Dilma Rousseff

>Personalismo de Lula contrasta com estilo objetivo de Dilma

Posted on novembro 4, 2010. Filed under: Casa Civil, críticas, Dilma Rousseff, FUTEBOL, Lula, metáforas, Minas e Energia, Personalismo, populismo, protagonista, vingança |

>Marcelo de Moraes, de O Estado de S.Paulo

No momento em que as urnas confirmaram a petista Dilma Rousseff como vencedora da eleição presidencial automaticamente começou o processo de despedida do posto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Mas até nessa hora, o atual presidente deixa claríssima a diferença de estilo em relação a Dilma. Em vez de adotar a discrição e abrir passagem para a nova presidente assumir o espaço à frente do Executivo, Lula continuou tentando manter o papel de protagonista.

No seu discurso de anteontem, o presidente até pareceu entender a mudança de situação. “Rei morto é rei posto”, avisou. “Ex-presidente só da conselho se for pedido. A bola está com a senhora”, reforçou.

Só que em vez de rolar a bola para Dilma, Lula acabou discursando longamente, recorrendo às tradicionais metáforas, especialmente de futebol, e disparando mais críticas pesadas à oposição e buscando o tradicional protagonismo.

Ao mesmo tempo em que defendia que Dilma monte “o time dela”, Lula não perdeu a chance de bater pessoalmente nos adversários, pedindo que não tenham espírito de vingança contra a nova presidente.

O Lula de sempre contrastou ao lado de uma Dilma diferente da campanha. Nas suas primeiras falas desde a eleição a petista já mostra uma nova cara pública. Se nos debates contra o tucano José Serra foi extremamente dura, agora adota um tom moderado, deixando aparecer seu perfil técnico de gestora, que marcou sua trajetória à frente do Ministério de Minas e Energia e da Casa Civil.

Ontem, a presidente eleita avisou que cobrará competência técnica para as pessoas que integrarem sua equipe de governo. Na campanha, Dilma foi cobrada justamente por ter bancado Erenice Guerra, sua principal assessora e sucessora na Casa Civil, que acabou se envolvendo com denúncias de tráfico de influência.

Enquanto Lula ontem centrou seu fogo na oposição, Dilma preferiu mirar nos próprios aliados. Ao perceber a movimentação afoita por cargos da parte das legendas que integrarão a base de sustentação do seu futuro governo, avisou que seu governo “não vai se pautar por uma partilha”.

Lula reclamou ontem mais uma vez de a oposição ter derrubado em 2007, no Senado, o projeto que assegurava a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A votação foi considerada pelo próprio governo federal como a pior derrota de todo o governo durante os oito anos de mandato presidencial de Lula.

Sem entrar no mérito da disputa política que cercou essa votação, Dilma preferiu tratar do assunto também de forma pragmática.

Como sabe que o tema é polêmico e pode criar desgastes políticos para seu governo, avisou que não pretende enviar um novo projeto recriando o imposto, pondo uma ponto final nessa discussão desgastante.

No domingo, logo depois do anúncio de sua vitória, essa diferença de estilos já tinha ficado clara visualmente. Nas vitórias anteriores de Lula, em 2002 e 2006, o palanque da vitória exibia todos os ícones petistas, com bandeiras e roupas vermelhas, estrelas e culto ao personagem de Lula.

No triunfo de Dilma, o cenário era bem diferente. Não se viu uma estrela ou bandeira petista. Não que tenham sido escondidas ou dispensadas. Simplesmente, não combinavam com o estilo da eleita, que preferiu fazer um discurso simples e de contemporização, com acenos para a oposição e para a imprensa, setores dos quais se queixou no calor da campanha.

Embora se compare a um rei morto, Lula não se esquivou ontem, ao lado da sucessora, de sugerir que ela acelere ainda mais o carro:

“Ela ajudou a colocar esse carro em marcha, ele não está na garagem. Os pneus estão calibrados, o motor está andando a 120 km por hora. Ela, se quiser, pode pisar um pouquinho mais no acelerador e chegar a 140 km, 150km. Ela não tem porque brecar esse carro. Só tem que dirigir com muita responsabilidade e olhar bem as curvas”, disse Lula, sugerindo que entregou a chave do carro mas tem vontade de ser um co-piloto bastante ativo.

Criticada pela falta de experiência, Dilma surpreende com a maturidade de adotar discursos cautelosos, sem apelar para populismo ou oportunismo político. Pode ser que derrape nas dificuldades, mas tem demonstrado parecer ter entendido o papel que lhe cabe no comando do Brasil.

Fonte: Blog do Noblat 

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>Líderes rebatem Lula e afirmam que ele teve uma oposição generosa

Posted on novembro 4, 2010. Filed under: CPMF, Dilma Rousseff, Líderes oposicionistas, Oposição, presidente Luiz Inácio Lula da Silva |

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Líderes oposicionistas afirmaram ontem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve, durante os oito anos de seu governo, “uma oposição dos sonhos”. Ao comentarem a declaração de Lula, que em coletiva disse esperar que a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) não enfrente oposição raivosa, os parlamentares avisaram que não estão armados contra Dilma, como acredita o Planalto. “A oposição que o Lula teve é a que todo presidente pede a Deus. Foi uma oposição generosa, responsável e construtiva. Raramente atuou com veemência”, disse o vice-líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR).
Para o tucano, quisera o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ter tido uma oposição semelhante à enfrentada por Lula. “O presidente Lula reclama, mas a única derrota dele no Senado foi a derrubada da CPMF. Fomos uma oposição sem volume e precisamos aprender com os próprios erros”, analisou.
A oposição no Senado nestas eleições ficou menor: caiu de 34 senadores para 22, número insuficiente aos 27 necessários para apresentar um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). “Vamos ter de buscar mais apoio popular. A Dilma teoricamente terá mais facilidade, mas é preciso ver como ela vai conseguir conter os apetites de integrantes da sua base, que vão cobrar um preço pelo apoio”.
Derrotado nas urnas, e um dos desafetos do presidente Lula, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), reagiu com ironia à declaração de Lula. “Acho engraçado o Lula falar em oposição raivosa. Não é ele quem vai aos Estados e agride as pessoas gratuitamente?” Em recente viagem ao Piauí, Lula disse que “Deus fez vingança com senadores que votaram contra o governo”. Em outra ocasião, o presidente também defendeu que o DEM fosse “extirpado”.
“O presidente Lula é inclusive ingrato. Quando ele teve problemas ainda no primeiro mandato, por conta do mensalão, ele fez um apelo à governabilidade e nós o atendemos. Vamos aguardar a Dilma, vamos deixá-la governar”, defendeu Heráclito, primeiro secretário do Senado. “Agora não é hora de a oposição brigar, até porque primeiro quem vai brigar com a Dilma é a sua própria base. Eles vão brigar por cargos e nós vamos só esperar”.
Senador reeleito, Demóstenes Torres (DEM-GO) lamentou o fato de Lula usar “ironia e baixo calão” mais uma vez. Ele recomendou apreço pela democracia, que pressupõe convivência, inclusive com opostos. “A Dilma merece o mesmo tratamento respeitoso e atencioso que tivemos com o Lula. Somos minoria, mas a gente resiste”, anotou. 
Fonte: A gazeta
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>Que venham as boas novas

Posted on novembro 4, 2010. Filed under: boas novas, câmbio fixo, Dilma Rousseff, eleitores, G20, Guido Mantega, Ministro da Fazenda, Pedro Nadaf, Que venham as boas novas |

>Por Pedro Nadaf*
O Brasil iniciou esta semana totalmente definido em seu quadro político partidário e começa a viver a fase de transição, como jamais vista em sua história. Afinal, pela primeira vez tem uma mulher no mais alto patamar do exercício do poder. A eleição da primeira presidente do Brasil se deu num pleito democrático, autêntico, o qual todos nós devemos reconhecer e respeitar. O resultado, nas próprias palavras de Dilma Rousseff, consagrou o “princípio essencial da democracia”. Afinal foi a decisão de mais de 55 milhões de eleitores, homens e mulheres, de todas as regiões do país, que a conduziu à presidência.

Tudo que Dilma passou a falar a partir da noite de domingo, ganha repercussão nas esferas nacional e internacional. Por exemplo, citou em entrevista para uma emissora de televisão que manterá o regime de câmbio flutuante, deixando claro que não adotará uma política de câmbio fixo, e estará precavida contra ataques especulativos, tendo como armas, por exemplo, o acumulo de reservas internacionais. Deixou claro a existência de uma guerra cambial entre países.

Vale lembrar que o termo “guerra cambial” foi conhecido recentemente pela comunidade internacional, sendo dito pela primeira vez pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao se referir ao problema dos desequilíbrios cambiais entre os países, assunto que neste mês será levado para a reunião do G20, grupo do qual o Brasil faz parte e que refere-se às principais economias avançadas e em desenvolvimento, do mundo,

O conflito no campo cambial diz respeito à manutenção a alguns países de moedas desvalorizadas de maneira artificial visando que suas exportações fiquem mais baratas e competitivas no mercado externo. Isso traz efeitos negativos para os países que não adotam tal prática e que têm suas moedas valorizadas. Considerei, portanto, a fala da presidente eleita, muito providencial, contra futuras manipulações internacionais, que serão defendidas com nossas próprias reservas e também na atenção que dará para evitar o dumping na política de preços, que fatalmente trazem prejuízos para o setor industrial nacional, ao promoverem uma prática comercial desleal.

Percebi também que a presidente assumiu compromissos com a diminuição das taxas da dívida pública, que já começou a ser praticada no atual governo. Quanto mais houver queda neste compromisso, mais haverá possibilidade de diminuir as taxas de juros. Ou seja, a diminuição será feita sempre de forma sustentável. Isso demonstra cautela ao se trabalhar por juros menores, o que considerado como muito importante para ampliar o consumo.
Durante as eleições se discutem ideias, projetos e propostas, agora é hora de traçar a ação verdadeira e os acertos para a governabilidade. Nós da classe empresarial estamos aguardando com otimismo o anúncio das boas novas. Afinal, Dilma garantiu que governará para todos e é isso o que realmente esperamos e torcemos para que aconteça.

Pedro Nadaf é secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia e presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-MT. E-mail: p.nadaf@terra.com.br

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>PT e PMDB fazem de conta que são bons amigos

Posted on novembro 3, 2010. Filed under: Dilma Rousseff, José Eduardo Dutra, Palocci, PMDB, PT, vice-presidente Michel Temer |

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José Eduardo Dutra, presidente do PT e  vice-presidente eleito Michel Temer do PMDB

Depois de um jantar na noite de terça-feira, que teve como finalidade evitar que o ciúme domine a relação entre os dois partidos, os presidentes do PT, José Eduardo Dutra, e do PMDB, vice-presidente eleito Michel Temer, saíram dizendo que não há rusgas entre eles.

Os dois presidentes fizeram um acordo de adotar um rodízio na presidência da Câmara. Seria escolhido o sistema de biênio, em que o PT ficaria dois anos na presidência da Câmara, e o PMDB, outros dois. Mas Dutra e Temer não decidiram que partido começaria no comando da Casa.

– A ideia é que eu e o presidente Dutra possamos firmar um protocolo pelo qual se estabelece este rodízio. Agora, quem ocupará o primeiro biênio? Quem ocupará o segundo? É para um segundo momento. A ideia é fechar esse acordo para que nós possamos ter um governo tranquilo. Ninguém vai criar dificuldades e nenhuma intriga será feita entre PT e PMDB – afirmou Temer.

O grupo de elite da presidente eleita Dilma Rousseff tirou o dia de ontem para conter insatisfações pelo fato de a primeira reunião de trabalho após a vitória nas urnas ter sido realizada só com petistas, sem a presença dos partidos aliados.

O vice-presidente eleito Michel Temer foi formalmente designado como coordenador político dos trabalhos de transição entre as equipes do atual e do futuro governo, que começam na segunda-feira.
A tarefa de cuidar da transição, porém, será compartilhada com mais três petistas. O presidente do PT, José Eduardo Dutra, e os deputados Antonio Palocci (SP) e José Eduardo Martins Cardoso (SP).

“Já estou designado pela presidente para conversar com os diversos partidos. O Palocci vai trabalhar a questão mais técnica. E o Michel Temer, nós vamos conversar com ele”, disse o presidente do PT.

Questionado com insistência sobre qual exatamente seria a função do vice, ele explicou: “Como ele é vice-presidente, vai na prática coordenar esse processo.”

Fonte: Blog do Noblat

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>Eleições 2010: Decepção com Dilma será inevitável, diz ‘The Guardian’

Posted on novembro 3, 2010. Filed under: Dilma Rousseff, eleições 2010, Financial Times, Lula, The Guardian |

>BBC Brasil
Os eleitores brasileiros optaram pela continuidade do “lulismo” através de Dilma Rousseff, mas a decepção com a próxima presidente será inevitável, na avaliação de um editorial publicado nesta terça-feira pelo diário britânico “The Guardian”.

“Inevitavelmente, ela decepcionará. Após dois mandatos, Lula tem o status de uma entidade divina no país”, afirma o editorial.

O jornal comenta que Lula conseguiu tirar 20 milhões de brasileiros da pobreza extrema, elevar 30 milhões à classe média e reduzir o desemprego a níveis recordes, em “uma mudança que os brasileiros puderam sentir”.

Para o Guardian, Dilma é uma “tecnocrata de estilo rápido e direto” e assumirá a Presidência “em circunstâncias diferentes e com habilidades diferentes”.

“As questões administrativas de sua Presidência não devem lhe apresentar dificuldade, mas as políticas poderão. A bajulação e a sedução não são seu melhor papel, apesar de chegar ao poder com maiorias nas duas casas do Congresso”, diz o texto.

O jornal afirma ainda que o boom econômico vivido pelo Brasil pode também trazer desafios, com a ameaça de desindustrialização caso o país se acomode como exportador de commodities e não invista em seu setor manufatureiro.

“Para isso, o país precisa combater os problemas mais difíceis, como salários, aposentadorias, sistema tributário e dívida pública, os quais Lula mostrou pouco desejo de reformar”, diz o Guardian.

Para o jornal, o trabalho de Dilma foi facilitado, mas ela deve enfrentar uma “lua-de-mel” com os eleitores mais curta do que a que Lula teve. Ainda assim, o diário conclui seu editorial afirmando que “a questão importante é que a visão de uma nação que tira milhões da pobreza enquanto sua economia cresce seja mantida viva”.

Também em editorial, o diário econômico britânico Financial Times adota linha parecida ao afirmar que os próximos quatro anos “serão mais difíceis” para Dilma do que foram os primeiros anos de Lula.

Para o jornal, apesar de “continuidade ser a palavra da hora no Brasil”, Dilma e Lula são pessoas com personalidades muito diferentes, o que deve deixar o país também diferente sob o novo comando. “Seria uma coisa ruim se não fosse diferente”, diz o editorial.

Para o FT, o carisma de Lula e “sua capacidade para praguejar contra algo de manhã e elogiar à tarde” permitiram a ele superar obstáculos como os escândalos de corrupção durante seu governo.

O jornal avalia que Dilma poderá ter dificuldades para manter coesa sua coalizão, “a não ser que Lula mexa seus pauzinhos nos bastidores, o que poderá trazer seus próprios problemas”.

O editorial adverte ainda sobre os perigos da frágil recuperação econômica mundial, do aumento dos gastos públicos e dos juros altos, que ajudam a inflar o fluxo de divisas para o país, num momento em que as autoridades brasileiras se dizem preocupadas com a “guerra cambial”.

O diário comenta ainda que Dilma terá também mais dificuldades do que Lula em sua política externa. “Uma coisa é Lula abraçar o presidente do Irã em nome da ‘paz e do amor’. Outra coisa seria a ‘dura’ Dilma tentar o mesmo e sair incólume”, diz o jornal.

Para o FT, “o Brasil sem Lula pode ser tornar mais turbulento e menos popular”. “Mas isso também poderia mostrar que o país está se tornando mais aberto, democrático e maduro”, conclui o jornal.

Fonte: Blog do Noblat

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>Governadores que apoiaram Dilma vão comandar 16 dos 27 Estados

Posted on novembro 2, 2010. Filed under: Casa Civil, Dilma Rousseff, eleições 2010, governadores |

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Eleições 2010 – A ex-ministra-chefe da Casa Civil e presidente eleita Dilma Rousseff (PT) terá de manter um bom relacionamento com o PSDB de seu principal adversário José Serra. É que a legenda foi a que mais elegeu governadores: 8. Vão estar sob o tucanato os maiores Estados, como São Paulo e Minas Gerais, com Geraldo Alckimin e Antônio Anastasia, respectivamente. São gestores estratégicos na oposição e, em nome de uma coalizão, é provável que o Palácio do Planalto busque aproximação. A legenda tucana ganhou ainda em  Goiás, Alagoas, Pará, Roraima, Tocantins e Paraná. Outros dois da oposição elegeram governadores, sendo O DEM no Rio Grande do Norte e Santa Catarina com Rosalba Ciarlini e Raimundo Colombo, respectivamente, e o PMN, que emplacou Omar Aziz no Amazonas.
 

  Em seu primeiro discurso como presidente eleita, ela adiantou que vai governar para todos, independentemente de opção partidária.  Apesar da oposição ter conseguido eleger governadores estratégicos, fortalecendo o PSDB, a primeira presidente do país terá uma base sólida, já que os partidos do seu arco de alianças vão comandar 16 dos 26 Estados e mais o Distrito Federal. O PSB, que integra o bloco governista, elegeu 6 chefes de Estado. O PMDB, do vice-presidente eleito Michel Temer, conduzirá 5 unidades federativas, entre elas Mato Grosso, assim como o PT do presidente Lula e de sua sucessora. Dessa forma, os governadores que terão afinidades políticas com o Planalto serão os do Espirito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Sergipe, Acre, Amapá e Rondônia. Veja mais detalhes nos quadros abaixo.
 
Fonte: RDNews
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>Para o povo ou com o povo?

Posted on novembro 2, 2010. Filed under: abstenções, apresentadores, âncoras, comentaristas, DEM, Dilma Rousseff, eleições 2010, José Serra, metamorfose, Michel Temer, PMDB, povo, pronunciamento, PSDB, repórteres |

>Por Carlos Chagas

Eleições 2010 – Do primeiro pronunciamento de Dilma Rousseff depois de eleita fica uma dúvida: ela enfatizou o sentido republicano e o compromisso democrático de sua eleição, mas ressaltou estar disposta a governar para todos. 
Atenção na declaração: para todos, não com todos. Há uma diferença sutil que tanto os aliados quanto as oposições começavam ontem mesmo a analisar. Não que o PSDB, o DEM e penduricalhos esperassem alguma participação no novo governo, sequer através de propostas e sugestões. Sabem estar naturalmente excluídos do poder nos próximos quatro anos, como nos últimos oito.
O problema aparece para o PMDB e demais partidos que se empenharam pela vitória da candidata. E até para alguns companheiros. A preposição não admite discussões. Muita gente vai ficar de fora, como a partícula comprova. Ainda que todos os cidadãos possam vir a ser beneficiados pelos planos e programas da nova administração, conforme as boas intenções da presidente eleita, apenas alguns participarão da obra de governo.
Passa-se de imediato da teoria à prática. O PMDB não tem certeza de manter os seis ministérios que ocupa no governo Lula. Muito menos as centenas de diretorias de empresas estatais ou da administração direta. A tolerância do presidente Lula para com seus aliados poderá não se constituir na característica da sucessora, inclusive porque falou duro quanto se referiu à meritocracia para o exercício das funções públicas, pautando as nomeações.
Michel Temer que se cuide, apesar de duas vezes citado no discurso inicial de Dilma. Já tendo sido gentilmente escanteado na campanha, nada indica que poderá entrar no gabinete presidencial com uma lista de peemedebistas propostos para ministérios e adjacências. Assim também o monte de papagaios de pirata flagrados atrás da nova presidente em suas primeiras horas de aparição vitoriosa.
Uma dedução pode ser tirada para os tempos que se aproximam: em muito difere do Lula a primeira mulher a exercer a chefia do Executivo. O país verá aposentadas as tiradas de humor duvidoso e de comparações futebolísticas em troca de raciocínios e de iniciativas diretas e ásperas. A complacência cederá lugar à cobrança.
MUDANÇAS DE COMPORTAMENTO
Não se passaram quinze minutos após a confirmação, pelos primeiros números, de que Dilma Rousseff já estava eleita: uma singular metamorfose atacou apresentadores, âncoras, comentaristas e repórteres televisivos empenhados na narração das apurações. Fora as exceções de sempre, durante semanas, até meses, seguindo exigências e orientação dos responsáveis pelas redes, esses profissionais esmeraram-se em tratar a candidata com arrogância. Até levá-la ao ridículo tentaram. Caracterizada a vitória, virou objeto de devoções profundas. Tornou-se uma estadista.
Essas mudanças de comportamento fazem parte da natureza humana, mas, convenhamos, a mudança aconteceu rápido demais. Algumas horas depois, o mesmo fenômeno pode ser constatado pela leitura dos jornalões de ontem. A nova presidente não era mais a parceira de Erenice Guerra. Tornou-se a esperança nacional.
AS HIENAS DE SEMPRE

Deve preparar-se José Serra para o período das amargas. Começam a botar as unhas de fora aqueles que antes aderiram à sua candidatura por falta de opções, inveja ou sentimentos piores. Apontam, só agora, erros, falhas e vícios do período de campanha, quando davam a impressão de devotados e fiéis acólitos do candidato. Chegam a dizer que Serra deveria ter ficado em São Paulo, quanto tinha a reeleição certa de governador. Levantam críticas diante da aceitação de um silvícola para vice-presidente na chapa tucana, quando nem uma palavra levantaram diante da estranha indicação do deputado Índio da Costa. Sustentam que melhor teria sido a realização de prévias junto às bases do PSDB, que Serra rejeitou, e até supõem que se o candidato tivesse sido Aécio Neves, as eleições poderiam ter tido outro resultado. Trata-se de um abjeto acerto de contas, digno das hienas.
ABSTENÇÕES

No total, 29 milhões de eleitores abstiveram-se de comparecer às urnas, domingo. Um número proporcionalmente jamais verificado antes. Efeitos do feriadão, em grande parte, como mostraram as imagens da praia do Guarujá, mas não apenas isso. No Norte e no Nordeste, faltaram condições para o deslocamento de muita gente até as seções eleitorais, como no país inteiro proliferaram os desiludidos, aqueles para quem nem Dilma nem Serra mereceriam seu esforço cívico. Há uma contradição entre os que defendem o fim do voto obrigatório e o crescimento das abstenções, mas, no fim, quem terá sido mais prejudicado por elas? Sem dúvida alguma, José Serra.
Fonte: CH
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>Dilma dará entrevistas ao vivo ao Jornal Nacional e Jornal da Record hoje a noite

Posted on novembro 1, 2010. Filed under: Bandeirantes, Dilma Rousseff, Globo, Jornal da Record, Jornal Nacional, Rede TV, SBT, Telejornais |

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A presidente eleita Dilma Rousseff (PT) concederá logo mais, hoje (1.nov.2010) à noite, 5 entrevistas a 5 canais de TV. Duas dessas conversas serão ao vivo. As outras três, gravadas.
Dilma Rousseff na bancada do Jornal Nacional
As entrevistas ao vivo serão para os telejornais do início da noite nas duas emissoras de TV com maior audiência, Globo e Record.
As entrevistas gravadas serão concedidas em seguida, para SBT, Bandeirantes e Rede TV!
Em princípio, essas serão as entrevistas concedidas pela petista antes de sair para alguns dias de descanso a partir de amanhã. Outras conversas com meios de comunicação são vão acontecer a partir da outra semana –aliás, quando ela fará uma viagem internacional com o presidente Lula.
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>Eleições 2010: Derrotado, José Serra corre risco de isolamento político

Posted on novembro 1, 2010. Filed under: Aécio, última chance, Derrotado, Dilma Rousseff, eleições 2010, FHC, Geraldo Alckmin, isolamento político, José Serra, Lula, Palácio do Planalto, PSDB, São Paulo, sucessão |

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Maurício Savarese, UOL
“Vocês não estão vendo que esta é a minha última chance?”, esbravejou o então pré-candidato ao Palácio do Planalto, José Serra, ao esmurrar uma mesa cercada de aliados.

O candidato derrotado José Serra (PSDB) fala após divulgação de resultados

O relato, feito por participantes do encontro, parece atual. Reflete o espírito ansioso e autocentrado de quem diz ter se preparado “a vida inteira” para comandar a República. A história ajuda a explicar a obstinação do tucano neste ano, cheio de ombradas nos rivais.

Mas aconteceu há oito anos, quando, como ministro da Saúde, almejava a cadeira do então presidente Fernando Henrique Cardoso. Serra não teve sucesso, mas a vontade nunca sumiu. Hoje, aos 68 anos de idade e pela segunda vez derrotado em sua busca, o tucano tem seu projeto político novamente rejeitado pelas urnas.

Em um segundo turno mais equilibrado do que o previsto pelos institutos de pesquisa, o candidato tucano conseguiu expressivos, porém insuficientes 43.711.299 milhões de votos, ou 43,95% do total. Sua rival, a petista Dilma Rousseff, amealhou 55.752.493 de votos (56,05% do total).

Há semelhaças entre as campanhas de 2002 e 2010. Quando perdeu as eleições que deram o primeiro mandato a Luiz Inácio Lula da Silva, após um impopular segundo governo de FHC, Serra também se esforçou para não parecer candidato do governo nem da oposição.

Em ambas as disputas presidenciais, manteve a fama de centralizador e impetuoso, organizando a própria agenda e as próprias políticas sem consultar aliados. Rachou o PSDB por ter ofuscado as conquistas do governo que ajudou a conduzir, como a modernização da telefonia. Tudo para evitar o rótulo de “estatista”, eleitoralmente mal visto.

“Sou como se diz em latim na bandeira de São Paulo: não sou conduzido, conduzo”, costuma dizer. Pois novamente os aliados –principalmente os não-paulistas– foram minguando.

Na campanha pelo segundo turno, o ex-governador mineiro e senador eleito Aécio Neves até ensaiou se engajar. Mas não foi o bastante para evitar o triunfo de Dilma, nascida em Belo Horizonte. Serra foi conduzido a mais uma derrota.

Quando se elegeu prefeito de São Paulo (2004) e governador paulista (2006), Serra ainda não tinha a idade como empecilho para tentar o Palácio do Planalto.

Derrotado, fica sem mandato político e com maior concorrência numa eventual nova chance de buscar o cargo, já que o partido conta com os mais jovens Aécio e Geraldo Alckmin na fila da sucessão.

Leia mais em Derrotado, Serra corre risco de isolamento político após campanha errática

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>A via Dilma

Posted on novembro 1, 2010. Filed under: autonomia, Dilma Rousseff, Lula, PAC, petróleo, presidente da República, Ricardo Noblat |

>Por Ricardo Noblat

Façam suas apostas, senhores: Dilma Rousseff esquentará a cadeira de presidente da República só para tentar devolvê-la a Lula daqui a quatro anos? Ou governará com o legítimo propósito de se reeleger? No primeiro caso, continuará tutelada por quem de fato a elegeu. Cumprirá uma missão que lhe foi dada. No segundo, governará com autonomia.
Dilma comportou-se como uma boneca durante a campanha no primeiro e no segundo turnos. Nada disse e nada fez que contrariasse Lula, seus mais ostensivos conselheiros políticos designados por ele (José Eduardo Dutra, presidente do PT, e Antônio Palocci, ex-ministro da Fazenda) e o responsável pelo marketing da campanha.
Compreensível. Dilma jamais disputara uma eleição. Jamais sonhara em ser candidata a presidente da República. Carecia de experiência. Foi uma aluna aplicada. E seria injusto não reconhecer que em vários momentos ela até surpreendeu positivamente os que a levavam pela mão.
Somente Lula e Dilma é que sabem qual foi a base do acerto feito entre eles. Em conversa informal com um grupo de jornalistas durante a campanha, o ex-marido de Dilma fez questão de sublinhar mais de uma vez: “Ela é de uma fidelidade canina a Lula. Jamais o trairá”. Os poucos políticos que a conhecem bem assinam embaixo.
Dilma é mandona. Tem idéias próprias. É dada a explosões de raiva. Não se constrange em tratar mal seus subordinados. A luta armada contra a ditadura militar de 1964 endureceu-lhe o espírito. Para sobreviver, ela não poderia falhar nem admitir que os outros falhassem. Respeito à hierarquia e disciplina são traços característicos dela.
É visível o desconforto de Lula com a proximidade do fim do seu mandato. Ele não esconde isso de ninguém. Escondeu que ao se reeleger em 2006 passou a acalentar o projeto de mudar a Constituição para concorrer a um terceiro mandato consecutivo. Sondou auxiliares e governadores a respeito. Não encontrou apoio como esperava.
O terceiro mandato consecutivo tinha duas contraindicações. A primeira: dividiria o país e custaria um bom pedaço da popularidade de Lula. O Congresso poderia aprová-lo, mas o Supremo Tribunal Federal talvez não. A segunda contraindicação: ele poria em risco a ambiciosa ideia do PT de governar por 20 anos no mínimo.
Para que a ideia vingue seria necessário que entre Lula de 2002 a 2010 e Lula de 2014 a 2022 assumisse o cargo uma pessoa de confiança do PT e de Lula, agradecida por chegar à Presidência e conformada em só governar por um mandato. A não ser que Lula mais adiante desista ou não possa voltar ao poder. Desistir é improvável.
Ao falar de Dilma, é tentador lembrar o general Eurico Gaspar Dutra, o 16 presidente da República do Brasil. Dutra foi ministro da Guerra de Getúlio Vargas, e também o líder do golpe militar que em 1945 derrubou Getúlio, ditador desde 1930. Em seguida, Dutra foi eleito presidente com o apoio de Getúlio.
Uma frase massificada pela campanha de Dutra ficou famosa e rendeu-lhe muitos votos: “Ele disse: Vote em Dutra”. No caso, “ele” era Getúlio. Dutra governou um país em boa situação financeira – como Dilma governará. Tinha seu Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – o Plano Salte (Saúde, Alimentação, Transporte e Energia).
Era um desenvolvimentista como Dilma. O Estatuto do Petróleo foi elaborado no seu governo. A partir do Estatuto, o país começou a construir suas primeiras refinarias e a adquirir seus primeiros navios petroleiros. Dutra pensou em angariar popularidade quando o Brasil sediou a Copa do Mundo de 1950. O campeão foi o Uruguai.
Outra frase de Getúlio marcou o final do governo Dutra: “Ele voltará”. No caso, “ele” era o próprio Getúlio, que sucedeu Dutra e governou entre 1951 e 1954. Mas essa é outra história. Hoje, Dutra é mais conhecido como nome de estrada – a que liga Rio a São Paulo inaugurada durante seu governo. Boa sorte, presidente Dilma!

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