Extra Caminhões

>Secretários Éder Moraes e Dirceu Marchetti pedem a empresário devolução de dinheiro pago a mais na compra de caminhões

Posted on abril 30, 2010. Filed under: Extra Caminhões, Tv Centro América |

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Escândalo do maquinário

O empresário Pérsio Briante, proprietário da Extra Caminhões, empresa que venceu um dos lotes da licitação para o fornecimento de maquinário para o “Programa Mato Grosso 100% equipado”, revelou que foi procurado pelos secretários Éder Moraes e Vilceu Marchetti para que devolvesse R$ 800 mil que teriam sido pagos irregularmente a ele. As informações foram prestadas em entrevista à TV Centro América.

Máquinas compradas pelo governo de MT em exposição em Cuiabá
“Eles vieram me perguntar se eu podia devolver o dinheiro porque o Estado tinha comprado mal. Esses R$ 800 mil seriam referentes aos juros”. Pérsio se recusou a devolver a quantia e disse que só o fará se for obrigado pela Justiça. Segundo Pérsio, ele não tem a menor condição de devolver essa quantia ao estado. A empresa Extra Caminhões recebeu mais de R$ 23 milhões pela venda dos caminhãos. Foi após receber a maior parte dessa quantia que o empresário foi procurado pelos secretários.
Pérsio ainda revelou que mesmo depois que o governo teve conhecimento de que houve sobrepreço no maquinário, continuou enviando o dinheiro para as 10 empresas vencedoras do certame. “Ele podia ter parado de pagar, mas continuou mesmo depois da investigação”.
Investigação feita pela Auditoria Geral do Estado comprova que Mato Grosso comprou o maquinário à vista, mas pagou um valor acrescido de juros de quase 2%, que seriam correspondentes ao valor a prazo. Nisso, o prejuízo aos cofres públicos, segundo investigação da AGE, foi de R$ 26 milhões. Segundo o Ministério Público, investigação preliminar aponta que esse prejuízo foi de mais de R$ 36 milhões.
Pérsio Briante informou que o valor de mercado dos caminhões que forneceu ao estado é R$ 176 mil. Contudo, o governo pagou mais de R$ 246 mil por cada caminhão adquirido. De acordo com Pérsio, uma empresa de Cuiabá foi a que apresentou o valor mais baixo, que era esse de R$ 246 mil.
“Como o governo não queria que só uma empresa ganhasse, nós seguimos o preço dela”, disse o empresário.
Em nota à TV Centro América, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) afirmou que caso sejam confirmadas as fraudes e o superfaturamento do valor das máquinas, o governo do estado será obrigado a pagar o empréstimo de R$ 241 milhões de uma só vez. Além disso, o cadastro de Mato Grosso junto ao BNDES ficará comprometido.
Fonte: PnB
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