e mais o ex-presidente Itamar Franco para a segunda vaga do Senado, Lula foi em socorro de Hélio Costa, do PMDB, candidato de sua coligação, e para tal resolveu ameaçar os prefeitos que apoiam Antonio Anastasia.
Disse explicitamente que não será um candidato do DEM ou do PSDB que conseguirá trazer do governo federal petista as melhores verbas para Minas.
A linguagem de cabo-eleitoral estava na boca de quem pode concretizar a ameaça, neste e num próximo governo petista.
Uma atitude antirrepublicana a coroar tantos procedimentos aéticos cometidos pelo presidente da República durante a campanha eleitoral.
A reação negativa que provocou nos políticos mineiros, ciosos de seus compromissos com o estado a ponto de rejeitarem a candidatura Serra por a imaginarem em oposição aos interesses de Minas, foi imediata e pode se refletir em uma rejeição também ao PT.
Esse procedimento autoritário já acontecera em outros estados em que a oposição está vencendo, como quando disse em Santa Catarina que é preciso “extirpar o DEM”, ou quando, em Pernambuco, foi grosseiro com o ex-vice-presidente Marco Maciel chamando-o de “marco zero”, ou quando vai ao Rio Grande do Norte espezinhar especificamente o senador José Agripino Maia, do DEM.
Como sempre nessas ocasiões, o presidente Lula extrapola a luta partidária para se colocar em uma arena em que a regra é matar ou morrer, e para tanto se utiliza dos instrumentos do governo, como a TV estatal que filma todos os seus comícios para uso interno, ou as inaugurações improvisadas para estar à noite, “fora do expediente”, nos comícios de sua candidata previamente marcados em combinação com a agenda oficial.
Com seu comportamento marcadamente antirrepublicano, abusando do poder político que a presença eventual na Presidência da República lhe dá, e das regalias que o cargo lhe concede, Lula vai manchando essa campanha eleitoral e a provável vitória da candidata oficial.
E se irrita com os meios de comunicação que não se submetem a seus caprichos absolutistas, invertendo o sentido da História, como, aliás, é seu hábito fazer.
Ao discursar num comício ao lado da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, em Campinas, sábado passado, Lula vituperou contra jornais e revistas que, segundo ele, “se comportam como se fossem partido político”, e chegou ao auge de seus delírios de grandeza ao afirmar que ele, sim, formava a “opinião pública”.
Usou o plural majestático “nós” para se referir a si próprio e aos presentes ao comício como “a opinião pública”, que não precisa mais de “formadores de opinião” para se decidir.
Nas duas ocasiões — quando se dispõe a aniquilar a oposição e quando fala mal dos meios de comunicação — Lula está renegando suas próprias palavras, o que também já se tornou um hábito.
Ao final da campanha de 2002, vitorioso nas urnas, Lula fez questão de, em seu primeiro pronunciamento público, ressaltar que “a Justiça Eleitoral e a participação imparcial do presidente Fernando Henrique Cardoso no processo eleitoral contribuíram para que os resultados das eleições representassem a verdadeira vontade do povo brasileiro”.
Já com relação à imprensa, o presidente Lula, em 3 de maio de 2006, conforme relembrou em nota de protesto a Associação Nacional dos Jornais, declarou ao assinar a declaração de Chapultepec, um compromisso com a liberdade de expressão, que devia “à liberdade de imprensa do meu país o fato de termos conseguido, em 20 anos, chegar à Presidência. Perdi três eleições. Eu duvido que tenha um empresário de imprensa que, em algum momento, tenha me visto fazer uma reclamação ou culpando alguém porque eu perdi as eleições.”
Ao declarar que ele sim representa a “opinião pública” junto com o seu povo, o presidente Lula tenta inverter os termos da equação, distorcendo a própria gênese da “opinião pública”, ligada ao surgimento do Estado moderno no século XVIII, quando as forças da sociedade passaram a exigir espaço para suas reivindicações contra o absolutismo do reinado.
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>Eleiçoes 2010: Vice de José Serra é o deputado Índio da Costa do Rio de Janeiro

Posted on junho 30, 2010. Filed under: Índio da Costa, DEM, eleições 2010, PSDB, Rio de Janeiro, vice, vice de José Serra |

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Depois de muitas reuniões e divulgação de informações desencontradas, o DEM e PSDB acabam de decidir o nome do deputado Índio da Costa (DEM-RJ) como vice do tucano José Serra na disputa presidencial.
 Deputado Indio da Costa do DEM do Rio de Janeiro
Juventude, deputado do terceiro maior colégio eleitoral do Brasil e relator do projeto Ficha Limpa, foram motivos levados em conta na indicação do deputado Indio da Costa a vice de José Serra
A escolha é uma vitória pessoal do ex-prefeito do Rio, Cesar Maia, e do presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ). Costa já foi secretário de administração do Rio no governo Cesar Maia.
O martelo foi batido na casa de Serra, onde estavam reunidos o tucano, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e Rodrigo Maia.
Serra irá viajar para Brasília onde ele participará da convenção do DEM. Uma sala foi montado no Hotel Grand Bittar, em Brasília, onde o partido faz a convenção. O vice será anunciado em uma entrevista coletiva marcada para começar às 17h.
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>Eleições 2010: Wilson Santos deve anunciar deputado Dilceu Dal Bosco como vice

Posted on junho 29, 2010. Filed under: DEM, deputado, Dilceu Dal Bosco, eleições 2010, PSDB, Wilson Santos |

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Deputado Dilceu Dal Bosco     

O deputado estadual Dilceu Dal Bosco deve ser anunciado oficialmente nesta terça, em entrevista coletiva, como candidato a vice-governador da chapa de Wilson Santos, numa dobradinha PSDB-DEM. O acordo foi fechado nesta segunda, após várias reuniões entre tucanos, democratas e representantes de outros partidos da coligação, como do PTB. A escolha é estratégica e busca, em tese, preencher vazios políticos e espaciais do bloco. O anúncio será feito pelo próprio Wilson, às 9h, na Fiemtec, em Cuiabá.
  
 Dilceu reside em Sinop, cidade-pólo do Nortão, principal base eleitoral do governador Silval Barbosa (PMDB), que busca a reeleição e é considerado como principal adversário. O nome do democrata atende ao acordo de cúpula, segundo o qual caberia ao DEM ficar com a vice. Além disso, a desistência de Dal Bosco da reeleição à Assembleia põe fim a uma crise entre tucanos e democratas que havia se criado com a formação de uma chapão na proporcional. Tucanos e democratas queriam chapa pura, na esperança de eleger entre 2 e 4 deputados estaduais mas, por fim, ficou definido chapão. Isso desagradou principais deputados do grupo que buscam novo mandato.
   
Perfil

    Dilceu é pecuarista, dono de emissoras de rádio e TV em Sinop e de empresa de eletrificação. Começou na vida pública como secretário de Governo no primeiro mandato do então prefeito Nilson Leitão, entre 2001 e 2002. Pelo PSDB se elegeu deputado estadual, nas urnas de 2002. No ano seguinte migrou para o PFL (hoje DEM). Se reelegeu em 2006 pelo mesmo partido. Ocupa hoje o cargo de segundo-secretário da Mesa Diretora da Assembleia.
Fonte: RDNews
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>Eleições 2010: Campanha do PSDB está em busca do tempo perdido

Posted on junho 4, 2010. Filed under: Aécio Neves, campanha, DEM, eleições 2010, José Serra, PSDB, Roberto Freire, Rodrigo Maia, Sérgio Guerra |

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Por Carlos Chagas

Reviravolta na estratégia tucana: José Serra decidiu encontrar o  mais breve possível seu companheiro de chapa. Pretende anuncia-lo  dia 12 próximo, em Salvador, quando então seriam formalizadas as duas candidaturas. Até agora a disposição do ex-governador de São Paulo era de deixar para julho a questão da vice-presidência, quem sabe  mantendo um mínimo de esperança sobre Aécio Neves reconsiderar a negativa. Se foi isso, não é mais, pois por sugestão de Serra reuniram-se esta semana os presidentes do PSDB, do DEM e do PPS, para a primeira rodada de seleção do candidato a vice.
 
Sérgio Guerra, Rodrigo  Maia e Roberto Freire estabeleceram as preliminares: o escolhido deve, de preferência, ser do DEM e do Nordeste. O leque é razoável, com Marco Maciel e José Carlos Aleluia na pole-position. Claro que mudanças de critério poderão ocorrer, ensejando um candidato  do  próprio PSDB, como Tasso Jereissati ou Sérgio Guerra.
 
De qualquer forma, o trem começa a sair da estação. Caso não encontre um túnel pela frente, chegará antes do dia 11 à capital baiana. Fonte: Claudiohumberto
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>Eleições 2010: José Serra faz pré-campanha hoje emo Cuiabá, ao lado de Wilson Santos e Antero

Posted on maio 29, 2010. Filed under: Antero, candidato, CUIABÁ, DEM, eleições 2010, José Serra, PSDB, PTB, Wilson Santos |

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Num evento suprapartidário, o PSDB, o DEM e o PTB recebem hoje, na Capital, o presidenciável tucano, ex-governador de São Paulo, José Serra. Ele chega ao aeroporto Marechal Cândido Mariano Rondon, em Várzea Grande, às 14h, onde será recepcionado pelos principais líderes das siglas aliadas, como o candidato ao governo, ex-prefeito Wilson Santos, e a presidente regional do PSDB, deputada federal Thelma de Oliveira, além do candidato ao Senado, Antero Paes de Barros, e o senador democrata Jayme Campos. 

José Serra e Wilson Santos em Cuiabá (arquivo)
Os presidentes dos diretórios estaduais do DEM, Oscar Ribeiro, e do PTB, prefeito Chico Galindo, além de representantes do PV e do PPS, também participam do ato. O evento tem o objetivo de dar o pontapé para os planos do PSDB de vencer as disputas à presidência da República e para o comando de Mato Grosso.
 

Conforme a programação da direção do PSDB, o trajeto de Serra ao local do evento, no hotel Fazenda Mato Grosso, deve durar meia hora. O presidenciável, segundo o secretário-geral do partido, Aparecido Alves, participa no evento da mesa de discussões sobre as ações do partido num projeto macro para as eleições de 2010. A ordem dos discursos ainda estava em fase de definição na tarde de ontem. A coletiva à imprensa do presidenciável ocorre no local do evento.
 

O encontro suprapartidário está marcado para ocorrer até às 18h. No entanto, a participação de Serra deve ser encerrada por volta das 17h, quando ele se despede do ato, dirigindo-se ao aeroporto. De acordo com o secretário-geral do PSDB, não está prevista palestra com o líder tucano, mas uma participação efetiva nos debates com as legendas aliadas. A visita dele em ato político do partido surge como uma aposta do grupo para ajudar o projeto de conquistar a vitória nas urnas.
 

No ato o senador Jayme Campos também deve discutir com Serra a possibilidade de assumir a coordenação da campanha tucana à Presidência na região Centro-Oeste. O senador Jorge Yanai (DEM) e outros líderes tucanos, como o ex-prefeito de Sinop, Nilson Leitão, também fazem parte do encontro. Fonte: Diário de Cuiabá


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>Câmara aprova fim do "fator previdenciário" e aumento de 7,7% aos aposentados

Posted on maio 5, 2010. Filed under: aposentadoria, DEM, fator previdenciário, líderes, PPS, PSDB, PSOL, Responsabilidade Fiscal |

>Em menos de duas horas, no dia em que a Lei de Responsabilidade Fiscal completou dez anos, o Planalto sofreu duas derrotas que, segundo cálculos dos técnicos do Câmara, criam uma despesa adicional de R$ 5,6 bilhões a partir do ano que vem ? R$ 1,8 bilhão já terão de ser gastos neste ano.

O governo foi derrotado ontem na votação da MP de reajuste das aposentadorias de valor acima de um salário mínimo ? os deputados aprovaram um índice de 7,7% ? e o fim do fator previdenciário a partir de 1.º de janeiro do próximo ano.

De forte apelo popular em ano eleitoral, os deputados preferiram transferir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o desgaste político com o vetar das propostas. A MP ainda será votada no Senado, onde os líderes da base já anunciaram apoio aos 7,7%. “Foi a noite da irresponsabilidade fiscal”, reagiu o deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP).

Os 7,7% de reajuste aprovados ontem à noite, retroativos a 1.º de janeiro deste ano, em vez da proposta negociada na semana passada, de 7%, são a soma da inflação passada e 80% da variação do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2008. A MP assinada pelo presidente Lula, em vigor desde o início deste ano, fixou 6,14%, resultado da recomposição da inflação mais 50% do crescimento do PIB.

O governo alega não ter condições para pagar aos aposentados mais que os 7%. Esse índice representa cerca de R$ 1,1 bilhão a mais do que será gasto com os 6,14%. Para pagar os 7,7%, serão mais R$ 700 milhões.

Bancadas liberadas. Na votação de ontem, a oposição tentou aprovar 8,7%, mas foi derrotada pelos governistas. Discursaram a favor do índice apenas o DEM, o PSDB, o PPS e o PSOL. Nessa votação, o placar registrou 193 votos contrários e 166 votos a favor, com uma abstenção.

O impacto do fim do fator previdenciário nos cofres públicos é estimado em R$ 3,8 bilhões em 2011, segundo estudo dos técnicos que acompanham o assunto na Câmara. O fator é usado para calcular o valor das aposentadorias levando em conta a alíquota de contribuição, o tempo de contribuição, a idade e a expectativa de vida do trabalhador.

O mecanismo do fator previdenciário foi aprovado no governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) para desestimular aposentadorias precoces e beneficiar trabalhadores que se mantivessem no mercado de trabalho. Até mesmo o PSDB, partido do ex-presidente, liberou a bancada para que os deputados votassem como quisessem. O placar registrou 323 votos a favor, 80 contra e duas abstenções.

A emenda aprovada foi apresentada pelo líder do PPS na Câmara, Fernando Coruja (SC). “Representa a volta do cálculo justo, uma vez que os aposentados vinham sofrendo um achatamento do poder de compra por causa da corrosão inflacionária”, justificou Coruja.

Na votação que resultou no reajuste de 7,7% para as aposentadorias, nem mesmo o PT ficou unido na defesa do parecer do relator, Cândido Vaccarezza, que previa os 7%. O PT liberou os deputados da bancada. Todos os demais partidos, de oposição e governistas, encaminharam o voto a favor da proposta de 7,7%, apresentada pelo deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), e defendida pela própria base. Com a evidente vitória da proposta, a votação foi simbólica, sem o registro dos votos no painel eletrônico, poupando os petistas fiéis ao governo, que votariam contra, de terem seus nomes expostos.

Líder derrotado. A votação de ontem foi mais uma derrota do líder do governo. Desde o fim de fevereiro, Vaccarezza perdeu votações importantes na Câmara. Contrariando o governo, os deputados da base incluíram o uso do dinheiro do Fundo Social para recompor o valor de aposentadorias no projeto do marco regulatório de exploração do pré-sal e a distribuição dos royalties entre todos os Estados.

Os líderes da base argumentaram que não podiam votar um índice menor do que o acertado pelos senadores, de 7,7%, porque seria um grande desgaste político com os aposentados em ano eleitoral. Os deputados temem que o Senado apareça como responsável por um aumento mais generoso para os aposentados do que a Câmara. Fonte: Estadão

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