Dia do Professor

>Dia do Professor: A difícil missão de ensinar

Posted on outubro 15, 2010. Filed under: alunos, Dia do Professor, Educação, escola, Ibope, missão de ensinar, OIT, pesquisa, professores no Brasil |

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Os professores no Brasil são mal remunerados, trabalham em excesso, têm pouco tempo para se qualificar, estão desmotivados e sobrecarregados. Este é o resultado de uma pesquisa feita pelo Ibope (em 2009), a pedido da Confederação Nacional de Indústria e do movimento “Todos pela Educação” para mostrar o perfil do educador brasileiro. Um ano depois será que estes dados mudaram? Se a mesma pesquisa for realizada hoje as respostas serão as mesmas, já que muito pouco foi feito no país para alterar essa realidade.
Parabens e reflexão aos professores pelo seu dia
Com raras exceções, o professor brasileiro dá um duro danado, se desdobra em mil para conseguir reforçar a renda familiar, já que o salário que recebe é um dos mais baixos do mundo, segundo levantamento feito pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 40 países. A situação dos brasileiros só não é pior do que a dos professores do Peru e da Indonésia. Um profissional da educação no Brasil, em início de carreira, recebe uma média de US$ 5 mil por ano. Na Alemanha esse valor sobe para US$ 30 mil por ano, mais de seis vezes a renda no Brasil. A Argentina paga US$ 9.857, exatamente o dobro da renda do brasileiro.
Não bastasse a questão salarial, os professores vivem no limite. Para ganhar um pouquinho a mais, muitos trabalham até 3 períodos. Sobrecarregados. não têm tempo de se qualificar, comprometendo assim o ensino, já que lá na ponta os alunos sairão perdendo.
O estudo mostra que, no país, apenas 21,6% dos professores primários têm diploma universitário, contra 94% no Chile. Nas Filipinas, todos os professores são obrigados a passar por uma universidade antes de dar aulas.
Tem ainda a falta de infraestrutura, problema mais evidente na rede pública de ensino. Os professores ensinam em salas quentes e na maioria das vezes abarrotadas de alunos. Dados da OIT e da Unesco mostram que o Brasil é um dos países com o maior número de alunos por classe, o que prejudica o ensino. Segundo o estudo, existem mais de 29 alunos por professor no Brasil, enquanto na Dinamarca, por exemplo, a relação é de um para dez. Quanta diferença!
Além disso têm que conviver com alunos que nem sempre estão de fato interessados em aprender, que vão para escola por pura obrigação ou imposição dos pais, estes não raro delegam à escola (leia-se os professores) a tarefa de educar, de ensinar valores, papel esse que é obrigação de pai e mãe e não da escola.
Ainda assim com tantos problemas, frustrações e falta de reconhecimento eles estão lá, firmes e fortes, com material didático em mãos e prontos para iniciar um novo dia e ajudar este país a ter um futuro melhor. A estes guerreiros nossos parabéns, não apenas por hoje, mas por todos os dias de luta!
Fonte: A Gazeta
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>Professor, vendedor de sonhos

Posted on outubro 15, 2009. Filed under: Dia do Professor, sonhos, vendedor de sonhos |

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Os professores deveriam trabalhar menos e ganhar mais. Eles exercem uma missão tão nobre: educam os jovens para a vida. São os profissionais que mais contribuem para a humanidade, mas são muito desvalorizados profissionalmente. O resultado dessa desvalorização educacional é o caos que a sociedade vive: relativismo da dignidade humana, perdas dos valores morais: tudo é permitido, inclusive a profissionalização do sexo.

O governo que não valoriza os professores fere e mata intelectualmente os jovens, retarda e asfixia o futuro da nação. Investir na educação é acreditar e esperar por uma sociedade solidária, fraterna.

Percebe-se que muitos jovens não sentem vontade de estudar. Estão sem motivação, sem sonhos. Logo, atribuir a culpa só ao governo e aos professores seria, no mínimo, desonestidade intelectual.

Lembro-me que a última vez que os jovens saíram à rua e lutaram por um objetivo foi por ocasião do impeachment do presidente Collor, no ano de 1992. Os caras-pintadas encabeçaram esse movimento. Mas depois desse episódio os jovens tornaram-se passivos, uma massa amorfa, sem direção. Isso é preocupante.

Cá pra nós, um jovem que não tem sonho é um jovem que morreu, só falta ser sepultado. Vive-se a era dos estudantes “cadáveres”. Infelizmente, esta é a realidade de boa parte dos alunos. Eles raramente têm ideais, projetos de vida, sonhos. Como padre e professor fiquei preocupado por ocasião de um encontro vocacional com cerca de trinta e cincos jovens (rapazes e moças) quando indaguei quais eram os sonhos e perspectivas que eles tinham acerca do futuro.

Alguns responderam: – “Sonho? Hum… hum…, não tenho”. Indaguei de uma maneira diferente: O que vocês esperam do futuro? A resposta que me deram foi inquietante!: – “Não sei…, nunca parei pra pensar nisso!”

Essa resposta coloca em risco o futuro da nação. Os jovens do presente serão os profissionais do futuro. Quem não sonha não tem perspectiva de vida… Sem sonho nossa vida torna-se vazia, sem graça, sem motivação nenhuma. Sonhar é preciso.

Por isso, sugiro aos pais e professores o filme “O Rio” que nos ajuda a refletir acerca do futuro. Precisamos descobrir o viagra do sonho, para estimular e ajudar os jovens a sonhar, porque o futuro de uma nação passa pela determinação e sonhos dos jovens. Sonho de cursar uma faculdade e de fazer um mestrado, um doutorado; sonho de casar, ter filhos e constituir uma família, sonho de ter um bom emprego e tornar-se chefe da empresa onde trabalha…

Os professores são vendedores de sonhos. Eles mostram para os jovens que os sonhos são possíveis de ser realizados. Sonhar nos mantém vivos. Quem não sonha estaciona no tempo. Torna-se pedra de tropeço para os outros. Devemos sonhar todos os dias e mesmo que tais sonhos e objetivos não se realizem, nunca devemos recuar de nossos objetivos, pois a única derrota da vida é a fuga diante das dificuldades. Um jovem que morre lutando por seu sonho e por seu ideal de vida é um vencedor.


Autor:Lenildo Santana é padre da Diocese de Juína. Licenciado em Filosofia; bacharel em Teologia e pós-graduado em Comunicação Social-PUC-SP. Fonte: A Gazeta

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