desmatamento

>As razões para Marina Silva sair do governo Lula

Posted on maio 27, 2010. Filed under: Blairo Maggi, desmatamento, florestal, Marina Silva, Mato Grosso, Meio Ambiente |

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A pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, falou ontem sobre a operação da Polícia Federal que prendeu assessores do ex-governador de Mato Grosso Blairo Maggi por desmatamento ilegal. Marina lembrou que foram as pressões de Blairo e dos ministros Reinhold Stephanes (Agricultura) e Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) que a levaram a deixar o governo.
— Maggi fez toda aquela disputa comigo, junto com o ministro Mangabeira Unger e o ministro da Agricultura. Eles se colocaram contra mim de tal forma, querendo revogar medidas de combate ao desmatamento, a ponto de eu sair do governo. Dois anos se passaram e agora a PF mostra que eu estava inteiramente correta. O governador estava fazendo discurso pseudoambientalista e, na prática, destruía florestas.
Segundo a ex-ministra, por pouco o presidente Lula não atendeu a Blairo, que queria revogar as medidas que proibiam o desmatamento:
— Ele (Blairo) se colocou contrário aos dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, queria que Lula revogasse as medidas, e por pouco ele não revogou. Naquela hora saí. As pessoas disseram: “A senadora está sendo inflexível”. Se eu não tivesse saído, Lula talvez tivesse revogado as medidas com a pressão dos governadores, de Mangabeira e Stephanes.
Blairo teve uma conversa telefônica gravada pela PF na qual intercede, junto a um dirigente da Secretaria de Meio Ambiente, por processos administrativos que estavam “enrolados” no órgão. “Anota dois protocolos aí, para você me dar uma resposta porque esse trem tá enrolado”, pediu Blairo, em janeiro, ao então secretário adjunto de Mudanças Climáticas, Alex Marega, um dos presos na Operação Jurupari, que investiga crimes ambientais em MT.
O delegado federal Franco Perazzoni relata quatro processos em que Marega teve atuação “ativa e irregular”.
A PF prendeu ainda o ex-secretário de Meio Ambiente Luís Henrique Daldegan e o ex-secretário adjunto de Gestão Florestal Afrânio Migliari. A Justiça, porém, mandou soltar 38 dos 91 presos. Blairo negou interferência na Secretaria de Meio Ambiente e disse que, em nenhum momento, a conversa “configura solicitação de privilégios”. Fonte: Blog do Noblat
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>Mato Grosso negocia contrato de carbono no exterior

Posted on novembro 13, 2009. Filed under: carbono, Clima, contrato de carbono, Copenhague, Degradação, desmatamento, Mato Grosso, Seminário |

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O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), pretende fechar contratos de negociação de carbono entre empresas estrangeiras e produtores agrícolas de seu Estado ,durante o Seminário Internacional sobre Mudanças de Clima, que será realizado pela Organização das Nações Unidas, no próximo mês, em Copenhague (Dinamarca). Esta deve ser uma das bandeiras brasileiras no encontro, mas o Mato Grosso quer se posicionar à frente, já mostrando que a ideia pode ser colocada em pratica.


“O Mato Grosso levará seu projeto de REDD Estadual”, disse, referindo-se à Redução de Emissões para o Desmatamento e Degradação. A intenção é a de que empresas que registrarem altos volumes de emissão de carbono paguem US$ 5,00 por tonelada de carbono armazenado. A estimativa inicial do governador é a de que se fechem acordos para evitar a emissão proveniente de 100 a 120 hectares por ano no Estado.

Fonte: 24HorasNews

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>Desmatamento na Amazônia caiu 31,8% em setembro

Posted on novembro 4, 2009. Filed under: Amazônia, desmatamento, INPE |

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O desmatamento na Amazônia caiu 31,8% em setembro deste ano em comparação ao mesmo mês do ano passado. É uma grande redução, uma boa notícia. Mas ainda há muito a ser feito.

O total desmatado permanece elevado: foram 400 quilômetros quadrados, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Isso equivale em espaço a um terço do município do Rio.

Outro porém: no mapa, as áreas rosas são regiões encoberta por nuvens. O centro-leste do Pará é uma das mais intensas em desmatamento e não teve desmatamento identificado por causa delas.

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>O perfil de Blairo Maggi na Revista Veja

Posted on setembro 12, 2009. Filed under: Amazônia, ambientalistas, Blairo Maggi, desmatamento, Grupo Amaggi, Revista Veja, The New York |

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A metamorfose de Blairo O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, já foi chamado de “estuprador da Amazônia”. Agora, mudou o discurso e a prática. Quer até premiar os fazendeiros que não desmatarem. Por essas e outras, tornou-se xodó de ambientalistas

Em 1956, uma amiga de Lúcia Borges Maggi sugeriu que elas dessem a seus filhos os nomes de uma dupla de cantores sertanejos: Blairo e Clairon. Jamais houve um segundo Clairon (em lugar dele, nasceu uma menina), mas o filho de Lúcia não seria um Blairo necessitado de parceiro para fazer carreira. Atual governador de Mato Grosso, Blairo Borges Maggi é um dos mais ricos políticos brasileiros – e uma admirável exceção por não ter feito fortuna na política. Seu conglomerado, o Grupo André Maggi (nome do pai, que o fundou), movimenta 8% de toda a soja produzida no Brasil e fatura 2,4 bilhões de dólares por ano. Mas não foi a riqueza que tornou Blairo célebre. Foi o terror que inspirava nos ambientalistas do Brasil e do mundo. Ele era considerado o mentor, o executor, o defensor da derrubada da floresta mato-grossense num ritmo chinês para o cultivo de soja. Seu despudor em relação à questão ambiental era tamanho que, quando chegou ao governo, em 2003, ele deu a seguinte declaração ao jornal The New York Times: “Um aumento de 40% no desmatamento da Amazônia não significa nada. Não sinto a menor culpa pelo que estamos fazendo aqui”. Desde 2008, porém, vem-se operando uma metamorfose em Blairo. Tanto que, agora, há ambientalistas entre seus simpatizantes.

Governador Blairo Maggi

Um deles é o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Há apenas dezesseis meses, o ministro disse que, se o governo deixasse, Blairo plantaria soja até nos Andes. Hoje, ele já não poderia afirmar o mesmo. No último ano, o desmatamento da Amazônia caiu 47% – e boa parte disso se deve ao estado administrado por Blairo. Entre agosto de 2007 e julho de 2008, foi ceifada a cobertura vegetal de 8 200 quilômetros quadrados da região. De agosto de 2008 a julho deste ano, a devastação caiu para 4 300 quilômetros quadrados. Mato Grosso contribuiu com uma redução de 2 000 quilômetros quadrados. “É por isso que estamos em paz com Blairo”, explica Minc. “No começo da minha gestão, não dei prioridade à política ambiental. Foi o maior erro que cometi”, reconhece o governador, que chegou a ser chamado de “estuprador da floresta”. Antes escorraçados, os movimentos ambientalistas passaram a participar de suas decisões.

Blairo adotou bandeiras caras aos ambientalistas, como a adoção de medidas que desestimulam a pecuária extensiva, uma das principais razões do desmatamento. Também passou a advogar em prol da regularização da situação fundiária dos fazendeiros que atuam nas bordas das florestas – precondição para punir os proprietários que abrem clareiras maiores que o permitido por lei. Ela acabou sendo adotada em maio com a edição da Medida Provisória 458. Falou-se que a metamorfose de Blairo começou em 2008, mas em 2006 ele já emitia sinais contraditórios em relação a seu discurso de “Motosserra de Ouro”, título que lhe foi conferido pelo Greenpeace. Naquele ano, ele persuadiu os grandes esmagadores de soja do país a assinar a “moratória da soja”. Por esse acordo, renovado neste ano, os esmagadores se comprometeram a não adquirir mais grãos oriundos de áreas recém-desmatadas. Há alguns meses, ele abraçou uma proposta da rede varejista Wal-Mart de reproduzir a iniciativa no setor de carnes. E, com o empurrão de Blairo, os maiores frigoríficos do país se comprometeram a não comprar mais bois criados em áreas de desmatamento ilegal. Ah, sim, como se não bastasse, ele se dispôs a fiscalizar o cumprimento do acordo. “Há uma percepção de que Blairo Maggi mudou sua visão sobre o problema ambiental e existe um reconhecimento pelo seu esforço nesse sentido”, diz Steve Schwartzman, da ONG Environmental Defense Fund, com sede em Washington.

Até o fim do ano, o governador de Mato Grosso pretende dar a prova definitiva de sua conversão. Ele quer ser o primeiro governante a compensar financeiramente, em grande escala, quem não devasta. Propõe pagar 150 dólares aos fazendeiros por hectare de floresta preservado. O dinheiro, se tudo der certo, será fornecido por ONGs europeias e grandes empresas. Blairo diz que já tem garantidos recursos suficientes para sustentar um projeto piloto de 105 000 quilômetros quadrados no noroeste do estado, onde a floresta ainda está intacta. Esse sistema, conhecido como Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD), é defendido por ambientalistas de peso. Blairo tenciona anunciá-lo no fim deste mês durante a Conferência Internacional de Governadores sobre o Clima Global, a ser realizada em Los Angeles. Na edição de 2008 desse encontro, o governador mato-grossense dividiu as atenções da imprensa internacional com o ator Arnold Schwarzenegger, que governa a Califórnia. O REDD lhe renderá novos holofotes. Em dezembro, Blairo fará também uma apresentação do programa na Conferência sobre Mudanças Climáticas que as Nações Unidas realizarão em Copenhague, na Dinamarca. “Blairo esverdeou”, comemora Paulo Adário, um dos líderes do Greenpeace no Brasil.

Vista de fora, a metamorfose do governador parece fruto de romantismo. Não é. Blairo continua a agir como um homem de negócios. Ele entendeu que o discurso de que Mato Grosso é um dos celeiros do mundo não colava mais e que o bombardeio ambientalista poderia comprometer suas empresas e o futuro do estado. Na Europa, por exemplo, alguns dos principais compradores esboçavam impor restrições à importação de soja, carne e outros produtos de Mato Grosso. Piruetas pragmáticas, aliás, não são exatamente uma novidade na biografia de Blairo. Há uma década, quando percebeu que havia compradores dispostos a pagar mais pela soja convencional, forçou toda uma região, o Chapadão do Parecis, situada no noroeste de Mato Grosso, a cultivar apenas esse tipo de lavoura. Para fazer isso, Blairo, que também é um poderoso intermediário nas transações do grão, passou a pagar menos pela soja transgênica. Com isso, exterminou a cultura geneticamente modificada.

Uma das áreas de plantio de soja mais produtivas do país, o Chapadão do Parecis foi desbravado pelo pai de Blairo, André. Nos anos 80, ele começou a adquirir glebas em torno da Fazenda Sapezal, que, hoje, se estende por 70 000 hectares e é gerida de forma tão profissional quanto uma montadora de automóveis. Lá, o piso salarial é de 1 500 reais por mês. Os gerentes ganham 300 000 reais por ano, mais bônus por produtividade. Sapezal é cortada por estradas que, somadas, cobririam a distância entre Brasília e Belo Horizonte. O negócio se viabilizou porque Blairo encontrou uma maneira eficiente de escoar a soja lá produzida para a Europa. Em uma palestra, ouviu que era possível fazer uma hidrovia ligando Porto Velho, em Rondônia, nas margens do Rio Madeira, ao Atlântico. Ele, então, pediu ajuda ao governo amazonense e dinheiro ao BNDES, para tirar a hidrovia do papel e construir um porto na cidade de Itacoatiara, no Amazonas.

Sapezal é o palco de uma das maiores obras públicas de Blairo – que ele ergueu na condição de empresário. O governador e seu pai compraram uma fazenda vizinha à Sapezal e, nela, construíram uma cidade. Sim, você leu certo: uma cidade. Mas não uma cidade favelizada, como tantas que existem na Amazônia. Sapezal é toda asfaltada e iluminada. Tem água tratada, esgoto, escolas e hospitais. Lá, Blairo instalou uma das sedes do seu grupo. Além disso, num ato de fé no capitalismo, vendeu terrenos a seus competidores para que eles se instalassem na cidade. Emancipado há quinze anos, na última safra, o município se transformou no segundo maior centro de comercialização de soja do país. Sapezal resume a saga dos Maggi, que chegaram aos bilhões em apenas uma geração.

Nos anos 50, o gaúcho André Maggi emigrou para o Paraná. Primeiro, explorou madeira. Depois, dedicou-se à agricultura. Bem-sucedido, conseguiu formar o filho engenheiro agrônomo – e o despachou para Mato Grosso. Os sinais do nomadismo da família são visíveis. Blairo classifica sua casa na Fazenda Sapezal como um hotel. Parece mesmo. Ele inclusive deu nome às várias suítes e pôs na porta de uma delas uma placa em homenagem ao presidente Lula, que lá pernoitou. Seu apartamento em Cuiabá tem ares de acampamento. É nesse imóvel que Blairo mantém uma imagem de meio metro de altura de Nossa Senhora Aparecida.

Explica-se: ele diz ter ingressado na vida pública para cumprir uma promessa feita à santa. Há dez anos, descobriu que sua filha Ticiane desenvolvera um câncer linfático. Prometeu a Nossa Senhora Aparecida que entraria na política se ela se curasse. A princípio, pensou em pagar a dívida como suplente de senador. “Depois, tive medo de que Ticiane sofresse uma recaída e resolvi fazer uma carreira de verdade.” Candidatou-se, então, pelo PPS ao governo de Mato Grosso. Era azarão, mas venceu. Em 2006, reelegeu-se e migrou para o PR. Dois anos mais tarde, candidatos apoiados por ele perderam a eleição municipal em Cuiabá e em Rondonópolis, onde fica a sede-mor do Grupo André Maggi. Motivo: durante a campanha, foram divulgados vídeos que mostram aliados de Blairo tentando comprar apoio político. A esse golpe duríssimo se seguiu outro, no plano pessoal: no início deste ano, sua mulher, Terezinha, sofreu complicações graves depois de se submeter a uma cirurgia bariátrica.

Nos dias passados ao lado dela no hospital, Blairo concluiu que a dívida com Nossa Senhora Aparecida havia sido quitada e, portanto, poderia deixar de lado a vida pública. Ele participará da campanha da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República e, em seguida, voltará a ser empresário em tempo integral. Trabalho não faltará: o Grupo André Maggi abriu uma subsidiária em Roterdã, na Holanda, que lhe agregou oitenta novos clientes, comprou uma esmagadora de soja na Noruega, a Denofa, e se associou à trading japonesa Marubeni, para fornecer 1 milhão de toneladas de soja por ano ao mercado asiático. E Blairo ainda sonha em constituir uma empresa dedicada à criação e abate de frangos. “Nessa nova etapa da minha vida, quero provar que produção e preservação não são excludentes. Esverdeei de verdade”, diz ele.


Felipe Patury, de Sapezal, e José Edward, de Cuiabá Fonte revista Veja

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>Mato Grosso está em 1° lugar no ranking dos que mais desmataram o Cerrado

Posted on setembro 11, 2009. Filed under: bioma cerrado, cerrado, desmatamento, Diversidade Biológica, Mato Grosso |

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Mato Grosso é o estado com maior número de municípios na lista dos que mais desmataram o Cerrado entre 2002 e 2008, divulgada nesta quinta-feira (10) pelo Ministério do Meio Ambiente. Dos 60 municípios que, juntos, foram responsáveis por um terço da devastação no período, 14 são matogrossenses.

O desmatamento no bioma já atingiu 48,2% da cobertura original quase um milhão de quilômetros quadrados. A média é de 1% de vegetação nativa a menos por ano.

Apesar da maioria mato-grossense, quatro municípios baianos lideram a lista: Formosa de Rio Preto, São Desidério, Jaborandi e Correntina, na região oeste do estado. “É um dos arcos do desmatamento no Cerrado”, apontou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. A região central de Mato Grosso também é considerada crítica, com base nos dados de 2002 e 2008.

Em todo o bioma, a expansão das lavouras de cana-de-açúcar, da soja, da pecuária, da produção de carvão e as queimadas (naturais ou provocadas) são os principais vetores de desmatamento.

Os municípios listados pelo ministério serão alvo de ações prioritárias do governo, como já acontece nas cidades que mais desmataram na Amazônia Legal. Entre as medidas, que integram o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento do Cerrado (PPCerrado), lançado nesta quinta-feira (10), estão a previsão de aumento das operações de fiscalização e controle e a oferta de alternativas econômicas para as pessoas que se beneficiam do desmate ilegal.

“O peso das medidas econômicas vai ser muito maior (que o da repressão). O ‘direito de derrubar’ é muito maior que na Amazônia (onde a reserva legal é menor)”, comentou Minc.

Além de frear o desmate, o governo quer aumentar o percentual de áreas de preservação no Cerrado. Atualmente, a soma de unidades de conservação federais e estaduais corresponde a 7,5% da área total do bioma. A meta, assumida inclusive internacionalmente no âmbito da Convenção da Diversidade Biológica, é chegar a 10%.

Fonte: Olhar Direto

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>Desmatamento, os verdadeiros responsáveis

Posted on agosto 26, 2009. Filed under: agricultura, Código Ambiental, desmatamento, ecológico, sustentabilidade |

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Por falta de orientação quando da abertura de áreas rurais e, também, em função de uma legislação com forte cunho ideológico, o Estado de Mato Grosso e os demais convivem com passivos ambientais, causados especialmente pelo desmatamento. Esta realidade se converteu num dos mais sérios problemas colocados sobre o meio produtivo rural. Afinal, as mercadorias mais produzidas no Brasil (alimentos) são cobiçadas pelo planeta.


Claro que sob o aspecto de mercado, despertamos outras Nações quanto à nossa capacidade de produção das principais commodities agropecuárias. Assim, sofremos os revezes da concorrência , onde se tornou imperativo para os concorrentes descredenciar nossa sustentabilidade, quer seja ambiental ou social. Tanto isto é verdadeiro que todas as iniciativas para consolidar nossa sustentabilidade ambiental não provocam qualquer eco entre os ambientalistas e alguns segmentos do próprio governo.


Outra constatação de que muitos segmentos não têm interesse na consolidação de nossa sustentabilidade foram as palavras do ministro Reinhold Stephanes, da Agricultura, durante a Bienal da Agricultura em Mato Grosso, quando falava à plateia a respeito da produção de etanol no Brasil: “O etanol polui doze vezes menos do que a gasolina. Mas ninguém discute a extração de petróleo. E o fato é que as maiores ONGs que atuam no território nacional são pagas por empresas petrolíferas.”


De fato têm muita gente que não quer discutir a sustentabilidade da produção brasileira. Reconhecer isto é reduzir a médio e longo prazos as possibilidades de continuarem a ganhar dinheiro em suas atividades. Mas têm outros segmentos que precisam assumir suas responsabilidades quanto ao passivo ambiental em função do desmatamento para produção de alimentos no Brasil. São os governos municipais, estaduais e federal e, ainda, os bancos, multinacionais e tradings que financiaram a produção em determinadas áreas, além da indústria que transformou essa matéria prima.


Aliás, a indústria que financiou as atividades agropecuárias em áreas hoje tidas como ilegais é a mesma que decreta moratória ambiental a agricultura. Um disparate! Por outro lado, os governos que editam medidas de comando e controle punem, processam, multam os proprietários rurais são os mesmos que arrecadaram impostos atinentes à produção nas áreas chamadas ilegais. Não temos dúvidas, moralmente os governos são litisconsortes em todas estas ações. Em Mato Grosso, mais ainda, já que o instrumento para ordenar o uso do solo, denominado Zoneamento Socioeconômico e Ecológico, está prestes a comemorar o 20º aniversário de inicio de sua elaboração.


Autoridades indagadas a respeito desta questão concordam que não é justo cobrar apenas de um agente envolvido, inclusive o próprio governador Blairo Maggi, mas pondera que a legislação remete ao modelo de gestão ambiental que temos. Outros entendem que deve ser distribuída a responsabilidade, mas que não se aumentem impostos para resolver esta questão. De fato, a legislação precisa ser modificada, porém, quanto a aumentarem impostos para responsabilizar os entes públicos pela sua participação do que se convencionou de crime ambiental, não é necessário.


Assim, se o Estado cobra do proprietário rural a diferença de suas reservas legais, por que não calcular o equivalente ao valor recebido em impostos e o Estado e a União, que possuem terras públicas, oferecerem estas áreas para somar a parcela dos bancos, da indústria, do comércio e dos produtores rurais e sanar a falta de reserva legal? Já os municípios devem ficar de fora desta conta, nos últimos anos tem recebido muitas obrigações e não recebem dos Estados e da União recursos financeiros suficientes.


Isto precisa ser feito! Vamos adequar a legislação que pode pegar o bonde da discussão do Código Ambiental pelo Congresso Nacional e outra é uma discussão honesta com todos os responsáveis pelos desmatamentos. Produtores, esta conta não é só nossa!


Autor:Amado de Oliveira Filho é economista, especialista em mercados de commodities agropecuárias e direito ambiental. E-mail: amadoofilho@ig.com.br- Fonte: A Gazeta

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>Desmatamento leva 14 para cadeia em MT e MS

Posted on maio 11, 2009. Filed under: desmatamento, Empresários de Sinop e Marcelândia, Gaeco, Ministério Público, Operação Cupim, Polícia Rodoviária Federal |

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Ministério Público do Mato Grosso do Sul e o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriram hoje 14 mandados de prisão e 22 de busca e apreensão contra empresários de Mato Grosso e servidores públicos do Mato Grosso do Sul.

Segundo a PRF, foi estimado que em pouco mais de um ano, a organização criminosa tenha movimentado mais de R$ 10 milhões com o desmatamento na Amazônia. Pelo menos 650 caminhões e carretas teriam utilizado o esquema fraudulento, somando mais de 32 mil metros cúbicos de madeira beneficiada.

As prisões aconteceram durante o cumprimento da Operação Cupim, com o objetivo de desbaratar uma quadrilha que desmatava ilegalmente a floresta Amazônica, falsificava documentos, sonegava impostos, além de corromper servidores públicos e lavagem de dinheiro.

Também foram apreendidos computadores, notas fiscais adulteradas, carimbos, cofres, armas e munições. A operação nasceu da investigação do Gaeco de Mato Grosso do Sul e da fiscalização da Polícia Rodoviária Federal nas BR-262 e 163. O esquema contava com a conivência de técnicos de fiscalização financeira da Secretaria de Administração e de agentes tributários da Secretaria de Fazenda do Mato Grosso do Sul.

Os servidores acobertavam o transporte e comercialização de madeiras nobres e ameaçadas de extinção, como Peroba e Castanheira. Também está sendo investigado o corte de árvores em área de proteção e reservas indígenas. Os primeiros levantamentos mostram que a fraude ocorria desde abril de 2008.

Empresários de Sinop e Marcelândia (MT) eram responsáveis pela extração irregular de madeira. Caminhões e carretas assumiam o transporte dos produtos florestais, que quase sempre eram misturados a madeira de pouco valor e de livre comércio, para não levantar suspeitas.

A prova de especialização do grupo estava no esquema de sonegação tributária. Uma mesma nota fiscal era emitida para até cinco carregamentos simultâneos, que utilizavam o Mato Grosso do Sul como corredor para chegar aos mercados de São Paulo e Paraná.

Se um dos veículos fosse fiscalizado, imediatamente os demais eram avisados e orientados a interromper a viagem, até que a nota fiscal que eles portavam fosse substituída. Fonte: UOL

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>Blairo voltou dos Estados Unidos afirmando proposta para manter floresta em pé

Posted on dezembro 11, 2008. Filed under: bioma amazônico, Blairo, Blairo Maggi, desmatamento, Estados Unidos, floresta, floresta de pé, mudanças climáticas, questão ambiental |

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Blairo diz que tem proposta para manter floresta de pé

Após retornar de sua viagem aos Estados Unidos, o governador Blairo Maggi (PR) voltou a defender a tese de que a solução para o problema do desmatamento é remunerar tanto os produtores rurais como a população que vive no bioma amazônico para que estes deixem a floresta de pé.

“A floresta só será salva quando o sujeito que depende dela for retribuído financeiramente para não desmatá-la”, sugeriu Maggi, em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (11).

De acordo com o governador, diferentemente do que ocorre no Brasil, a proposta de agregar valor econômico a floresta de pé foi bem recebida pela comunidade americana. “Essa rejeição só existe no Brasil. Nos EUA a proposta foi bem aceita. A pergunta é quem vai pagar essa conta?”, indagou, isentando-se dessa responsabilidade como gestor público, sob a alegação de que o Poder Executivo estadual não teria recursos para tanto.

Ainda falando sobre a questão ambiental, Blairo Maggi adiantou que pretendente, logo no primeiro semestre de 2009, apresentar um projeto de lei voltado para as mudanças climáticas.

Segundo Blairo, a proposta estará diretamente relacionado com o projeto de Zoneamento Sócio-econômico Ecológico, que já está sendo discutido, por meio de audiências públicas, no interior do estado.

Questionado sobre quais medidas estariam sendo estudadas nesta proposta, Blairo esquivou-se, limitando-se a dizer que “o assunto será discutido mais para frente”. “A idéia é discutir com a sociedade políticas de mudanças climáticas”, afirmou.

Política

Apesar de ter sido indagado pela imprensa local, Blairo preferiu não falar sobre política. Dentre os temas que Maggi se absteve de comentar, está a mudança do seu secretariado. Conforme o líder governo na Assembléia Legislativa, deputado Mauro Savi, as articulações para que ao menos um deputado passe a integrar o staff de Maggi estão a todo vapor.

Ainda de acordo com o parlamentar, está prevista ainda para esta semana uma reunião entre os deputados que compõem a base do governo e o chefe do Poder Executivo.

(Luana Braga – Fonte: PnBOnline)

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