eleitores

>Que venham as boas novas

Posted on novembro 4, 2010. Filed under: boas novas, câmbio fixo, Dilma Rousseff, eleitores, G20, Guido Mantega, Ministro da Fazenda, Pedro Nadaf, Que venham as boas novas |

>Por Pedro Nadaf*
O Brasil iniciou esta semana totalmente definido em seu quadro político partidário e começa a viver a fase de transição, como jamais vista em sua história. Afinal, pela primeira vez tem uma mulher no mais alto patamar do exercício do poder. A eleição da primeira presidente do Brasil se deu num pleito democrático, autêntico, o qual todos nós devemos reconhecer e respeitar. O resultado, nas próprias palavras de Dilma Rousseff, consagrou o “princípio essencial da democracia”. Afinal foi a decisão de mais de 55 milhões de eleitores, homens e mulheres, de todas as regiões do país, que a conduziu à presidência.

Tudo que Dilma passou a falar a partir da noite de domingo, ganha repercussão nas esferas nacional e internacional. Por exemplo, citou em entrevista para uma emissora de televisão que manterá o regime de câmbio flutuante, deixando claro que não adotará uma política de câmbio fixo, e estará precavida contra ataques especulativos, tendo como armas, por exemplo, o acumulo de reservas internacionais. Deixou claro a existência de uma guerra cambial entre países.

Vale lembrar que o termo “guerra cambial” foi conhecido recentemente pela comunidade internacional, sendo dito pela primeira vez pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao se referir ao problema dos desequilíbrios cambiais entre os países, assunto que neste mês será levado para a reunião do G20, grupo do qual o Brasil faz parte e que refere-se às principais economias avançadas e em desenvolvimento, do mundo,

O conflito no campo cambial diz respeito à manutenção a alguns países de moedas desvalorizadas de maneira artificial visando que suas exportações fiquem mais baratas e competitivas no mercado externo. Isso traz efeitos negativos para os países que não adotam tal prática e que têm suas moedas valorizadas. Considerei, portanto, a fala da presidente eleita, muito providencial, contra futuras manipulações internacionais, que serão defendidas com nossas próprias reservas e também na atenção que dará para evitar o dumping na política de preços, que fatalmente trazem prejuízos para o setor industrial nacional, ao promoverem uma prática comercial desleal.

Percebi também que a presidente assumiu compromissos com a diminuição das taxas da dívida pública, que já começou a ser praticada no atual governo. Quanto mais houver queda neste compromisso, mais haverá possibilidade de diminuir as taxas de juros. Ou seja, a diminuição será feita sempre de forma sustentável. Isso demonstra cautela ao se trabalhar por juros menores, o que considerado como muito importante para ampliar o consumo.
Durante as eleições se discutem ideias, projetos e propostas, agora é hora de traçar a ação verdadeira e os acertos para a governabilidade. Nós da classe empresarial estamos aguardando com otimismo o anúncio das boas novas. Afinal, Dilma garantiu que governará para todos e é isso o que realmente esperamos e torcemos para que aconteça.

Pedro Nadaf é secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia e presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-MT. E-mail: p.nadaf@terra.com.br

Anúncios
Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>Dilma está sendo muito exigida

Posted on outubro 6, 2010. Filed under: ator, campanha, Dilma, Duda Mendonça, eleições 2010, eleitores, Lulinha paz e amor, Pernambuco, pesquisas, segundo turno |

>Eleições 2010 segundo turno -Lulinha ‘paz e amor’ é uma criação do marqueteiro Duda Mendonça. Com ele, o PT elegeu Lula presidente em 2002. O governador de Pernambuco anuncia que a criação de Duda estará de volta para o segundo turno da eleição de Dilma. E tudo soa como algo muito natural. Ninguém se espanta.

Campanha bem-sucedida é aquela que consegue enganar melhor os eleitores. Político bem-sucedido, também. Pesquisas indicam o que os eleitores pensam e gostariam de ouvir. E os políticos dizem o que as pesquisas sugerem. O que disser de forma mais convincente tem mais chances de se eleger.

Se não for um bom ator, o político se dará mal. Se não souber mentir com arte, se dará mal.

Lula é um bom ator. Mas vez por outra ele tira a máscara e manda ver. Foi o que fez quando atacou a imprensa no primeiro turno para dividir o espaço do noticiário com os casos da quebra do sigilo fiscal da filha de Serra e dos filhos de Erenice Guerra, a ex-ministra da Casa Civil.

Aliados e auxiliares de Lula carecem de coragem para dizer a ele que pisou feio na bola. Que assustou parte da classe média com seus destemperos. E que, portanto, deu sua contribuição para que Dilma não se elegesse no primeiro turno.

Quanto a Dilma…

Bem, como atriz, Dilma é uma iniciante. Não convence no papel de candidata a presidente. Muito menos no papel de mãe de todos os brasileiros. Não decora direito suas falas. Não sabe fazer caras e bocas. Foi para o sacrifício – por obediência e natural ambição.

Fonte: Blog do Noblat 

Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>Freio de arrumação nas pesquisas?

Posted on setembro 29, 2010. Filed under: arrumação, Carlos Chagas, eleitores, Freio, metodologias, municípios, pesquisas |

>Por Carlos Chagas

Tempos atrás singular solução foi encontrada pelos motoristas de ônibus, no Rio, quando não havia metrô e os transportes coletivos eram piores do que hoje. Diante da lotação total das viaturas e da necessidade de recolher mais passageiros nos pontos, sem espaço para entrar, os imaginativos motoristas gritavam para os trocadores, lá atrás: “vamos para mais um freio de arrumação!”
Uma freada súbita levava primeiro para a frente e depois para a retaguarda os montes de passageiros que viajam em pé, no corredor, abrindo-se espaços entre os que se agarravam aos bancos e os que iam caindo. Assim, entrava mais gente.
Guardadas as proporções, é o que acontece com as pesquisas eleitorais, com raras exceções uma atividade comercial como qualquer outra, onde o faturamento se torna essencial. Como são muitos os candidatos, os números começam não batendo, para depois chegarem a uma espécie de pré-consenso, não necessariamente um espelho das tendências populares. Entram nessas contas os patrocinadores, os clientes, os veículos onde serão publicados os resultados e, com todo o respeito, os interesses empresariais.
Apesar da sofisticação das metodologias e da capacidade dos responsáveis, sabem todos que por impossibilidade prática ou por malandragem, das dificuldades de aferir corretamente as tendências de um eleitorado de 132 milhões cidadãos e cidadãs num universo de 5.583 municípios através de consultas a no máximo 4 mil eleitores em apenas 200 cidades.
O problema é que o tempo vai passando, as campanhas se acirram e às vésperas do pleito é preciso dar um freio de arrumação nas pesquisas. Acoplá-las o melhor possível ao resultado próximo das urnas, medida imprescindível para garantir clientes nas próximas eleições.
Quando os números começam a mudar, surgem três indagações: 
  • 1. Estavam errados os percentuais divulgados até então, não era aquele o sentimento popular. 
  • 2. Estavam certos e as alterações de última hora refletem desesperada tentativa de atender a interesses obscuros.
  • 3. O povo é instável, volúvel e bobo, porque mudou como biruta de aeroporto.
De modo geral os institutos ficam com a última hipótese, insurgindo-se contra a possibilidade de terem sido parciais e cometido erros, jogando a responsabilidade nos mesmos de sempre, os eleitores. Só que vigarice tem limites. O que estão fazendo é dar um freio de arrumação nas pesquisas, quando a solução natural seria, lá como cá, investir em melhores transportes coletivos ou ampliar substancialmente o leque das consultas eleitorais.
Fonte: CH
Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>Segundo turno?

Posted on setembro 14, 2010. Filed under: campanhas, candidatos, Datafolha, Dilma Rousseff, Eleição, eleitores, Erenice Guerra, José Serra, Marina Silva, PSDB, Revista Veja, segundo turno |

>Por Merval Pereira

A 20 dias da eleição, há tempo ainda de reverter a vantagem que a candidata oficial, Dilma Rousseff, apresenta em todas as pesquisas de opinião e impedir que ela vença no primeiro turno? As campanhas dos candidatos adversários acreditam mais do que nunca que sim, diante da onda de denúncias que a envolvem diretamente, seja com as claras vinculações de sua campanha com as quebras em série de sigilos fiscais, seja pela atuação de lobista do filho de seu braço-direito Erenice Guerra. Esta foi deixada como ministra-chefe da Casa Civil para que fosse a própria Dilma no controle das ações do governo, assim como Lula inventou Dilma para concorrer por ele como sua “laranja” eleitoral.

Erenice é Dilma assim como Dilma é Lula, e por isso chega a ser patética a explicação dada pela candidata oficial no debate da Rede TV/Folha.

“Eu tenho, até hoje, a maior e a melhor impressão da ministra Erenice. O que se tem publicado nos jornais é uma acusação contra o filho da ministra. (…) Agora, eu quero deixar claro aqui: eu não concordo, não vou aceitar, que se julgue a minha pessoa baseado com o que aconteceu com o filho de uma ex-assessora minha”.

Ora, as denúncias da revista Veja referentes ao filho não existiriam se a mãe não fosse ministra; só nesse caso há campo para o “tráfico de influência”.

No mínimo, um filho de qualquer autoridade da República não pode exercer a função de consultor para assuntos que sejam ligados ao governo. O conflito de interesses é óbvio, e não necessita ser definido por uma Comissão de Ética.

Basta que a ministra tenha bom senso para impedir o filho de negociar com qualquer órgão de governos, mesmo os estaduais e municipais.

E não há como separar Dilma de Erenice.

O caso dos sigilos quebrados é de difícil entendimento para a média do eleitorado, mas, segundo o Datafolha, afetou a intenção de votos em Dilma entre os eleitores de nível superior de escolaridade, onde a candidata petista perdeu cinco pontos em cinco dias.

Entre os que têm maior renda, a perda foi de oito pontos.

O caso de tráfico de influência na Casa Civil é mais evidente, e pega diretamente o esquema político montado por Dilma no Palácio do Planalto.

Um assessor envolvido já pediu demissão, e novos desdobramentos devem acontecer nos próximos dias, deixando sob pressão a campanha da candidata oficial.

Os dois adversários viáveis politicamente, José Serra, do PSDB, e Marina Silva, do Partido Verde, têm esperanças semelhantes nos últimos dias da disputa eleitoral.

A campanha de Serra torce para que Marina cresça nas pesquisas, para ajudar a provocar um segundo turno.

Mas para isso Marina precisaria crescer em cima dos eleitores de Dilma.

Uma análise do Datafolha mostra que isso vem acontecendo de maneira sistemática desde o início dos escândalos.

Marina recebeu a maior parte das intenções de votos perdidas por Dilma entre os mais escolarizados (ganhou quatro dos cinco pontos). Entre os de renda familiar de mais de 10 salários mínimos, ela ganhou seis dos oito pontos perdidos por Dilma.

Marina vem tirando também espaço de Serra em alguns setores, como os que ganham de 5 a 10 salários mínimos, setor onde ela cresceu oito pontos, o mesmo percentual perdido pelo candidato do PSDB.

Pelo tracking da campanha do Partido Verde, Marina aproxima-se dos 15% de intenções de voto, o que, se for confirmado nas pesquisas eleitorais que serão divulgadas ao longo da semana, pode provocar uma onda, ainda mais se o candidato Serra cair.

O Partido Verde joga ainda suas fichas nas mulheres pobres e nos evangélicos para consolidar uma “onda verde” no final da campanha.

Há uma tendência no mundo todo, analisam os estrategistas do PV, de a eleição se definir mais para o seu final. É uma tarefa difícil a de Marina, crescer a ponto de superar o candidato do PSDB, mas tirando também votos de Dilma.

Caso cresça apenas em cima de Serra, a soma de votos dos dois não se alterará substancialmente, permitindo que Dilma vença no primeiro turno.

A campanha de Serra acredita que ele tem fôlego ainda para crescer, graças a alterações que dizem registrar no voto em São Paulo.

Eles acreditam que Serra acabará superando Dilma no estado que tem o maior colégio eleitoral, provocando uma alteração na soma final de votos, o que reduzirá a dianteira de Dilma.

Mas estão preocupados mesmo com Minas Gerais, onde a candidata oficial aumenta a dianteira.

Fonte: Blog do Noblat

Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>Mais de 2 milhões de eleitores estão aptos a votar este ano em Mato Grosso

Posted on julho 16, 2010. Filed under: CUIABÁ, eleições 2010, eleitores, Mato Grosso, TSE, Várzea Grande, votar |

>

Eleições 2010 – Nas eleições deste ano, Mato Grosso terá 2,095 milhões de eleitores aptos a votar. Os dados foram divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso esta semana, com base no fechamento do cadastro realizado até 5 de maio deste ano. De acordo com a Seção de Estatística e Cadastro Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Groso, o eleitorado matogrossense até abril de 2010 era de 2,064 milhões de eleitores.

Com a atualização dos dados, em Cuiabá verificou-se um aumento de mais de 7 mil eleitores aptos a votar nas eleições de 2010, saltando de 379.867 para 386.991. Em Várzea Grande de 165.604 eleitores, o número subiu para 168.258 aptos a votar.

O alistamento eleitoral foi suspenso no dia 6 de maio, inclusive para o título net. A partir desta data várias ações foram realizadas pela Corregedoria e Cartórios Eleitorais como envio dos lotes de Registro de Alistamento Eleitoral, inclusive os diligenciados ao TSE, identificação e cancelamento das inscrições atribuídas a eleitores falecidos, regularização de inscrições com operações equivocadas, processamento dos dados incluídos no sistema ELO e auditoria das bases de dados do cadastro eleitoral.

Fonte:TVCA

Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>Eleições 2010: Pesquisa Datafolha aponta Dilma e Serra empatados com 37%

Posted on maio 22, 2010. Filed under: Datafolha, Dilma, Eleição, eleições 2010, eleitores, Marina Silva, pesquisa, Serra |

>

Dilma Rousseff, pré-candidata pelo PT à Presidência da República chegou a seu melhor momento na campanha, conforme pesquisa divulgada neste sábado, 22 de maio, pelo Instituto Datafolha, está empatada com o também pré-candidato José Serra, PSDB, com 37%.
Marina Silva, do PV, atingiu 12%.

Os indecisos somam 9%.
Eleitores que votam nulo ou em nenhum aparece com 5%
A pesquisa foi feita nos dias 20 e 21 de maio com entrevista de 2.660 eleitores.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. 
Na comparação com a última pesquisa Datafolha, realizada em 15 e 16 de abril, Dilma teve uma alta de sete pontos percentuais -de 30% para 37%. Já Serra caiu cinco pontos, saindo de 42% para os mesmos 37%.

Essa é a primeira vez que ambos aparecem empatados no Datafolha, que traz outros números positivos para a petista.
2º turno e rejeição
Quando são colocados na lista de candidatos os concorrentes de partidos pequenos, o cenário não se altera muito. Dilma e Serra continuam empatados, cada um com 36%. Marina tem 10%.
E só dois nanicos pontuam: José Maria Eymael (PSDC) e Zé Maria (PSTU). Dilma também colheu bom resultado na rejeição: seu índice caiu de 24% para 20% enquanto o de Serra subiu de 24% para 27%.
Marina também teve um resultado positivo, pois sua rejeição caiu de 20% para 14%. 
Na projeção de segundo turno, os dois estão tecnicamente empatados: Dilama tem 46% contra 45% de Serra. 
Em abril, Serra aparecia dez pontos à frente da petista nesse quesito, com 50% a 40%. 

Ler Post Completo | Make a Comment ( 1 so far )

>Quem ameaça voltar

Posted on março 15, 2010. Filed under: Distrito Federal, eleitores, Justiça, Ministério Público, partidos, Polícia Federal |

>

Ricardo Noblat

Que partidos! Que eleitores! De fato, depende de decisões da Justiça o futuro da sucessão do governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal, preso há pouco mais de 30 dias em uma cela da Polícia Federal sob a acusação de chefiar “a sofisticada organização criminosa” responsável pelo desvio de dinheiro público e suborno de deputados.


Nove em 10 políticos do Distrito Federal apostam que Arruda será cassado se não renunciar antes ao mandato. Divergem quanto à identidade do seu algoz – a Justiça ou a Câmara Legislativa. Amanhã, o Tribunal de Justiça julgará ação impetrada pelo Ministério Público que pede a cassação do mandato de Arruda por infidelidade partidária.


Para não ser expulso, Arruda desligou-se do DEM alegando “motivos pessoais”. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que o mandato pertence ao partido – e não a quem o exerce. Se quiser abandonar o partido pelo qual foi eleito e mesmo assim preservar o mandato, cabe ao político provar que o partido mudou de rumo. Ou que ele foi vítima de perseguição.


O DEM esqueceu de pedir de volta o mandato de Arruda, dono de segredos capazes de embaraçar muita gente. No caso, a lei confere poder ao Ministério Público para cobrar o mandato do infiel. Assim foi feito. A defesa de Arruda tentará convencer os juízes que seu cliente foi perseguido pelo DEM. Arruda aposta na isenção de alguns juízes que lhe devem favores.


Se a defesa vencer, dificilmente Arruda sobreviverá ao processo de impeachment a que responde na Câmara Legislativa. A maioria dos 24 deputados chegou a um consenso: ou cassa o mandato de Arruda ou o governo decreta intervenção federal em Brasília. Quem disse que a intervenção interessa aos deputados? Ou a empresários que financiaram o mensalão do DEM?


O ex-governador Joaquim Roriz desfila feliz pela cidade e protagoniza comerciais do seu partido, o PSC, se declarando chocado com a roubalheira promovida por Arruda, seu ex-pupilo. É candidato a governar o Distrito Federal pela quinta vez. Na última sexta-feira, convidou o deputado federal Jofran Frejat (PR) para ser seu vice. Mas o destino de Roriz a Durval Barbosa pertence.


Durval foi o autor dos vídeos responsáveis pela hecatombe política que arrasou Brasília. Ajudou Arruda a montar seu Caixa 2 de campanha a partir da empresa estatal que ele, Durval, dirigiu no último governo Roriz. O Ministério Público pressiona Durval para que conte tudo o que sabe sobre seu ex-chefe. Durval sabe muito. Se não contar, adeus à delação premiada. Se contar, tchau e benção, Roriz.


Em breve, o TSE decidirá se Roriz beneficiou-se da Companhia de Água de Brasília para se eleger senador em 2006. Se decidir que sim, o dano a Roriz será de natureza apenas moral, mas relevante. Roriz renunciou há dois anos ao mandato de Senador para não ser cassado. Metera a mão em dinheiro do Banco Regional de Brasília. Substituiu-o Gim Argelo (PTB).


Esse, sim, é quem acabaria cassado. O mandato iria para o segundo candidato ao Senado mais votado em 2006 – Agnelo Queiroz, ex-ministro dos Esportes de Lula. Agnelo disputa com o deputado Geraldo Magela a indicação do PT à vaga de Arruda. Lula prefere Agnelo. Ocorre que no meio do caminho de Agnelo tem um vídeo. E a suspeita de enriquecimento ilícito.


A convite de Durval, no ano passado, Agnelo assistiu a exibição dos vídeos que depois se tornariam públicos. Calou-se. Durval filmou Agnelo durante a sessão. E embora somente ele e Agnelo saibam sobre o que conversaram, não há, no momento, no Distrito Federal, vídeo desconhecido mais discutido do que esse. Agnelo suplica por sua divulgação para provar que é inocente.


Magela vai para cima dele e diz que o PT não pode correr o risco de escolher um candidato passível de ser detonado por um vídeo ou pelo Ministério Público durante a campanha. Só falta a assepsia política de Brasília culminar com a volta de Roriz.

E-mail para esta coluna: noblat@oglobo.com.br

Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>As seis faces da corrupção

Posted on janeiro 29, 2010. Filed under: agilidade, corrupção, corrupto, eleitores, escândalos, imprensa, severidade |

>

Sem dúvida, a corrupção na esfera pública é algo que revolta e envergonha a grande maioria dos brasileiros. O fenômeno não é de hoje. Há registros de escândalos e propinas nas obras de fortificação do Rio de Janeiro em pleno Brasil-Colônia, no século XVIII. De igual modo, no Império e na República, nos períodos ditatoriais e democráticos. O fato é que ainda não se descobriu uma vacina totalmente eficaz contra esse mal.

No entanto, devemos combatê-lo. E para melhor combatê-lo, devemos conhecê-lo. Tenho observado que o debate público acerca da corrupção em nosso país muitas vezes não é esclarecedor, pois, de forma distorcida, é apresentada a ideia de que a corrupção se resume no personagem do “político corrupto” ou do ” funcionário corrupto”. Nada mais ilusório.

Para vencer a corrupção, temos que encarar o problema sob todos os seus ângulos. Visualizo a corrupção como um cubo, a exemplo de um dado, com seis faces, em que apenas uma é visível de cima, mas que só se sustenta pela presença das demais.

A face mais visível da corrupção é evidentemente a dos políticos – parlamentares ou não – e dos funcionários de todos os Poderes e esferas da Administração Pública. Só que não existe corrupto sem corruptor. Se alguém recebeu propina, é porque alguém, igualmente criminoso, lhe pagou. Essa é a segunda face da corrupção, a dos empresários e corruptores.

Uma terceira face, igualmente importante, é a dos órgãos judiciais e de controle. Se atuassem com a agilidade e a severidade necessárias, a corrupção seria reduzida.

A quarta face é a da imprensa. Ainda que muitas vezes seja ela quem denuncia os escândalos, em outras tantas ela silencia, mercê de interesses comerciais ou políticos.

A quinta e a sexta faces são as nossas, dos cidadãos brasileiros. Como eleitores, somos co-responsáveis pela qualidade dos dirigentes que escolhemos. Se insistimos em reeleger candidatos de probidade duvidosa ou de desonestidade comprovada, tornamo-nos cúmplices das irregularidades que vierem a ser praticadas. O eleitor alienado é a quinta face do dado.

Finalmente, a sexta face tem por nome a omissão. Para muitos de nós, a cidadania resume-se ao ato de votar e, eventualmente, resmungar contra os eleitos nos salões de barbearia ou nas filas de caixa eletrônico. Se tivéssemos maior participação, mobilização e organização, mesmo fora dos períodos eleitorais, os índices de corrupção cairiam bastante.

Para vencer essa luta, todas as seis faces da corrupção devem ser denunciadas e combatidas.

Autor: Luiz Henrique Lima é conselheiro-substituto do TCE-MT e doutor em Planejamento Energético. E-mail: luizhlima@tce.mt.gov.br – Fonte: A Gazeta

Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>Eleição 2010: Mauro Mendes trabalha sua candidatura a governo de Mato Grosso como 3ª via

Posted on novembro 12, 2009. Filed under: Blairo Maggi, candidato, Eleição 2010, eleitores, Mato Grosso, Mauro Mendes |

>

O empresário Mauro Mendes, derrotado no segundo turno de 2008 à Prefeitura de Cuiabá, está mesmo determinado a disputar o governo do Estado. Ele saiu do PR e foi para o PSB, enfrenta a ira de alguns integrantes da turma da botina, grupo mais ligado ao governador Blairo Maggi, por causa dessa decisão de mudar de agremiação, mas se mostra empolgado com resultado de pesquisas qualitativas, que detectaram junto aos eleitores se tratar de alguém com bom perfil para cargo no Poder Executivo. Se de um lado é taxado de arrogante e antipático, de outro é tido como empresário de sucesso, sério e capaz. Sua imagem não está vinculada a escândalos, é pouco conhecido no Estado e a rejeição não é das piores.

Diante disso, Mendes adiantou aos incentivadores do seu projeto político, inclusive líderes de outros partidos, como os deputados Percival Muniz (PPS) e Otaviano Pivetta (PDT) e o diretor-geral do Dnit Luiz Pagot (PR), que vai conduzir o processo. Vai propagar seu nome como espécie de terceira via. Acredita que correndo por fora, em meio à polarização das candidaturas do vice-governador Silval Barbosa (PMDB) e do prefeito da Capital Wilson Santos (PSDB), consiga marcar posição e provocar uma eleição de dois turnos, o que seria inédito na disputa da sucessão estadual. Mesmo com o instituto da reeleição, os governadores mato-grossenses ganharam no primeiro turno, como foram as duas eleições de Dante de Oliveira e de Blairo Maggi.

A leitura de Mendes é de que ele tiraria votos dos dois lados. Presidente da Federação das Indústrias (Fiemt), tem como principal base eleitoral a Grande Cuiabá e faria um confronto direto com o prefeito tucano, chamados por muitos de “terceiro turno”. Também “arrancaria” aliados de Silval por causa da turma da botina, com a qual ainda se vê vinculado.

O senador Jayme Campos (DEM), que tem acordo com Santos para haver apoio ao nome que melhor pontuar nas pesquisas, também se mantém no páreo, de olho na sucessão do governador Blairo Maggi (PR). O tucanato se mostra empolgado com Santos, que figura na liderança nas pesquisas de intenção de voto. Mas as complicações administrativas no Palácio Alencastro têm trazido desgaste ao nome do prefeito, principalmente por causa das obras empacadas do PAC e do caos na saúde. A oposição o carimba como incompetente. Peemedebistas demonstram a mesma euforia com Silval Barbosa, que se torna governador a partir de 4 de abril. Com a máquina na mão, tende a crescer nas intenções de voto, mas terá de resolver uma série de “pepinos”. Vai carregar também sobre os ombros o desgaste de uma gestão prestes a completar 8 anos.

É explorando pontos negativos dos nomes de Santos e Silval que Mauro Mendes deseja se projetar como candidato a governador. Torce, inclusive, pela desistência de um dos dois. No fundo, atira para todos os lados. Por enquanto, ele se vê isolado e chega a dizer publicamente que não vai concorrer ao pleito porque nem conseguiu ajustar as finanças por causa das despesas milionárias de sua campanha a prefeito no ano passado. Nos bastidores, porém, a conversa é de que vai mesmo encarar uma nova disputa eleitoral.

Fonte: RDNews

Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

Liked it here?
Why not try sites on the blogroll...