ecológico

>O presidente Lula foi à estratosfera

Posted on outubro 13, 2009. Filed under: Dilma Rousseff, ecológico, presidente Lula |

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Por Carlos Chagas

Em seu programa de rádio, ontem, o presidente Lula foi à estratosfera, mesmo acompanhado pela maioria da opinião pública nacional. Estrilou mais uma vez diante dos países ricos, anunciando que o Brasil apresentará nas Nações Unidas, em dezembro, um plano destinado a leva-los a pagar pelo estrago ecológico há muito feito no planeta. Citou os Estados Unidos, que há 200 anos iniciaram a revolução industrial devastando suas florestas e começando a poluir a atmosfera. Devem, os americanos, reflorestar seu país ou pagar àqueles que ainda possuem matas em grande extensão.

Vão rir de nós, quando formalizarmos essa proposta. Não há força humana capaz de obrigar o mundo a reparar o passado. Até porque, se essa história pegar, logo haverá quem pretenda ver Israel indenizando os cristãos, já que os judeus crucificaram Jesus, ou a Mongólia vendendo suas parcas riquezas, por conta da devastação feita por Gengis Khan.

O Lula anunciou para breve a redução de 80% no desmatamento entre nós e formulou com lógica a necessidade de recebermos compensações financeiras pela preservação das florestas. Convenhamos, porém: só obterá resultados quando o Sargento Garcia prender o Zorro…

VER PARA CRER

Acompanhado da ministra Dilma Rousseff o presidente Lula inicia, amanhã, demorado périplo pelas obras de transposição do rio São Francisco. Está otimista, anuncia para 2010 a inauguração da primeira etapa do projeto e para 2012 a sua conclusão. Tomara que dê certo, caso o Ibama e os ecologistas não criem novos obstáculos.

PARAÍSO PERDIDO

Conquista praticamente ímpar na história da República, o ministro Celso Amorim conseguiu concentrar no Itamaraty a totalidade dos embaixadores do Brasil no exterior. Não há um só de nossos representantes escolhido fora da carreira diplomática. Deixando para outro dia discutir se essa reserva de mercado beneficia ou prejudica nossa imagem lá fora, vale registrar que parece em vias de ser alterada. Trará novas concepções o próximo presidente da Republica, seja José Serra, Dilma Rousseff, Ciro Gomes ou Marina Silva.

A presença do Marco Aurélio Garcia como “chanceler do B”, no palácio do Planalto, já desarruma bastante a pureza das intenções de Amorim, mas pior ficará a situação no próximo governo.

O próprio assessor especial para assuntos internacionais do presidente Lula acaba de ser designado coordenador do plano de governo de Dilma Rousseff. Trata-se da evidência de que se a candidata for eleita, integrará o ministério. Onde, se depender dele?

Com José Serra, coisa um pouco diferente, já que os embaixadores aposentados Rubem Barbosa e Sérgio Amaral são os mais cotados para as Relações Exteriores. Mas para não ser incomodado, caso vencedor, o governador paulista precisará acomodar o ex-presidente Fernando Henrique. Não como ministro, que o ego do sociólogo rejeitaria, mas como eminência parda da nossa diplomacia, ele que nomeou muitos embaixadores fora da carreira.

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>Mundo do cristianismo e meio ambiente

Posted on setembro 18, 2009. Filed under: Bíblia judaica, China, cristianismo, ecológico, judaísmo, Leonardo Boff, Meio Ambiente, Mundo, mundo natural, natureza, Novo Testamento, releitura |

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Jesus, o homem palestino que nasceu em Nazaré, por volta do ano 4 a.C., não aceitou todas as leis aplicadas pelo judaísmo, se tornou um profeta social, desafiou limites da época em que viveu e inspirou o surgimento da religião mais difundida no mundo, o cristianismo, que se estabeleceu décadas depois da estada dele na Terra. Surgiu então o Novo Testamento como releitura da Bíblia judaica, mas baseada na história que apregoou Jesus de Nazaré. Então, teria esse judeu revolucionário deixado ensinamentos sobre o cuidado com o meio ambiente?

Quanto a isso, o monge beneditino teólogo Marcelo Barros e o jornalista religioso Frei Beto apresentam que nas palavras e ações de Jesus não aparece um ensinamento ecológico de forma explícita, conforme os evangelhos. Embora as parábolas que ele contava se referiam constantemente à natureza, aos pássaros, aos lírios do campo, além de ter proposto aos discípulos dele que lessem os sinais do tempo no Sol, no céu e nas condições do vento, comentam.

Mas, o cristianismo atual carregado de dissidências, a partir da primeira igreja dirigida por Pedro e são muitas as ramificações pelo mundo afora, em nome de Jesus Cristo, oferece um legado enorme que pode ser aplicado e interpretado de diferentes maneiras. Quanto aos católicos romanos, a história está permeada de homem santos, a exemplo de São Francisco de Assis, condecorado como patrono da ecologia pelo papa João Paulo II, devido à veneração à natureza que ele possuía, a ponto de tratar as abelhas no inverno, dando-lhes mel e denominar os astros de irmão Sol e irmã Lua.

João Paulo II, o representante máximo da igreja dos romanos, em 1990, no Dia Mundial da Paz, afirmou: “Observa-se nos nossos dias uma consciência crescente de que a paz mundial está ameaçada, não apenas pela corrida aos armamentos, pelos conflitos regionais e por causa das injustiças que ainda existem no seio dos povos e entre as nações, mas também pela falta do respeito devido à natureza, pela desordenada exploração dos seus recursos e pela progressiva deterioração da qualidade de vida”.

No entanto, existem correntes de pensamento, com base em versículos bíblicos que interpretam que o fato de Deus ter colocado o homem como senhor dos animais e plantas, significa que as pessoas podem fazer o que bem entenderem deste mundo. Conforme consta no livro do Gênesis 1. 26-27, apregoado durante séculos pela igreja: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança, e que ele domine sobre os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos, todas as feras e todos os répteis que rastejam sobre a terra”. Deus disse, conforme o Gênesis, que era para que o homem crescesse e multiplicasse e depois o colocou no jardim do Éden.

Mas, seria o aumento populacional e os desastres ecológicos causados unicamente por esse preceito bíblico? Tal análise parte da consideração do princípio de que se o ser humano é superior aos demais seres e é o mais importante dentre eles, por ter sido criado à imagem e semelhança de Deus, ele se apodera de uma postura antropocêntrica, como se fosse o senhor da natureza e explora ao bel-prazer o mundo afora para produzir alimento, bebida e abrigo, etc.

Contudo, existe também o pensamento contrário a esse, que ao interpretar os mesmos versículos bíblicos, considera que o Criador, ao dar poder ao homem sobre os outros seres, deu-lhe, na verdade, uma enorme responsabilidade, razão pela qual ele deve zelar, cuidar e amar a natureza e tudo que nela existe, como também amar ao próximo, tanto quanto a si mesmo. A verdadeira concepção vinda do hebraico sobre “dominai e submeter” não é de se sentir superior a natureza, dando-lhe o direito de destruí-la, mas, no sentido de cuidar dessa herança e fazê-la progredir o que nela contém, significa cuidar, proteger, como faz alguém que planta, rega e apara o jardim da própria casa, afirmam estudiosos.

Esse segundo pensamento parece coerente e mais reflexivo, ao analisar que a religião cristã não está no mundo inteiro, nem é unânime como crença universal. Será mesmo que ela teria tamanho poder de influenciar povos de todas as localidades para destruírem o meio ambiente, uma situação que é global, devido a uma interpretação radical dos versículos supracitados? Será que a destruição do meio ambiente ocorre somente aonde prevalece o ensinamento cristão? A exploração do petróleo nos emirados árabes, o uso exacerbado de combustíveis fósseis na China seria influencia do cristianismo? Parece não ter fundamento esse pensamento de apontar o cristianismo por essa razão.

O ensinamento cristão tem muito a oferecer sobre as questões ambientais. Segundo o filósofo e teólogo Leonardo Boff, a religião possui, a partir dos próprios conteúdos religiosos, uma função pedagógica de suscitar responsabilidade nos fiéis pela qualidade de vida. Num país de maioria cristã, como é o Brasil, seria auspicioso se todas as igrejas dessa corrente se comprometessem mais acentuadamente com esse tema, como tem sido com as causas sociais. Mas, como vê o teólogo Boff: “A religião como qualquer outra instância possui também suas limitações.”

Parece mesmo que falta ao homem um comportamento moralmente ético, mais espiritualista e com respeito ao mundo natural. No próximo artigo, a visão do jainismo sobre o mundo natural.

Fonte: A Gazeta – Autor: Jair Donato é jornalista em Cuiabá, consultor de desenvolvimento de pessoas, professor universitário, especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail: jair@domnato.com.br

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>Desmatamento, os verdadeiros responsáveis

Posted on agosto 26, 2009. Filed under: agricultura, Código Ambiental, desmatamento, ecológico, sustentabilidade |

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Por falta de orientação quando da abertura de áreas rurais e, também, em função de uma legislação com forte cunho ideológico, o Estado de Mato Grosso e os demais convivem com passivos ambientais, causados especialmente pelo desmatamento. Esta realidade se converteu num dos mais sérios problemas colocados sobre o meio produtivo rural. Afinal, as mercadorias mais produzidas no Brasil (alimentos) são cobiçadas pelo planeta.


Claro que sob o aspecto de mercado, despertamos outras Nações quanto à nossa capacidade de produção das principais commodities agropecuárias. Assim, sofremos os revezes da concorrência , onde se tornou imperativo para os concorrentes descredenciar nossa sustentabilidade, quer seja ambiental ou social. Tanto isto é verdadeiro que todas as iniciativas para consolidar nossa sustentabilidade ambiental não provocam qualquer eco entre os ambientalistas e alguns segmentos do próprio governo.


Outra constatação de que muitos segmentos não têm interesse na consolidação de nossa sustentabilidade foram as palavras do ministro Reinhold Stephanes, da Agricultura, durante a Bienal da Agricultura em Mato Grosso, quando falava à plateia a respeito da produção de etanol no Brasil: “O etanol polui doze vezes menos do que a gasolina. Mas ninguém discute a extração de petróleo. E o fato é que as maiores ONGs que atuam no território nacional são pagas por empresas petrolíferas.”


De fato têm muita gente que não quer discutir a sustentabilidade da produção brasileira. Reconhecer isto é reduzir a médio e longo prazos as possibilidades de continuarem a ganhar dinheiro em suas atividades. Mas têm outros segmentos que precisam assumir suas responsabilidades quanto ao passivo ambiental em função do desmatamento para produção de alimentos no Brasil. São os governos municipais, estaduais e federal e, ainda, os bancos, multinacionais e tradings que financiaram a produção em determinadas áreas, além da indústria que transformou essa matéria prima.


Aliás, a indústria que financiou as atividades agropecuárias em áreas hoje tidas como ilegais é a mesma que decreta moratória ambiental a agricultura. Um disparate! Por outro lado, os governos que editam medidas de comando e controle punem, processam, multam os proprietários rurais são os mesmos que arrecadaram impostos atinentes à produção nas áreas chamadas ilegais. Não temos dúvidas, moralmente os governos são litisconsortes em todas estas ações. Em Mato Grosso, mais ainda, já que o instrumento para ordenar o uso do solo, denominado Zoneamento Socioeconômico e Ecológico, está prestes a comemorar o 20º aniversário de inicio de sua elaboração.


Autoridades indagadas a respeito desta questão concordam que não é justo cobrar apenas de um agente envolvido, inclusive o próprio governador Blairo Maggi, mas pondera que a legislação remete ao modelo de gestão ambiental que temos. Outros entendem que deve ser distribuída a responsabilidade, mas que não se aumentem impostos para resolver esta questão. De fato, a legislação precisa ser modificada, porém, quanto a aumentarem impostos para responsabilizar os entes públicos pela sua participação do que se convencionou de crime ambiental, não é necessário.


Assim, se o Estado cobra do proprietário rural a diferença de suas reservas legais, por que não calcular o equivalente ao valor recebido em impostos e o Estado e a União, que possuem terras públicas, oferecerem estas áreas para somar a parcela dos bancos, da indústria, do comércio e dos produtores rurais e sanar a falta de reserva legal? Já os municípios devem ficar de fora desta conta, nos últimos anos tem recebido muitas obrigações e não recebem dos Estados e da União recursos financeiros suficientes.


Isto precisa ser feito! Vamos adequar a legislação que pode pegar o bonde da discussão do Código Ambiental pelo Congresso Nacional e outra é uma discussão honesta com todos os responsáveis pelos desmatamentos. Produtores, esta conta não é só nossa!


Autor:Amado de Oliveira Filho é economista, especialista em mercados de commodities agropecuárias e direito ambiental. E-mail: amadoofilho@ig.com.br- Fonte: A Gazeta

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>Corredores ecológicos e ecoturismo no Pantanal

Posted on agosto 3, 2009. Filed under: cerrado, ecológico, ecoturismo, Embrapa, pantanal |

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Os corredores ecológicos, conectando as diferentes áreas de conservação, têm sido apontados como uma estratégia adequada para minimizar as perdas de espécies e de variabilidade genética associadas com o isolamento das áreas protegidas. No workshop “Ações Prioritárias para a Conservação do Cerrado e do Pantanal”, realizado em março/98, em Brasília, pesquisadores e conservacionistas ali reunidos propuseram o estabelecimento de corredores ecológicos, ligando o Cerrado e o Pantanal, em especial, sugeriram três eixos se estendendo no sentido leste-oeste: o eixo superior, ao longo dos rios Cuiabá, São Lourenço e Piquiri; o eixo médio, ao longo do Rio Taquari, e o eixo inferior, ao longo dos rios Negro e Miranda .

O Governo de MS adotou o conceito de corredores em sua estratégia de conservação, incorporando-o em sua legislação e criando o Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro e o Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari, além das três Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), totalizando 133 mil ha de áreas protegidas, em locais estratégicos ao longo destes corredores. O investimento na criação e implantação dessas áreas pode chegar à ordem de 10 a 15 milhões de reais. Entretanto, desde que os Estados de MS e AM estão sendo pioneiros na adoção desta estratégia de conservação, a eficácia do estabelecimento de fluxo gênico e movimento da biota ao longo dos corredores ainda não foi devidamente demonstrada.

Paralelamente à criação de unidades de conservação, a adoção de um modelo de desenvolvimento sustentado econômica e ecologicamente tem sido buscada pelos governos dos Estados de MS e MT. Na região do Pantanal a atividade de ecoturismo tem sido apontada como uma alternativa econômica de baixo impacto ambiental e vem se estabelecendo tendo na contemplação da fauna silvestre sua principal atração. Esta atividade agrega valor aos recursos naturais e gera empregos. Embora o turismo pesqueiro esteja consolidado no Pantanal e já represente a segunda atividade econômica da região, só recentemente as empresas do setor turístico despertaram para a potencialidade do ecoturismo. Mesmo assim, municípios como Corumbá já contam com pelo menos oito hotéis-fazendas e quatro operadoras oferecendo “safaris fotográficos”, além de grupos independentes que oferecem uma espécie de “turismo selvagem” a jovens vindos principalmente da Europa.

Na atualidade, os passeios e “safaris fotográficos” vendidos aos turistas são, em geral, deficientes em qualidade, principalmente por causa do baixo nível de informação sobre a biologia e ecologia das espécies pantaneiras passados pelos guias turísticos. Esta deficiência deve-se não somente ao despreparo desses guias, mas também à pouca informação científica disponível sobre a maioria das espécies do Pantanal. O crescimento desse tipo de atividade não será sustentável, se não for adequadamente exercida, com base em informações fornecidas pela pesquisa científica e decodificada para os guias turísticos e público geral.

E o que a Embrapa tem a ver com isso? Até pouco tempo nada. Entretanto, recentemente, a Embrapa, em seu terceiro Plano Diretor (III PDE – 1999-2003), deu um enfoque mais amplo à sua definição de “agronegócio” e incorporou definitivamente o termo “desenvolvimento sustentável”. Para que a política de conservação baseada nos “corredores ecológicos” tenha êxito em MS, será preciso que a iniciativa privada participe do processo. Em alguns casos, isto implicará em redefinições do uso do espaço dentro das propriedades rurais. Por exemplo, alguns fazendeiros podem ser convidados a realocarem suas reservas legais, de modo a redesenhar a paisagem ao integrá-las em “corredores”. Se a estratégia de conservação, baseada em corredores, for uma opção tão forte, que implique no rearranjo do uso do espaço dentro das fazendas, então a Embrapa vai querer participar deste processo.

Os avanços consolidados no III-PDE levaram a Embrapa Pantanal a incluir em seu documento programático (Plano Diretor da Unidade – PDU), demandas até então impensáveis para uma unidade da Embrapa, como “inventário e zoneamento dos recursos naturais de interesse para o turismo”, “informações sobre biologia e ecologia de espécies de interesse turístico” ou determinação do “valor econômico de grandes vertebrados para as atividades ecoturísticas”.

Atender a estas demandas vai representar um desafio, sobretudo porque, neste novo contexto, informações biológicas básicas passam a ter aplicação imediata. Por exemplo, em setembro de 1999, durante um curso oferecido a um grupo de guias de turismo que operam no município de Corumbá, pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo (SEMATUR), eu perguntei aos alunos se pequenos anuros ou se flores de certas plantas aquáticas (Nymphaea spp.) eram de interesse para os turistas, e a resposta foi um sonoro “não”. Na opinião deles, os turistas só se interessariam por espécies “carismáticas”, como tamanduá-bandeira, onça pintada ou ariranha. Entretanto, quando repliquei que se eles contassem aos turistas a história de vida destas espécies, talvez isto os agradasse. A pequena espécie de anuro, uma rã (Physalaemus nattereri) se protege dos predadores enterrando-se na areia. A flor de Nymphaea exala um odor que atrai um besouro e depois fecha-se, prendendo-o durante o dia. Esta flor só se abrirá quando anoitecer, libertando o besouro, absolutamente carregado de pólen e pronto para polinizar uma outra flor.

Os guias, então, foram unânimes em concordar que coisas como estas interessariam aos turistas, ou seja, a informação biológica é o produto. Isto vai demandar uma nova abordagem de pesquisa, porque, de um lado, o tipo de informação de que se está tratando é muito diferente do tipo de informação “aplicada”, com a qual os pesquisadores da Embrapa estavam acostumados a lidar.

Uma alternativa será o estabelecimento de parcerias com pesquisadores oriundos das universidades, praticantes de uma ciência “mais pura”. Por outro lado, vai demandar também uma horizontalização do conhecimento gerado, para que este chegue ao público-alvo de operadores de turismo e turistas, com a qual os pesquisadores de “ciência pura” não estão acostumados. Será a etapa de desenvolvimento dos produtos, tão pouco praticada e compreendida no Brasil. Que meios serão usados neste “desenvolvimento” ainda são um desafio para minha imaginação, mas posso prever que “produtos” como “manuais de identificação de espécies”, “guias de campo”, e a oferta de cursos de extensão para operadores de turismo prometem ser um bom início.

Adicionalmente, estes novos desafios de desenvolvimento e conservação vão exigir que os pesquisadores, tanto da Embrapa quanto das universidades, participem mais ativamente na formulação das políticas públicas, para o bem da sociedade.

Fonte: Agroline

Autor:Guilherme de Miranda Mourão
Pesquisador – EMBRAPA/CPAP

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