dinheiro

>Brasileiros têm mais dinheiro na Suíça do que chineses, indianos e sauditas

Posted on fevereiro 20, 2011. Filed under: dinheiro |

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Brasileiros contam com uma fortuna depositada nos bancos suíços e, apesar de toda a operação conduzida pela Polícia Federal contra doleiros e bancos estrangeiros, a corrida por paraísos fiscais ganha um ritmo sem precedentes. Dados do Banco Central da Suíça, obtidos pelo ‘Estado’, revelam que os brasileiros mantêm ao menos US$ 6 bilhões em Genebra, Zurique e outras praças financeiras da Suíça.
Esse seria o valor oficial de contas declaradas, mas os bancos privados suíços consideram que o valor real pode ser dez vezes maior. Ex-funcionários de bancos na Suíça e agentes que trabalham na abertura de contas alertam que esse valor oficial é “a ponta do iceberg”.
O volume de dinheiro de brasileiros na Suíça vem crescendo. Entre 2005 e 2009, o BC suíço aponta a entrada de mais US$ 1,1 bilhão do Brasil. Segundo dados oficiais, nenhum outro país emergente registrou tal avanço e a expansão é a maior registrada de dinheiro vindo do Brasil.
O total da fortuna mantida por brasileiros na Suíça já é superior aos de China, Índia e Arábia Saudita. A Suíça estima que tem, em seus cofres, US$ 3 trilhões em fortunas pessoais. O valor seria quase metade da fortuna privada do planeta.
Os 85 bancos suíços que fazem parte do cálculo indicam em seus balanços que os brasileiros teriam 4,9 bilhões de francos suíços (um franco vale um dólar) em contas de poupança, ativos, ações, títulos e contas correntes.
Além desse valor, 1,1 bilhão de francos suíços provenientes do Brasil estão listados como “operações fiduciárias”. Nessa classificação, o banco não tem obrigação de apresentar os números em seus balanços e todo o risco fica por conta do banco privado (o BC suíço não dá garantias em caso de quebra do banco privado). Na maioria dos casos, é nessa classificação que recursos considerados ‘sensíveis’ ou de personalidades políticas estrangeiras são depositados.
Assim como a existência de “operações fiduciárias”, os bancos suíços contam com uma série de outros instrumentos para tornar menos transparente a origem de recursos. Nos US$ 6 bilhões indicados na Suíça como sendo de brasileiros está exclusivamente o dinheiro que saiu do Brasil em direção aos bancos de Genebra e Zurique.
Se uma fortuna é transferida do Brasil para as Ilhas Cayman e só depois para a Suíça, ela não é contabilizada como fluxo que veio do Brasil, e sim da ilha caribenha. Não é por acaso que bancos suíços mantêm filiais nesses outros paraísos fiscais.
Portanto, o volume registrado pelo BC suíço de US$ 6 bilhões oriundos do Brasil poderia ser apenas uma fatia do todo, segundo fontes do setor bancário.
Políticos
Outro método adotado é a manipulação do cargo da pessoa que queira abrir a conta, garantindo que a autorização para o depósito seja dada sem problemas. Um ex-colaborador de um banco suíço com forte presença no Brasil revelou ao Estado, sob anonimato, que essa foi a forma usada para abrir uma conta em nome de um ex-governador de um grande Estado.
No formulário para abertura de contas, o banco exige que o cliente considerado como “sensível” por seu cargo político preencha um formulário e é logo classificado como “Pessoa Politicamente Exposta”.
A lei exige que se demonstre que os recursos têm origem em outra atividade que não a política. No caso do ex-governador, o banco e o político entraram em acordo para que fosse apresentado como presidente de uma empresa de reflorestamento, sem mencionar sua posição pública. Fonte: Estadão

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>Como ganhar dinheiro usando a internet

Posted on dezembro 26, 2010. Filed under: dinheiro |

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Redes Sociais, blogs, sites, portais  e Twitter trazem informações importantes para quem quer investir. Há também planilhas para controlar seus gastos e análises das melhores ações para comprar

 A curitibana ANNE LOUISE, de 30 anos, usa o conteúdo da internet para organizar sua vida financeira desde 2007
Os livros muito técnicos que analisam o mercado financeiro e os relatórios imensos sobre finanças pessoais já podem ficar guardados na prateleira de casa. Hoje, a internet oferece informações úteis, rápidas e fáceis para quem quer aprender a administrar melhor as finanças e fazer o dinheiro render. “Para ter disciplina e independência financeira é fundamental ter informação, e a internet é um meio rápido e fácil para adquirila. Tudo está em um único universo”, diz Eduardo Jurcevic, superintendente de investimentos do Grupo Santander, em São Paulo. No mundo virtual você pode acessar sites, blogs, ferramentas e ainda ficar de olho na conta bancária por meio dos dados disponíveis no internet banking. Tudo muito simples e rápido.
A internet também permite que você acesse informações financeiras facilmente de qualquer lugar do mundo e, a partir daí, possa tomar decisões de investimento instantaneamente, sem perder tempo e dinheiro. Uma das maiores vantagens é que o conteúdo online é atualizado frequentemente e os administradores dos portais usam recursos interativos para atrair o internauta. Você pode encontrar, por exemplo, vídeos com animações e simuladores de sonhos de consumo. O problema é saber como organizar essa avalanche de informações e achar na web aquilo que realmente procura. Ao longo desta reportagem você vai ficar por dentro do melhor conteúdo que pode encontrar nos sites, blogs e no Twitter, indicados por 15 especialistas ouvidos pela VOCÊ S/A. E também vai saber como usar melhor cada recurso e aprender a fugir das fraudes.

DISCIPLINA COM A PLANILHA

A curitibana Anne Louise, de 30 anos, usa o conteúdo da internet para organizar sua vida financeira desde 2007. Ela, que faz a gestão de clientes e projetos educacionais da corretora Omar Camargo, em Curitiba, Paraná, acompanha blogs e por tais e usa uma planilha disponível no site Mulheres em Ação, da BM&FBovespa. “Agora, sei se estou gastando dinheiro com o que não é importante”, diz. Nem sempre foi assim. Uma vez, depois de deixar um emprego, ela decidiu comprar roupas novas. Gastou todo o dinheiro da rescisão, 800 reais, e depois soube que não ficaria no novo emprego. “Levei três meses para me organizar.” Hoje, Anne controla sua planilha quinzenalmente e não deixa nenhum gasto de fora de suas anotações.
UM MUNDO PARA ACESSAR
As páginas eletrônicas disponibilizam textos, arquivos em áudio e vídeo, planilhas para controle de despesas e simuladores de financiamento, que podem ajudar você a lidar melhor com seu dinheiro. Há conteúdos específicos para as pessoas que querem organizar o orçamento, por exemplo, e para quem está em busca de orientação específica para encontrar a melhor aplicação para a grana. “Por isso é necessário que o internauta identifique qual é o estágio de sua necessidade financeira”, diz Ricardo Rocha, professor de finanças pessoais do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), em São Paulo. Se você é um investidor novato e vai usar o homebroker, o programa que permite negociar ações pela internet, pela primeira vez, pode buscar informações no site das corretoras para auxiliar na decisão de comprar ou não a ação de uma empresa.

Mas se você está endividado e busca alternativas para usar melhor seu dinheiro, dá para navegar em um site que ofereça dicas para economizar no supermercado, ou que ensine como gastar menos na hora de comprar presentes. No site www.minhaseconomias.com, depois de se cadastrar e detalhar a receita, as despesas e os investimentos, você consegue visualizar por meio de gráficos como está a sua saúde financeira. Visualizando as informações gráficas dá para identificar os gastos que mais comprometem seu orçamento.
Você também pode exportar o extrato da conta corrente para a planilha, que fica disponível na web para ser acessada de qualquer lugar. Na página www.consumidorconsciente.org, o internauta tem acesso a uma ferramenta que ajuda a planejar um sonho de consumo de curto ou longo prazo, como a compra de um carro novo. Para escolher um site mais amigável e que atenda às suas necessidades, a única dica unânime dos especialistas é colocar a mão na massa. “O internauta pode testar os diferentes modelos para ver o que funciona melhor, mas vai depender também da experiência que ele tem com as ferramentas online”, diz Conrado Navarro, fundador do site Dinheirama e planejador financeiro pessoal, em São Paulo.
Quando encontrar informações conceituais e técnicas em um blog, por exemplo, os especialistas alertam que é importante confrontar o conteúdo com três ou quatro portais diferentes. “Nos blogs, a pessoa pode escrever o que quiser, por isso é importante que o internauta faça outras pesquisas para saber se a informação é ou não confiável”, diz Conrado. Hoje é possível também fazer download de livros gratuitos na internet.
No site do Tesouro Direto (www.tesouro.fazenda.gov.br), por exemplo, você consegue baixar a publicação Dívida Pública: a Experiência Brasileira e saber detalhes sobre o endividamento do país. No mesmo site você pode aprender a fazer aplicações com títulos emitidos pelo governo federal, que têm risco baixo e boa rentabilidade. Obras de assuntos gerais podem ser acessadas no portal www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/ PesquisaObraForm.jsp.

APROVEITE COM SEGURANÇA Além de confrontar as informações de um site com outro, você precisa se dedicar para aproveitar bem todo o conteúdo online disponível no mundo virtual. “Recomendo tratar a pesquisa na internet como um estudo e investir tempo. Acessar um site superficialmente é o mesmo que ler apenas algumas páginas de um livro”, diz Marcelo Ângulo, planejador financeiro e autor do livro SuasFinanças.com (Editora Campus/Elsevier).

Para saber se um site é ou não confiável, você deve analisar a qualidade da informação e, para isso, é preciso comparar os conteúdos acessados. Você deve ficar de olho, por exemplo, nos portais que prezam menos pela qualidade da informação e mais pela capacidade de conquistar clientes. “Alguns sites oferecem conteúdo com o objetivo de atrair leitores para, então, vender produtos e serviços”, diz Marcelo Ângulo. Para o professor Ricardo, do Insper, o conteúdo virtual funciona como um complemento, por isso não deve ser considerado o único meio de encontrar informações financeiras. “É preciso lembrar que existe um mundo fora da web e nada substitui a leitura de um bom livro”, diz.

A internet é relativamente nova e como toda novidade há quem goste e quem desgoste. Para Rogério Bastos, sócio-diretor da consultoria FinPlan de São Paulo, é essencial que o conteúdo sobre finanças pessoais disponível na internet se dissemine entre todas as pessoas — o que ainda não aconteceu. “Muitas vezes esbarramos em uma informação por acaso e não sabemos que existe um site específi co sobre o assunto.” O grande problema, segundo ele, é que o conteúdo online das páginas eletrônicas brasileiras ainda é pouco desenvolvido para a pessoa física. “Aqui, ainda não é como o exterior, onde a maior parte dos países mantém foco no consumidor final”, diz.

Mas algumas mudanças já aconteceram. Sites com conteúdo apenas para orientar as pessoas que já tinham conhecimento financeiro começaram a desenvolver tópicos com informações básicas para quem está começando a entender o mercado. Existem dois exemplos: o portal da BM&FBovespa (www.bmfbovespa.com.br) e o Como Investir (www.comoinvestir.com.br), da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).”Para ajudar as pessoas a planejar seus investimentos, o conteúdo online precisa ser mais amplo” diz Ricardo Nardini, gerente de certificação da Anbima, em São Paulo.

ORGANIZE SUA VIDA
Sites que oferecem planilhas online, testes para controlar as despesas, dicas para usar o cartão de crédito, vídeos e podcasts com orientações para sair do vermelho:
• Minhas Economias > www.minhaseconomias.com.br
• Meu Bolso em Dia > www.meubolsoemdia.com.br• Calculadora do Cidadão > www.bcb.gov.br/?calculadora
• Mais Dinheiro > www.maisdinheiro.com.br
• Médicos das Finanças > www.mfeassociados.com.br

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INVISTA MAIS
Quem é novato nas aplicações financeiras encontra informações sobre o funcionamento de diversos investimentos, como Tesouro Direto, fundos e ações. Você também fica por dentro dos acontecimentos econômicos que podem impactar seu dinheiro, como o preço do dólar e os índices da bolsa.
• Como Investir > www.comoinvestir.com.br
• BM&FBovespa > www.bmfbovespa.com.br
• Dinheirama > www.dinheirama.com
• Portal do Investidor > www.portaldoinvestidor.gov.br
• Fundamentus > www.fundamentus.com.br • Financenter > www.financenter.terra.com.br
• Portal de investimentos do Banco Real > www.bancoreal.com.br/portaldeinvestimentos
• Guia Invest > www.guiainvest.com.br
• Bolsa de Valores Políticos > www.bovap.com.br

NA VOCÊ S/A
Acompanhe o conteúdo sobre dinheiro:
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BLOGS BONS Ajuda extra para ganhar mais dinheiro:
• Finanças Pessoais > financaspessoais.blog.br
• O Guardião do Seu Dinheiro > www.oguardiaodoseudinheiro.com.br
• Investidor Iniciante > www.investidoriniciante.com.br

CUIDADOS ESSENCIAIS
Mesmo com todas as vantagens do internet banking, os especialistas fazem um alerta: “É importante imprimir um extrato mensalmente para ter uma garantia física das transações feitas”, diz Augusto Sabóia, especialista em finanças pessoais e fundador da Sabóia Advisors, em São Paulo. Além disso, você deve evitar o acesso à sua conta bancária ou verificar dados confidenciais por meio de sistemas coletivos, como lan houses e cybercafés. Com o uso de programas de captação de senhas e dados, as informações podem ser acessadas por outras pessoas.

REDES SOCIAIS

Você também pode usar as redes sociais, como o Twitter, para encontrar informações sobre o que fazer com seu dinheiro. Mas a ferramenta é só um caminho para quem busca informações mais aprofundadas. “É um facilitador para ficar por dentro das novidades, por exemplo, a divulgação de um novo relatório do banco onde você guarda seu dinheiro”, diz o professor Ricardo Rocha, do Insper. Mas há outras utilidades. Luiz Rogé, economista e diretor executivo do site InvestCerto, que tem o conteúdo focado em opções de compra e venda de ações, usa o Twitter para se comunicar com seus 130 seguidores.

Ele acompanha relatórios sobre o mercado financeiro em tempo real e expõe as novidades e estratégias que podem ser usadas por seus seguidores. Luiz também encaminha o link do seu portal para que o internauta consiga buscar informações complementares. “É uma ferramenta para ficar por dentro das oportunidades do mercado de opções em tempo real, já que a pessoa não está todo tempo no site”, diz. Não há dúvida de que, quanto mais informação você tiver, mais fácil será definir suas estratégias financeiras e fazer seu dinheiro render. Fonte:Veja
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>Quem quer dinheiro?!

Posted on novembro 12, 2010. Filed under: dinheiro |

>Por Helder Caldeira*
É assustador como as autoridades brasileiras gostam de imaginar que o povo não passa de um aglomerado de pamonhas, miseráveis sem cultura e sem voz. Se não pensassem assim, teriam, no mínimo, profunda vergonha em anunciar que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), em negociações intermediadas pelo Banco Central do Brasil, está fazendo um empréstimo de R$ 2,5 bilhões ao Grupo Sílvio Santos para que este possa salvar o Banco PanAmericano da falência após uma suposta fraude também bilionária.

Banco Central do Brasil

Como é que o Banco Central e o Conselho Monetário Nacional autorizam um empréstimo de R$ 2,5 bilhões a um banco falido, cujo valor de mercado é menor que a operação em questão, concede 10 anos para que o Grupo Sílvio Santos pague esse empréstimo, dá 3 anos de carência para que os pagamentos comecem (o que significa que só começará a ser cobrado em 2014) e onde sequer incidirão juros? Muito além de ser um escárnio nacional, é uma afronta aos milhões de cidadãos e aos empresários, microempresários e empreendedores individuais, molas propulsoras do desenvolvimento do país, que vivem mendigando apoio financeiro do governo e dos bancos e nada conseguem.

Nossos economistas de plantão, tremendo de medo por estarem diante de uma megaoperação que envolve um dos maiores grupos de comunicação do Brasil, vão dizer que foi um negócio legal e que o magnata Sílvio Santos deu como garantia as 44 empresas de seu grupo, o que inclui o SBT, o Baú da Felicidade e a Jequiti. Mas trata-se de uma negociata nebulosa, envolta numa bruma com o objetivo de minimizar o evento e abordá-lo apenas como sendo da esfera privada. Mas há muito do setor público nessa negociação bilionária e que terá de ser urgentemente esclarecida. Caso contrário, corremos o risco de uma grave crise financeira tendo como base a suspeita de que outros bancos, assim como o PanAmericano, também estejam fraudando o sistema para maquiar a falência de suas contas.

Outra explicação que o Banco Central tem obrigação de dar aos brasileiros é como autorizou, em julho desse ano, que a Caixa Econômica Federal, um banco estatal centenário, a comprar 49% do capital volante de um banco falido. Isso sem falar que a fraude que derrubou o Banco PanAmericano já tinha sido cometida. O BC e a CEF não detectaram isso? Ou detectaram, ficaram na moita e gastaram o dinheiro do povo para comprar uma porcaria? E se não perceberam o “pequeno erro” de bilhões, que garantias o Banco Central é capaz de dar à população de que outros bancos não estão à beira do abismo, prestes a ir à bancarrota?

A suposta fraude promovida no Banco PanAmericano é de simples entendimento: o banco vendeu carteiras de créditos a outras instituições financeiras, mas mantinha esses créditos em sua contabilidade. Trocando em miúdos, diziam ter dinheiro a receber na praça que, na realidade, não tinham mais. A contabilidade do Banco PanAmericano era falsa, provocando um rombo maior que o patrimônio do próprio banco. Nesses casos, a legislação brasileira determina que o Banco Central faça uma intervenção na instituição, colocando-a em liquidação e seus administradores e controladores são obrigados a responder com seus próprios bens pela fraude contábil.

No entanto, isso significaria bloquear os bens patrimoniais de Sílvio Santos, acionista majoritário e controlador do Banco PanAmericano. Isso sem falar no pente-fino que a Receita Federal e a Polícia Federal teriam de fazer na instituição e, possivelmente, na holding. Diante disso, o que dizer da misteriosa visita do empresário ao presidente Lula no Palácio do Planalto, com uma maleta na mão, às vésperas da eleição, afirmando estar ali para pedir uma doação pessoal de R$ 12 mil ao Teleton? Silvio Santos não poderia ter feito isso por telefone? Ou o assunto era, na verdade, outro?

Nas semanas seguintes era nítida a parcialidade, em favor da candidata governista Dilma Rousseff, assumida pelo SBT na cobertura da campanha presidencial no segundo turno, culminando com aquela famosa trapalhada da equipe de jornalismo que afirmou que o candidato José Serra e seus assessores estavam mentindo sobre ele ter sido atingido por um rolo de fita crepe e que, na realidade, tratava-se de uma bolinha de papel. O próprio presidente Lula comprou a falsa informação dada pelo SBT e disparou publicamente contra Serra. No dia seguinte, a Rede Globo e o jornal Folha de São Paulo desmentiram o SBT e apresentaram imagens que comprovavam a agressão sofrida pelo candidato do PSDB. Toda essa sucessão de fatos permite que o cidadão comum desconfie (e muito) do que realmente aconteceu no gabinete oficial da Presidência da República na tarde daquela quarta-feira, 22 de setembro de 2010.

*Helder Caldeira é escritor, colunista político, palestrante e conferencista. E-mail: heldercaldeira@estadao.com.br

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>Aposentadoria: Como funciona o PGBL?

Posted on outubro 25, 2010. Filed under: aposentadoria, Aposentados, Como funciona o PGBL, dinheiro, letras de câmbio, PGBL, renda fixa |

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O PGBL (Plano Gerador de benefícios livres) é um plano de contribuição definida, em que não há garantia de rendimento mínimo. A totalidade do rendimento é repassada ao investidor. Cumprida a carência de 60 dias, não há penalidade para quem queria resgatar o dinheiro. Permite abater 12% da renda tributável no imposto de renda. No resgate, o investidor pagará imposto de renda pela tabela progressiva sobre o capital total.
 Aposentados
 
Guia Básico
Quais são os tipos de perfis de investimentos no PGBL?
Há três tipos: soberano, onde se investe apenas em títulos da dívida pública. Renda fixa, onde se investe 100% em títulos de renda fixa públicos ou privados (como CDBs), e letras de câmbio. E Composto, que permite aplicar até 49% em ações.
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>’Caraca! Que dinheiro é esse?’

Posted on setembro 19, 2010. Filed under: Casa Civil, Dilma, Dilma Rousseff, dinheiro, Erenice, VEJA |

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Erenice e Dilma

Funcionário da Casa Civil recebeu propina dentro da Presidência da República, perto do gabinete da então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e a um andar do presidente Lula


Numa manhã de julho do ano passado, o jovem advogado Vinícius de Oliveira Castro chegou à Presidência da República para mais um dia de trabalho. Entrou em sua sala, onde despachava a poucos metros do gabinete da então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e de sua principal assessora, Erenice Guerra Vinícius se sentou, acomodou sua pasta preta em cima da mesa e abriu a gaveta.

O advogado tomou um susto: havia ali um envelope pardo. Dentro, 200 mil reais em dinheiro vivo – um “presentinho” da turma responsável pela usina de corrupção que operava no coração do governo Lula.
Vinícius, que flanava na Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac, começara a dar expediente na Casa Civil semanas antes, apadrinhado por Erenice Guerra e o filho-lobista dela, Israel Guerra, de quem logo virou compadre.

Apavorado com o pacotaço de propina, o assessor neófito resolveu interpelar um colega: “Caraca! Que dinheiro é esse? Isso aqui é meu mesmo?”. O colega tratou de tranquilizá-lo: “É a ‘PP’ do Tamiflu, é a sua cota. Chegou para todo mundo”.

PP, no caso, era um recado – falado em português, mas dito em cifrão. Trata-se da sigla para os pagamentos oficiais do governo. Consta de qualquer despacho público envolvendo contratos ou ordens bancárias.

Adaptada ao linguajar da cleptocracia, significa propina. Tamiflu, por sua vez, é o nome do remédio usado para tratar pacientes com a gripe H1N1, conhecida popularmente como gripe suína.

Dias antes, em 23 de junho, o governo, diante da ameaça de uma pandemia, acabara de fechar uma compra emergencial desse medicamento – um contrato de 34,7 milhões de reais. A “PP” entregue ao assessor referia-se à comissão obtida pela turma da Casa Civil ao azeitar o negócio Segundo o assessor, o governo comprara mais Tamiflu do que o necessário, de modo a obter uma generosa comissão pelo negócio.

Até a semana passada, Vinícius era assessor da Casa Civil e sócio de Israel Guerra, filho de Erenice Guerra, ex-ministra da pasta, numa empresa que intermediava contratos com o governo usando a influência da petista. Naturalmente, cobravam comissão pelos serviços.

Depois que VEJA revelou a existência do esquema em sua última edição, Vinícius e outro funcionário do Planalto, Stevan Knezevic, pediram demissão, a ministra Erenice caiu – e o governo adernou na mais grave crise política desde o escândalo do mensalão, e que ronda perigosamente a campanha presidencial da petista Dilma Rousseff.

Lançado ao centro do turbilhão de denúncias que varre a Casa Civil, Vinícius Castro confidenciou o episódio da propina a pelo menos duas pessoas: seu tio e à época diretor de Operações dos Correios, Marco Antonio de Oliveira, e a um amigo que trabalhava no governo. Ambos, em depoimentos gravados, confirmaram a VEJA o teor da confissão.

Antes de cair em desgraça, o assessor palaciano procurou o tio e admitiu estar intrigado com a incrível despreocupação demonstrada pela família Guerra no trato do balcão de negócios instalado na Casa Civil.

Disse o assessor: “Foi um dinheiro para o Palácio. Lá tem muito negócio, é uma coisa. Me ofereceram 200 000 por causa do Tamiflu”.

Vinícius explicou ao tio que não precisou fazer nada para receber a PP. “Era o ‘cala-boca”. O assessor disse ainda ao tio que outros três funcionários da Casa Civil receberam os tais pacotes com 200 000 reais; porém não declinou os nomes nem a identidade de quem distribuiu a propina. Diz o ex-diretor dos Correios: “Ele ficou espantado com aquela coisa. Eu avisei que, se continuasse desse jeito, ele iria sair algemado do Palácio”.

O cândido ex-assessor tem razão: dinheiro sujo dentro de um gabinete da Presidência da República é um fato espantoso. Nos últimos anos, sobretudo desde que o presidente Lula relativizou os crimes cometidos durante o mensalão, sempre que se apresenta um caso de corrupção à opinião pública surgem três certezas no imaginário popular.

* Primeiro, nunca se viu um escândalo tão escabroso
* Ninguém será punido
* O escândalo que vier a sucedê-lo reforçará as duas certezas anteriores.

A anestesiada sociedade brasileira já soube de dinheiro na cueca, dinheiro na meia, dinheiro na bolsa, dinheiro em caixa de uísque, dinheiro prometido por padre ligado a guerrilheiros colombianos. Mas nada se compara em ousadia ao que se passava na Casa Civil. Ficará consolidado no inverno moral da era Lula se, mais uma vez, esses eventos forem varridos para debaixo do tapete.

Já se soube de malfeitorias produzidas na Presidência, mas talvez nunca de um modo tão organizado e sistemático como agora – e, ao mesmo tempo, tão bisonhamente rudimentar, com contratos, taxas de sucesso e depósitos de propina em conta bancária.

Por fim, o que pode ser mais escabroso do que um grupo de funcionários públicos, ao que tudo indica com a participação de um ministro da Casa Civil, cobrar pedágio em negócios do governo? O mais assustador, convenha-se, é repartir o butim ali mesmo, nas nobres dependências da cúpula do Poder Executivo, perto do presidente da República e ao lado da então ministra e hoje candidata petista Dilma Rousseff.

Na semana passada, quando o caso veio a público, a candidata do PT ao Planalto, Dilma Rousseff, tentou se afastar o quanto pôde do escândalo. Apesar de o esquema ter começado quando Dilma era ministra e Erenice sua escudeira, a candidata disse que não poderia ser responsabilizada por “algo que o filho de uma ex-assessora fez”. Dilma candidata não tinha mesmo outra alternativa. As eleições estão aí e o assunto em questão é por demais explosivo.

Erenice Guerra ganhou vida em razão do oxigênio que Dilma lhe forneceu durante sete anos de governo.

Erenice trabalhou com a candidata quando esta comandava a pasta de Minas e Energia e na Casa Civil transformou-se na assessora-mor da petista, assumindo o cargo de secretária-executiva. É possível que em todos esses anos de intenso trabalho conjunto Dilma não tenha percebido o que se passava ao seu redor. É possível que Dilma seja uma péssima leitora de caráter. Mas, em algum momento, ela vai ter que enfrentar publicamente esse enorme contencioso passado.

Obedecendo à consagrada estratégia política estabelecida pelo PT, Dilma não só tentou se distanciar do caso como buscou desqualificar os fatos apresentados por VEJA. “É um factoide”, afirmou a candidata, dois dias antes de Erenice ser demitida pelo presidente Lula. (O governo divulgou que a ministra pediu demissão, o que é parolagem.)

A chefe da numerosa família Guerra caiu na manhã da última quinta-feira, vítima dos vícios da sua turma. Além dos fatos apontados por VEJA, veio a público o atávico hábito da ex-ministra em empregar parentes no governo, que, desde já, dá um novo significado ao programa Bolsa Família. Também se descobriram contratos feitos sem licitação favorecendo parentes da ministra.

Em um dos episódios, o filhote de Erenice cobrou propina até de um corredor de Motocross, que descolara um patrocínio de 200 000 reais com a Eletrobrás, estatal sob a influência de Erenice. Taxa de sucesso paga: 40 000 reais. “Israel chamava a Dilma de tia”, contou o motoqueiro Luís Corsini, o desportista que pagou a taxa de sucesso.

Antes de capitular aos irretorquíveis fatos apresentados por VEJA, o governo fez de tudo para desqualificar o empresário Fábio Baracat, uma das fontes dos jornalistas na revelação do esquema de arrecadação de propina na Casa Civil. Baracat, um empresário do setor aéreo, narrara, em conversas gravadas, as minúcias de suas tratativas com a família Guerra, que tinham por objetivo facilitar a obtenção de contratos da empresa MTA nos Correios.

No sábado, depois de, como disse, sofrer “fortes pressões”, Baracat divulgou uma nota confusa, na qual “rechaçava oficialmente informações” da reportagem, mas, em seguida, confirmava os fatos relatados. Com medo de retaliações por parte do governo, o empresário refugiou-se no interior de São Paulo. Ele aceitou voltar à capital paulista na última quinta-feira, para mais uma entrevista. Disse ele na semana passada: “Temo pela minha vida. Vou passar um tempo fora do país”. O empresário aceitou ser fotografado e corroborou, diante de um gravador, as informações antes prestadas à revista.

Baracat não quis explicar de onde partiram as pressões que sofreu, mas, em uma hora e meia de entrevista gravada, ratificou integralmente o conteúdo da reportagem. O empresário confirmou que, levado por Israel e Vinícius, encontrou-se várias vezes com Erenice Guerra, quando ela era secretária-executiva e, por fim, quando a petista virou ministra.

As primeiras conversas, narra Baracat, serviram para consolidar a convicção de que Israel não vendia falsamente a influência da mãe. Na última conversa que eles tiveram, em abril deste ano, o tom mudou. Israel cobrava dinheiro do empresário por um problema resolvido para ele na Infraero.

Diz Baracat: “Ele dizia que havia pagado na Infraero para resolver”. Na reunião, disse Erenice, de acordo com o relato do empresário: “’Olha, você sabe que a gente está aqui na política, e a gente tem que cumprir compromissos’. (…) Ficou subentendido (que se tratava da propina). (Ela) foi sempre genérica (nesse sentido). (…) Ela disse: ‘A gente é político, não pode deixar de ter alguns parceiros’”. Baracat diz que não sabe o que a família Guerra fez com o dinheiro.

O misterioso caso da comissão do Tamiflu também merece atenção das investigações iniciadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. O Ministério da Saúde, que já gastou 400 milhões de reais com a aquisição do remédio desde o ano passado, afirma que não houve qualquer ingerência da Casa Civil – e que a quantidade de Tamiflu comprada foi definida somente por critérios técnicos.

A seguir, mais uma história edificante
Em outros episódios, a participação da Casa Civil aparece de forma mais clara. VEJA apurou mais um caso no qual o poder da Casa Civil dentro do governo misturou-se aos interesses comerciais da ex-ministra, resultando numa negociata de 100 milhões de reais. Desta vez, o lobista central da traficância não é o filho, mas o atual marido de Erenice Guerra, o engenheiro elétrico José Roberto Camargo Campos.

Com a ministra Dilma Rousseff na Casa Civil e a esposa Erenice Guerra como seu braço direito, Camargo convenceu dois amigos donos de uma minúscula empresa de comunicações a disputar o milionário mercado da telefonia móvel. Negócio arriscado, que exige muito capital e experiência num ramo cobiçado e disputado por multinacionais. Isso não era problema para Camargo e seus sócios. Eles não tinham dinheiro nem experiência, mas sim o que efetivamente importa em negócios com o governo: os contatos certos – e poderosos.

Em 2005, a empresa Unicel, tendo Camargo como diretor comercial, conseguiu uma concessão da Anatel para operar telefonia celular em São Paulo. Por decisão pessoal do então presidente da agência, Elifas Gurgel, a empresa do marido ganhou o direto de entrar no mercado. De tão exótica, a decisão foi contestada pelos setores técnicos da Anatel, que alegaram que a empresa sequer havia apresentado garantias sobre sua capacidade técnica e financeira para tocar o negócio.

O recurso levou dois anos para ser julgado pela Anatel. Nesse período, Erenice e seu marido conversaram pessoalmente com o presidente da agência, conselheiros e técnicos, defendendo a legalidade da operação. “A Erenice fazia pressão para que os técnicos revissem seus parecereres e os conselheiros mudassem seu voto”, conta um dos membros do conselho, também alvo da pressão da ex-ministra.

A pressão deu certo. O técnico que questionou a legalidade da concessão, Jarbas Valente, voltou atrás e mudou seu parecer, admitindo os “argumentos” da Casa Civil. Logo depois, Valente foi promovido a conselheiro da Anatel. Um segundo conselheiro, Pedro Jaime Ziller, também referendou a concessão a Unicel. Não se entende bem a relação entre uma coisa e a outra, mas dois assessores de Ziller, logo depois, trocaram a Anatel por cargos bem remunerados na Unicel.

Talvez tenham sido seduzidos pelos altos salários pagos pela empresa, algo em torno de 30 000 reais – muito, mas muito mais do que se paga no serviço público. O presidente Elifas foi pressionado diretamente pelo Ministro das Comunicações, mas nem precisava: ele foi colega de Exéricito de um dos sócios da Unicel. Tudo certo? Não. Havia ainda um problema a ser sanado.

A legislação obriga as concessionárias a pagar 10% do valor do contrato como entrada para sacramentar o negócio. A concessão foi fixada em 93 milhões de reais. A empresa, portanto, deveria pagar 9,3 milhões de reais. A Unicel não tinha dinheiro.

Novamente com Erenice à frente, a Unicel conseguiu uma façanha. O conselho da Anatel acatou o pedido para que o sinal fosse reduzido para 1% do valor do negócio, ou seja, pouco mais de 900 000 reais. A insólita decisão foi contestada pelo Ministério Público e, há duas semanas, considerada ilegal pela Justiça.
Com a ajuda estatal, a empresa anunciou o início da operação em outubro de 2008, com o nome fantasia de AEIOU, prometendo tarifas mais baixas para atrair o público jovem, com o compromisso de chegar a um milhão de clientes em dois anos. Como foi previsto pelos técnicos, nada disso aconteceu.

Hoje, a empresa tem 20 000 assinantes, sua única loja foi fechada por falta de pagamento de aluguel e responde a mais de 30 processos por dívidas, que ultrapassam 20 milhões de reais. Mau negócio? Apesar da aparência, não. A grande tacada ainda está por vir.

O alvo do marido de Erenice é o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) – uma invenção que vai consumir 14 bilhões de reais para universalizar o acesso a internet no Brasil. O grupo trabalha para “convencer” o governo a considerar que a concessão da Unicel é de utilidade pública para o projeto. Com isso, espera receber uma indenização. Valor calculado por técnicos do setor: se tudo der certo, a empresa sairá com 100 milhões de reais no bolso, limpinhos.

Dinheiro dos brasileiros honestos que trabalham e pagam impostos.

A participação da Casa Civil no episódio ultrapassa a intolerável fronteira das facilidades e da pressão política. Aqui, aparecem diretamente as promíscuas relações entre os negócios da família Guerra e os funcionários que, dentro da Presidência da República, deveriam zelar pelo bem público.

A Unicel contou, em especial, com os favores de Gabriel Boavista Lainder, assessor da Presidência da República e dirigente do Comitê Gestor dos Programas de Inclusão Digital, que comanda o PNBL. Antes de ocupar o cargo, Gabriel trabalhou por oito anos com os donos da Unicel. Mas isso é, como de costume, apenas uma coincidência – como também é coincidência o fato de ele ter sido indicado ao cargo pelo marido de Erenice.

“O marido da Erenice é um cara que admirava meu trabalho. Ela me disse que precisava de alguém para coordenar o PNBL”, diz Laender. E completa: “O PNBL não contempla o uso da faixa da Unicel, mas ela pode operar a banda larga do governo se fizer adaptações técnicas” É um escárnio.

Camargo indicou o homem que pode resolver os problemas de sua empresa. Procurado, o marido de Erenice não quis se pronunciar. Na Junta Comercial, o nome de Camargo aparece como sócio de uma empresa de mineração, que funciona em modesto escritório em Brasília. Um probleminha que pode chamar a atenção dos investigadores: a Unicel está registrada no mesmo endereço, que também era usado para receber empresários interessados em negócios com o governo. Certamente mais uma coincidência.

Com reportagem de Rodrigo Rangel, Daniel Pereira, Gustavo Ribeiro e Fernando Mello

Fonte: Blog do Noblat

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>Homens que ganham menos traem mais…

Posted on agosto 20, 2010. Filed under: casais, dinheiro, fraude, infidelidade, mulher, Mulheres, pesquisas, religiosa, rendimento, trair, Universidade de Cornell |

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Um novo estudo descobriu que os homens são mais propensos a fraude se o seu rendimento é muito inferior ao que sua esposa ou parceira faz com que, enquanto as mulheres são mais propensas a brincar se fazem mais seu marido ou parceiro.
Os resultados sugerem que as disparidades em moneymaking desempenhar um papel significativo na infidelidade, pelo menos entre os casais jovens que estudaram.
“Com as mulheres, eram menos prováveis acoplar no infidelidade menos o dinheiro que eles fazem em relação ao seu marido”, disse o estudo autor Christin Munsch. “Mas para os homens, menos dinheiro que você faz em relação ao seu esposo, o mais provável que você se envolver em infidelidade.”
Munsch, um estudante graduado na Universidade de Cornell, disse que ela veio com a idéia de estudar os efeitos da renda sobre infidelidade após ouvir de um amigo que foi traída por seu parceiro. Ele disse Munsch que “fez todo o dinheiro, ela tinha todos os amigos, e ele subiu lá para estar com ela. Sentiu-se completamente impotente.”
Enquanto houve pesquisas anteriores à infidelidade, não olhar para as diferenças de renda entre os casais, Munsch disse.
Então, ela examinou os resultados de uma pesquisa nacional que acompanhou 9.000 pessoas a partir de 1997, quando eram crianças. Ela se concentrou nos resultados do exame de 2001-2007, quando os participantes tinham entre 17 e 27 anos de idade.
Os resultados são programados para ser liberados segunda-feira na reunião anual da Associação Sociológica Americana, em Atlanta.
Munsch descobriu que quase 7 por cento dos homens relataram ter sexo fora do relacionamento, entre 2002 e 2007, enquanto cerca de 3 por cento das mulheres o fizeram. Homens negros e hispânicos eram mais prováveis do que homens brancos de ter enganado cerca.
Dois fatores de estilo de vida, ensino superior e da prática religiosa regular, parecem ajudar a manter a infidelidade na baía para homens e mulheres, constatou o estudo.
Mas os fatores que têm a ver com o dinheiro – como o homem que faz mais ou menos de sua esposa ou companheira – que aumentam o risco de infidelidade, Munsch disse. Mas ela advertiu que “estamos a falar de números muito pequenos.”
Se você for uma mulher e “fazer mais dinheiro do que o seu parceiro, o seu parceiro não é 100 por cento de probabilidade de fraude”, ressaltou.
Ainda assim, o dinheiro parece ser um fator significativo.
Homens que fazem menos do que suas esposas podem inclinar-se para a infidelidade, porque eles sentem uma “ameaça identidade de gênero”, Munsch especulou.
“A gama de comportamentos aceitáveis para os homens é muito mais estreita” quando se trata de uma relação dinâmica, como os que envolvem finanças, disse ela. “É mais difícil de bater essa marca, porque isso é uma pequena marca. Se você não está batendo a marca, você pode se sentir ameaçado”.
Na outra extremidade do espectro, a infidelidade parece aumentar quando um parceiro fez muito mais dinheiro do que o outro. E isso era verdade se o homem ou a mulher era o assalariado grande.
“Se você trabalhar longas horas e têm mais renda disponível, é mais fácil de esconder a infidelidade,” Munsch fundamentado. Por exemplo, despesas extraordinárias cobradas em cartões de crédito pode passar despercebida. Além disso, ela disse, as pessoas que ganham mais dinheiro também podem viajar com frequência e conhecer muitas pessoas do sexo oposto.
Helen Fisher, antropóloga e professora de pesquisa da Universidade Rutgers, disse que faz sentido que os homens com mais dinheiro seriam mais propensos a brincar.
“Ele provavelmente viaja muito e unidades de carros melhores, e provavelmente ele está em restaurantes finos. Ele é o tipo de publicidade dos recursos que as mulheres estão à procura de uma perspectiva evolucionária,” disse ela. “Em todo o mundo, as mulheres vão para os homens que estão no topo da pilha.”
Mas há menos razão, a partir de uma perspectiva evolucionária, para um homem perdido se ele faz menos dinheiro do que sua parceira, ela disse. “Você acha que um homem gostaria de ficar por esses recursos a si mesmo. Isso pode ter mais de uma explicação puramente psicológica.”
Quanto às mulheres, disse ela, a riqueza traz-lhes um maior poder para fazer o que eles querem, se é sair de um relacionamento ruim ou ter um caso.
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>Porque o ideal é a eleição de Dilma

Posted on agosto 12, 2010. Filed under: Bolsa-Família, Dilma, dinheiro, Eleição, José Serra, Lula, Orçamento, PIB, popularidade |

> Por Alfredo da Mota Menezes

Escrevi nesta coluna que seria melhor para a oposição que a Dilma Rousseff ganhasse a eleição. Ela que fizesse os complicados ajustes nas contas do governo. Se fosse alguém da oposição, seria acusado de impedir o crescimento e o governo Lula seria colocado nas nuvens. Se a Dilma ganha, ao tentar fazer os ajustes, o governo anterior seria exposto perante a opinião pública.
Citei alguns números naquele artigo, outros estão aparecendo. Pego três matérias da imprensa nacional dos últimos dias.
O jornal “O Estado de São Paulo” mostrou que o governo Lula recebeu do anterior um saldo a pagar de 22,6 bilhões de reais. Vai deixar 90 bilhões a pagar para quem for à presidência.
Maílson da Nóbrega na revista Veja mostra que a situação fiscal piorou. O “consumo do governo passou de 4,2% do PIB para 8,8%” e a carga tributária de 32% para 36% do PIB (não há mais espaço para aumento de impostos). Investimento na infra-estrutura teve 0,6% do PIB ou pouco mais de 10% das necessidades. Transporte é o grande gargalo do país.
Não se aproveitou a popularidade do presidente para se fazer reformas como previdência, trabalhista e fiscal. Acredito que o Lula não as fez com receio de perder popularidade. Deixa o problema para quem vier atrás.
A melhor análise da situação das contas do governo é a longa matéria de Gustavo Patu na Folha de S. Paulo. Quem suceder Lula “assumirá sem recursos para patrocinar um novo ciclo de expansão dos programas sociais” ou nas áreas de segurança, previdência, Bolsa Família, saúde e amparo ao trabalhador. Só na previdência, no ano passado, os gastos superaram em 34 bilhões de reais a arrecadação.
Diz que quando o petista chegou ao governo em 2003 “a seguridade social tinha um superávit modesto”. O aumento do salário mínimo, da Bolsa Família, gastos crescentes na previdência, isenções fiscais e a perda da CPMF jogaram a situação fiscal da seguridade social para algo complicadíssimo.
Diz ainda que os países da OCDE investem em saúde, em média, 6,4% do PIB. O Brasil chegou a 3,6%. Desse total o governo federal só investiu 1,76%, o resto é de prefeituras e governos estaduais.
Frente aos números nacionais é melhor a Dilma Rousseff ganhar. Se for alguém da oposição, ao pisar no breque da economia, será sacrificado. Se for a Dilma, vão apontar o dedo para o governo que a antecedeu como a fonte de problemas nas contas públicas. Atrapalharia a biografia do Lula.
O que chama a atenção é que, na campanha, a oposição não fala nada disso. Fica com um discurso chocho, como foi o do Geraldo Alckmin em 2006.
Em Mato Grosso, os candidatos ao governo, para minorar a situação na saúde e na segurança, falam que irão buscar recursos em Brasília. Os números mostram que não vão conseguir nada.
E, além disso, segundo o ex-governador Maggi, sobram somente 3% do orçamento estadual para investimento em todas as áreas. Onde os candidatos vão arrumar dinheiro para investir no patamar que estão falando?

Alfredo da Mota Menezes. E-mail: pox@terra.com.br; site: http://www.alfredomenezes.com

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>Feira de dinheiro

Posted on julho 26, 2010. Filed under: Bolsa de Valores, dinheiro, ExpoMoney, Feira de dinheiro, fundos de investimentos, mercado de ações, planejamento financeiro, previdência privada, renda fixa |

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A maior feira de dinheiro da América Latina ocorre em setembro na cidade de São Paulo. Trata-se da ExpoMoney, exposição de investimentos e palestras sobre finanças. Os brasileiros estão despertando para o tema dinheiro e investimentos, um pouco tarde, mas em tempo. 

 Dinheiro

Outras nações já fazem disso um hábito, participar de eventos, investirem tempo e dinheiro para conhecer mais sobre finanças. Para se ter noção, no mundo somos em torno de cem mil profissionais da área, nos EUA perto de quarenta mil e no Brasil chegamos a cem, apenas cem profissionais especializados em finanças.

Aprofundar conhecimento sobre mercado de ações, fundos de investimentos, renda fixa, previdência privada, bolsa de valores, planejamento financeiro pessoal e muito mais é a meta da feira, e tudo isso para leigos, para pessoas que ainda não entendem nada do assunto. Esse é o caminho da mudança cultural que irá mudar nosso país, para melhor. Sendo assim relegar a segundo plano e desconsiderar eventos, cursos e leituras sobre dinheiro será, logo, logo, coisa do passado. Seremos uma sociedade que mudaremos o paradigma, passando a ver o conhecimento como instrumento para diminuir a pobreza e desníveis sociais.

Vale a pena refletir sobre alguns paradigmas. Um dos mais importantes: “Dinheiro não traz felicidade”, o que traz felicidade é planejamento financeiro, disciplina, bons hábitos e escolhas corretas. Nosso poder de poupança e investimentos vem dos rendimentos menos despesas, então busque alavancar os ganhos e diminuir ao máximo as despesas. Procure trocar a frase “ganhar dinheiro” pela “fazer dinheiro”. Quem ganha pode acabar perdendo, e o “fazer dinheiro” é transformar ideias em recursos.

O status é inimigo do bem viver, é por ele que compramos o que não queremos, com o dinheiro que não temos para agradar quem não gostamos. No Brasil, 30% dos carros importados de valor acima de oitenta mil reais estão com busca e apreensão, 55% dos brasileiros estão endividados e um terço deles não sabem como sairão dessa.

As classes que mais têm condições de poupar e aumentar a riqueza, ou mudar de vida, são os ricos e os pobres, eles são iguais no que tange a dívida: nenhum dos dois tem. Já a classe média, não tem como enriquecer, aplicar, pois tem de resolver primeiro as dívidas contraídas. Quando seu filho passar na universidade ao invés de dar um carro novo, dê a possibilidade de conquistar a independência financeira, ofereça a ele algum ativo que gere renda e ensine-lhe a administrar.

Os adultos de hoje que aprenderam ganhar dinheiro o fizeram aos trancos, com os próprios erros. Pelo que presenciei em algumas edições da Expomoney, com uma participação maior de jovens, fica claro que o futuro deles será menos doloroso e aprenderão investindo em capacitação e pelo semblante estampado em suas faces, com alegria. Pense nisso, mas pense agora!

Fonte: A Gazeta

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>Mato Grosso possui 13 casos de pai que tenta matar filho

Posted on junho 1, 2010. Filed under: assassinatos, briga, dinheiro, drogas, Fiemt, filhos, homicídios, Mato Grosso, país, pistoleiros, Sem-categoria, transtornos mentais |

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A contratação de pistoleiros para matar o próprio filho, como é acusado o empresário e ex-superintendente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Francisco Serafim de Barros, 60, não é um caso isolado em Mato Grosso, que tem mais de 30 casos semelhantes nos últimos 8 anos. Os crimes de tentativas de homicídios ou assassinatos entre pais e filhos geralmente envolvem drogas, briga por dinheiro ou transtornos mentais. No Estado, foram registrados 13 casos de pais contra filhos e 17 de filhos contra pais. Serafim e o filho Fabiano Leão de Barros são acusados de planejar a morte de Fábio Cézar Leão de Barros, 40, por conta de dinheiro.

Carlos Renato está preso e foi condenado a 12 anos por encomendar
morte do próprio pai em 2008

A briga começou na Justiça para que o pai devolvesse parte dos R$ 28,8 milhões ganhados na Mega-Sena por Fábio, e só não terminou em morte, conforme a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, porque a vítima saiu de Campo Grande antes de ser encontrada por pistoleiros. A disputa teve início com ação proposta por Fábio, que figura ainda como acusado de ameaça contra o pai e o irmão.
O destaque do caso é relacionado a quantia de dinheiro envolvida, além de ter como protagonistas pessoas de destaque social e projeção em cargos públicos. Serafim foi superintendente do Banco da Amazônia por vários anos, e atualmente estava na superintendência da Fiemt.
Também por dinheiro, Carlos Renato Gonçalves Guimarães, o “Tato”, 37, encomendou a morte do pai, o fazendeiro José Carlos Guimarães, em janeiro de 2008. Ele foi condenado a 12 anos de prisão em regime fechado. Tato gerenciava as fazendas Fartura e Bonsucesso e começou a desviar gado das propriedades. Embora tenha confessado o mando e contado como contratou 5 envolvidos no crime, ele alega que mandou matar o pai porque era humilhado.
Outro caso de repercussão foi o surto do caminhoneiro Roney Paes Hermsdorff, 51, em outubro de 2009. Usando uma picareta, ele matou a mulher, Rosa Marina de Souza Hermsdorff, 46, a filha, Áurea Vivianny de Souza Hermsdorff, 25, e o filho Roney Júnior. Em seguida, se matou com uma facada no peito. Somente a sogra e o neto foram poupados.
Sem motivo algum, Miguelina Miranda Muniz Índio, 31, assassinou o pequeno Leonan Bruno Índio, 5, em março de 2007 dentro de casa. Na época do crime, Miguelina assumiu ter matado o filho em uma crise de raiva, devido a falta de dinheiro para pagar o aluguel e comprar mantimentos para casa. Durante o julgamento, ela negou a autoria. Fria e cruel, ela espancou a criança até a morte, mergulhou sua cabeça em um balde e saiu para trabalhar. O corpo do menino foi encontrado pela irmã de 7 anos. Fonte: A Gazeta
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>Consumidor deve ter cuidado com as estratégias do comércio para seduzir os desatentos

Posted on maio 31, 2010. Filed under: Consumidores, desatento, dinheiro, economia, estratégia, liquidação, Marketing, promoções, Seduzir |

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Uma prática comum nos estabelecimentos comerciais é o uso dos centavos para determinar o preço dos produtos. Os valores “quebrados” são os preferidos dos lojistas como forma de atrair consumidores. Esta estratégia de mercado é responsável por seduzir a maioria dos compradores. “Por exemplo, sobre o valor de R$ 19,99, o consumidor leva em consideração somente o R$ 19, enquanto que o comerciante consegue os R$ 20. E na maioria das vezes o cliente não pede o 1 centavo de troco”, observa o economista Anaor Carneiro.
Ele analisa que essa jogada de marketing cria uma falsa expectativa no consumidor. “É a ilusão de que o cliente está levando o produto por um preço mais barato”. De acordo com o economista, a composição dos valores dos produtos inclui tanto os custos quanto a rentabilidade do comerciante. Porém, ele aponta que ainda há o componente emocional, que mexe com a sensibilidade do consumidor, além da marca do produto. “Nesse mix comercial, que compõe os preços das mercadorias, o lojista consegue ganhar a venda”.
Para ele, a condição de que o consumidor despreza os centavos faz com que o comerciante continue praticando essa estratégia de mercado. Carneiro ressalta que uma pequena parcela da população pede o troco. “De cada mil consumidores, 1 reclama o seu troco”. Em tese, todo preço terminado em “9” ou “90” é enganoso. “Esta é a mais suja das táticas de marketing usualmente utilizadas pelo comércio de uma maneira geral, e que atinge cada vez mais produtos à venda”, diz uma campanha lançada na internet contra preços enganosos.
E não é difícil perceber essa prática no comércio mato-grossense. Nas ruas de Cuiabá, por exemplo, as vitrines, os carros de som e vendedores ambulantes estampam e anunciam valores como R$ 19,99, R$ 20,99, R$ 34,99 e muitos outros, iguais apenas nas duas casas após a vírgula. “É uma forma de atrair clientes. Faz parte da política da empresa”, diz o gerente de vendas de uma loja de utilidades, Rodrigo da Silva.
Moedas em falta
Estratégia ou não, o fato é que os comerciantes se aproveitam do descuido do consumidor e da condição do mercado, e explica que há falta de moedas para o troco – principalmente a de 1 centavo. Geralmente, produtos (com preços terminados em 9 centavos) podem ser pagos com uma única cédula, sendo as de R$ 1, R$ 2, R$ 5, R$ 10). O consumidor mais exigente e consciente dos seus direitos, certamente se irrita na hora de receber -ou deixar de receber -o troco, simplesmente por falta de moedas no caixa.
Os valores de 5, 10, 25, 50 centavos e de 1 real geralmente sobram no comércio. Mas a menor delas, a de 1 centavo, está literalmente entrando em extinção. Informações do Banco Central mostram que a quantidade atual de moedas de 1 centavo circulando no mercado nacional é inferior às demais. Até quinta-feira (27), 3,190 bilhões de moedas de 1 centavo estavam em circulação no país, contra 3,712 bilhões de 5 centavos, e 4,177 bilhões de 10 centavos.
Basta uma simples ronda no comércio que é possível perceber essa realidade. A comerciante Andréia Reveles afirma que há muita dificuldade de encontrar a moeda de 1 centavo no mercado. Além disso, a gerente de uma loja de roupas, Edilaneide Barbosa, diz que uma minoria dos consumidores pede o troco de centavos. A auxiliar de escritório Zilandia Luiza dos Santos, confirma que o dinheiro de menor valor não é considerado na hora de pagar pela compra. Geralmente, as pessoas ao comprarem a mercadoria não recebem o troco completo, muitas vezes, por “vergonha” de reivindicar o 1 centavo que tem direito.
A estudante Suely Gomes de Almeida afirma que esquece de pedir o centavo de troco. Mas a gerente de uma loja de bijuterias, Josinete Moraes, conta que o troco para os consumidores que pedem o centavo é sempre viabilizado. “Se não temos, oferecemos outros produtos”. Essa situação chega a ser um paradoxo: as lojas colocam grande parte de seus produtos com preços terminados em 9 centavos, e praticamente nunca têm as moedas de 1 centavo para fornecer aos seus clientes na hora do troco. No entanto, há lojistas precavidos que escapam dessa regra.
A gerente Maria Rosa Tomás dos Santos diz que as os valores das mercadorias são inteiros. Ela conta que essa atitude auxilia no troco. “Mesmo trabalhando com produtos que tem valores menores, procuramos arredondar os preços”. Para o médico João Bosco Fernandes, a devolução do troco é algo fundamental, independentemente do valor. Ele diz que sempre solicita o troco. “Mesmo que seja de 1 centavo”. O consumidor explica que dessa maneira consegue juntar dinheiro. “É de grão em grão que consigo uma boa quantia. Cada centavo faz muita diferença”.
Conselho – O economista Anaor Carneiro explica que é direito do consumidor solicitar sempre o troco. Ele explica que se o lojista cobra um determinado valor pelo produto é certo que o cliente pague o correspondente. “Se a loja não tiver o troco para repassar ao cliente é melhor que não aplique valores quebrados nos produtos”. Carneiro diz também que o consumidor não deve aceitar mercadorias como troco. “Não é nem pelo valor do dinheiro em si que se deve pedir o 1 centavo de troco. É muito mais pelo fato de se sentir lesado, e ainda ser conivente com essa tática abusiva e desrespeitosa do mercado”. Ele afirma ainda que o consumidor não deve ter vergonha de pedir o troco, seja qual for o valor.
Inadequadas – Conforme o Banco Central as moedas inadequadas à circulam são aquelas tortas, perfuradas, desfiguradas ou com danos de qualquer outra natureza. Desta forma, as instituições financeiras bancárias devem acolher do público as moedas danificadas a serem encaminhadas ao BC para exame. Ao receber moedas danificadas, a instituição financeira bancária deverá fornecer recibo ao interessado e informá-lo, posteriormente, do resultado do exame, ressarcindo-o no valor que eventualmente lhe couber. Fonte: A Gazeta
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