desenvolvimento econômico

>De boca em boca

Posted on abril 18, 2010. Filed under: Conversas de rua, Creatio, desenvolvimento econômico, Educação, esporte, interesse público, Mato Grosso, Saúde, Tribunal de Contas |

>Alfredo da Mota Menezes

O caso das organizações de “interesse público” que prestavam serviços a entidades e prefeituras é um dos comentários do momento. A primeira curiosidade sobre elas é que cada uma atua em áreas tão díspares como saúde, esporte, educação, desenvolvimento econômico, gerencia folha de pagamento, dá cursos, filmagens, toma conta de índios, assenta colonos ou fura poço.
Chamou a atenção a ousada e hábil ação do Creatio em prestar serviço ao Tribunal de Contas do Estado. O TCE é quem fiscaliza as contas das prefeituras e poderes constituídos. Ao ter esse acordo com o TCE, a organização deve ter se credenciado ainda mais junto a outras entidades, principalmente às prefeituras pelo estado. Um aval desses deve ter rendido ao grupo contratos diversos em diferentes áreas de atuação.
Na UFMT tem uma enorme discussão em andamento. Tenta-se diminuir o tempo que o professor tem para pesquisa e que ele se dedique mais à sala de aula. A regra que prevalecia era que o professor em pesquisa teria menos sala de aula.
Tem gente que argui que isso é uma invenção perversa de não sei onde para transformar algumas universidades brasileiras em centros de pesquisas e outras praticamente voltadas para o ensino. Outros motivos também são alegados, como o número excessivo de professores substitutos. Que, ao aumentar a carga horária dos professores, a intenção seria diminuir a quantidade dos substitutos.
Seja por esse ou aquele motivo, um argumento que ouvi é que se teria muita gente na pesquisa na UFMT e que, no final, não tem aparecido as publicações dessas pesquisas. Se não se mostra os resultados delas, se ela não for socializada com a sociedade, dá argumento aos defensores de mais sala de aula e menos gente na pesquisa
Corre por aí que, se a Serys ou o Abicalil perder a disputa para o Senado, um seria convidado para ser vice do Silval Barbosa. O candidato a governador do grupo não gostaria de ter o PT fragmentado numa campanha. Seriam convencidos em aceitar a vice com o argumento de ajudar o projeto maior, que é a eleição da Dilma Rousseff.
Não sei se isso ocorre pelo estado, mas pelo menos em Cuiabá e no meio da classe média o Pedro Taques está se confirmando como o segundo voto de muita gente. É um dado novo da eleição para o Senado.
Chama atenção a disparidade entre os resultados das pesquisas de opinião sobre eleição. Três semanas atrás, como exemplo, um instituto de pesquisa deu nove pontos percentuais de vantagem para José Serra contra Dilma Rousseff ou 36% a 27%. Outro instituto, numa pesquisa que saiu agora, mostrou que os dois candidatos estão empatados em 32%.
Não importa quem está com a razão, o que encabula é a desproporção entre eles. Errar por alguns pontos percentuais, dentro da chamada margem de erro, é aceito. Mas não do tamanho que se viu naqueles resultados.
Na eleição passada os institutos erraram feio. Ao invés de concordarem que erraram, para não se falar em má intenção, uma das explicações dadas pelos institutos na época foi que a “culpa” era do pesquisado que falava que ia votar em fulano e depois votava em sicrano. Devemos nos preparar para o estranho mundo das pesquisas eleitorais neste ano. Têm para todos os gostos, situações e tamanho, inclusive as de MT.



Alfredo da Mota Menezes . E-mail: pox@terra.com.br site: http://www.alfredomenezes.com

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