enchente em Mato Grosso

>Várias cidades de Mato Grosso sofre com enchente

Posted on fevereiro 16, 2010. Filed under: enchente em Mato Grosso |

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A forte chuva que caiu em Mato Grosso nos últimos dias fez inúmeros estragos e deixou parte da população sem poder festejar o carnaval. O Mega Debate traz uma compilação do que aconteceu nas cidades mais afetadas, e como se comportou os agentes públicos, que dividiram folia, com atendimento as vítimas.


Cuiabá

Houve estragos por toda a cidade e, especialmente nos bairros que são margeados pelo rio Cuiabá, que teve o nível da água estourado e acabou alagando inúmeros pontos.

O prefeito de Cuiabá, Wilson Santos, percorreu alguns bairros e se colocou de prontidão para atender as famílias afetadas pela enchente, disponibilizando inclusive o ginásio Dom Aquino, que desde ontem (segunda), está pronto para abrigar as famílias que foram desalojadas pelas águas. Além do apoio logístico, foi prometido para as famílias alimentação e remédios.

Diminuição de energia

Segundo o diretor da Operação da Usina de Manso, Wilson Wagner, a gereação de energia foi diminuída, uma vez que a vazão da água poderia aumentar ainda mais o nível do rio e provocar estragos maiores na cidade. A represa que escoava para o rio Cuiabá 160 metros cúbicos por segundo, sofreu uma redução para 120 metros cúbicos por segundo, o que para a prefeitura, é uma ajuda importante.

O último levantamento da Defesa Civil aponta que o nível do rio Cuiabá está em 7,82 metros, sendo que a cota de alerta é de 8,50 metros. Por enquanto, a preocupação da prefeitura é com os bairros Praerinho e Atalaia, embora várias outras comunidades, como Bela Mariana e Barbado, também tenham tenham sofrido com o alagamento.

Por volta das 10h desta segunda, no encontro do Córrego do Barbado na região da ponte Sérgio Motta, o rio avançou cerca de duzentos metros inundando várias casas da região.

No Parque Atalaia os moradores ficaram assustados com a água que entrou nas residências e causou estragos nos móveis e outros objetos. Algumas fiações elétricas dessas casas provocaram curto circuito em virtude do contato com a água, com risco de choque elétrico nas pessoas.



Santo Antônio

A chuva também causou estrago em Santo Antônio, cidade que nesta época do ano costuma voltar suas atenções para o carnaval da cidade. Por volta das 9h desta segunda-feira, o serviço de emergência da Defesa Civil recebeu a solicitação de moradores da comunidade de Engenho Velho de Santo Antonio do Leverger, que estavam ilhados.

O rio que passa na comunidade estava em cota de alerta com o nível em 8,55m antes de reiniciar a festa com os blocos populares no centro da cidade. O comandante dos Bombeiros, tenente-coronel Júlio César Rodrigues, afirmou que essa cota de alerta não comprometeria o carnaval do município. Ainda assim, os Bombeiros disponibilizaram uma equipe para ficar de prontidão com um barco para uma eventuais emergências.

O prefeito do município, Harrison Ribeiro (PSDB), quis decretar situação de emergência e dispensar os 40 mil foliões que estão no município para o Carnaval. Mas a Defesa Civil foi contrária. A água do rio continua subindo em direção a chamada cota de alarme, que é de 9,5 metros.

Foram contabilizados 250 famílias de comunidades ribeirinhas “ilhadas” e 14 famílias desabrigadas. No bairro Lixá, a grande elevação da água fez com que cheiro de urina e fezes chegassem a água.

Barão de Melgaço


Em Barão de Melgaço a situação era tranquila até a tarde de ontem. A cota de alerta para o município é de 6,80m e estava ainda em 5,95m. Qualquer prolongamento da chuva, no entanto, causaria danos ao moradores.

Várzea Grande

O prefeito em exercício, Tião Gonçalves, juntamente com secretários, percorreram a comunidade de Bonsucesso, área mais exposta aos riscos da enchente, levando em conta o nível do rio, e preventivamente, suspendeu as festividades de Carnaval para a noite da última segunda-feira (15). Uma nova vistoria foi feita ontem.


Vários bairros que margeiam o rio Cuiabá forma atingidos. A prefeitura também se colocou de prontidão e está intensificando o atendimento aos desabrigados.

Barra do Bugres


Os rios Paraguai e Bugres, localizados às margens do município de Barra do Bugres, transbordaram e alagaram diversas casas durante o fim de semana. O volume das águas assustou até mesmo moradores antigos que desde 1982 não viam os rios subirem tão rápido.

A prefeitura da cidade mobilizou os setores e secretarias para atender os ribeirinhos, dando apoio emergencial aos desabrigados. Além da inundação da população ribeirinha, a MT-246 que liga Barra do Bugres a Jangada, corre o risco de ser interditada caso o nível do rio Jauguara que deságua no rio Paraguai continue subindo.
Veja vídeo

Cáceres

Depois de 5 dias da chuva que inundou a cidade, atingindo 20 mil pessoas, entre desalojados, desabrigados e os que tiveram as casas alagadas em, pelo menos, dois bairros, ainda existe várias ruas e casas alagadas. É o caso do Jardim das Oliveiras (EMPA) e Vila Irene. Além do alagamento, os moradores reclamam da falta de água tratada. A enxurrada rompeu a canalização comprometendo o abastecimento em vários setores da cidade.

A chuva diminuiu nos últimos três dias, porém, o rio Paraguai continua subindo
Assista reportagem da TVCA




Itaú
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Criança de sete anos é arrastada 5 quilômetros e pai morre

Um garoto de sete anos foi arrastado pela correnteza no rio Teles Pires, que fica na região de Sinop, e foi resgatado apenas cinco quilômetros depois, por um morador da cidade.

A vítima estava em um barco com o seu pai, que é o chefe do Ministério do Trabalho, Milton Pereira Ribeiro. Ele acabou desaparecendo. Os bombeiros trabalham com a possibilidade dele ter sido levado pela correnteza ou ter nadado até à margem onde estaria esperando socorro. As buscas continuaram, e na manhã desta terça-feira, foi dada a trágica notícia de que o corpo de Milton havia sido encontrado sem vida.


Pontes e Lacerda

As chuvas também atingiram uma ponte que fica em um trecho da BR-174, entre Cáceres e Pontes e Lacerda. O asfalto cedeu no quilômetro 83 da rodovia, na cabeceira da ponte sobre o córrego Caeté, impedindo a passagem de veículos.

As equipes da Polícia Rodoviária Federal e do Dnit trabalham no local até a liberação da pista, que só não teve congestionamento maior por conta de um desvio que passa pelos municípios de Mirassol D’Oeste, Quatro Marcos e Glória D’Oeste, pegando trecho de 20 quilômetros de estrada de chão. Alguns ônibus e caminhões até tentaram pegar o desvio, mas atolaram e quase comprometeram o tráfego naquele trecho, que ficou liberado apenas para carros de passeio.

Tangará da Serra


As chuvas registradas nos últimos dias em Tangará da Serra provocou a maior enchente desde 1982, no município. O rio que atravessa a cidade subiu assustadoramente, deixando a população preocupada. até o último boletim, o rio havia subido 6 metros em apenas dois dias, deixando várias casas debaixo d’água, após transbordar.


As estradas que sempre foram problemas em período de chuvas, desta fez registrou vários pontos de alagamento na MT 170, impedindo a passagem de veículos pequenos e grandes. Os pequenos produtores já contabilizam os prejuízos causados por esta enchente repentina. As autoridades do município juntamente com a Defesa Civil estiveram no local para acompanhar a situação.

O secretário executivo da Defesa Civil Municipal (Comdec), major José Barbosa, informou que o Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil foram acionada para fazer uma vistoria na estrada da Calcário e na ponte sobre o Rio Sepotuba, onde várias pessoas ficaram impossibilitadas de seguir destino, tanto para as suas residências quanto para a cidade.

Muitas famílias que foram atingidas tiveram de retirar os pertences de barco para evitar maiores prejuízos. O número de pessoas afetadas pela enchente e possíveis desabrigados continua sendo levantado pela Defesa Civil do município.

Mato Grosso


Por conta das chuvas, diversos municípios do Mato Grosso sofreram com enchentes. O transbordamento do rio Sepotuba deixou os ribeirinhos nas margens do rio e dos afluentes, com dificuldade para o tráfego de automóveis, atrapalha a locomoção de outros tipos de veículos e dificulta a retirada da produção agropecuária das propriedades. O número de pessoas afetadas pela enchente e possíveis desabrigados continua sendo levantado pela Defesa Civil do Estado.

Outras cidades

O rio Sepotuba em Tangará da Serra, o Rio Paraguai em Barra do Bugres e Cáceres, estão sendo monitorados pela Defesa Civil dos municípios e pelo Estado. O rio Araguaia em Barra do Garças está dentro da normalidade.

Fonte: MegaDebate


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