disputa para o Senado em Mato Grosso

>Eleições 2010: A disputa para o Senado em Mato Grosso

Posted on janeiro 19, 2010. Filed under: Abicalil, Blairo Maggi, candidato, disputa para o Senado em Mato Grosso, eleições 2010, Jaime Campos, PR, PSDB, PT, Senado, Serys |

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Se confirmada a retirada da candidatura de Geraldo Riva do PP ao Senado sobram três viáveis candidaturas para duas vagas em Mato Grosso. Uma do PT, outra do PR com Blairo Maggi e outra da oposição (candidatura como a do Pedro Taques ainda é uma incógnita). Três nomes disputando duas vagas, chance enorme para qualquer um deles.

O PT precisa definir ainda quem será o candidato, se Serys ou Abicalil. Na oposição a coisa também não está ainda definida. Se o candidato a governador do grupo for Jaime Campos, o PSDB deverá indicar o candidato ao Senado. Pelas pesquisas o nome até agora é o de Antero de Barros.

Se o candidato a governador for o Wilson Santos, o DEM não tem um nome eleitoralmente viável para a vaga de Senado. Gilberto Goellner diz que não vai à reeleição. Júlio Campos disse que foi “vetado”, vai a deputado federal. O PTB não tem também um nome com densidade eleitoral para a disputa. Parece que o DEM ficaria, nessa hipótese, com a vaga de vice na chapa do Wilson.

Até nessa hipótese sobraria uma vaga para, digamos, o Antero se for levado em conta as pesquisas de opinião pública. Dá até para especular que o grupo aceitaria o PSDB, mesmo não sendo a sigla forte de antes, com duas vagas na majoritária.

Mesmo se o PP for para essa composição, com Jaime ou Wilson como cabeça de chapa, não se vê outro nome nesse partido, além do Riva, com vontade de peitar a candidatura ao Senado. Então, em tese, se teria o Blairo, Antero, Serys ou Abicalil.

Chamo a atenção do leitor para um detalhe importante: os candidatos, a partir de certo momento, serão cuidadosos em falar mal do outro. Por quê? Por causa do chamado “segundo voto”.

O eleitor terá direito de votar em dois nomes para o Senado. Alguém que gosta do Blairo vota nele e escolherá outro nome. Se algum dos candidatos vem falando coisas ruins a respeito dele, o eleitor dele pode não votar nesse nome. Críticas serão feitas, mas dentro de certos limites.

O melhor exemplo de segundo voto foi na eleição de 2002 em que disputavam duas vagas o Dante, Jonas Pinheiro e a Serys. É comum aceitar que a Serys se beneficiou bastante do segundo voto. Alguém que votava no Dante votava nela para não votar no Jonas. Outro que votasse neste a incluía para não votar no Dante.

Sugerem os fatos que nesta eleição alguém da oposição, mesmo sem fazer críticas duras, pode se beneficiar do segundo voto como a Serys se beneficiou como oposição naquela eleição.

Um candidato agora da oposição tem chances de se eleger ao Senado. Primeiro, que é difícil a situação fazer os dois. Segundo, que há uma tendência maior de alguém da oposição, tanto no plano nacional como no estadual, se beneficiar um pouco mais com o segundo voto.

Não acredito, por fim, que ocorra agora o que ocorreu com Garcia Neto, Bezerra e Dante que deixaram o governo para serem candidatos ao Senado e não foram eleitos. O Blairo está bem avaliado perante o eleitor. Mas só para esquentar a conversa: Dante saiu do governo com aprovação perto de 80% e perdeu a eleição. A maior quebra de paradigma que o Blairo deixará será mudar essa estranha escrita.

Autor: Alfredo da Mota Menezes – Fonte: AGazeta. E-mail: pox@terra.com.br; http://www.alfredomenezes.com

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