Ensino Médio

>Dados de 12 milhões de estudantes inscritos no Enem vazam na internet

Posted on agosto 4, 2010. Filed under: Enem, Ensino Médio, Estudante, Fernando Haddad, ministro da Educação, vestibular |

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Vítimas. Alunos protestam após fraude no Enem de 2009

Uma falha do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) permitiu acesso livre aos dados pessoais de 12 milhões de inscritos nas últimas três edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Até o fim da tarde de ontem, os estudantes cadastrados tiveram informações como nome, RG, CPF, data de nascimento e nome da mãe expostos em links abertos no site do Inep – a reportagem conseguiu acessar, por exemplo, dados e até as notas do filho do ministro da Educação, Fernando Haddad, que prestou o Enem em 2009.
As listas eram de uso interno do Inep, responsável pela organização do Enem, e não deveriam estar disponíveis livremente. Os links davam acesso aos arquivos com todos os inscritos das edições de 2007, 2008 e 2009, sem a necessidade de senha. Os endereços já estavam fora do ar às 17 horas de ontem, horas depois de o Ministério da Educação (MEC) ter sido avisado da falha pelo Estado (mais informações nesta página).
A reportagem foi alertada sobre o vazamento por técnicos de uma escola de 1.º e 2.º graus da Grande São Paulo, que pediram anonimato. Eles encontraram os endereços eletrônicos há cerca de quatro meses, ao pesquisar no portal para ver se as notas dos alunos já haviam sido divulgadas. Para ter acesso aos dados, não foi necessário fazer nenhum trabalho de hacker, mas seguir links indicados no portal.
Como a relação continha ainda o número de inscrição no Enem, foi possível ter acesso ao desempenho individual dos candidatos, o que contraria o edital do Enem.
O documento que traça as diretrizes do Enem garante o sigilo dos dados e ressalta que os resultados só poderiam ser divulgados “mediante a autorização expressa do participante” (veja fac-símile). A segurança das informações em órgãos públicos também é regulamentada pelo decreto federal 3505/2000. O texto é claro sobre a obrigação dos órgãos em assegurar a inviolabilidade dos dados, “obrigando a conscientização dos órgãos e das entidades da Administração Pública Federal sobre a importância das informações processadas e sobre o risco da sua vulnerabilidade”.
O titular da Delegacia de Estelionato do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), Eduardo Gobetti, alerta que um banco de dados como esse é um prato cheio para a ação de criminosos. “Tudo o que um golpista quer são informações pessoais como essas”, diz. Com uma busca rápida pela internet é possível encontrar inúmeras ofertas para a venda de documentos pessoais.
O delegado explica que, com o CPF, RG e o nome de uma pessoa, é possível cometer uma série de crimes – da confecção de documentos falsos à tentativa de abertura de empresas fictícias, contas bancárias e pedidos de financiamento. “O criminoso comete os crimes, mas consegue ficar com o nome limpo. Por outro lado, um garoto pode chegar à maioridade com o nome sujo.”
Vestibular. Desde 2009, o Enem ganhou importância e passou a ser usado como vestibular para dezenas de universidades federais. Apesar de o último Enem ter contabilizado 4,5 milhões de inscritos, só 1,5 milhão de estudantes fizeram as provas. Muitos candidatos desistiram depois do adiamento do exame, provocado pelo vazamento da prova – também denunciado pelo Estado.
Fonte: Estadão

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>Ideb mostra "abismo" entre escolas de Mato Grosso

Posted on julho 19, 2010. Filed under: Bom Dia Mato Grosso, Educação, Ensino Fundamental, Ensino Médio, escolas, Ideb, Mato Grosso |

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O Jornal A Gazeta, na edição de segunda-feira, 19 de julho, publicou matéria assinada por Raquel Ferreira, onde mostra diferença entre as notas do Ideb de 530%, o que evidência a falta de uma política de educação consistente.

Devido a relevância do tema, decidimos publicá-lo na íntregra no Bom Dia Mato Grosso.
 

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) mostrou um abismo no ensino público de Mato Grosso. A diferença das notas chega a 530% entre a pior e a melhor escola, todas geridas pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Várzea Grande abriga a unidade de ensino com o pior índice (1,3). Na outra ponta está Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá), que conseguiu atingir 6,9 na avaliação, a melhor. As diferenças entre as 2 instituições são evidentes.

Absurdo
Reforma da Escola Estadual  Júlio Müller, no bairro Cristo Rei, na cidade de Várzea Grande, ultrapassa a 1 ano e meio.
 

Rua Manoel Vargas – Cristo Rei
Várzea Grande – MT, 78118-120
(0xx)65 3685-1163

 
Em último no ranking no Ensino Fundamental, séries finais, a Escola Estadual Júlio Strubing Müller, em Várzea Grande, é o retrato da falta de infraestrutura, que atinge outras unidades no Estado. Há 1 ano e meio começou uma reforma e os alunos do período da manhã usam salas de uma universidade particular do município, espaço garantido por meio de um convênio. Mas este convênio terminou e as obras não. Diante disso, os alunos enfrentam mais um problema. As férias foram antecipadas e vão durar mais do que prevê o calendário. No período da noite, as aulas são na escola pública Domingos Sávio. Os 1,3 mil alunos são das turmas do 8º e 9º ano e Ensino Médio.

O diretor Sandro Donizette de Morais aponta que a escola tem apenas 3 salas de 8º ano (antiga 7ª série) e 2 de 9º ano (antiga 8ª série) e que os alunos chegam na unidade com sérios problemas de formação básica, como leitura e cálculos. “Fica complicado ensinar a base para os estudantes que estão em anos adiantados”.

Sandro destaca ainda a ausência dos pais na vida escolar dos filhos e afirma que só 15% comparece às reuniões. “A participação da família é um ponto crucial para a educação”.
A maioria dos alunos da escola Júlio Müller é carente, sofre com a desestrutura familiar e mora em bairros distantes. O diretor diz que existem muitos estudantes desinteressados, delinquentes e usuários de drogas. Apesar das justificativas, Sandro afirma que no próximo semestre conversará com os professores para identificar a fundo os problemas e buscar meios para melhorar o Ideb, que historicamente é baixo no Júlio Müller – alcançou 2,1 em 2007 e 2,0 em 2005.

Na outra ponta – A melhor nota do Ideb em Mato Grosso foi da Escola Estadual Sagrado Coração de Jesus, em Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá). A unidade teve médias 5,7 nas séries finais e 6,9 nas séries iniciais, a melhor do Estado.

Para a diretora irmã Fátima Lima o diferencial da escola é o atendimento personalizado dispensado aos alunos com dificuldade, envolvimento dos pais na educação, equipe profissional integrada e comprometida com a educação. “Fazemos um trabalho sério e não damos trégua para os alunos, cumprimos um calendário rigoroso de ensino. Tenho que ressaltar ainda o empenho da equipe, que está sempre se aperfeiçoando”.

O Sagrado Coração de Jesus tem 650 alunos, que desfrutam de salas de informática, auditório, biblioteca, salão aberto com palco, pátio arborizado e gruta. Irmã Fátima destaca que a maioria dos estudantes são de famílias carentes, com problemas semelhantes aos vivenciados por todas as outras unidades escolares. “Nossa evasão aqui é 0. Fazemos um trabalho próximo com a família da criança, entendendo que nem sempre a família atual é nosso antigo conceito”.

Cuiabá – As disparidades de notas também são realidade do ensino da Capital, onde as Escolas Estaduais Souza Bandeira e Nilo Póvoas se contrapõem. A primeira alcançou média 5,6 no Ensino Fundamental séries finais, enquanto a segunda teve nota 2,2.

A coordenadora do Nilo Póvoas, Laura Vicuña Ribeiro Nascimento, questiona o resultado do Ideb e destaca que a nota dos alunos na Prova Brasil foi de 4,65, bem acima da média apresentada. Ela destaca que a reprovação e a evasão escolar foram responsáveis pela queda dos pontos. “Em termos de ensino o Nilo Póvoas não é um colégio ruim. A forma de avaliação do Ideb foi injusta com os alunos e com a escola, além de não representar a realidade do colégio. Temos o projeto Mais Educação, Poesia Necessária, entre outros para segurar e dar apoio a esse aluno”.

A ausência dos pais também é destacada pela coordenadora. “Temos 1,1 mil alunos matriculados e a participação dos pais não chega a 100. Entendo a situação. Muitos pais trabalham, atendemos alunos de 52 bairros distantes, temos alunos de Santo Antônio do Leverger, da Guia”.

Laura destaca que é frequente a participação de estudantes do Nilo Póvoas nas Olimpíadas de Matemática, Deputado Mirim, entre outros projetos de destaque nacional, mostrando que a escola não é ruim. Ela afirma ainda que todos os professores são graduados, muitos se preparando para fazer doutorado.

O desinteresse do próprio aluno também é lembrado pela coordenadora, que aponta deficiência de estudantes vindos de outras unidades de ensino. “Tem que ser artista para conseguir prender a atenção deles. Sem contar que muitos vem de outras escolas com problemas sérios de base”.

Destaque – Do outro lado, está a Escola Estadual Souza Bandeira, que comporta 920 alunos do Ensino Fundamental. Com baixa evasão escolar, a coordenadora Angela Maria Xavier Dornelas comenta que a proposta educacional da escola é bastante visada pelos pais. “Nossos alunos entram pequenos e saem somente para fazer o Ensino Médio. Conhecemos a família, as dificuldades do aluno e fica mais fácil para trabalhar”.

A coordenadora destaca o comprometimento dos profissionais, os projetos estratégicos diferenciados e o “olhar cuidadoso” ao aluno, como alguns elementos que fazem o sucesso do Souza Bandeira perante a sociedade. Como parte do atrativo estão os laboratórios de informática, sala de vídeo, biblioteca, projeto de fanfarra. Para reforçar as deficiências, este ano foi implantada a sala de articulação.

Seduc – O Ideb avalia escolas e alunos do Ensino Fundamental – divididos em séries iniciais (1º ao 5º anos) e séries finais (6º ao 9º ano) – e Ensino Médio de todo o país. As médias escolares são feitas com base na nota dos alunos no Prova Brasil, reprovação e evasão escolar de cada unidade de ensino.

Em Mato Grosso, a Seduc comemorou as notas do Ensino Fundamental, que alcançou média acima dos números nacionais. A média brasileira das séries iniciais foi de 4,6 e das séries finais de 4,0, enquanto a rede pública estadual conquistou 4,9 e 4,2, respectivamente. Já o Ensino Médio do Estado se mostrou preocupante frente aos seus 2,9 contra a média brasileira de 3,6.

A secretária-adjunta de Polícias Educacionais do Estado, Fátima Resende, destaca que a orientação pedagógica é igual para todas as escolas geridas pela Seduc, porém os gestores têm a liberdade de administrar conforme a sua realidade e entendimento. Ela destaca ainda que a interação da comunidade com a escola tem peso no rendimento e atração dos alunos pelo seu colégio.

Fátima comenta que a reforma da Escola Júlio Müller pode ter fragilizado o processo pedagógico, mas entende que o espaço físico não é o fator determinante para o aprendizado. “A melhor escola do Rio Grande do Sul no Ideb está dando aulas dentro de contêiners. O que determina é a pedagogia aplicada, que deve atender as expectativas das crianças e adolescentes. Isso é uma escola atrativa. Os projetos pedagógicos devem cativar os alunos”.

Para a secretária, a má-formação de alunos vindos de outras escolas também não é justificativa para os gestores, uma vez que é missão do colégio integrar este estudante e reparar as suas dificuldades. “A escola funciona em rede. O aluno com problema deve ser trabalhado para melhorar”.

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>Trapalhadas do MEC coloca política educacional em descrédito

Posted on março 19, 2010. Filed under: educação no Brasil, Enem, Ensino Médio, MEC, Ministério da Educação, Sisu, UFMT, universidades, universitário |

> No ano passado milhares de estudantes brasileiros sofreram um grande baque com o cancelamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que substituiu os tradicionais vestibulares para ingresso nas faculdades públicas do país. O exame foi cancelado, em outubro, após o jornal “O Estado de S.Paulo” avisar ao Ministério da Educação que a prova tinha vazado.

Depois de muitas desculpas, manifestações pelo país afora, um novo exame foi feito. Eis que mais problemas  estão acontecendo, revelando que o Ministério da Educação, com sua nova fórmula, não consegue transmitir seriedade para os estudantes brasileiros que sonham com uma vaga nas faculdades públicas. Desta vez um problema técnico no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), registrado no domingo, fez com que estudantes não classificados para vagas em instituições federais de ensino superior aparecessem como convocados para matrícula. Alunos que viram seus nomes na lista de espera chegaram a procurar as instituições, mas não puderam preencher a vaga.

O problema tem reflexos em todo o Brasil. Em Cuiabá alunos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) denunciaram ao Ministério Público o “sumiço” de vagas no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A reclamação é que, em questão de horas, os candidatos passam de aprovados para não aceitos, mesmo adquirindo pontuação suficiente. Nove estudantes de Mato Grosso tiveram esse problema, o mesmo registrado em todo o Brasil, e que leva o sistema mais uma vez a cair no descrédito.

O assunto ganha desdobramentos e as universidades mineiras já decidiram que vão dispensar o resultado do Enem de 2009 e fazer processos seletivos próprios no meio do ano. Em um documento assinado pelo Fórum das Comissões de Processos Seletivos de Minas Gerais (ForCops) e endereçado à Secretaria de Educação Superior, do Ministério da Educação (MEC), 15 instituições avaliam que o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) está em “descrédito”.

A situação é complicada e o governo federal, através do Ministério da Educação, não vem demonstrando competência para solucionar o grave problema. A grande verdade é que o MEC não acertou nas mudanças. Centralizou e complicou. A educação no Brasil enfrenta problemas em todos os níveis e agora a questão se complica em nível universitário. Uma pena para o país e para o governo, que deveria ter a educação como prioridade. Fonte: A Gazeta

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>Nota no Enem cai ainda mais e expõe a má qualidade da educação em Mato Grosso

Posted on março 6, 2010. Filed under: Educação, Enem, Ensino Médio, Mato Grosso, TCE de Mato Grosso |

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 O bom desempenho de alunos da rede pública de ensino no Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, continua a ser um desafio aos gestores e às políticas públicas de educação estaduais e nos municípios de Mato Grosso. Essa é uma das constatações extraídas da 2ª Avaliação de Políticas Públicas em Educação e Saúde, realizada por técnicos do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT).

A análise revela que em 2008 os alunos da rede estadual atingiram a nota média de 32,60 na prova objetiva do Enem ante a média nacional de 36,13. Chama ainda atenção o fato de o desempenho estadual em 2008 ter sido aquém do resultado alcançado em 2007 (presente na 1ª avaliação de políticas públicas feita pelo TCE-MT), quando a nota média atingia a pontuação de 41,19.
Esses e vários outros dados, incluindo o desempenho de cada município, podem ser consultados entre os resultados da 2ª Avaliação de Políticas Públicas nas áreas de educação e saúde. Basta acessar o link Menu Principal – Políticas Públicas no site do TCE. O acesso é fácil e disponível a toda a população.
No campo da educação estadual, a avaliação afere a taxa de escolarização líquida (15 a 17 anos); a taxa de abandono no Ensino Médio; o desempenho médio na prova objetiva do Enem; a taxa de abandono até a 4ª Série e da 5ª à 8ª Séries; e a proporção de escolas estaduais com nota na Prova Brasil 2005 inferior à média nacional, considerando as disciplinas de Matemática e Português voltada a alunos tanto da 4ª como 8ª Série.
Já no âmbito das políticas públicas de educação municipais, a avaliação feita pelo TCE abarca a taxa de cobertura potencial na educação infantil (razão entre o total de matrículas e a população de 0 a 6 anos); taxa de reprovação e taxa de abandono até a 4ª Série e da 5ª a 8ª Série; a distorção idade-série até a 4ª Série (proporção de alunos numa determinada série com idade superior à esperada em relação à matrícula total); e a proporção de escolas municipais com nota na Prova Brasil 2005 inferior à média nacional, considerando as disciplinas de Matemática e Português, voltada a alunos tanto da 4ª como 8ª Série.
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>Pérolas do Enem 2009 expõem a qualidade do ensino médio

Posted on dezembro 26, 2009. Filed under: Ensino Médio, Pérolas do Enem, Pérolas do Enem 2009, qualidade |

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Já ganharam a rede as chamadas pérolas do Enem-2009. São respostas equivocadas e um tanto humorísticas de estudantes secundaristas apresentadas no Exame Nacional do Ensino Médio. As provas foram aplicadas nos dias 5 e 6 de dezembro, envolvendo mais de 4 milhões de estudantes de todo país. O Enem deveria ter ocorrido dois meses antes, mas, como houve vazamento da prova, o Ministério da Educação optou por suspendê-la. Cinco pessoas foram denunciadas por fraudes. A mudança prejudicou o calendário de diversas instituições de ensino superior.



Como é comum no estilo de prova do Enem, as 90 questões de ciências da natureza trataram de temas da atualidade, como o aquecimento global e efeito estufa. Na prova de humanas, vieram questões sobre a Guerra Fria e reforma agrária.

Muitas respostas às perguntas do Enem trazem preocupação, pois retratam a péssima qualidade do ensino no país. Não é à-toa que o Ministério da Educação pretende promover mudanças no currículo, a começar pelas escolas de ensino médio com as piores médias no Enem. Quer acabar, ao menos em parte do sistema, com a divisão por disciplinas, presente no antigo colegial. Serão 12 disciplinas, a serem distribuídas em quatro grupos amplos (línguas, matemática, humanas e exatas/biológicas). Na ótica do governo, hoje o currículo é muito fragmentado e o aluno não vê função prática no programa ministrado, o que reduz o interesse do jovem pela escola e a qualidade do ensino.

Eis, abaixo, algumas pérolas do Enem que se espalham na internet e aqui reproduzidas com a colaboração do leitor Jedae

01) “o problema da amazônia tem uma percussão mundial. Várias Ongs já se estalaram na floresta.”

02) “A amazônia é explorada de forma piedosa.” (…)

03) “Vamos nos unir juntos de mãos dadas para salvar o planeta.”

04) “A floresta tá ali paradinha no lugar dela e vem o homem e créu.”

05) “Tem que destruir os destruidores por que o destruimento salva a floresta.”

06) “O grande excesso de desmatamento exagerado é a causa da devastação.

07) “Espero que o desmatamento seja instinto.” (…)

08) “A floresta está cheia de animais já extintos. Tem que parar de desmatar para que os animais que estão extintos possam se reproduzirem e aumentarem seu número respirando um ar mais limpo.”

09) “A emoção de poluentes atmosféricos aquece a floresta.”

10) “Tem empresas que contribui para a realização de árvores renováveis.”

11) “Animais ficam sem comida e sem dormida por causa das queimadas.”

12) “Precisamos de oxigênio para nossa vida eterna.” (amém)

13) “Os desmatadores cortam árvores naturais da natureza.”

14) “A principal vítima do desmatamento é a vida ecológica.” (deve ser culpa da morte ecológica)

15) “A amazônia tem valor ambiental ilastimável.”

16) “Explorar sem atingir árvores sedentárias.”

17) “Os estrangeiros já demonstraram diversas fezes enteresse pela amazônia.”

18) “Paremos e reflitemos.”

19) “A floresta amazônica não pode ser destruída por pessoas não autorizadas.”

20) “Retirada claudestina de árvores.”

21) “Temos que criar leis legais contra isso.”

22) “A camada de ozonel.”

23) “a amazônia está sendo devastada por pessoas que não tem senso de humor.”

24) “A cada hora, muitas árvores são derrubadas por mãos poluídas, sem coração.” (…)

25) “A amazônia está sofrendo um grande, enorme e profundíssimo desmatamento devastador, intenso e imperdoável.”

26) “Vamos gritar não à devastação e sim à reflorestação.”

27) “Uma vez que se paga uma punição xis, se ganha depois vários xises.”

28) “A natureza está cobrando uma atitude mais energética dos governantes.”

29) “O povo amazônico está sendo usado como bote expiatório.”

30) “O aumento da temperatura na terra está cada vez mais aumentando.”

31) “Na floresta amazônica tem muitos animais: passarinhos, leões, ursos, etc.” (…)

32) “Convivemos com a merchendagem e a politicagem.”

33) “Na cama dos deputados foram votadas muitas leis.”

34) “Os dismatamentos é a fonte de inlegalidade e distruição da froresta amazonia.”

35) “O que vamos deixar para nossos antecedentes?”

36) “A fiscalisação tem que ser preservativa.”

37) “Não podem explorar a Amazônia de maneira tão devassaladora.”

Fonte: RDNews

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>Crônica de uma morte anunciada

Posted on outubro 3, 2009. Filed under: CEV, Enem, Ensino Médio, INEP, MEC, UFMT, vestibular |

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Ninguém poderia afirmar com antecedência que aconteceria o que aconteceu. Mas era previsível. O MEC não tem nem nunca teve estrutura para dar conta da logística necessária à aplicação de uma prova para mais de quatro milhões de candidatos. Especialmente se essa prova tenha o significado que o Enem, por motivos absolutamente eleitoreiros, passou a ter ao ser, por livre e espontânea pressão, adotado como vestibular pela maioria das Universidades Federais, a UFMT entre elas.


Aplicar o Enem para se aferir o conhecimento de alunos ao saírem do Ensino Médio é uma coisa. Aplicá-lo como forma de garantir uma vaga, por exemplo, no curso de Medicina da UFMT, um dos mais concorridos do país e o que tem a nota de corte mais alta entre os cursos de excelência é outra, bem diferente. E o INEP não estava preparado para isso, o que fica claro nas palavras do ministro Fernando Haddad “Eu não sei em que momento da impressão houve o vazamento”. E como ele sabe que foi na impressão? Se realmente soubesse da fraude, não precisaria ter sido alertado pelo jornal O Estado de São Paulo.


A verdade é que tenha sido lá onde foi a fraude, o Enem está morto porque perdeu o principal ingrediente de um exame que pretende ser seletivo: a credibilidade. Afinal, quem garante que a próxima prova, que o presidente do INEP garante estar pronta, também não vazará? Se vazar quando será uma nova prova? Em 2010, às vésperas da eleição? Mais ainda: se não vazar, quem garantirá que não vazou?


O Ministro Fernando Haddad, com a insensibilidade que é peculiar a burocratas, disse que os candidatos acabaram ganhando porque terão mais tempo para estudar. Pura estupidez! Afinal, em todo o país colégios condensaram o conteúdo para que os alunos estivessem prontos para a prova nesse final de semana, dois meses antes do final do período letivo. Quem se responsabilizará pela ansiedade de milhões de alunos transformada em frustração agora? E como ficarão os alunos que haviam programado prestar outros vestibulares caso haja coincidência de datas? Os danos provocados pela incompetência do MEC/INEP são imensuráveis e tudo por quê? Por estarem fazendo politicagem com a educação.


A UFMT também vai pagar o preço da suspeita. Os alunos que ingressarem em seus cursos sempre terão a sombra de terem sido selecionados por uma prova sem credibilidade. E por quê? Por ter, numa decisão autoritária e muito criticada à época, ter adotado o Enem como única forma de ingresso. Isso foi feito sem se ouvir a comunidade universitária como ela deveria ser ouvida. Da mesma forma a sociedade não foi ouvida. Nem uma nem outra concordaria porque os motivos que levaram a UFMT a adotar o Enem foram financeiros e não acadêmicos. Levou-se em consideração tão somente o dinheiro que o MEC enviaria para cá.


O vestibular da UFMT há décadas é considerado um dos mais sérios do país, tanto que a CEV vem sendo contratada há muito tempo para preparar provas em outros estados, inclusive para instituições federais. Nunca houve uma denúncia sequer de fraude ou vazamento nas provas elaboradas por ela, que, repito, por um ato autoritário, trocou décadas de credibilidade por, está se confirmando agora, uma aventura, aventura que infelizmente não tem e não terá um final feliz porque, como um casamento realizado a partir da infidelidade, terá sempre a suspeita a acompanhá-la.


Agora, seria a hora da UFMT mostrar que, como Universidade tem e preza a autonomia que a legislação lhe concede. E, numa demonstração clara que não admite dúvidas sobre o ingresso de seus alunos e montar, ela própria seu vestibular. Profissionais que trabalharam muito tempo na CEV me garantiram hoje que, em 45 dias, ela monta e aplica a prova para seus trinta mil candidatos. Mas é pedir muito, porque isso implicaria em apostar na qualidade do ensino e qualidade de ensino parece não ser nem de longe a principal preocupação do atual governo e das administrações superiores de universidades que, tal qual os fundamentalistas, rezam na cartilha do governo.


Autor:MAURÉLIO MENEZES é jornalista, mestre em Ciências da Comunicação pela USP, e professor do Tronco Comum e da Habilitação Jornalismo do Curso de Comunicação Social da UFMT.

Fonte: Midia News

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