Distrito Federal

>Pesquisa do Instituto Soma aponta que "Onda Verde" tomou conta de Brasília

Posted on setembro 26, 2010. Filed under: candidata do PV, Distrito Federal, Indecisos, José Serra, Marina Silva, Onda Verde, Pesquisa do Instituto Soma |

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DF: Marina abre para Serra e lidera entre eleitores de nível superior e renda elevada

Soma Opinião e Mercado
Foto
Pesquisa realizada pelo instituto Soma Opinião e Mercado, no Distrito Federal, revela que a candidata do PV a presidente, Marina Silva, confirma a segunda posição na disputa presidencial, abrindo sete pontos percentuais em relação a José Serra (PSDB). 

Segundo Ricardo Penna, diretor do Soma, a pesquisa mostra também que a candidata “verde” supera também a petista Dilma Rousseff, no DF, entre eleitores de alta escolaridade e renda elevada, ou sejam, os de classes A e B. “Com o momentum que carrega a candidata do Partido Verde pode ocupar o primeiro lugar no DF”, explica Penna. 

No cômputo geral, na pesquisa entre eleitores do DF, Dilma segue na liderança, mas estacionou nos 37 pontos percentuais. Marina agora soma 27% das intenções de voto e Serra 20%. Os indecisos representam apenas 8% do eleitorado e 5% ainda não sabem ou não responderam. Foram aplicados 920 questionários, estruturados, com peso proporcional ao perfil do universo, no Distrito Federal, entre  20 e 22 de setembro. 
O quadro está assim:
  • Marina e Serra 47%
  • Dilma 37%
  • Indecisos 8%
Mesmo que todos os indecisos de Distrito Federal optasse por votar em Dilma, ela não alcansaria a soma dos votos de Marina e Serra.

A pesquisa foi registrada no TSE sob número 31418/2010.

Fonte: CH

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>Banco de Brasília abre agência em Cuiabá

Posted on agosto 21, 2010. Filed under: agência em Cuiabá, Banco, Banco de Brasília, BNDES, CDL, CUIABÁ, Distrito Federal, Mato Grosso, Negócios |

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O Banco de Brasília passa a atuar no Estado depois da inauguração de sua primeira agência na Capital nesta sexta-feira (20). O evento atraiu empresários e representantes do poder público do Distrito Federal e de Mato Grosso e marca a consolidação da região como um mercado próspero. O Banco de Brasília possui 97% de capital público, R$ 6,61 bilhões em ativos e está entre as 5 instituições com rentabilidade do país.
O presidente do Banco de Brasília, Nilban de Melo Júnior diz que a intenção é solidificar os negócios na região Centro-Oeste e que Mato Grosso atraiu devido a pujança econômica e à projeção que deve haver nos negócios. Segundo Melo Júnior, o banco vai atuar junto a empresas e pretende assim chegar às pessoas físicas com seu leque de produtos que abrange todos os serviços da rede bancária. “Oferecemos uma linha completa desde crédito pessoal, financiamentos para automóveis, seguros e créditos via Banco Nacional para o Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES “.
Banco BRB em Brasília
O presidente do Banco de Brasília, Nilban de Melo Júnior diz que a intenção é solidificar os negócios na região Centro-Oeste e que MT atraiu devido a pujança econômica
Walmor Garcia Mota será o gerente local e há 90 dias iniciou os trabalhos na região, para aproximação com os empresários, reconhecimento de mercado e inicia os atendimentos com 20 clientes fechados no Estado. Para Walmor Garcia, os negócios que vão começar no segmento empresarial podem migrar para o agronegócio, setor mais forte da economia local. O governador do Distrito Federal, Rogério Rosso, marcou presença no evento e denominou Mato Grosso como Estado irmão e que por isso a parceria deverá dar certo.
O prefeito municipal de Cuiabá, Chico Galindo, confirmou possíveis parcerias entre a prefeitura e o Banco de Brasília e avalia a vinda da instituição como sinal da segurança econômica. “Isso comprova o fortalecimento de Cuiabá e que mais investimentos poderão vir. Ainda não acordamos nada, mas com o advento da Copa a cidade possui uma capacidade de endividamento maior, o que pode viabilizar parcerias com a prefeitura”.
O secretário de Estado de Mato Grosso, Éder Moraes, também aponta a vinda do banco como um sinal de concretude econômica e abertura de novos cenários.
O economista Vivaldo Lopes afirma que o primeiro indício de sanidade financeira está na entrada de um banco em um mercado. “Os bancos não se arriscam sem que sejam feitos estudos. A vinda do banco aponta que Mato Grosso está sólido e em contrapartida a região ganha com mais oferta de crédito no mercado”. Para Lopes, o fato de o Banco de Brasília ser público é positivo, porque indica que haverá preocupação em fortalecer a região como um todo.
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas, CDL, José Alberto Vieira de Aguiar, diz que quando uma instituição nova entra no mercado ela oferece um atendimento mais personalizado. “Quando vamos pedir crédito em outros bancos, somos apenas um número. Aqui somos um cliente em potencial e atendimento é menos burocrático”. A personalização foi uma das promessas do Banco de Brasília quanto à qualidade dos atendimentos.
Fonte: A Gazeta
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>Hoje Brasília faz 50 anos

Posted on abril 21, 2010. Filed under: Brasília, corrupção, Distrito Federal |

> João da Costa Vital

A corrupção que se espraia pelo Brasil, notadamente em Brasília, é o pior exemplo da prática política e falta de ética na condução de instituições públicas neste país. A cidade de Brasília tem sido vítima de chacotas.

Brasília está completando, hoje, 50 anos, vivenciando denúncias de corrupção por parte do governador do Distrito Federal – José Roberto Arruda-DEM – e seus asseclas da Câmara Distrital. O que nos gratifica que agora no governo Lula os atos corruptos estão sendo denunciados e punidos graças ao Tribunal Superior Eleitoral e pelo Supremo Tribunal Federal. 
Muitos apologéticos do PSDB/DEM/PPS dizem que nunca o país conviveu tanto com corrupção como agora no governo Lula. Isto é injúria, calúnia! Mudemos o discurso: Nunca na história deste país se apurou tanta corrupção. 
Antes tudo era empurrado para debaixo do tapete. O Mensalão denunciado pelo o réu confesso Roberto Jeferson-PTB, que foi cassado, mas contínua dando as cartas no partido; Eduardo Azeredo-PSDB, o iniciador do Mensalão; Marconi Perillo-PSDB, que patrocinou desastres de toda ordem administrativa quando foi governador de Goiás e que contribuiu para o endividamento da Celg – Centrais Elétricas de Goiás – na ordem de 5,7 bilhões de reais. José Serra, através da Secretaria de Educação, elaborou livros didáticos com palavras de baixo calão, com mapas onde existiam dois países do Paraguai. 
Estes são alguns exemplos de como o PSDB não é bom exemplo de administração pública. Espero que o eleitorado brasileiro não prejudique o nosso Mato Grosso e o país, elegendo candidatos do PSDB com seus projetos anacrônicos e apodrecidos de fazer política.
A corrupção escancarada às vésperas do cinqüentenário da construção de Brasília, protagonizada por José Roberto Arruda-DEM, Paulo Octávio-DEM e de deputados distritais do Distrito Federal, a maioria do DEM e PSDB, é de corar monge beneditino e destruir o sonho de esperança de JK e tantos outros candangos que ergueram a cidade de Brasília em nome da ruptura com um país arcaico.
Brasília completa hoje 50 anos, uma moderna e bela cidade, mas por hospedar políticos bandidos, em sua maioria, poderá entrar brevemente para o guiness book da antiética e Capital mundial do propinoduto. A cidade que aniversaria hoje nasceu sob a égide de renovação, da modernidade de arquitetura deflagrando durante sua construção a marcha para o Oeste, sacudindo um país, que até então se encontrava hibernado no litoral. A intenção de JK era levar o desenvolvimento [embora tenha endividado o país] para os mais longínquos rincões. A partir dos eixos que JK traçou em seu plano de metas, com rodovia Belém/Brasília, usinas hidrelétricas e a implantação da indústria automobilística.
No entanto, o outrora árido Brasil-Central, hoje, convive com um deserto, o moral, o escárnio e o cinismo de bandidos de colarinho branco, golpe do dinheiro nas meias, protagonizada por elementos da pior qualidade travestidos de políticos. Isso tudo é muito triste para uma cidade onde habitam cidadãos civilizados, em sua maioria. Em Brasília, diferentemente de Cuiabá, o pedestre ao colocar os pés no asfalto o condutor de veículos para automaticamente. Parabéns, Brasília.

Autor:João da Costa Vital é contador, pedagogo, jornalista, analista político. E-mail: joaocvital@pop.com.br
Fonte: A Gazeta

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>Só resta intervir

Posted on abril 19, 2010. Filed under: Cooperativas, DEM, Dilma, Distrito Federal, Futuro, Lula, Polícia Federal |

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“Oito anos de Lula, quatro de Dilma, mais oito de Lula é o melhor que podemos construir pro futuro do país?” (Ciro Gomes)

Lembra da deputada Eurídice Brito que aparece em vídeo enchendo a bolsa com maços de dinheiro? Pois o dela foi um dos 13 votos que no último sábado elegeram Rogério Rosso (PMDB) para cumprir o resto do mandato do ex-governador José Roberto Arruda e do seu vice Paulo Octávio, abatidos pelo escândalo do mensalão do DEM do Distrito Federal.

De Leonardo Prudente (DEM), presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, você deve se lembrar. Sim, aquele que escondeu dinheiro nas meias. Prudente renunciou ao mandato. Deu lugar ao suplente Geraldo Naves, preso depois por ter ajudado Arruda a tentar subornar uma testemunha do escândalo. Assim como Arruda, Naves foi solto. Saiu da cadeia para votar em Rosso.

E o deputado Rubens Brunelli – aquele que em vídeo reza contrito por ter alcançado a graça de receber dinheiro do mensalão? Brunelli também renunciou ao mandato. Assumiu o suplente – um tal de Pedro do Ovo, que recebia por mês R$ 40 mil, segundo uma conversa gravada entre Arruda e o seu chefe da Casa Civil. Pedro do Ovo votou em Rosso, é claro.

E Airton Gomes, Benedito Domingos, Benício Tavares, Rogério Ulysses e Roney Nemer, deputados distritais de variados partidos, todos apontados pela Polícia Federal como notórios integrantes da sofisticada organização criminosa chefiada por Arruda? Votaram em Rosso – por que não? Identificamos até aqui quantos dos 13 votos que elegeram Rosso? Um, dois, três… Oito. Adiante.

O deputado Batista das Cooperativas ficou de fora da lista dos mensaleiros. Mas gente empregada por ele na administração da cidade-satélite de Águas Claras foi descoberta trabalhando para uma cooperativa que é… De quem? Dele. Batista votou em Rosso. Outro que votou: o deputado Aguinaldo de Sena, que responde a processo por improbidade administrativa. Foi secretário de Esportes de Arruda.

Quer dizer: 10 dos 13 votos responsáveis pela eleição do novo governador do Distrito Federal são votos manchados por fortes suspeitas de corrupção. Quem é Rosso? Administrador da cidade-satélite de Ceilândia no último governo de Joaquim Roriz, substituiu Durval Barbosa na presidência da Companhia de Desenvolvimento do Planalto (Codeplan) durante parte do governo Arruda.

Durval você sabe quem é. Orientado por Roriz, abriu os cofres da Codeplan para eleger Arruda governador em 2006. Encarregou-se do caixa 2 da campanha dele. Uma vez Arruda eleito, foi promovido a Secretário de Relações Institucionais. Assustado com o número de processos abertos contra ele pelo Ministério Público, e sentindo-se abandonado por Arruda, esvaziou sua videoteca e detonou o esquema do mensalão.

Bancado pelo deputado federal Tadeu Filippelli, ex-cria política de Roriz e atual presidente do PMDB do Distrito Federal, Rosso se elegeu direto no primeiro turno. Mas se fosse obrigado a disputar o segundo turno contaria com os quatro votos da bancada de deputados do PT. Para isso Filippelli e o PT haviam firmado um acordo de bastidor sob as bênçãos de Lula e do comando da campanha de Dilma Rousseff.

O inimigo a ser derrotado era Roriz, candidato a governar Brasília pela quinta vez, e que ofereceu seu palanque para José Serra, candidato do PSDB à sucessão de Lula. Roriz apoiou a candidatura de Wilson Lima, presidente da Câmara Legislativa no exercício do cargo de governador. Na noite da sexta-feira, Lima foi dormir com a certeza de que teria 12 votos de saída. Acordou com 10. No meio da tarde tinha oito. Restaram-lhe quatro.

Lula e Dilma querem juntar o PT e o PMDB para eleger em outubro o próximo governador do Distrito Federal. Agnelo Queiroz é o candidato do PT ao governo. Filippelli quer ser vice dele ou candidato ao Senado. Tudo o que o PMDB pedir lhe será concedido por Lula desde que o partido siga com Dilma. Aliar-se com uma fatia da escória que manda em Brasília há 12 anos não parece ser algo de tão absurdo assim.

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>Intervenção, já

Posted on março 22, 2010. Filed under: Congresso, DEM, Distrito Federal, Intervenção, Ministério Público, TRE, Tribunal Superior Eleitoral |

> Ricardo Noblat

“Quem se empenha em fazer o sucessor (…) pensa em se tornar ele mesmo o sucessor de seu sucessor”. (Carlos Ayres Britto)


Bizarra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de cassar José Roberto Arruda, eleito governador do Distrito Federal pelo DEM e preso há quase 50 dias pela Polícia Federal, acusado de desvio de dinheiro público. Por quatro votos a três, o tribunal aceitou a tese do Ministério Público de que Arruda foi infiel ao DEM quando o abandonou.

No país onde Paulo Maluf tem livre trânsito, bate ponto no Congresso e confraterniza com o presidente da República embora seja procurado pela Interpol e possa ser preso em 181 países, louve-se o rigor do tratamento dispensado pela Justiça à Arruda. Tem sido exemplar. E educativo, espero.

Nunca um governador fora preso no exercício do cargo. Arruda foi porque tentou subornar uma testemunha do escândalo do mensalão do DEM. Nada a ver com o vídeo onde aparece recebendo dinheiro. Se não tivesse atrapalhado as investigações cumpriria seu mandato até o fim. A Justiça é lenta para condenar.

A defesa de Arruda impetrou hábeas corpus para soltá-lo logo. O pedido de liminar foi negado. Depois o Supremo Tribunal Federal examinou o mérito do hábeas corpus e o indeferiu por nove votos contra um. Como Arruda enfrenta problemas de saúde, a defesa pediu para que ele ficasse preso em um hospital. Pedido negado.

A decisão da Justiça Eleitoral de Brasília de cassar o mandato de Arruda por infidelidade partidária está alinhada com a severidade das decisões tomadas pelas instâncias superiores da Justiça – mas nem por isso está certa, segundo advogados, ex-ministros e até um ministro do Supremo consultados por mim.

Por que Arruda desligou-se do DEM? Porque a direção nacional do DEM exigiu que o fizesse. O deputado Rodrigo Maia (RJ), presidente do partido, admitiu em entrevista à imprensa que Arruda seria expulso caso não se desfiliasse. E adiantou que ele fora informado a respeito em tempo hábil.

Arruda obedeceu ao DEM até quando o largou. O Ministério Público, no entanto, desprezou os fatos, preferiu entender que ele fora infiel e pediu seu mandato de volta. De volta para quem, cara pálida? De volta só pode ser para o DEM, que nada havia pedido à Justiça porque sabe muito bem como agiu.

Uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral diz que o mandato pertence ao partido e não a quem o exerce. Um político só pode preservar o mandato depois de se afastar do partido pelo qual se elegeu se provar que foi vítima de perseguição. Ou que o partido mudou de ideologia. Arruda foi ou não perseguido? Foi. E por razões de sobra.

A Câmara Legislativa do Distrito Federal está pronta para eleger um governador-tampão daqui a pouco mais de 20 dias. Ele deverá completar o mandato de Arruda que termina em 31 de dezembro próximo. Se Arruda foi infiel e se o mandato é do DEM, a Câmara só poderá eleger algum filiado do DEM. Não parece lógico e elementar?

Mas vem cá: essa Câmara não é aquela contaminada pelo pagamento de propina a deputados? Aquela cujo presidente escondeu dinheiro dentro das meias? São 24 deputados. O Ministério Público acusou de corrupção 26 parlamentares, entre titulares e suplentes. E pediu à Justiça que os impedisse de votar o impeachment de Arruda.

Como imaginar que uma Câmara podre será capaz de produzir algo sadio? A pressa dos deputados para escolher o sucessor de Arruda decorre do medo de que a Justiça acate o pedido de intervenção federal em Brasília formulado pelo Procurador Geral da República, Roberto Gurgel. A intervenção alcançaria também a Câmara.

Gurgel acumula provas para convencer o Supremo de que a intervenção é a única saída possível diante da metástase dos poderes Executivo e Legislativo do Distrito Federal. Os ministros do Supremo estão divididos a respeito do assunto. Lula é contra a intervenção. Seu ministro da Justiça é a favor.

Jamais houve intervenção em qualquer Estado. Mas jamais um caso de corrupção em larga escala foi tão bem documentado.

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>Polícia prende homem com R$ 104 mil, supostamente destinada a secretário de Justiça do DF

Posted on março 20, 2010. Filed under: DF, Distrito Federal, Operação Caixa, Pandora, Polícia Civil, propina, telefonema anônimo |

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Foto A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu em flagrante um homem que tinha em seu poder a importância de R$ 104 mil, e esse dinheiro seria destinado a Flávio Lemos, secretário de Cidadania e Justiça do governo do Distrito Federal.  O caso vinha sendo mantido sob sigilo. O homem que foi preso, Identificado por Gilson, é funcionário de uma empresa que presta serviços ao Ciago (Centro de Internação de Adolescentes Granja das Oliveiras), órgão ligado à Secretaria de Justiça e Cidadania. Essa empresa, cujo nome ainda não foi divulgado, pagaria propina mensal de R$ 150 mil, segundo os investigadores apuraram preliminarmente. 
 
 
 
 
 
Foi uma ação da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança do DF, após receber telefonema anônimo indicando a hora e o carro utilizado pelo suspeito para chegar ao “Buritinga”, sede provisória do governo do DF, localizada em Taguatinga. De fato, utilizando o carro indicado e na hora prevista, o suspeito parou no estacionamento e, ao revistar o veículo, os policiais localizaram a quantia em dinheiro no local em que havia sido escondido, exatamente como descrevera o informante anônimo. 
 
 
 
O telefonema informou também que o secretário Flávio Lemos seria o destinatário do dinheiro. Ele negou a acusação, em conversa com o governador interino Wilson Lima, mas ainda assim será exonerado do cargo na próxima segunda-feira. O homem detido prestou depoimento à Divisão de Combate ao Crime Organizado e depois foi liderado, mas o dinheiro permaneceu apreendido. Lemos é considerado “cria” política do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) e foi nomeado para o cargo atual após o pedido de demissão do deputado distrital Alírio Neto (PPS) logo após estourar o escândalo da Operação Caixa de Pandora. Fonte: CH
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>Quem ameaça voltar

Posted on março 15, 2010. Filed under: Distrito Federal, eleitores, Justiça, Ministério Público, partidos, Polícia Federal |

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Ricardo Noblat

Que partidos! Que eleitores! De fato, depende de decisões da Justiça o futuro da sucessão do governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal, preso há pouco mais de 30 dias em uma cela da Polícia Federal sob a acusação de chefiar “a sofisticada organização criminosa” responsável pelo desvio de dinheiro público e suborno de deputados.


Nove em 10 políticos do Distrito Federal apostam que Arruda será cassado se não renunciar antes ao mandato. Divergem quanto à identidade do seu algoz – a Justiça ou a Câmara Legislativa. Amanhã, o Tribunal de Justiça julgará ação impetrada pelo Ministério Público que pede a cassação do mandato de Arruda por infidelidade partidária.


Para não ser expulso, Arruda desligou-se do DEM alegando “motivos pessoais”. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que o mandato pertence ao partido – e não a quem o exerce. Se quiser abandonar o partido pelo qual foi eleito e mesmo assim preservar o mandato, cabe ao político provar que o partido mudou de rumo. Ou que ele foi vítima de perseguição.


O DEM esqueceu de pedir de volta o mandato de Arruda, dono de segredos capazes de embaraçar muita gente. No caso, a lei confere poder ao Ministério Público para cobrar o mandato do infiel. Assim foi feito. A defesa de Arruda tentará convencer os juízes que seu cliente foi perseguido pelo DEM. Arruda aposta na isenção de alguns juízes que lhe devem favores.


Se a defesa vencer, dificilmente Arruda sobreviverá ao processo de impeachment a que responde na Câmara Legislativa. A maioria dos 24 deputados chegou a um consenso: ou cassa o mandato de Arruda ou o governo decreta intervenção federal em Brasília. Quem disse que a intervenção interessa aos deputados? Ou a empresários que financiaram o mensalão do DEM?


O ex-governador Joaquim Roriz desfila feliz pela cidade e protagoniza comerciais do seu partido, o PSC, se declarando chocado com a roubalheira promovida por Arruda, seu ex-pupilo. É candidato a governar o Distrito Federal pela quinta vez. Na última sexta-feira, convidou o deputado federal Jofran Frejat (PR) para ser seu vice. Mas o destino de Roriz a Durval Barbosa pertence.


Durval foi o autor dos vídeos responsáveis pela hecatombe política que arrasou Brasília. Ajudou Arruda a montar seu Caixa 2 de campanha a partir da empresa estatal que ele, Durval, dirigiu no último governo Roriz. O Ministério Público pressiona Durval para que conte tudo o que sabe sobre seu ex-chefe. Durval sabe muito. Se não contar, adeus à delação premiada. Se contar, tchau e benção, Roriz.


Em breve, o TSE decidirá se Roriz beneficiou-se da Companhia de Água de Brasília para se eleger senador em 2006. Se decidir que sim, o dano a Roriz será de natureza apenas moral, mas relevante. Roriz renunciou há dois anos ao mandato de Senador para não ser cassado. Metera a mão em dinheiro do Banco Regional de Brasília. Substituiu-o Gim Argelo (PTB).


Esse, sim, é quem acabaria cassado. O mandato iria para o segundo candidato ao Senado mais votado em 2006 – Agnelo Queiroz, ex-ministro dos Esportes de Lula. Agnelo disputa com o deputado Geraldo Magela a indicação do PT à vaga de Arruda. Lula prefere Agnelo. Ocorre que no meio do caminho de Agnelo tem um vídeo. E a suspeita de enriquecimento ilícito.


A convite de Durval, no ano passado, Agnelo assistiu a exibição dos vídeos que depois se tornariam públicos. Calou-se. Durval filmou Agnelo durante a sessão. E embora somente ele e Agnelo saibam sobre o que conversaram, não há, no momento, no Distrito Federal, vídeo desconhecido mais discutido do que esse. Agnelo suplica por sua divulgação para provar que é inocente.


Magela vai para cima dele e diz que o PT não pode correr o risco de escolher um candidato passível de ser detonado por um vídeo ou pelo Ministério Público durante a campanha. Só falta a assepsia política de Brasília culminar com a volta de Roriz.

E-mail para esta coluna: noblat@oglobo.com.br

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>Paulo Octávio se reúne com Lula

Posted on fevereiro 18, 2010. Filed under: DEMsalão, Distrito Federal, José Roberto Arruda, Paulo Octávio |

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Foto

O governador interino do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), já está no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede provisória do governo, onde deve se reunir com o presidente Lula. O governador discutirá o seu futuro político já que crescem os rumores de uma possível renúncia ao cargo devido a pressão do partido de Paulo Octávio.


Ele substitui o governador afastado, José Roberto Arruda (sem partido), preso no dia 11 de fevereiro, por suspeita de tentar subornar uma testemunha do escândalo “DEMsalão”.


Se Paulo Octávio renunciar ao cargo, é provável que o presidente e o vice da Câmara Legislativa desistam de assumir o governo local. Nesse caso, poderá assumir o presidente do Tribunal de Justiça (TJ), que deverá organizar a eleição indireta na Câmara Legislativa para escolher o novo governador. Fonte: CH

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>Idiota imperfeito

Posted on fevereiro 8, 2010. Filed under: Arruda, corrupção, Distrito Federal, ditadura militar, Idiota, imperfeito, organização criminosa, Polícia Federal, Relações Institucionais, Tribunal de Justiça |

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“O Brasil é um país personalista. Interessa quem vai mandar. Vice não manda”. (Alberto Carlos Almeida, analista político)

A essa altura, por tudo que se sabe, é quase irresistível a tentação de chamar de corrupto o governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal. Ele foi apontado pela Polícia Federal como “chefe de uma organização criminosa” responsável pelo mensalão do DEM. Mas a polícia diz o que quer, escreve o que quer e não vai presa. No meu caso…


Nunca fui preso pelo que escrevi. Muito do que escrevi foi censurado na época da ditadura militar de 64. Quanto a ser processado, o depoente reconhece que foi mais de uma dezena de vezes. Condenado? Só uma – e por negligência do meu advogado. Paguei R$ 20 mil como forma de reparar a honra de um ex-deputado distrital de Brasília preso mais tarde por grilagem de terra.


Outro dia, Arruda distribuiu nota afirmando que me processará por que eu o acusara de oferecer R$ 4 milhões para cada deputado disposto a votar contra seu impeachment. Leu errado. Publiquei no blog que a oferta partiu do “esquema interessado” em mantê-lo no cargo. Fazem parte do “esquema” empresários de Brasília que lucraram milhões com obras superfaturadas. Acho até que Arruda não sabia…


Se cedesse à tentação de taxá-lo de corrupto seria processado na hora. Como só cabe à Justiça resolver essa parada – se quiser e quando quiser -, por ora prefiro me referir a Arruda como um idiota. Um rematado idiota. Ou melhor: um idiota imperfeito. Idiota é quem comete uma burrice por descuido ou ignorância. O imperfeito idiota comete a burrice porque se julga inteligente demais, esperto demais.


Logo depois de se eleger governador em 2006, Arruda soube que havia sido filmado recebendo dinheiro vivo durante a campanha. Quem lhe contou? Durval Barbosa, o autor do filme, responsável pelo pagamento de despesas da campanha de Arruda. Na ocasião, Durval se desculpou: “Eu tenho de me defender…” O filme permaneceria inédito se ele ganhasse um cargo no futuro governo.


Não um cargo qualquer. Mas um com direito a foro privilegiado. Durval coleciona processos desde o governo de Joaquim Roriz, seu mentor. Quem tem foro privilegiado costuma escapar mais facilmente de condenações. Daí… Daí que Arruda nomeou Durval secretário de Relações Institucionais. E ao invés de isolá-lo em seguida, deixou-o cuidar do pagamento do mensalão. Durval passou então a filmar todo mundo.


Em setembro último, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal aceitou mais um processo contra Durval. Arruda prometera dar um jeito para que o processo fosse recusado. Sentindo-se traído, Durval abriu sua filmoteca, sacou de lá 30 vídeos e estragou para sempre a vida de Arruda. Foi a primeira idiotice cometida pelo governador – confiar em quem o chantageara antes e estocava munição para detoná-lo.


A segunda monumental idiotice: tentar se entender com o jornalista Edson Sombra, o amigo de Durval que mais o incentivou a despachar Arruda para o inferno. Sombra diz que Arruda lhe ofereceu R$ 3 milhões. Em troca, ele deveria desqualificar os vídeos dizendo que foram adulterados. Arruda alega que foi procurado por Sombra atrás de favores, e que se recusou a atendê-lo.


Ambas as versões podem conter furos – mas a de Arruda é uma peneira. O deputado Geraldo Naves (DEM) confirma que visitou Sombra a pedido de Arruda. Confirma também que entregou a Sombra um bilhete escrito por Arruda onde ele suplica a certa altura: “Quero ajuda”. Wellington Moraes, secretário de Comunicação do governo, confirma que Arruda e Sombra conversaram por telefone.


Que Arruda aja como um idiota imperfeito é problema dele. Mas que queira nos fazer de idiotas, alto lá! Primeiro o dinheiro filmado com ele era para a compra de panetones. Agora, tudo não passou de mais uma armação de Durval. Foi o sobrinho e secretário-particular de Arruda que providenciou o dinheiro entregue a Sombra. Corrupção, não, mas idiotice é crime imprescritível. Só por isso Arruda merecia estar preso.

Autor: Ricardo Noblat – E-mail para esta coluna: noblat@oglobo.com.br – BLOG DO NOBLAT: http://www.oglobo.com.br/noblat

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>Só prendendo

Posted on janeiro 11, 2010. Filed under: Caixa 2, Câmara Legislativa, Distrito Federal, esperteza, Justiça, mensalão, Ministério Público, Ricado Noblat |

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Brasil, meu Brasil brasileiro, meu mulato inzoneiro! Saúdo a esperteza dos que o comandam e a apatia dos seus habitantes. A propósito: o que deverá acontecer com o governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal, depois de ter sido apontado como chefe de uma organização criminosa? O mais provável é que ele cumpra seu mandato até o fim.


Que país é este onde um deputado filmado escondendo dinheiro nas meias reassume a presidência do poder legislativo para comandar o processo de impeachment do governador, seu aliado, acusado de corrupção? É o que ocorrerá, logo mais, na Câmara Legislativa do Distrito Federal com a volta à cena do deputado Leonardo Prudente.


Está para se ver ato mais revelador do estado de apodrecimento dos costumes políticos na capital da República. Licenciado do cargo por 60 dias, Prudente antecipou seu retorno depois de ter explicado – sem sequer franzir o cenho – por que escondeu dinheiro nas meias: “Não uso pasta”. Sabe de uma coisa? Saudades de Severino Cavalcanti!


Eleito presidente da Câmara dos Deputados em fevereiro de 2005, o rei do chamado “baixo clero” renunciaria ao cargo dali a sete meses ao ser confrontado com a cópia de um cheque de R$ 10 mil que recebera como propina paga por Sebastião Buani, concessionário de restaurantes. Na Era Lula, o mensalinho de Severino foi pioneiro.


Não, não foi daquela vez que Lula se valeu da expressão “uma merreca” para designar subornos de pequeno valor. “Uma merreca” fez sua estréia no vocabulário político do país quando Lula, às voltas com o mensalão do PT em 2006, saiu em defesa do deputado Professor Luizinho (SP), beneficiado com a modesta quantia de R$ 20 mil.


Lula tentara antes equiparar o mensalão a Caixa 2 de campanha. Como se Caixa 2, por ser uma prática corrente, tivesse perdido a condição de crime sujeito a severa punição. Em dezembro último, ao falar sobre o mensalão do DEM, o Big Brother de todos os escândalos, Lula insistiu em defender bandidos: “As imagens não falam por si”.


Não, de fato não falam. Elas gritam, berram, suplicam para ser escutadas. Vocês imaginam que serão? Nada se espere da Câmara Legislativa do Distrito Federal, antecipou Durval Ferreira, ex-secretário de Relações Institucionais do governo Arruda, em conversa informal com procuradores da República. Foi ele que detonou Arruda.


Para espanto dos procuradores, Durval contou que apenas um ou dois dos 24 deputados distritais deixaram de ser aquinhoados com o mensalão do DEM e outros favores patrocinados pelo governo. Um dos que se mantiveram íntegros, citado por Durval: o deputado de primeiro mandato José Antônio Reguff (PDT).


No momento, funcionam em Brasília quatro centrais de vídeos capazes de fazer Severino corar. O dono da mais completa é Durval, que entregou 30 vídeos à Polícia Federal e guardou 50. O ex-governador Joaquim Roriz é dono de outra. A terceira é de Arruda. E a quarta dos irmãos Pedro e Márcio Passos, acusados de grilagem de terras.


Quem foi filmado sabe que foi. Quem não sabe receia ter sido. O manto pesado do medo cobre a Brasília dos poderosos. A outra Brasília serve de pano de fundo para a primeira e em boa parte depende dela. Sem dúvida, está indignada. Mas por cautela prefere manter o silêncio dos cúmplices – ou dos desencantados.


Arruda reuniu-se em separado com cada um dos 17 deputados que o apóiam na Câmara. Seu recado foi simples e direto: ou nos salvamos juntos ou afundaremos juntos. Os jornais de Brasília são parceiros de Arruda. O dono de um deles era mensaleiro. O presidente do mais importante foi citado por Durval em mais de um depoimento.


Somente a Justiça poderá estragar os planos de Arruda. Para isso terá de agir com rapidez, acatando o pedido do Ministério Público de mandar prendê-lo. Solto e no exercício do cargo, Arruda prejudica as investigações, como tem feito, e a produção de provas contra ele mesmo.

Autor: Ricado Noblat – E-mail: noblat@oglobo.com.br

BLOG DO NOBLAT: http://www.oglobo.com.br/noblat

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