escolas públicas

>Professor, profeta da esperança

Posted on setembro 22, 2009. Filed under: analfabetos, escolas públicas, esperança, Professor, profeta |

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Lenildo Santana

Milhões de jovens estão matriculados nas escolas públicas. Isso seria positivo, se o sistema educacional não estivesse em crise. Os alunos são vítimas de uma pedagogia que finge que ensina…, e o pior, os educandos pensam que aprendem. São inúmeros estudantes que concluem o ensino médio, mas são incapazes de ler ou interpretar um texto. São analfabetos funcionais…

Os discentes são os alicerces do Brasil. Portanto, o futuro do país depende da educação. Os alunos de hoje serão os futuros médicos, os advogados, os políticos, os empresários e demais profissionais da nação. Isso se eles tiverem um ensino de qualidade. Só teremos êxito educacional quando repensarmos a metodologia de ensino. O conteúdo pode ser bom, mas, se o método é falho, a aprendizagem torna-se ineficaz.

O primeiro passo seria valorizar os profissionais da área da educação. Salários dignos, ambientes de trabalho adequado, capacitação contínua; disponibilizar para os educadores cursos de graduação e pós-graduação: Lato Sensu e Stricto Sensu.

Infelizmente, essa categoria tão nobre e necessária é maciçamente desprestigiada. É importante frisar que eles precisam ser valorizados e remunerados a exemplo de juízes, médicos… Por quê? Pelo fato que a função e o trabalho desenvolvido pelos educadores ser tão relevante quanto a desses profissionais.

Ninguém se torna médico, advogado, juiz, sem antes ter estudado desde o primário até a pós-graduação com os professores. Os docentes são a argamassa da construção intelectual, o alicerce da vida profissional.

Quanto à valorização dos professores, é perceptível que até na forma de tratamento eles são menosprezados. Quando um acadêmico de direito ou medicina conclui a faculdade, geralmente são cumprimentados como doutor…, e só tem graduação. Enquanto os professores que fizeram doutorado dificilmente são saudados como doutor; no entanto, o são de fato e de direito porque defenderam uma tese de doutorado. Nem assim são reconhecidos…, pobres coitados…, pura frustração…

O segundo passo seria enxergar o aluno não como um estojo vazio que precisa ser preenchido, mas, como um ser pensante fruto do meio onde está inserido… O aluno não é uma tábua rasa, mas um pouco de tudo que ele viveu, da família onde nasceu e foi criado, do carinho e atenção que recebeu dos pais, de um filme ou novela que assistiu… Por mais desinteressado que seja um jovem, ele tem algo positivo que precisa ser valorizado pelo docente.

Quem é mais importante: aquele que previne as doenças ou aquele que as trata? Certamente a medicina preventiva é mais relevante do que a curativa. Portanto, os educadores são indispensáveis, porque ensinam os jovens a serem honestos, justos, éticos; previnem e conscientizam para não roubar, não corromper, não matar; instruem para não punir; educam para que eles não sentem no banco dos réus. Oxalá um dia o governo reconheça o professor como a pedra angular que falta na edificação de uma sociedade justa, ética…

Fonte: A Gazeta

Lenildo Santana é padre da diocese de Juína, licenciado em Filosofia; bacharel em Teologia e pós-graduado em Comunicação Social. E-mail: lenildosantana@yahoo.com.br

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