droga

>Droga de campanha

Posted on setembro 27, 2010. Filed under: campanha, debate, democracia, Dilma, droga, eleições 2010, Futuro, Lula, Marina, Meio Ambiente, Ricardo Noblat, Serra |

>Por Ricardo Noblat

“A democracia é exatamente isto: cada um fala o que quer, escreve o que quer, e o povo faz o grande julgamento”. (Lula)

Eleições 2010 – Droga de campanha, esta. Fora do controle do seu marqueteiro, Dilma revelou-se incapaz de dissertar sobre qualquer coisa com começo, meio e fim. A racionalidade excessiva de Serra embotou todo tipo de emoção que ele pudesse transmitir. Marina arrancou lágrimas de empresários em pequenas auditórios, mas saiu-se mal nos debates de televisão.

Alguém sabe citar de cor as principais promessas feitas pelos candidatos? Lembro das seis mil creches e das não sei quantas Unidades de Pronto Atendimento de Dilma; do salário mínimo de R$ 600,00 e do reajuste dos aposentados de Serra; e do “governar com os melhores” de Marina. Em suma: promessas pontuais ou genéricas.

Um projeto para o país? Algo ambicioso, mas necessário para quem se preocupa com o futuro? Os candidatos ficaram devendo. Ou porque não têm projeto. Ou porque acham que projeto não atrai votos. Dilma fala em dar continuidade ao governo Lula. Serra diz que o Brasil pode mais. Marina atesta: é possível crescer respeitando o meio ambiente.

Dilma mimetizou Lula de tal maneira que usou em várias ocasiões expressões que são dele. Deu com o rosto na porta quem imaginou que o governo de Lula foi de Lula. Não foi. Foi de Lula e de Dilma, a se acreditar na propaganda bem cuidada da candidata. Os dois governaram juntos o país nos últimos sete anos e poucos meses.
Serra mimetizou Serra de tal forma que deu a impressão de estar de volta a 2002 quando era ministro da Saúde. Ou quando era candidato a presidente da República recém-saído do Ministério da Saúde. Marina não mimetizou ninguém. Apenas pareceu esquecida de que trocou o PT por outro partido. Perderá feio no Acre porque lá ela ainda é PT.
E o confronto de idéias entre os candidatos? Não houve. Dilma fugiu da maioria dos debates. E as regras dos debates impediram o confronto tão desejável. Votará em Dilma quem gostaria de votar em Lula e não se incomoda em lhe passar um cheque em branco. Em Serra, quem não vota em Lula e no PT de jeito nenhum. E em Marina, os sonhadores.
Na ausência de idéias e de debates, as pesquisas de intenção de voto pautaram o comportamento dos candidatos, ocuparam generoso espaço na mídia e serviram para animar discussões exacerbadas na internet. Os responsáveis pelos institutos de pesquisas ganharam uma importância que não tiveram em eleições anteriores.
Montenegro, do Ibope, previu a eleição de Serra com mais de um ano de antecedência. Foi obrigado mais recentemente a pedir desculpas pelo seu erro. O sempre discreto Marcos Coimbra, do Vox Populi, escreveu artigos semanais para jornais, revistas e blogs explicando por que Dilma deverá se eleger no primeiro turno.
É, de fato, o que por ora está escrito nas estrelas – a eleição de Dilma no próximo domingo. José Roberto Toledo, analista de pesquisas do jornal O Estado de S. Paulo, observa que o contingente de eleitores indecisos está perto de se esgotar como fator de crescimento dos candidatos Serra e Marina.
Para que haja segundo turno, a estarem certas as pesquisas, é preciso que Serra e Marina tomem eleitores de Dilma. Não será uma tarefa fácil, adverte Toledo. Dilma tem algo como 10 milhões de votos a mais do que Serra e Marina somados. Do último sábado até o dia da eleição, Serra e Marina teriam de subtrair de Dilma 625 mil votos por dia.
Só um fato devastador para a reputação de Lula poderia provocar uma migração de votos tão grande e tão rápida. Mesmo assim, o PT receia a convergência de causas mais prosaicas – entre elas, uma abstenção elevada no Norte e Nordeste e a regra que só permite o voto dos que exibam o título de eleitor e outro documento de identificação.
É razoável a aflição do PT. Faltam apenas seis dias para que Lula consiga por meio de Dilma o que não foi possível em 2002 e 2006 – a eleição no primeiro turno. Em seis dias tudo pode acontecer – inclusive nada. O mais provável é que nada aconteça.

E-mail para esta coluna: noblat@oglobo.com.br BLOG DO NOBLAT: http://www.oglobo.com.br/noblat
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>Dilma critica Serra por por declarar que governo da Bolívia é cúmplice na exportação de cocaína para o Brasil

Posted on maio 29, 2010. Filed under: campanha, candidata, candidatos, candidatura, Dilma Roussef, Dilma Rousseff, Discurso, droga, drogas, eleições, eleições 2010, José Serra, Presidência, PSDB, PT, sc, tráfico |

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Pela primeira vez desde que se tornou pré-candidata do PT à Presidência, a ex-ministra Dilma Rousseff cumpriu agenda em Santa Catarina. Durante o Encontro de Habitação da Agricultura Familiar, em Chapecó, nesta sexta-feira, a petista aproveitou para criticar duramente as declarações de José Serra (PSDB) sobre o tráfico de cocaína no Brasil. “Isso não é papel de estadista”, afirmou ela.

Durante visita ao Rio de Janeiro na última quarta-feira, o tucano disse que a droga vem de “80% a 90% da Bolívia, que é um governo amigo. Você acha que a Bolívia iria exportar 90% da cocaína consumida no Brasil sem que o governo de lá fosse cúmplice? Impossível”, declarou Serra.
De acordo com a petista, porém, não é atitude de nenhum estadista atribuir responsabilidade ao governo boliviano pelo tráfico de drogas no Brasil. “Incriminar um governo é diferente de dizer que da Bolívia vem droga”, explicou a ex-ministra que ainda afirmou que a Polícia Federal (PF) e o Ministério da Justiça estão colaborando “intensamente” em ações conjuntas com o país vizinho para o combate ao tráfico. Dilma não perdeu a oportunidade de alfinetar Serra. “É prudente não atribuir, sem informações e provas, responsabilidades ao governo boliviano. Não é papel de um estadista fazer isso”.
Depois do evento da agricultura, a petista concedeu entrevista à TV RSB local, filiada à Rede Globo, e à RIC Record. Entre os temas discutidos em Chapecó, a energia ganhou destaque, quando a ex-ministra afirmou que não há viabilidade econômica no Brasil para investimentos em energia solar, apontando para a eólica como a melhor alternativa.
De Chapecó, Dilma Rousseff segue para Belo Horizonte (MG), para a abertura do Congresso das Mulheres do PDT-MG, às 19 horas desta sexta. Fonte: Veja
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