Estilo de vida

>O medo não pode ser um estilo de vida

Posted on janeiro 4, 2010. Filed under: aventuras, Estilo de vida, insegurança, inseguro, medo, saudável |

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Por Roberto Shinyashiki

Viver preocupado e inseguro não pode ser uma opção de vida. Você já notou como o mundo está repleto de medo? As angústias estão mais presentes na vida das pessoas do que sua própria sombra. Muita gente vive em um estado de apreensão constante, como se viver fosse um peso a ser carregado a cada dia.


A insegurança é, provavelmente, a pior das doenças da humanidade. Não estou falando daquele medo saudável, que nos leva a ser cautelosos e a proteger a nós mesmos. Mas, sim, daquele medo irracional que muitas vezes fica tão grande que nos paralisa.


O medo de amar e não ser amado, intensificado por fantasias derrotistas, impede que você se lance à mais bela de todas as aventuras do ser humano: viver um grande amor.


O medo de não suportar as dificuldades à sua frente o impede de viver plenamente a vida.


O medo de não conseguir aquele emprego nos faz nervosos durante os testes e as entrevistas, pondo tudo a perder.


O medo de não fechar um negócio faz com que você nem ao menos marque a reunião com um cliente potencial.


O medo de viajar de avião faz com que você não consiga comprar a passagem aérea enquanto seus amigos vão se divertir.


A cara feia de uma amiga na hora do almoço logo se torna um exercício de tortura, pois você fica tentando imaginar o que a teria levado a se comportar daquela maneira. (“Será que teria a ver com algo que eu tenha feito?”)


Quando o medo está presente no seu coração, você fecha todas as suas portas para o amor, pois a insegurança faz com que a solidão seja mais suportável do que ver um novo amor terminando.


Muitas pessoas vão para seus encontros afetivos com tanta apreensão que qualquer coisa em seu caminho se transforma em motivo para desistência. Tem gente que, quando sai com alguém com quem está envolvida, tem de escutar sua mente repetir muitas vezes: “Eu sei que não dará certo”.


Um vendedor vai para uma reunião de negócios com a mente repetindo muitas vezes: “Eu sei que não dará certo”.


Um estudante vai para a prova com uma voz interior dizendo: “Eu sei que não dará certo”.


E adivinha o que acontece: acaba não dando certo mesmo!


O medo, aquela emoção natural de cuidado, de proteção, de atenção com o que pode apresentar riscos reais, atualmente está se transformando em uma paranoia sem limites.


O medo da violência nas ruas transforma-se em assombrações grandiosas, e as pessoas portam-se como crianças assustadas. Já não distinguem a realidade da fantasia e tudo as assusta. Muitos adultos passam a ter medo de coisas tão imaginárias quanto o bicho-papão. São adultos agindo como crianças indefesas, apavorando-se em plena luz do dia, pensando que seus medos são verdadeiros.

Muitas vezes, vejo terapeutas atuando com o objetivo de tranquilizar adultos que agem como crianças com medo do escuro. Vejo adultos pedindo ajuda a esses profissionais para adquirir coragem de ir à festa da empresa porque têm medo de que algo dê errado.


Para muitas pessoas, o medo atua como um microscópio que amplifica as dificuldades e que, muitas vezes, distorce um acontecimento simples, dando-lhe o aspecto de uma desgraça de enormes proporções.


Um homem inseguro é capaz de imaginar a esposa fiel como a pior das adúlteras.


Um chefe assustado pode interpretar o interesse do funcionário em participar de um congresso como um sinal de que ele está procurando outro emprego – ou até mesmo de que queira tomar o seu lugar. Resumindo: o medo faz com que interpretemos fatos simples como se fossem inimigos monumentais.


Viver inseguro tornou-se um estilo de vida. Mas isso não tem necessariamente de acontecer.

Autor: Roberto Shinyashiki é psiquiatra, escritor e conferencista – Fonte: A Gazeta

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>Exercícios e dieta podem evitar 80% dos casos de diabetes

Posted on novembro 14, 2009. Filed under: Alimentação, diabético, diabetes, dieta, Estilo de vida, Exercícios, insônia, insulina, remédio, sedentarismo |

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Há cerca de dois meses, o estudante Wagner Maeda, de 28 anos, descobriu que sofre de diabetes do tipo 2, assim como muitos de seus parentes. Assim que recebeu o diagnóstico, Maeda foi orientado pelo médico a procurar ajuda de profissionais para adotar uma nova dieta e se exercitar. Se não mudasse seu estilo de vida, ele teria que tomar insulina, além dos outros remédios prescritos para controle da glicose.

Com mudanças na alimentação e apenas uma hora de atividade física de duas a três vezes por semana, Maeda já conseguiu perder 5 kg, reduziu a dose diária de medicamentos, afastou a necessidade de tomar insulina e, de quebra, passou a dormir melhor. “Eu tomava remédio para insônia e agora não preciso mais”, conta.


Como o estudante, é cada vez maior o número de pessoas que desenvolvem diabetes do tipo 2 antes dos 40 anos, como afirma a endocrinologista Marília de Brito Gomes, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Alimentação incorreta e sedentarismo são alguns dos fatores de risco. “Muita gente tem a doença e não sabe, porque ela pode permanecer assintomática por muito tempo”, explica.

É para conscientizar as pessoas sobre a importância da prevenção que a SBD tem promovido todo ano o Dia Mundial do Diabetes, comemorado neste sábado (13). Mais de 140 prédios ou monumentos do país serão iluminados de azul , incluindo o Cristo Redentor, no Rio. (Veja a programação no site www.diamundialdodiabetes.org.br)

Estilo de vida

Segundo a médica, 80% dos casos de diabetes tipo 2 podem ser evitados com dieta equilibrada e exercícios regulares. Esses hábitos, inclusive, podem tirar pessoas da faixa de alto risco com mais eficiência que o uso de medicamentos, segundo estudo recém-publicado na revista científica “Lancet”.

Durante dez anos, pesquisadores acompanharam 2.766 pacientes com propensão à doença. Parte dos voluntários seguiu um programa com redução de calorias e gorduras e uma média de 20 minutos diários de atividade física. Outra parte tomou a droga metformina, bastante utilizada por diabéticos. No final do período, o grupo que modificou seu estilo de vida apresentou 34% menos risco de desenvolver diabetes, contra 18% entre os que tomaram o remédio. Para os participantes com mais de 60 anos, o risco chegou a cair pela metade.

“No diabético, a quantidade de hormônio insulina não é suficiente para fazer a glicose sair do sangue e ir para as células, o que pode causar, ao longo do tempo, lesões cardíacas, na retina e nos nervos. É como uma caixa d’água que está suja de areia: depois de algum tempo, as tubulações da casa começam a entupir ou apresentar rachaduras” ensina o professor de educação física Luiz Bravo, da Associação Nacional de Assistência ao Diabético (Anad), que orienta Maeda. A grande benefício do exercício é fazer com que essa glicose em excesso seja utilizada.

Além de amenizar os efeitos do excesso de glicose no sangue, a atividade física ajuda a reduzir a pressão arterial e contribui até para evitar dificuldades de ereção. “Como consequência, a pessoa toma menos remédios, economiza dinheiro, sofre menos efeitos colaterais e fica com a autoestima melhor”, observa.

Dicas ao fazer exercícios

Bravo lembra que o diabético, como qualquer pessoa, deve passar por exames médicos antes de iniciar o programa. Antes de cada sessão, é preciso medir a glicemia, o que também pode ser repetido no final. Se o resultado for acima de 250 e houver cetoacidose (reação que provoca um hálito forte), o exercício é contraindicado, pois pode elevar ainda mais o nível de açúcar no sangue. Já se a glicemia estiver abaixo de 100, é preciso que o aluno se alimente, para evitar um mal-estar durante a atividade.

O professor também ressalta a importância da hidratação e de um tênis confortável. “´É importante checar se não há nenhuma ferida ou bolha nos pés após a aula, porque isso pode trazer consequências graves para o diabético”, acrescenta.

Em relação à modalidade, Bravo diz que os aeróbicos devem ser priorizados, sem que se deixe de lado os anaeróbicos. A frequência ideal, para ele, é de no mínimo três vezes por semana. “O mais importante é que a pessoa faça o exercício que gosta e que esteja apta a fazer”, completa.

Fonte: UOL Notícia

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