Escândalo

>Escândalo dos maquinários: O bode continua na sala

Posted on fevereiro 21, 2011. Filed under: Escândalo |

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Por José Marcondes (Muvuca)

Se os secretários Éder Moraes, Pedro Nadaf, Edmilson Santos e Pedro Henry acertaram uma trégua, o problema é deles, e do governo.
Mas se essa trégua é coisa para inglês ver, o problema é nosso. Nosso sim senhor, porque a cada estocada de parte a parte, descobrimos o quão podre está o reino da Dinamarca.
Leva a crer, por exemplo, que a descoberta do escândalo dos maquinários tenha sido fruto de um dedo-durismo de alguém que não se contentou com a fatia do bolo, elaborou o dossiê e o jogou na mesa do então governador Blairo Maggi.
Mas o que o cidadão quer saber é: E os envolvidos no esquema, o que será deles? Onde isso vai dar? Ou o que parece mais surreal, diante das circunstâncias culturais do nosso mundinho político: Serão punidos???
O senso comum nos revela que a pergunta é descartável, pela obviedade da própria resposta.
O cidadão comum rouba 20 reais de leite em pó para dar aos filhos e pega 2 anos de cadeia. O figurão reparte 44 milhões em equipamentos superfaturados e está lá na coluna social dando risada.
A sensação que parece que eles querem passar é: “Erramos, devolvemos o dinheiro, não faremos mais…” E num suspiro de auto-piedade, quase imploram: “Vejam se esqueçam isso!”
Mas não vamos esquecer, não, senhor!
Nisso o Ministério Público está coberto de razão. Embora viva acusando aleatóreamente e sujando reputações sem provas, o MP sabe, este caso envolve cifrões consideráveis, e desta vez não querem deixar por isso mesmo. E que assim seja!
O que não faz sentido, nem é justo, é ver o governador Silval Barbosa, que não tem nada a ver com a paçoca, sendo chamuscado por manter assessores envolvidos até a tampa, bancando o próprio desgaste público, mantendo a liberdade de movimento de alguns asseclas, que continuam, inclusive, manipulando verba pública.
Dia desses, um dos supostos envolvidos, o chefe da Casa Civel, Éder Moraes, foi ao ataque dentro do próprio governo, contra um outro secretário, Pedro Henry, afim de desviar o assunto. Mas o tiro saiu pela culatra, e agora ele está sendo atacado, sem saber de onde vieram os torpedos. No fundo, no fundo ele sabe. E mais dia, menos dia, todos nós também saberemos.
Silval Barbosa vigia esses passos, mas na surdina. Diz e repete que está tudo em ordem. Só se for a ordem do caos. A oposição aposta neste caos. Mas não o do quanto pior, melhor. Mas o do quanto mais eles brigarem entre si, mas o governo se enfraquece… e a oposição, surgindo das cinzas, se fortalece!

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Muvuca é editor do site Mega Debate

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>Dilma perde votos na classe média devido influencia do escândalo da Receita

Posted on setembro 12, 2010. Filed under: Dilma Rousseff, Escândalo, José Serra, Justiça, Marina Silva, pesquisa Datafolha, Polícia Federal, Receita Federal |

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Pesquisa Datafolha para corrida presidencial divulgada na sexta-feira à noite indicou que a candidata Dilma Rousseff (PT) manteve, dentro da margem de erro, vantagem sobre seu principal adversário, José Serra (PSDB). Mas um recorte mais apurado dos dados, segundo os diretores do instituto, constata queda significativa da petista em segmentos da classe média. A explicação poderia estar no comportamento dos eleitores em função dos desdobramentos do escândalo da Receita Federal , cuja responsabilidade pela quebra de sigilos de políticos e pessoas públicas está sob investigação da Justiça e da Polícia Federal. 

 
” É importante verificar, porém, que José Serra não é o maior beneficiado por esse movimento “
Dilma perdeu cinco pontos percentuais em cinco dias e voltou a registrar o patamar de março (37%) no segmento de eleitores com nível superior de escolaridade, por exemplo. Já entre os que detêm maior renda, ela caiu oito pontos.
Apesar da preferência do eleitorado transmitir a sensação de que a violação de sigilos fiscais nada ou pouco influenciou na disputa presidencial, o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, e o diretor de pesquisas, Alessandro Janoni, alertam para uma leitura cuidadosa desses indicativos. “É importante verificar, porém, que José Serra não é o maior beneficiado por esse movimento”, dizem.
E creditam à Marina Silva a maior oscilação positiva entre os mais escolarizados. Ela subiu quatro pontos e obteve a maior taxa nesse segmento, agora com 23%. Já para os que têm renda familiar de mais de 10 salários mínimos, a candidata do PV subiu seis pontos. E continuou a crescer entre aqueles que ganham de 5 a 10 salários mínimos ao subir oito pontos. Serra, por exemplo, caiu oito.
“As próximas pesquisas devem responder se as variações ficarão limitadas a esses segmentos ou se produzirão ondas para outros”, analisam Paulino e Janoni.
Sexo
A candidata do PT, Dilma Roussef, manteve o índice de 54% das intenções de voto entre os homens da pesquisa anterior, contra 26% (caiu dois pontos) e 11% de Marina (subiu dois pontos). A petista subiu um ponto entre as mulheres e registrou 47%. Serra caiu um e agora tem 28%. Marina oscilou de 10% para 12%
Regiões
Dilma oscilou dois pontos no Sudeste e agora tem 46%. O tucano caiu de 33% para 29%, e Marina subiu de 12% para 13%. Na região Sul, Serra passou de 31% para 35%, enquanto a petista caiu de 44% para 43%. Marina permaneceu com em 9%.
No Norte/Centro-Oeste, Dilma oscilou de 51% para 47%, enquanto Serra segue com 29%. Marina passou de 10% para 14%. E no maior reduto eleitoral do presidente Lula, o Nordeste, a petista oscilou de 61% para 63%. O candidato do PSDB passou de 20% da pesquisa anterior para 18%. Marina oscilou de 6% para 8%. 
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>José Dirceu, O maior lobista do país

Posted on fevereiro 27, 2010. Filed under: Casa Civil, consultor, Eletronet, Escândalo, governo Lula, José Dirceu, lobbies, lobista, mensalão, país, Telebrás, terremoto |

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José Dirceu, o “consultor” mais quente da República, aparece no meio de uma bilionária operação que pretende botar em pé uma empresa estatal de internet e, claro, fazer a fortuna de alguns bons companheiros

De tempos em tempos, o governo Lula se vê obrigado a explicar ne-gócios obscuros, lobbies bilionários, maletas de dinheiro voadoras e beneficiamento a grupos privados. Já é uma espécie de tradição petista. E o que une todos esses casos explosivos? José Dirceu, o ex-militante de esquerda e ex-ministro-chefe da Casa Civil que se transformou no maior lobista da República. Onde quer que brote um caso suspeito incluindo gente do PT e dinheiro alto, cedo ou tarde o nome de Dirceu aparecerá. Ele tem se esgueirado nas sombras, como intermediador de negócios entre a iniciativa privada e o governo desde 2005, quando foi expurgado do cargo de ministro por causa do escândalo do mensalão. Sem emprego, argumentou que precisava ganhar a vida e se reinventou como “consultor”, o eterno eufemismo para “lobista”. Passou a oferecer, então, duas mercadorias: informação (dos tempos de Casa Civil, guarda os planos do governo para os mais diversos setores da economia) e influência (como o próprio Dirceu adora dizer, quando ele dá um telefonema para o governo, “é O telefonema”). Em ambos os casos, cobra bem caro por seus serviços.
Na semana passada, um dos serviços do “consultor” José Dirceu causou um terremoto em Brasília. Os jornalistas Marcio Aith e Julio Wiziack revelaram que ele está metido até a raiz dos cabelos implantados em uma operação bilionária para criar a maior operadora de internet em banda larga do país. O negócio está sendo coordenado pelo governo desde 2003 e vai custar uma montanha de dinheiro público – fala-se em até 15 bilhões de reais. Deverá fazer a alegria de um grupo de investidores privados que, ao que tudo indica, tiveram acesso a informações privilegiadas e esperam aproveitar as ações do governo para embolsar uma fortuna. O Plano Nacional de Banda Larga – nome oficial do projeto sob suspeita – começou a ser gestado no início do governo Lula, quando Dirceu ainda era ministro. A ideia era criar uma estatal para oferecer internet em alta velocidade a preços subsidiados em todo o país – uma espécie de “Bolsa Família da web”.
Dirceu passou a defender a ideia de que a nova empresa fosse erguida a partir de outras duas, já existentes, mas que estavam em frangalhos: a Telebrás, que depois da privatização do sistema de telefonia, em 1998, ficou sem função, e a Eletronet, dona de uma rede de fibra óptica que cobre dezoito estados. A Eletronet era uma parceria da Eletrobrás e da americana AES, mas, por ser deficitária, estava em processo de falência. O projeto de Dirceu era capitalizar as duas companhias e fazer com que a Telebrás oferecesse internet em alta velocidade usando a rede da Eletronet. O presidente Lula aprovou a proposta – afinal, não é todo dia que se antevê uma estatal inteira, pronta para ser aparelhada. Apesar de o projeto ter sido desenhado em 2003, só começou a se tornar público em 2007. E este foi o pulo do gato: quem ficou sabendo dos planos oficiais com antecedência teve a chance de investir nas ações das duas empresas e, agora, poderá ganhar um bom dinheiro com o desenlace do plano.
O maior beneficiário em potencial atende pelo nome de Nelson dos Santos – lobista, como Dirceu, mas de menor calibre. Em 2004, Santos (ainda não se sabe por qual canal) tomou conhecimento da intenção do governo de usar a Eletronet para viabilizar o sistema de banda larga. A maior parte do capital da Eletronet (51%) estava nas mãos da AES. Santos conhecia bem a companhia: em 2003, havia feito lobby para renegociar uma dívida de 1,3 bilhão de dólares da AES com o BNDES, e teve sucesso. Quando descobriu que a falida Eletronet poderia virar ouro, convenceu a direção da AES a lhe repassar suas ações na empresa pelo valor simbólico de 1 real. A AES topou. Achou que estava se livrando de um problemão, pois a Eletronet acumulava dívidas de 800 milhões de reais. Na reta final do negócio, Santos foi surpreendido por três outros grupos que também se interessaram pela compra – o GP Investimentos, a Cemig e a Companhia Docas, do empresário Nelson Tanure –, mas o lobista venceu a disputa. Por orientação dele, as ações da AES na Eletronet foram transferidas à Contem Canada. VEJA descobriu que a Contem de Canadá só tem o nome. Ela é uma offshore controlada por brasileiros que investem no setor de energia. Como está fora do país, ninguém sabe ao certo quem são seus cotistas. Posteriormente, metade dessas ações foi repassada à Star Overseas, outra offshore, das Ilhas Virgens Britânicas, pertencente a Santos. Offshore é a praia de Dirceu.
Com essa negociação amarrada, Santos e seus companheiros da Contem passaram a viver, então, a expectativa de que parte do dinheiro público a ser investido na Eletronet siga diretamente para seus bolsos. Para se certificar de que as iniciativas oficiais confluiriam para seus interesses, contrataram os serviços de quem mais entendia desse tipo de operação no país: José Dirceu, o “consultor”. Entre 2007 e 2009, Santos lhe pagou 20 000 reais por mês, totalizando 620 000 reais. O contrato entre os dois registra o seguinte objeto: “assessoramento para assuntos latino-americanos”. Se tudo corresse como o planejado, a falência da Eletronet seria suspensa e a empresa, incorporada pela Telebrás. Santos e os outros cotistas da Contem seriam, assim, ressarcidos. O lobista calculava sair do negócio com 200 milhões de reais. O que Dirceu fez exatamente por seu cliente é um mistério. O que se sabe é que em 2009 o governo tentou depositar 270 milhões de reais em juízo para levantar a falência da Eletronet e passar a operar sua rede. O caso embolou porque os credores da empresa alegaram que, se algum dinheiro pingasse, deveria ser deles, que forneceram os materiais usados na rede de fibras ópticas, e não do grupo do lobista. O imbróglio segue na Justiça.
Joe Pugliese/Corbis Outline/Latinstock
O MAIS RICO
O mexicano Carlos Slim pagou
pela consultoria do ex-ministro
 
Paralelamente, houve quem ganhasse na outra ponta do negócio, a da Telebrás – que está cotada para operar o sistema de banda larga e, portanto, também pode vir a valer muito dinheiro. Antes de o PT chegar ao poder, o lote de 1 000 ações valia menos de 1 centavo de real. No decorrer do primeiro mandato de Lula, o preço subiu para 9 centavos por lote. No segundo mandato, veio o grande salto. Figuras de proa do governo começaram a fazer circular, de forma extraoficial, informações sobre o resgate da Telebrás. As ações dispararam com a especulação. Sua valorização já chega a 30 000%, sem que nenhuma mudança concreta tenha sido realizada. Tudo na base do boato. O caso é tão estranho que levantou a suspeita da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o órgão responsável por manter a lisura no mercado de ações. A CVM quer saber quem se beneficiou desse aumento estratosférico e, principalmente, se esses investidores tiveram acesso a informações privilegiadas saídas de dentro do Palácio do Planalto.
A explosiva criação da estatal de banda larga é só mais um dos muitos negócios em que Dirceu está metido. Desde que foi defenestrado do governo, o ex-militante de esquerda foi contratado por alguns dos empresários mais ricos do planeta para “prestar consultoria”. O magnata russo Boris Berezovsky, proibido pela Justiça de seu país de voltar para casa, contratou Dirceu para tentar receber asilo político no Brasil e facilitar suas operações financeiras por aqui. O terceiro homem mais rico do mundo, o mexicano Carlos Slim, dono da Claro e da Embratel, pagou a Dirceu para que ele defendesse seus interesses junto aos órgãos reguladores da telefonia brasileira. No Brasil, sua lista de “clientes” inclui a empreiteira OAS, a Telemar (que o contratou quando precisava convencer o governo a mudar a legislação brasileira para viabilizar sua fusão com a Brasil Telecom), a AmBev, e muitos outros pesos-pesados. A atuação tão animada de Dirceu vem causando arrepios no governo. “Fazer lobby e aproveitar contatos no exterior para ganhar dinheiro, tudo bem. Mas fazer tráfico de influência com informação privilegiada do governo é um risco enorme”, avalia um dirigente petista. As “consultorias” de Dirceu podem se tornar uma bomba para o PT durante as eleições deste ano.
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Fotos O Globo e Mario Souza e Bertrand Langlois
LISTA EXTENSA
Daniel Birmann, rei do biodiesel de mamona, e o russo Boris Berezovsky também são clientes do petista  Fonte: Revista Veja
     
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>O jardineiro feliz

Posted on dezembro 14, 2009. Filed under: afinidade, Casa Civil, CPI dos Correios, dinheiro público, Escândalo, feliz, ideológica, jardineiro, Lula, mãos, mensalão, popularidade, Presidente |

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“Presidente, eu penso igual ao senhor”.
(Dilma Rousseff em diálogo ensaiado com Lula no programa do PT na televisão)

Jamais Lula foi tão franco e direto a respeito do assunto quanto na última quinta-feira em São Luís do Maranhão, reduto político de quem já foi chamado por ele de ladrão: “Não se trata de ter amigos ou não ter amigos. Não se trata de ter afinidade ideológica ou não ter afinidade ideológica. Se trata do pragmatismo da governança”. Perfeito!

Lula poderia ter admitido que existe limite para tudo. Paulo Maluf estabeleceu o dele em casos onde aflorem os instintos mais primitivos: “Estupra, mas não mata”. Vai ver que não existe limites para Lula. Vai ver que seu índice de popularidade serve antes de tudo para justificar transgressões.

Em 2006, durante comício em Belém, Lula agradeceu o apoio de Jader Barbalho (PMDB) beijando sua mão. As mãos de Jader logo aquelas mãos! haviam sido algemadas anos antes sob a suspeita de ter manuseado dinheiro público desviado irregularmente. Tem voto? Vem para meu jardim você também, vem…

Jader é hoje mais uma flor exuberante no quintal do jardineiro feliz onde estão reunidos Fernando Collor, José Sarney, Romero Jucá, Romeu Tuma, Sandro Mabel, Severino Cavalcanti, e por aí vai. Sem esquecer os mensaleiros. E a maior fatia do PMDB. Se colhidos formariam um belo ramalhete a ser depositado no altar da governança.

Esse não foi o Lula eleito presidente da República em 2002 pela maioria dos brasileiros. O Lula escolhido batia duro na corrupção e prometia manter segura distância de corruptos. Mas é fato que sempre existiu o Lula para quem vale tudo quando o poder está em jogo. Apenas havia sido disfarçado por artes da propaganda e do marketing.

A poucos meses de ser eleito presidente pela primeira vez, por exemplo, Lula testemunhou em um apartamento de Brasília a compra do apoio do PL à sua candidatura. Custou pouco mais de R$ 6 milhões. Foi fechada por José Dirceu, Delúbio Soares e o deputado Valdemar Costa Neto, presidente do partido.

Apontado mais tarde pela CPI dos Correios como um baita mensaleiro, Valdemar renunciou ao mandato para escapar de ser cassado. Dirceu foi demitido da a chefia da Casa Civil afinal, como Lula não sabia do mensalão, alguém tinha que saber. Cassaram-lhe o mandato de deputado. Delúbio está de volta como aspirante a deputado.

Com o escândalo do mensalão Lula extraiu uma lição perversa: para conservar o poder deveria ceder a todas as exigências dele. No primeiro mandato, por birra ou erro de cálculo, resistira a sentar no colo do PMDB ou a pô-lo no colo. No segundo escancarou as porteiras para o PMDB e mais 13 partidos. Sem essa de perder o poder.

Perdera Dirceu, que poderia sucedê-lo. E Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda, pobre vítima do então presidente da Caixa Econômica Federal que, à sua revelia, quebrou o sigilo bancário de Francenildo da Costa, o caseiro que disse ter visto Palocci dezenas de vezes em uma mansão alegre de Brasília.

Não foi esse o entendimento do Supremo Tribunal Federal? Não se trata, por todos os méritos, da mais alta corte de homens sábios, justos e coerentes do país? E então? Puna-se o ex-presidente da Caixa porque Palocci já foi injustamente punido no rastro do escândalo turbinado pela mídia golpista.

Uma vez mandado às favas todos os escrúpulos, Lula olhou para Dilma Rousseff e disse: eis alguém que poderá me suceder para depois ser sucedido por mim. Nem Dilma se julgava tão capaz. E Lula deve ter pensado: como filho do Brasil e um de muitos de Deus, estou certo. Se não estivesse, Ele me daria algum sinal.

E Lula viu a oposição. Retificando: Lula não viu porque ela não existe. Viu uma gente medrosa, desarticulada, sem discurso e ao que parece conformada com o desastre que se avizinha. E Lula finalmente concluiu: Vai dar!

Anote aí: Lula vencerá em 2010. Salvo se Dilma perder. Charada? Não. Em 2002, Ciro Gomes perdeu para ele mesmo tantos foram os erros que cometeu. Dilma não está livre disso.

Autor: Ricardo Noblat – Fonte: A Gazeta

E-mail para esta coluna: noblat@oglobo.com.br – Blog do Noblat: http://www.oglobo.com.br/noblat


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>DEM parece que tomou juizo e prepara desfiliação do governador do Distrito Federal por corrupção

Posted on novembro 29, 2009. Filed under: corrupção, DEM, Democratas, desfiliação, Distrito Federal, Escândalo, expulsão |

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Pressionado internamente, o comando nacional do Democratas prepara a desfiliação e futuramente a expulsão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM).

Escândalo no Distrito Federal

Reprodução
Acusado de coordenar um suposto esquema complexo de corrupção, Arruda vai se explicar amanhã, às 14h, à cúpula de seu partido sobre as denúncias. Ele passou este domingo telefonando para os colegas de partido.

“Existe um fato e denúncias. Contra fatos e denúncias o combate são fatos e não versões. É assim que funciona. Vamos dar ao governador o espaço que ele precisa para se explicar. Mas o clima de desconforto é grande. Aguardamos a defesa dele, mas grande parte do DEM pensa na desfiliação e até na expulsão”, disse à Agência Brasil o senador Demóstenes Torres.

Demóstenes contou que Arruda passou o domingo conversando, por telefone, com cada integrante da executiva nacional do DEM. Nas conversas, o governador tentou explicar as imagens em que aparece recebendo dinheiro do então assessor Durval Barbosa.

Segundo o senador, Arruda afirmou que as imagens são do período da sua campanha de 2006, quando recebia recursos para repassar aos que trabalhavam com ele. De acordo com as explicações do governador, tudo foi relatado ao Tribunal Regional Eleitoral (TER) e também ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

OAB compara Arruda a peruano que renunciou após denúncias de corrupção

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, afirmou neste domingo (29) que o vídeo que mostra o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), recebendo dinheiro é comparável à situação do ex-presidente peruano Alberto Fujimori, forçado a renunciar no ano 2000 após denúncias de que seus assessores compravam apoio político de parlamentares.

No microblog Twitter, o líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), avisou que se for constatada irregularidade, haverá punição.

“O Democratas não vai se portar como o PT. Se houve erro, haverá punição de acordo com o que uma democracia prevê. O Democratas exige seriedade sempre. Não vamos empurrar nada para baixo do tapete. São denúncias graves”.

Outros líderes do DEM ouvidos pela Agência Brasil afirmaram que a tendência na legenda não é favorável a Arruda, mas que aguardam as explicações do governador para evitar possíveis injustiças.

Arruda e seu vice, Paulo Octávio, ambos do DEM, assessores do governo do Distrito Federal, deputados distritais e empresários estão no centro das denúncias investigadas pela Polícia Federal que apontam a existência de um suposto esquema de corrupção com superfaturamento de contratos, irregularidades em licitações e pagamentos de propinas.

Segundo as apurações da Polícia Federal, cerca de R$ 600 mil foram arrecadas de empresas privadas que mantêm contratos com o governo do Distrito Federal.

Depois de uma nota oficial, informando que aguarda as explicações de Arruda, o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), disse à Agência Brasil que espera a reunião com o governador para manifestar-se. Os principais líderes do Democratas vieram a Brasília nos últimos dias para analisar o assunto. A questão foi potencializada com a divulgação de imagens nas quais Arruda aparece recebendo dinheiro supostamente destinado ao pagamento de propina.

Fonte: UOL #uolcelular { clear: both; margin:1.5em 0 0 0; font-size:0.8em; } #uolcelular h3 { background:#efefef;color:#000;font:bold 1.1em arial;padding:3px;height:12px;display:block;margin:0;padding-left:1em;} #uolcelular #borda { height:3em;border:1px solid #efefef;color:000;font:normal 13px arial;background:url(http://img.uol.com.br/wap-ico.gif) 1em 0.4em no-repeat;padding:0;padding-top:1.1px; } #uolcelular #borda #txtCel { margin: 0.2em 0 1em 4em; *margin-bottom:1em; } #uolcelular #borda #txtCel a {color:#666666; text-decoration:none; } #uolcelular #borda #txtCel a:hover { text-decoration:underline; } #uolcelular #borda #txtCel a strong {color:#000000;}

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