Dilma Roussef

>Mudanças na campanha do para segundo turno de José Serra

Posted on outubro 4, 2010. Filed under: campanha tucana, Dilma Roussef, eleições 2010, José Serra, Luiz Gonzalez, PSDB |

>Eleições 2010, 2º turno – O comando da campanha do PSDB à Presidência vai mudar o formato do programa para o segundo turno. Até o slogan “O Brasil Pode Mais” será substituído nessa nova etapa.

A campanha tucana ganhará um tom mais “positivo”, reforçando motes na linha “Serra É do Bem”, em confronto com a ideia de que o PT oferece ameaça à democracia brasileira.

Haverá ainda novo cenário para o programa eleitoral. As mudanças estão sendo conduzidas pelo marqueteiro Luiz Gonzalez, que ganhará mais poder nesta segunda fase da corrida eleitoral.

O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, convocou para a manhã de hoje uma reunião com integrantes da cúpula da campanha para discutir novas estratégias. Tanto ele quanto Serra defendem participação efetiva de políticos já eleitos na campanha, como Aécio Neves, o senador mais votado em Minas Gerais.
“Temos que nos unir para resistir ao cerco petista”, afirma Guerra, que passará a morar em São Paulo. Articulador de Serra, o deputado Jutahy Magalhães (BA) também deve fixar residência na capital paulista.

Serra tem recomendado pressa aos integrantes da campanha. “Não vamos parar nem 24 horas”, afirmou Indio da Costa. O vice na chapa tucana será, aliás, um dos interlocutores com o PV, cujo apoio é objeto de desejo de Serra. O candidato tucano vai procurar o verde Fábio Feldman, candidato derrotado ao governo de São Paulo.

ELOGIO A MARINA

O flerte com o PV teve início logo no primeiro pronunciamento de José Serra após o primeiro turno. “Eu queria me congratular com Marina Silva pela votação expressiva. Ela contribuiu com o jogo democrático do Brasil”, afirmou o candidato tucano.

Serra também elogiou a candidatura de Marina pela capacidade demonstrada por ela de atrair participação dos jovens na vida política.

O tucano também fez um gesto em direção ao ex-governador de Minas e senador eleito, Aécio Neves (PSDB).

Numa festa organizada por tucanos, Serra encerrou seu discurso pedindo um minuto de silêncio pela morte ocorrida ontem do pai do ex-governador, Aécio Ferreira da Cunha.

COFRE

Sem citar o nome de Dilma Roussef, Serra insinuou que ela esconde opiniões e dados de sua biografia. “Caminho agora acompanhado das minhas crenças que todos conhecem. Não tenho nada guardado em cofre, nada secreto. Na verdade, tenho uma cara só, o que na vida pública é muito importante para que a população possa se fazer autenticamente representada”, disse.

“Ofereço a minha biografia, meu jeito de ser e minha vida limpa”, completou o candidato tucano.

Serra disse que vai trabalhar pela integridade das instituições e prometeu um país mais justo e mais generoso. Afirmou ainda que irá para a disputa do segundo turno com a “cabeça erguida e com o coração aberto”.
Fonte: Folha

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>Limites

Posted on setembro 25, 2010. Filed under: Dilma Roussef, Gisele Bundchen, Jornal Nacional, José Serra, Limites, Marina Silva, Merval Pereira, Pedro Simon, Pesquisa Ibope, PMDB, tendência |

>Por Merval Pereira

A pesquisa do Ibope divulgada ontem pelo Jornal Nacional confirma a tendência de redução da diferença entre a líder Dilma Roussef e seus mais próximos competidores, o tucano José Serra e a verde Marina Silva. Pelo Ibope, essa redução está se dando mais pela definição dos indecisos em favor deles do que de uma queda da candidata oficial, o que significa que esse movimento não é suficiente para impedir que Dilma vença no primeiro turno.
Mas essa quebra de rotina das últimas pesquisas mostra que pelo menos alguma coisa se move na disputa eleitoral, e os candidatos oposicionistas estão sendo capazes de produzir mais fatos do que a governista nesta reta final.
Principalmente Marina, que está recolhendo apoios simbólicos importantes, como o do senador Pedro Simon, do PMDB independente, e a da modelo internacional Gisele Bundchen.
Serra tenta reforçar sua presença em Minas e em São Paulo, os dois estados governados por tucanos que teoricamente deveriam dar a ele uma dianteira que permitisse partir para a disputa eleitoral com uma vantagem importante.
Não é o que está acontecendo, embora nas últimas horas a vitória de Dilma em São Paulo pareça estar se diluindo.
Em Minas, prevalece o voto Dilmasia (Dilma e Anastasia), mas o apoio ontem,em Diamantina, do ex-presidente Itamar Franco é simbólico de uma distensão na política mineira que pode, num eventual segundo turno, reverter o quadro naquele estado.
Itamar, que caminha para se eleger senador pelo PPS, simbolizava a resistência mineira à supremacia paulista na política brasileira.
Enfim, a política está tendo lugar nesta campanha eleitoral, e por uma decisão equivocada, para o seu objetivo político, do próprio presidente Lula.
Ele quebrou o marasmo que predominava na campanha para sair em ataque aos meios de comunicação e aos adversários eleitorais, na tentativa de neutralizar os estragos que a crise com a demissão da ministra Erenice Guerra da Chefia da Casa Civil poderia provocar na candidatura de sua escolhida.
Completamente sem limites, Lula foi pulando de palanque em palanque, ora anunciando a determinação de “extirpar” o DEM, ora tentando insuflar o povo contra o que chamam de “mídia” ou “grande imprensa”, que estaria conspirando contra o seu governo.
O partido oposicionista tem sido uma barreira no Senado contra as ações governistas, e foi o protagonista da maior derrota pessoal de Lula, a derrubada da CPMF, que ele nunca engoliu.
Uma tarefa a que Lula se dedica nessa campanha é tentar impedir que políticos como os senadores Agripino Maia e Marco Maciel, do DEM, voltem a ter uma cadeira no Senado. Pode conseguir o intento em alguns estados, em outros será derrotado.
Mas a sua desenvoltura em assumir a posição de cabo eleitoral de uma candidata – situação que ele mesmo já ironizou, menosprezando as críticas à sua atuação – e os ataques diretos aos meios de comunicação, provocaram reações radicalizadas em seu próprio grupo, e geraram reação contrária na sociedade.
Estimulados pela agressividade do chefe, logo centrais sindicais, Ongs, partidos políticos, e entidades que servem como correia de transmissão do governo como a UNE, convocaram uma manifestação contra um suposto “golpe midiático” que teria o objetivo de impedir a vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno.
A reação da sociedade veio imediatamente, e hoje já são mais de 30 mil assinaturas – e segue aumentando a adesão pela internet – ao manifesto de intelectuais, políticos e representantes da sociedade civil contra o “autoritarismo” do Governo, que trata adversários políticos como inimigos e os meios de comunicação como partidos políticos de oposição.
A arrogância de se anunciar a própria “opinião pública” mostra a que ponto chegou a megalomania do presidente Lula.
Na mesma quinta-feira em que se anunciava a manifestação de sindicatos “pelegos” contra a liberdade de expressão, participei no Clube Militar do Rio, em companhia de Reinaldo Azevedo e de um representante da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) de um painel sobre as ameaças à liberdade de expressão.
O único tumulto havido foi provocado por um pequeno grupo de manifestantes em frente ao Clube Militar, protestando contra o que classificavam de “hipocrisia” dos militares defendendo a democracia.
Na sala lotada, não houve uma só manifestação de radicalização política, e o consenso foi de que é preciso ficar atento permanentemente às tentativas do governo de controlar os meios de comunicação, seja através de projetos que criem conselhos cuja função específica seria tutelar a imprensa, seja através de constrangimentos comerciais que criem problemas financeiros às empresas jornalísticas independentes.
Ao mesmo tempo, o governo monta à sua sombra e à custa do erário público, uma cadeia de blogs e de jornais e televisões, inclusive a estatal, para garantir um noticiário favorável a suas ações.

Fonte:Blog do Noblat

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>A publicação do pecado

Posted on setembro 19, 2010. Filed under: Casa Civil, Dilma Roussef, Erenice Guerra, governo Lula, Machado de Assis, Quincas Borba, TSE |

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O governo Lula, diante dos escândalos, maneja a seu modo uma máxima de “Quincas Borba”, de Machado de Assis, segundo quem “o maior pecado, depois do pecado, é a publicação do pecado”.

No caso Erenice Guerra, cujo desfecho ainda está longe – sua demissão é apenas o ponto de partida para as investigações -, o pecado, a julgar pelas declarações governistas, está tão somente na sua publicação. Ele, em si, é secundário. Segundo Dilma Roussef, não passa de um “factoide” eleitoral.
Lula repele as denúncias como “jogo baixo, rasteiro”, protagonizado por uma “elite política rabugenta” – a oposição, claro. A própria Erenice responsabilizou “o candidato aético e já derrotado”, em busca desesperada de um “fato novo”, que de novo não tem nada; é, aliás, bem velho. E as denúncias, na verdade, não vieram do comitê do PSDB, mas de empresários, achacados por lobistas em nome da Casa Civil, entre os quais o filho da ministra.

Todas as manifestações referem-se à publicação do pecado: quem está por trás e com que objetivos. Em segundo (ou mesmo em décimo) plano, o pecado propriamente dito: crime contra o Estado. Mais um. Para ele, há promessas de “rigorosas investigações”, feitas também em outras ocasiões, sem consequências.

Para o delito da publicação, há o diagnóstico definitivo de José Dirceu: excesso de liberdade de imprensa, já detectado nas conferências do PT, que recomendam como terapêutica o “controle social da mídia”, inscrito no primeiro programa de governo de Dilma, registrado no TSE, posteriormente suprimido.
O ponto central é a blindagem da candidata Dilma, mentora da ex-ministra Erenice e titular da pasta ao tempo em que os delitos ocorreram. Lula reuniu ministros para que cuidassem das declarações que fariam à imprensa, com a recomendação de desvincular Dilma de Erenice, tarefa tão difícil quanto desvincular Dilma de Lula.

Nesse caso, como no que o precedeu – o vazamento de dados de tucanos na Receita Federal -, importa a repercussão eleitoral. Parte da imprensa embarca na onda, destacando, na mais recente pesquisa do Datafolha, a preservação dos índices de Dilma, sinal de que aquele escândalo do vazamento de dados fiscais sigilosos não teve reflexo sobre os eleitores. Se não teve, perdeu importância.

O PT já fizera essa previsão. Assessores da campanha de Dilma, alheios à gravidade do delito, afirmavam que, como a maioria do povo nem ganha o suficiente para declarar imposto de renda, não estaria nem aí para questões triviais como quebra de sigilo.

Questões burguesas. O mesmo, porém, não ocorre agora. Intermediação de negócios, pagamento de comissão são coisas de assimilação mais fácil. E é isso que preocupa o governo: um delito autoexplicativo, que pode gerar desgaste perante o eleitor.

Resta então pôr em cena a estranha jurisprudência que se estabelece, já testada no caso da Receita Federal: os escândalos devem ser relativizados, pois podem servir eleitoralmente às vítimas.

Estas são criminalizadas porque, ao protestar, tornam-se beneficiárias de seus agressores. Os delitos, argumenta-se, podem ter o efeito colateral de agregar votos ao agredido (caso de Serra, no vazamento dos dados fiscais de sua filha) – e isso é suficiente para inverter a equação. Vítima vira réu – e réu vira vítima.
Protestar contra o agravo torna-se estratégia eleitoral indecente, como se a vítima o tivesse desejado – ou mesmo planejado. Ou como se não tivesse simplesmente ocorrido.

O argumento eleitoral – nos dois sucessivos escândalos – virou uma espécie de biombo, a legitimar a mágica dissolução do pecado. Delito, porém, independe de datas ou agendas. Tem vida própria. Nenhum código o relativiza em virtude de eleições ou outras efemérides. Descoberto, tem de ser apurado e punido, “doa a quem doer”, como costumam repetir Lula e Dilma.

Se vier à tona no curso da campanha e envolver uma das partes, tanto pior para ela – e tanto melhor para o eleitor, que saberá a tempo com quem está lidando. O argumento eleitoral não é atenuante; é agravante – e como tal deve ser visto e tratado.

Ruy Fabiano é jornalista
Fonte: Blog do Noblat 

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>Errei. Perdão

Posted on setembro 6, 2010. Filed under: Dilma Roussef, Eleição, Polícia Federal, quebra do sigilo, Receita Federal, Ricardo Noblat, transparência |

>Por Ricardo Noblat*

Na última sexta-feira de manhã, ao gravar comentário para o site deste jornal, eu disse que o governo fora lerdo, irresponsável e incompetente no trato da violação do sigilo fiscal de Verônica Serra. Podendo, lá atrás, abortar o escândalo, não o fez. Mea culpa! O certo seria ter dito simplesmente que o governo preferiu esconder o caso.
No dia 20 de agosto último, o secretário da Receita Federal foi informado sobre a quebra do sigilo de Verônica. Perguntei no comentário: O que você teria feito no lugar dele? E disse como teria agido para evitar a eclosão de um escândalo capaz de embaraçar o governo, assustar o seu partido e manchar a provável eleição de Dilma Roussef.
Eu encomendaria de imediato uma cópia da procuração assinada por Verônica, e que permitira ao procurador dela acessar suas declarações de imposto de renda de 2007 a 2009. Consta da procuração o nome do cartório onde fora reconhecida a firma. Passo seguinte: telefona aí para o cartório e vê se Verônica tem firma por lá.
Descobriria que ela jamais teve. Logo, a procuração era falsa. Em seguida, destacaria um assessor para reunir as informações disponíveis nos arquivos do Receita sobre o falso procurador Antônio Carlos Telles. Estava lá: no passado, ele chegara a operar com cinco CPFs ao mesmo tempo. Era processado em vários Estados.
A oposição celebraria se soubesse do caso antes de o governo se mexer. Quebra de sigilo fiscal é crime. Quebra de sigilo fiscal da filha do candidato da oposição à presidência seria um crime, digamos, triplamente qualificado contra ela, o pai e o propósito do governo de eleger Dilma. Então levaria o assunto ao conhecimento do meu superior o ministro da Fazenda.
Nada mais razoável que ele conversasse com o presidente a respeito. E que o presidente, um sujeito esperto, dotado de rara sensibilidade política, reagisse assim: telefonem para Serra. Oi, Serra, acabei de saber que violaram o sigilo fiscal da Verônica. Pois é, sei… Eu lembro que você tinha me alertado para essa possibilidade. Mas já tomei providências.
E enumeraria todas: chamei o ministro da Justiça. Ele acionou a Polícia Federal, que abriu inquérito. Espero esclarecer tudo em curto prazo. O ministro da Comunicação Social dará uma entrevista coletiva daqui a pouco. E eu soltarei uma nota condenando com veemência o que ocorreu. Somos adversários, mas jamais jogaria sujo.
Concordam que agindo dessa forma o governo se sairia bem? E que a oposição talvez se visse forçada até a elogiá-lo pela rapidez e transparência? Foi o que imaginei na sexta-feira de manhã. Mas aí, à noite, o Jornal Nacional revelou que o falso procurador de Verônica fora filiado ao PT entre 2003 e 2009. E que cometera o crime ainda na condição de filiado.
Olha aí, gente, formou! O governo escolheu esconder a quebra de sigilo de Verônica. E quando para seu desgosto ela se tornou pública, escolheu mentir ao dizer que Verônica assinara uma procuração, e que era preciso investigar o caso para saber de fato o que acontecera. Se a imprensa tivesse decidido esperar, é bem possível que nada ficasse esclarecido até o dia da eleição.
Pois menos de uma hora antes de sites e de blogs divulgarem que a procuração era falsa e que Antonio Carlos era um homem de cinco CPFs e de passado obscuro, a Receita ainda teimava em vender a história de que existia uma procuração assinada por Verônica. E que o mais sensato seria transferir para a Polícia Federal a tarefa de apurar tudo com o devido rigor e cuidado.
A verdade é que o governo usou a máquina pública no caso, a Receita para proteger sua candidata, o que configura crime eleitoral. E fez uma aposta errada. Não foi lerdo. Nem mesmo incompetente porque poderia ter ganhado a aposta. Foi irresponsável. E, por omissão, palavras e obras, acabou sendo conivente com o que Dilma chamou de malfeito. Um crime malfeito, digo eu.



E-mail para esta coluna: noblat@oglobo.com.br


*BLOG DO NOBLAT: http://www.oglobo.com.br/noblat

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>Eleições 2010: José Serra diz que período decisivo começa na segunda quinzena de setembro

Posted on agosto 15, 2010. Filed under: Datafolha, Dilma Roussef, eleições 2010, jingle da campanha, Jingle de Serra, José Serra, Lula da Silva, PDSB, pesquisa, Presidente, Rio de Janeiro, tucano, Zé Serra |

>Pela primeira vez atrás de Dilma Roussef (PT) na pesquisa do Datafolha para presidente, o tucano José Serra (PSDB) disse neste sábado (14), ao inaugurar comitê no Leblon, zona Sul do Rio, que a eleição será decidida apenas na segunda quinzena de setembro.

 José Serra comeu churrasco na laje da casa de dono Sueli Andrada, no bairro Ouro Preto, Nova Iguaçu, ela disse que “é bom que os candidatos conheçam a realidade da baixada.”

Ele não quis, porém, comentar a pesquisa divulgada ontem (13) em que Dilma tem 41% das intenções de voto e ele, 33%.

“A gente tem que trabalhar com disposição. Já participei de eleições complexas”, afirmou em discurso dizendo que conquistou o governo de São Paulo com os pés nas costas.

“Vejo um grau de compromisso de quem está com a gente muito grande. Isso é importantíssimo nas próximas semanas porque as pessoas vão fazer as suas cabeças ao longo do tempo”, acrescentou.

“Na verdade, fazem [a cabeça] na segunda quinzena de setembro. Esse é o período mais ou menos decisivo na minha visão do processo eleitoral”.

Serra convocou a militância para trabalhar na campanha. “Então temos que aprofundar este trabalho. Pegar dez, 15 setores da nossa sociedade que precisam de trabalho especial, mas não posso dizer [quais são], porque é passar o ouro para o inimigo”.

No fim, disse ter segurança para comandar o país, se for eleito. “Governar o Brasil eu sei como fazer”.

Serra participou no começo da tarde de uma caminhada em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. Depois seguiu de helicóptero até a Lagoa, bairro da zona Sul. De carro foi então ao comitê. Os organizadores disseram que 300 pessoas participaram da inauguração.

Jingle de Serra pede ‘Zé’ no lugar de Lula

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, estreia, nesta terça-feira, no programa eleitoral ao som de “quando o Lula da Silva sair é o Zé que eu quero lá”.

Em ritmo de pagode, o novo jingle da campanha de Serra descreve o presidenciável tucano como um guerreiro: “um Zé que batalhou, estudou, foi à luta e venceu”.

“José Serra é um brasileiro tão guerreiro quanto eu”, afirma o jingle, de autoria de PC Bernardes.

A letra dá uma prévia da estratégia dos primeiros dias da campanha de Serra em rádio e TV.

Longe de pregar oposição frontal ao governo Lula, o jingle fala em avanço:

“Para o Brasil seguir em frente, Sai o Silva e entra o Zé”, conclui a canção.

A transição do slogan –do atual “O Brasil pode mais” para “Serra presidente do Brasil”– também desenha essa estratégia.

Além de exaltar a origem humilde de Serra, a letra remete ao “Lula lá”, jingle da campanha de 1989, quando Luiz Inácio Lula da Silva concorreu pela primeira vez à Presidência.

“Com o Zé Serra eu sei que anda/é o Zé que eu quero lá”.

A alfinetada em Dilma Rousseff fica a cargo de versos que enaltecem a experiência de Serra, em detrimento ao desconhecimento da petista. “Zé é bom eu já conheço, eu já sei quem ele é”.
PC Bernardes afirma que a produção de outros jingles –inclusive com letras mais picantes– está em curso.

Os primeiros dias da campanha serão dedicados à apresentação de Serra como dono de capacidade administrativa. Depoimentos de beneficiários de políticas públicas servirão para demonstrar sensibilidade social.

Assim como no jingle, Serra se transformará, aos poucos, em Zé.

Fonte: Folha.com

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>Dilma critica Serra por por declarar que governo da Bolívia é cúmplice na exportação de cocaína para o Brasil

Posted on maio 29, 2010. Filed under: campanha, candidata, candidatos, candidatura, Dilma Roussef, Dilma Rousseff, Discurso, droga, drogas, eleições, eleições 2010, José Serra, Presidência, PSDB, PT, sc, tráfico |

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Pela primeira vez desde que se tornou pré-candidata do PT à Presidência, a ex-ministra Dilma Rousseff cumpriu agenda em Santa Catarina. Durante o Encontro de Habitação da Agricultura Familiar, em Chapecó, nesta sexta-feira, a petista aproveitou para criticar duramente as declarações de José Serra (PSDB) sobre o tráfico de cocaína no Brasil. “Isso não é papel de estadista”, afirmou ela.

Durante visita ao Rio de Janeiro na última quarta-feira, o tucano disse que a droga vem de “80% a 90% da Bolívia, que é um governo amigo. Você acha que a Bolívia iria exportar 90% da cocaína consumida no Brasil sem que o governo de lá fosse cúmplice? Impossível”, declarou Serra.
De acordo com a petista, porém, não é atitude de nenhum estadista atribuir responsabilidade ao governo boliviano pelo tráfico de drogas no Brasil. “Incriminar um governo é diferente de dizer que da Bolívia vem droga”, explicou a ex-ministra que ainda afirmou que a Polícia Federal (PF) e o Ministério da Justiça estão colaborando “intensamente” em ações conjuntas com o país vizinho para o combate ao tráfico. Dilma não perdeu a oportunidade de alfinetar Serra. “É prudente não atribuir, sem informações e provas, responsabilidades ao governo boliviano. Não é papel de um estadista fazer isso”.
Depois do evento da agricultura, a petista concedeu entrevista à TV RSB local, filiada à Rede Globo, e à RIC Record. Entre os temas discutidos em Chapecó, a energia ganhou destaque, quando a ex-ministra afirmou que não há viabilidade econômica no Brasil para investimentos em energia solar, apontando para a eólica como a melhor alternativa.
De Chapecó, Dilma Rousseff segue para Belo Horizonte (MG), para a abertura do Congresso das Mulheres do PDT-MG, às 19 horas desta sexta. Fonte: Veja
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>Eleições 2010: Alfredo Menezes analisa conjecturas nacionais e locais

Posted on janeiro 15, 2010. Filed under: analista, bolsa escola, Bolsa-Família, conjecturas, Dilma Roussef, Direitos Humanos, eleições 2010 |

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O analista político Alfredo da Motta Menezes fez uma análise do cenário político nacional e local. Menezes foi o entrevistado desta quinta-feira (14) do Programa do Antero. Confira alguns dos assuntos abordados por ele:


Inicialmente Alfredo Menezes comentou sobre as eleições presidenciais. O analista político considera o governador de Minas Gerais, Aécio Neves o melhor candidato à presidência pelo PDB. A posição é defendida pelo fato de ter havido sinalizações por parte do PMDB, PST e PP no sentido de apoiar uma eventual candidatura do governador tucano.


Apesar de “depositar suas fichas em Aécio”, Menezes admite ser praticamente impossível frear a candidatura de José Serra à presidência, já que o candidato praticamente já garante um segundo turno.


Críticas partidárias

Fazendo uma avaliação do governo Lula, Alfredo destaca a contradição do presidente entre as posições defendidas durante a campanha e as que foram adotadas durante o governo. “Lula atacava fortemente o modelo econômico adotado por Fernando Henrique e dizia que tudo seria diferente. Hoje já está na cabeça das pessoas que o modelo econômico atual foi criação do próprio presidente Lula”, afirma.


Ao mesmo tempo em que se mostra contrário à forma de atuação do governo Lula, Alfredo critica o PSDB por não defender as conquistas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “O Pronaf, por exemplo, foi criação do governo Fernando Henrique. O programa Luz para Todos, assim como o Bolsa Família e o Bolsa Escola também são do governo Fernando Henrique. O Lula “tomou” todos e o partido do FHC não briga por isso”, destacou o analista.


“Lula está desidratando uma possível candidatura do deputado Ciro Gomes”, disse Menezes ao avaliar a possibilidade do representante do PSB se eleger presidente. Segundo ele, os partidos que poderiam apoiar Ciro Gomes estão ao lado de Dilma Roussef, candidata já anunciada do presidente e sem o apoio dos partidos ele não poderá sair candidato.


Outro assunto comentado pelo professor doutor titular da Universidade Federal de Mato Grosso foi sobre o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos lançado pelo governo em dezembro de 2009. Menezes critica diversos pontos do Programa, principalmente os relacionados à liberdade de imprensa e ao agronegócio.


Para ele, o monitoramento da linha editorial dos veículos de comunicação pode representar uma volta da ditadura no país e as mudanças previstas no agronegócio, principalmente em casos de invasões de terra, podem representar um perigo à economia de Mato Grosso.


“Como as pessoas vão investir em Mato Grosso, cuja economia gira em torno do agronegócio, sabendo que podem ter sua terra invadida? De acordo com o programa, se houver uma invasão é preciso realizar uma audiência preliminar com os invasores antes que o juiz dê a reintegração de posse, ou seja, há uma interferência muito clara dentro da atuação da justiça e da mídia”, comentou.


O professor insinuou que há “fatos mal explicados” por trás da assinatura do programa.


Conjectura local

Fazendo uma breve análise do cenário político local, o analista político define os possíveis candidatos ao Governo do Estado, Wilson Santos (PSDB), Jayme Campos (DEM) e Silval Barbosa (PMDB) como fortes, mas acredita que não representam o empresariado do agronegócio. Sendo assim, segundo ele, existe a possibilidade de os empresários se verem representados por Mauro Mendes e levarem o nome dele ao interior do Estado. “Mauro Mendes tem uma presença forte na baixada cuiabana. Se ele tiver recursos suficientes para investir em uma campanha principalmente no interior, acho que tem tudo para fazer muito barulho”, avaliou Menezes.

Fonte: PnB

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