Educação

>A Educação pede socorro

Posted on janeiro 29, 2011. Filed under: Educação |

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Pode parecer exagero dizer que a Educação pede socorro, mas não é não. O nível educacional no Brasil está sofrendo um acentuado declínio e não sou eu quem diz isto, é a voz do resultado de avaliação. É a evasão das escolas de base e superior e, principalmente, a ociosidade de vagas destas que nos dá o grito de alerta de que estamos em processo de perigoso retrocesso em relação a nossa juventude. O país avança por força alheia a sua vontade e mais pela pressão de alienígenas que, como gafanhotos, aos poucos estão devorando a nossa economia e os espaços deixados pela falta de profissionais nativos.
Isto é de uma clareza inconteste. Estamos sendo sugados em nossas riquezas minerais e agrícolas. Agora está em curso a tomada do nosso setor de serviços. Nada contra essa invasão que seria ótima se tivéssemos um povo preparado educacionalmente e que assim pudesse crescer e se aproveitar do momentâneo crescimento e concretizá-lo como algo perene e não eventual e passageiro. Vivemos a falsa ideia de que o consumo promovido a base de “doações”, via crédito ou outro viés, é um sinal de prosperidade e um crescer material constante. É uma herança maligna que, como metástase, se espalhou pelo corpo social da Nação.
O mercado da tecnologia que hoje recebe cerca de 40% dos investimentos mundiais não pode expandir no Brasil em razão da baixa, e praticamente desqualificada, formação dos nossos estudantes e profissionais. Dos muitos segmentos da área, alguns poucos apresentam razoável desenvolvimento em nosso país. Há incipiente investimento e estímulo nesse campo da tecnologia e isso reflete na escolha dos jovens que mal chegam aos 10% de formandos para esse setor. A China, salvo engano de informação, tem no exterior cerca de 700 mil engenheiros fazendo pós-graduação.
Há um engano que é repassado quase todos os dias para o povo brasileiro. Consiste, pelos dados econômicos alardeados, que o Brasil já tem sua economia consolidada e são apresentados resultados de consumo financiado em prestações sangradas na fonte dos salários. A isso se soma vinda de investimentos especulativos dos que vem até aqui buscar o dinheiro fácil ante os juros pagos. Adiciona-se entrada de dólares pelas vendas das commodities que são representativas não pelo aumento de produção e venda, mas de preços. Inclui-se o crescimento na indústria que na verdade é recuperação da crise de 2008. Festeja-se o aumento do emprego formal que foi consistente ante o aumento da fiscalização e da necessidade do empresário registrar seus empregados para obtenção de financiamento e ainda a falsa idéia de que construindo universidades se resolve o problema da educação, da formação profissional.
O ministro da Educação é incompetente e disto não restam dúvidas. Não houve avanço na Educação que se possa considerar homogêneo, planejado, definido e com metas plausíveis e de eficaz concretização. A única grande inovação, se assim podemos dizer em razão de que o Enem vem de há muito, foi a avaliação aplicada por esse sistema como forma de acesso às universidades federais. Transformaram essa possibilidade de acesso em um emaranhado de confusões e erros que mostram realisticamente a quem está entregue a direção da Educação brasileira, ao circo da incompetência. E os estudantes no Brasil continuam entrando e saindo das universidades ao som das ferraduras. É visível que a ociosidade de vagas nas instituições superiores públicas e privadas é um clássico sinal de que, mesmo com Prouni, o caminho é muito curto na vida universitária. A carência do saber não permite acompanhar e entender os enunciados acadêmicos e a frustração impede a realização do sonho do conhecimento.
De quem é a responsabilidade desse rosário de falhas e falta de comprometimento com a educação? Todos sabemos, mas nada fazemos. Aceitamos passivamente a continuidade do incompetente a frente do Ministério que é a alma da formação de uma Nação. Onde estão os letrados do Brasil que nada manifestam? Os próprios reitores que se dizem representantes da população universitária, onde estão? E os alunos que aceitam tudo? Leitores, ajudem, a Educação pede socorro.

Raphael Curvo é jornalista, advogado pela PUC-Rio e pós-graduado pela Cândido Mendes-RJ

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>Formação educacional exige esforço

Posted on novembro 5, 2010. Filed under: dedicação, Educação, escolarização, esforço, Formação educacional, intelectual, Professor, Tendências, Unemat |

>Por Elias Januário

Para muitas pessoas a escola tem que ser um lugar o tempo todo atraente e com muita diversão. Não é bem assim a concepção de escola. A escola não tem que ser o tempo “todo” atraente e divertida, como muitas pessoas concebem essa instituição.
Quem imagina isso é porque nunca deu aula ou não é especialista na área da Educação. A escola tem que ensinar, e para conseguir isso é preciso que haja dedicação e esforço da parte do estudante, caso contrário não chegará ao ponto desejado de aprendizagem e conhecimento.
Portanto, a escola é um lugar que exige esforço. A educadora Tânia Zagury é uma das defensoras dessa opinião. Além disso defende veemente a profissão do Magistério, afirmando que se trata de uma das profissões que mais tiveram aumento de tarefas nos últimos anos.
O professor, nos dias atuais, além de ministrar os conteúdos, tem que lidar com situações que não está preparado, que não foi preparado, como por exemplo, com os Temas Transversais propostos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais.
Como discutir questões de meio ambiente ou sexualidade, em uma disciplina como matemática ou língua portuguesa, elucida Tânia Zagury. Com que competência esse docente vai lidar com esse conteúdo, sendo que durante sua formação não teve nenhuma orientação ou estudo neste sentido.
Essa situação acaba conduzindo o professor a uma situação de constrangimento diante da sala de aula, quando se sente incapacitado de discutir o tema que está proposto, ou tem que discuti-lo de forma aleatória.
Grande parte disso é resultado das tendências que vão surgindo de tempo em tempo no cenário educacional, criando modelos e linhas pedagógicas a serem seguidas, que muitas vezes são adotadas pelos sistemas de ensino sem preparar ou dar a formação teórica adequada ao seu quadro de professores.
Voltando a questão do esforço para aprender. Outro ponto intrigante, diz respeito ao mito de que o professor bom é aquele que motiva os alunos.
Motivação é diferente de diversão. Motivação tem a ver com didática e não com mágica em sala de aula. Não é papel do professor fazer da aula um show, e nada adiante se o aluno não estiver interessando em aprender.
O processo consiste em estabelecer comunicação com o público em questão, de acordo com a faixa etária e a série. Trazer coisas interessantes para o aluno e o aluno por sua vez se interessar pela aprendizagem.
Procurar relacionar o conteúdo à realidade é um método eficaz, bem como trabalhar com uma relação entre teoria e prática.
Mas não se pode esquecer, e a sociedade tem esquecido gradativamente, que a escolarização exige dedicação e esforço. O saber é uma conquista intelectual, portanto dedicação e esforço são méritos levados em consideração na formação educacional.

Elias Januário é doutor em educação, professor de antropologia da Unemat .                                     E-mail: eliasjanuario@terra.com.br

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>Brasil ocupa o 73 º lugar no ranking do IDH de 169 nações

Posted on novembro 4, 2010. Filed under: Brasil, Educação, escolaridade, IDH do Brasil, Pnud, pobreza, ranking do IDH |

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No relatório do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), divulgado hoje o Brasil ocupa o 73 º no ranking de 169 nações segundo. A lista é encabeçada pela Noruega, seguida de Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos e Irlanda. Os cinco últimos são Zimbábue, República Democrática do Congo, Niger, Burundi e Moçambique. O documento, intitulado “A Verdadeira Riqueza das Nações: Vias para o Desenvolvimento Humano”, foi divulgado nesta quinta-feira, em Nova York.

De acordo com o relatório, educação foi apontada como principal problema

O índice brasileiro é de 0,699, o que situa o país entre os de alto desenvolvimento humano, assim como em 2009. A média mundial é 0,624. Segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano, o resultado é parecido com o do conjunto de países da América Latina e Caribe (0,704). Quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano. São considerados três aspectos essenciais: conhecimento (medido por indicadores de educação), saúde (medida pela longevidade) e padrão de vida digno (medido pela renda).

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Os 10 melhores Os 10 piores Brasil
noruega Noruega burundi169º Zimbábue russia65º Russia
australia Austrália congo168º Rep. Dem. do Congo cazaquistao66º Cazaquistão
nova zelandia Nova Zelândia niger167º Níger azerbaijao67º Azerbaijão
estados unidos Estados Unidos burundi166º Burundi bosnia68º Bósnia-Herzegóvina
irlanda Irlanda moçambique165º Moçambique ucrania69º Ucrânia
liechstentein Liechtenstein guine bissau164º Guiné Bissau ira70º Irã
paises baixos Países Baixos chade163º Chade macedonia71º Macedônia
canada Canadá liberia162º Libéria mauricio72º Maurício
suecia Suécia burkina faso161º Burkina Faso brasil73º Brasil
alemanha10º Alemanha mali160º Mali georgia74º Geórgia

Mudanças – Por causa de mudanças na forma de calcular o índice, o novo IDH do Brasil não pode ser comparado com o de anos anteriores, informa o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud. Para poder fazer a comparação, os dados brasileiros dos últimos dez anos foram recalculados com base na nova metodologia.
Por esse recálculo, o Brasil ganharia quatro posições e registraria crescimento de 0,8% no índice.  Em 2010, com a nova metodologia, o IDH brasileiro foi de 0,699, numa escala de 0 a 1. Em 2009, com a metodologia antiga, o Brasil ocupava a 75ª posição no ranking, com IDH de 0,813.
Segundo o relatório deste ano, o IDH do Brasil apresenta “tendência de crescimento sustentado ao longo dos anos”. Os dados mostram que rendimento anual dos brasileiros é de US$ 10.607, e a expectativa de vida, de 72,9 anos. A escolaridade é de 7,2 anos de estudo, e a expectativa de vida escolar é de 13,8 anos. A educação foi apontada como principal problema no relatório. Na última década, a expectativa de vida dos brasileiros cresceu 2,7 anos, a média de escolaridade, 1,7 ano e os anos de escolaridade esperada recuaram em 0,8 ano. A renda nacional bruta teve alta de 27%.
De acordo com o economista Flávio Comim, do Pnud, o IDH brasileiro vem crescendo igualmente nas três dimensões analisadas – saúde, educação e renda. O relatório também destaca o “sucesso econômico recente” do Brasil. Mas, segundo o texto, 8,5% dos brasileiros são pobres e “sofrem privação” em saúde, educação e renda. O item que mais preocupa é a educação. “O que mais pesa na pobreza é a educação. O novo IDH mostra que é necessário dar mais importância à educação no Brasil”, afirma Comim. Fonte: Veja
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>Dia do Professor: A difícil missão de ensinar

Posted on outubro 15, 2010. Filed under: alunos, Dia do Professor, Educação, escola, Ibope, missão de ensinar, OIT, pesquisa, professores no Brasil |

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Os professores no Brasil são mal remunerados, trabalham em excesso, têm pouco tempo para se qualificar, estão desmotivados e sobrecarregados. Este é o resultado de uma pesquisa feita pelo Ibope (em 2009), a pedido da Confederação Nacional de Indústria e do movimento “Todos pela Educação” para mostrar o perfil do educador brasileiro. Um ano depois será que estes dados mudaram? Se a mesma pesquisa for realizada hoje as respostas serão as mesmas, já que muito pouco foi feito no país para alterar essa realidade.
Parabens e reflexão aos professores pelo seu dia
Com raras exceções, o professor brasileiro dá um duro danado, se desdobra em mil para conseguir reforçar a renda familiar, já que o salário que recebe é um dos mais baixos do mundo, segundo levantamento feito pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 40 países. A situação dos brasileiros só não é pior do que a dos professores do Peru e da Indonésia. Um profissional da educação no Brasil, em início de carreira, recebe uma média de US$ 5 mil por ano. Na Alemanha esse valor sobe para US$ 30 mil por ano, mais de seis vezes a renda no Brasil. A Argentina paga US$ 9.857, exatamente o dobro da renda do brasileiro.
Não bastasse a questão salarial, os professores vivem no limite. Para ganhar um pouquinho a mais, muitos trabalham até 3 períodos. Sobrecarregados. não têm tempo de se qualificar, comprometendo assim o ensino, já que lá na ponta os alunos sairão perdendo.
O estudo mostra que, no país, apenas 21,6% dos professores primários têm diploma universitário, contra 94% no Chile. Nas Filipinas, todos os professores são obrigados a passar por uma universidade antes de dar aulas.
Tem ainda a falta de infraestrutura, problema mais evidente na rede pública de ensino. Os professores ensinam em salas quentes e na maioria das vezes abarrotadas de alunos. Dados da OIT e da Unesco mostram que o Brasil é um dos países com o maior número de alunos por classe, o que prejudica o ensino. Segundo o estudo, existem mais de 29 alunos por professor no Brasil, enquanto na Dinamarca, por exemplo, a relação é de um para dez. Quanta diferença!
Além disso têm que conviver com alunos que nem sempre estão de fato interessados em aprender, que vão para escola por pura obrigação ou imposição dos pais, estes não raro delegam à escola (leia-se os professores) a tarefa de educar, de ensinar valores, papel esse que é obrigação de pai e mãe e não da escola.
Ainda assim com tantos problemas, frustrações e falta de reconhecimento eles estão lá, firmes e fortes, com material didático em mãos e prontos para iniciar um novo dia e ajudar este país a ter um futuro melhor. A estes guerreiros nossos parabéns, não apenas por hoje, mas por todos os dias de luta!
Fonte: A Gazeta
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>Luz vermelha: Governo Silval corta R$ 100 milhões do orçamento do estado

Posted on outubro 6, 2010. Filed under: Educação, Fundo de Exportação, governador Silval Barbosa, Governo Silval, Luz vermelha, Orçamento, Saúde, Segurança Pública, social |

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O sinal vermelho do déficit orçamentário e possivelmente financeiro disparou no Palácio Paiaguás ao ponto de o governador Silval Barbosa (PMDB) em sua primeira reunião com o secretariado após sua reeleição, cobrar rigor, determinação e corte profundo nas despesas preservando apenas os investimentos nas áreas essenciais de Saúde, Educação, Segurança Pública e Social. O governo admite cortar R$ 100 milhões;
“Temos um Estado equilibrado financeiramente, mas diante da possibilidade da União não fazer repasses devidos ao Tesouro Estadual que são superiores a R$ 500 milhões é preciso medidas de contenção”, pontuou o governador Silval Barbosa, assinalando que as dificuldades são momentâneas e que toda economia para o Poder Público é boa pois sobra mais recursos para se investir no interesse da sociedade.
Estima-se em R$ 250 milhões as dificuldades de fechamento do caixa do tesouro até o final do ano, mas o Estado admite algo em torno de R$ 100 milhões, mas justificando que tem valor muito maior a ser recebido da União
O secretário Chefe da Casa Civil, Eder Moraes, escalado como responsável para acompanhar os levantamentos que serão feitos e a adoção das medidas saneadoras, assinalou que em princípio o Estado pretende fazer uma economia de R$ 100 milhões no último trimestre de 2010, até mesmo para cumprir as metas da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e informou que o Estado pleiteia R$ 110 milhões devidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e outros R$ 60 milhões recolhidos a mais para o INSS, entre outros recursos devidos pela União.
Fora isso o secretário informou que espera a liberação do Fundo de Exportação (FEX) que soma R$ 256 milhões, recursos mais do que suficientes para se permitir que o Tesouro Estadual tenha um superávit nas suas receitas para este ano.
Os técnicos do Estado apontam que o melhor caminho agora é precaver para evitar problemas futuros, então os enxugamentos e cortes nas despesas agora podem representar no final do ano um superávit, como ocorrido nos últimos anos. “São medidas administrativas que em nada afetarão a prestação de serviços a sociedade”, disse o governador. Entre as áreas que sofrerão redução nos repasses estão a prestação de serviços como a locação de 1.980 veículos, com exceção das polícias Militar e Judiciária Civil; as contas de celulares pagos pelo erário, diárias, passagens, combustíveis entre outras.
Fonte: A Gazeta
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>Cuba vai demitir meio milhão de funcionários públicos até 2011

Posted on setembro 14, 2010. Filed under: agricultura, construção, Cuba, demitir, Educação, empregos, Fidel Castro, funcionários públicos, polícia, Raúl Castro, Sindicato |

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Foto: / Reuters

Cuba vai eliminar mais de meio milhão de empregos até o primeiro trimestre de 2011, numa tentativa de elevar a produtividade e tornar sua economia mais eficiente, anunciou nesta segunda-feira o sindicato único de trabalhadores, em uma das mudanças de rumo mais importantes decidida pelo governo em décadas.
O presidente cubano, Raúl Castro, anunciou em abril um plano que prevê a demissão de mais de 1 milhão de funcionários públicos nos próximos cinco anos, como parte de suas reformas moderadas para melhorar a produtividade do trabalho e elevar a qualidade dos serviços.
“Dentro do processo de modernização do modelo econômico e das previsões da economia para o período de 2011-2015, está prevista a redução de mais de 500 mil trabalhadores do setor estatal”, disse a Central de Trabalhadores de Cuba.
“O calendário para a execução do plano foi traçado pelos organismos e empresas até o primeiro trimestre de 2011”, acrescentou a central, em texto publicado pela imprensa local.
O Estado é o maior empregador em Cuba, e a decisão de eliminar 20 por cento de sua força de trabalho deixa muitos trabalhadores na incerteza em relação a seu futuro.
O governo assegurou que ninguém ficará desamparado e ofereceu recolocar os funcionários excedentes em outros setores que historicamente são deficitários de mão-de-obra no país, como a agricultura, a construção, a educação e a polícia, entre outros.
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>O estado do medo

Posted on agosto 6, 2010. Filed under: carga tributária, criminalidade, Educação, Ibama, Mato Grosso, medo, saúde pública, Sema, violência |

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Um estado desgovernado como está Mato Grosso hoje gera aflição e medo nos mato-grossenses. Medo da violência, estampada na criminalidade que cresce num espaço desocupado pelo estado cujo governo se mostra fraco e omisso.
Medo na Educação, pois os pais trabalhadores e desempregados estão aflitos em ver seus filhos frequentando a escola pública que, com raras exceções, continua de mal a pior: maltratando nossas crianças, jovens, professores e servidores.
Medo de ficar doente e precisar se servir da saúde pública, porque o sistema é bruto e não cura.
Medo da carga tributária: os pequenos empresários e comerciantes vivem aflitos pelo modelo arrecadatório, perverso, da Sefaz, que com sua truculência impõe o medo no setor que mais emprega no estado.
E os produtores de alimentos e riquezas vivem aflitos pela falta de clareza sobre as leis ambientais são mais de 10 mil – e não sabem a quem se dirigir: se à Sema ou ao Ibama. Nossos produtores vivem trabalhando com medo de multas e repressão.
O mais novo medo de quem pensa no futuro de Mato Grosso é o desarranjo das contas públicas, causado pela corrupção e a farra dos precatórios, que parecem não ter limites e nem fim.
E os prefeitos de Mato Grosso – com poucas exceções – têm medo de declarar apoio a qualquer outro candidato que não seja o governador, que está se aproveitando como pode desses meses à frente do poder.
Elegendo um bom governador podemos mudar tudo isso. Precisamos de um Estado servidor, com um governo eficiente e comprometido com as necessidades dos mato-grossenses. Pois precisamos de um governador que priorize o combate rigoroso ao crime. A tolerância com o crime deve ser zero!
Precisamos de escolas que tenham o compromisso de ensinar cada criança e jovem para que ele possa ter escolhas no futuro. Precisamos investir na construção de novos hospitais. Governador nenhum pode dormir tranquilo sabendo que há cidadãos sob sua responsabilidade morrendo em filas intermináveis.
Precisamos de tranquilidade na cidade: arrecada mais o Estado que defende os empreendedores, que defende quem gera empregos – e não aquele que procura extorquir os pequenos e médios empresários que prosperam.
Por fim, precisamos dar autonomia aos municípios e não ficar humilhando os prefeitos que precisam andar o tempo todo de pires na mão.
A sociedade vai usar mais do que nunca o voto sem medo, porque é secreto. Viva a democracia!

Autor: Otaviano Pivetta é deputado estadual licenciado

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>Ideb mostra "abismo" entre escolas de Mato Grosso

Posted on julho 19, 2010. Filed under: Bom Dia Mato Grosso, Educação, Ensino Fundamental, Ensino Médio, escolas, Ideb, Mato Grosso |

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O Jornal A Gazeta, na edição de segunda-feira, 19 de julho, publicou matéria assinada por Raquel Ferreira, onde mostra diferença entre as notas do Ideb de 530%, o que evidência a falta de uma política de educação consistente.

Devido a relevância do tema, decidimos publicá-lo na íntregra no Bom Dia Mato Grosso.
 

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) mostrou um abismo no ensino público de Mato Grosso. A diferença das notas chega a 530% entre a pior e a melhor escola, todas geridas pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Várzea Grande abriga a unidade de ensino com o pior índice (1,3). Na outra ponta está Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá), que conseguiu atingir 6,9 na avaliação, a melhor. As diferenças entre as 2 instituições são evidentes.

Absurdo
Reforma da Escola Estadual  Júlio Müller, no bairro Cristo Rei, na cidade de Várzea Grande, ultrapassa a 1 ano e meio.
 

Rua Manoel Vargas – Cristo Rei
Várzea Grande – MT, 78118-120
(0xx)65 3685-1163

 
Em último no ranking no Ensino Fundamental, séries finais, a Escola Estadual Júlio Strubing Müller, em Várzea Grande, é o retrato da falta de infraestrutura, que atinge outras unidades no Estado. Há 1 ano e meio começou uma reforma e os alunos do período da manhã usam salas de uma universidade particular do município, espaço garantido por meio de um convênio. Mas este convênio terminou e as obras não. Diante disso, os alunos enfrentam mais um problema. As férias foram antecipadas e vão durar mais do que prevê o calendário. No período da noite, as aulas são na escola pública Domingos Sávio. Os 1,3 mil alunos são das turmas do 8º e 9º ano e Ensino Médio.

O diretor Sandro Donizette de Morais aponta que a escola tem apenas 3 salas de 8º ano (antiga 7ª série) e 2 de 9º ano (antiga 8ª série) e que os alunos chegam na unidade com sérios problemas de formação básica, como leitura e cálculos. “Fica complicado ensinar a base para os estudantes que estão em anos adiantados”.

Sandro destaca ainda a ausência dos pais na vida escolar dos filhos e afirma que só 15% comparece às reuniões. “A participação da família é um ponto crucial para a educação”.
A maioria dos alunos da escola Júlio Müller é carente, sofre com a desestrutura familiar e mora em bairros distantes. O diretor diz que existem muitos estudantes desinteressados, delinquentes e usuários de drogas. Apesar das justificativas, Sandro afirma que no próximo semestre conversará com os professores para identificar a fundo os problemas e buscar meios para melhorar o Ideb, que historicamente é baixo no Júlio Müller – alcançou 2,1 em 2007 e 2,0 em 2005.

Na outra ponta – A melhor nota do Ideb em Mato Grosso foi da Escola Estadual Sagrado Coração de Jesus, em Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá). A unidade teve médias 5,7 nas séries finais e 6,9 nas séries iniciais, a melhor do Estado.

Para a diretora irmã Fátima Lima o diferencial da escola é o atendimento personalizado dispensado aos alunos com dificuldade, envolvimento dos pais na educação, equipe profissional integrada e comprometida com a educação. “Fazemos um trabalho sério e não damos trégua para os alunos, cumprimos um calendário rigoroso de ensino. Tenho que ressaltar ainda o empenho da equipe, que está sempre se aperfeiçoando”.

O Sagrado Coração de Jesus tem 650 alunos, que desfrutam de salas de informática, auditório, biblioteca, salão aberto com palco, pátio arborizado e gruta. Irmã Fátima destaca que a maioria dos estudantes são de famílias carentes, com problemas semelhantes aos vivenciados por todas as outras unidades escolares. “Nossa evasão aqui é 0. Fazemos um trabalho próximo com a família da criança, entendendo que nem sempre a família atual é nosso antigo conceito”.

Cuiabá – As disparidades de notas também são realidade do ensino da Capital, onde as Escolas Estaduais Souza Bandeira e Nilo Póvoas se contrapõem. A primeira alcançou média 5,6 no Ensino Fundamental séries finais, enquanto a segunda teve nota 2,2.

A coordenadora do Nilo Póvoas, Laura Vicuña Ribeiro Nascimento, questiona o resultado do Ideb e destaca que a nota dos alunos na Prova Brasil foi de 4,65, bem acima da média apresentada. Ela destaca que a reprovação e a evasão escolar foram responsáveis pela queda dos pontos. “Em termos de ensino o Nilo Póvoas não é um colégio ruim. A forma de avaliação do Ideb foi injusta com os alunos e com a escola, além de não representar a realidade do colégio. Temos o projeto Mais Educação, Poesia Necessária, entre outros para segurar e dar apoio a esse aluno”.

A ausência dos pais também é destacada pela coordenadora. “Temos 1,1 mil alunos matriculados e a participação dos pais não chega a 100. Entendo a situação. Muitos pais trabalham, atendemos alunos de 52 bairros distantes, temos alunos de Santo Antônio do Leverger, da Guia”.

Laura destaca que é frequente a participação de estudantes do Nilo Póvoas nas Olimpíadas de Matemática, Deputado Mirim, entre outros projetos de destaque nacional, mostrando que a escola não é ruim. Ela afirma ainda que todos os professores são graduados, muitos se preparando para fazer doutorado.

O desinteresse do próprio aluno também é lembrado pela coordenadora, que aponta deficiência de estudantes vindos de outras unidades de ensino. “Tem que ser artista para conseguir prender a atenção deles. Sem contar que muitos vem de outras escolas com problemas sérios de base”.

Destaque – Do outro lado, está a Escola Estadual Souza Bandeira, que comporta 920 alunos do Ensino Fundamental. Com baixa evasão escolar, a coordenadora Angela Maria Xavier Dornelas comenta que a proposta educacional da escola é bastante visada pelos pais. “Nossos alunos entram pequenos e saem somente para fazer o Ensino Médio. Conhecemos a família, as dificuldades do aluno e fica mais fácil para trabalhar”.

A coordenadora destaca o comprometimento dos profissionais, os projetos estratégicos diferenciados e o “olhar cuidadoso” ao aluno, como alguns elementos que fazem o sucesso do Souza Bandeira perante a sociedade. Como parte do atrativo estão os laboratórios de informática, sala de vídeo, biblioteca, projeto de fanfarra. Para reforçar as deficiências, este ano foi implantada a sala de articulação.

Seduc – O Ideb avalia escolas e alunos do Ensino Fundamental – divididos em séries iniciais (1º ao 5º anos) e séries finais (6º ao 9º ano) – e Ensino Médio de todo o país. As médias escolares são feitas com base na nota dos alunos no Prova Brasil, reprovação e evasão escolar de cada unidade de ensino.

Em Mato Grosso, a Seduc comemorou as notas do Ensino Fundamental, que alcançou média acima dos números nacionais. A média brasileira das séries iniciais foi de 4,6 e das séries finais de 4,0, enquanto a rede pública estadual conquistou 4,9 e 4,2, respectivamente. Já o Ensino Médio do Estado se mostrou preocupante frente aos seus 2,9 contra a média brasileira de 3,6.

A secretária-adjunta de Polícias Educacionais do Estado, Fátima Resende, destaca que a orientação pedagógica é igual para todas as escolas geridas pela Seduc, porém os gestores têm a liberdade de administrar conforme a sua realidade e entendimento. Ela destaca ainda que a interação da comunidade com a escola tem peso no rendimento e atração dos alunos pelo seu colégio.

Fátima comenta que a reforma da Escola Júlio Müller pode ter fragilizado o processo pedagógico, mas entende que o espaço físico não é o fator determinante para o aprendizado. “A melhor escola do Rio Grande do Sul no Ideb está dando aulas dentro de contêiners. O que determina é a pedagogia aplicada, que deve atender as expectativas das crianças e adolescentes. Isso é uma escola atrativa. Os projetos pedagógicos devem cativar os alunos”.

Para a secretária, a má-formação de alunos vindos de outras escolas também não é justificativa para os gestores, uma vez que é missão do colégio integrar este estudante e reparar as suas dificuldades. “A escola funciona em rede. O aluno com problema deve ser trabalhado para melhorar”.

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>Desigualdade de Mato Grosso tem cura

Posted on julho 16, 2010. Filed under: Desigualdade, Educação, Ipea, Mato Grosso, PIB, riqueza, Saúde, segurança, Wilson Santos |

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Autor: Wilson Santos
 
Para nossa tristeza e vergonha, o Ipea – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – acaba de confirmar o que temos dito com insistência: apesar da alardeada expansão da riqueza, Mato Grosso segue sendo um estado com alta concentração de renda, ou seja, economicamente rico e socialmente injusto.

De acordo com o chamado índice Gini – de 0 (zero) a 1, quanto mais próximo de zero, menor a desigualdade – Mato Grosso registrou em 2008 índice 0,54, marcando um desalentador 13º lugar na escala da distribuição de renda entre os estados brasileiros.

Embora seja equivalente ao nacional, esse índice de 0,54 se configura como expressão dramática, desumana até, da falta de políticas estaduais focadas na geração de oportunidades, quando comparado com o crescimento do Produto Interno Bruto – PIB – no mesmo período avaliado: entre 1995 e 2008, o PIB per capita mato-grossense cresceu 5,87%, enquanto a desigualdade ‘caiu’ um mísero ponto centesimal – de 0,55 para 0,54.

Sem desmerecer o esforço extraordinário e a competência do empresariado rural e urbano e de nossos trabalhadores, os números reluzentes de nossa produção agropecuária e agroindustrial não se reproduzem em justiça social, que só se dá pela distribuição de renda. Com um PIB de R$ 45 bilhões e uma população de pouco menos que três milhões de habitantes, Mato Grosso é, em tese, um estado rico. Na realidade, porém, é um estado com poucos muito ricos, muitos pobres e uma classe média ainda incipiente.

É alentador que o índice de pobreza extrema tenha caído em Mato Grosso, segundo o Ipea, de 20,8% em 1995 para 8,9% da população em 2008 – algo em torno de 260 mil pessoas resgatadas da miséria absoluta.

Contudo, a mesma ética que não permite discussão sobre como as pessoas são salvas, num primeiro instante, da fome e do infortúnio, impõe discutir como lhes assegurar meios para o sustento digno e a ascensão socioeconômica como direito sagrado.

Se, como atesta o índice Gini, do Ipea, a enorme riqueza produzida em Mato Grosso não tem contribuído para a redução das desigualdades, é óbvio que a responsabilidade não pode recair sobre os que geram, com esforço e competência, essa riqueza. Nem sobre os que não têm oportunidade de ajudar a construí-la.

Esse enorme débito social e humano recai sobre o governo do estado, que nos últimos sete anos fez estradas e pontes ‘estratégicas’, mas não construiu o caminho ‘simples’ e seguro para o desenvolvimento social: aquele que passa por investimentos em educação e qualificação profissional, em saúde, segurança e habitação, como única forma de gerar prosperidade coletiva. As pessoas não podem ficar para trás, todos têm que crescer juntos, e no mesmo ritmo, que o Estado.

Em meu governo vou buscar convergir todas as políticas públicas para apressar a redução dessas desigualdades. E o melhor e mais seguro caminho é valorizar o nosso maior patrimônio – o ser humano – investindo em educação pública de qualidade e em ensino profissionalizante capaz de preparar mão-de-obra para suprir demanda cada vez mais exigente.

Por isso tenho dito que vou ‘entupir’ Mato Grosso de escolas técnicas. Só com educação, formação profissional adequada poderemos falar de democratização de oportunidades e de ‘produto interno de felicidade’ em vez desse ‘PIB per capita’, que mascara a injustiça social.

Mato Grosso merece avançar e fazer o que ainda não fez: transformar a riqueza do grão em saúde, segurança e educação.

Wilson Santos é professor e candidato a governador de Mato Grosso

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>Enem 2010: Confira as universidades federais vão adotar nota do exame no vestibular 2011

Posted on julho 8, 2010. Filed under: Educação, Enem, Enem 2010, MEC, Sisu, UnB, universidades, universidades federais, UOL, vestibular |

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Estão confirmadas que 49 das 55 universidades federais brasileiras vão adotar a nota do Enem, Exame Nacional do ensino Médio, 2010 em seus vestibulares com ingresso em 2011. Levantamento feito pelo portal UOL, apenas seis instituições ainda estão em dúvida se irão utilizar o Enem. O prazo para inscrição ao exame termina na próxima sexta-feira, 9 de julho.

Veja no mapa abaixo de que maneira as instituições vão usar a nota do Enem

  • Em 15 dessas instituições o Exame Nacional do Ensino Médio será a única forma de avaliação dos candidatos no processo seletivo 2011. Quase todas elas vão disponibilizar suas vagas no Sisu (Sistema de Seleção Unificada), capitaneado pelo MEC (Ministério da Educação). A exceção fica por conta da UFCG (Universidade Federal de Campina Grande), na Paraíba. A federal paraibana vai utilizar o Enem como prova de seleção dos seus calouros de 2011, mas exigirá inscrição à parte (R$ 15 para cursos que não precisem de avaliação de habilidades específicas).

    Dez universidades oferecerão parte das vagas pelo Sisu e parte pelo vestibular tradicional – as porcentagens variam de 10% a 60% das vagas exclusivamente ofertadas pelo Sistema de Seleção Unificada.

    Algumas instituições preferiram adotar o Enem apenas como parte da nota do vestibular — sete delas substituirão a primeira fase de seu processo seletivo e outras cinco vão usar o exame como percentual da nota. A UnB (Universidade de Brasília) e outras três universidades optaram por utilizar o Enem para preencher suas vagas remanescentes, ou seja, aquelas que sobrarem depois de todas as listas previstas no edital do vestibular.

    Há ainda as que não definiram como irão utilizar a nota do Enem, caso da fluminense UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e da paulista Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Elas recomendam que os interessados em seus vestibulares façam o Enem.

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