família

>Pais, os filhos querem um tempo

Posted on setembro 21, 2010. Filed under: brincar, crianças, desenhar, família, filhos, ler, lição de casa, ouvir, país, tempo, Você Dona do seu tempo |

>Por Christian Barbosa*  

No livro Você Dona do seu tempo, dediquei um capítulo para uma reclamação constante que ouvi nas entrevistas: falta tempo para aproveitar os filhos. Obviamente o problema não é exclusivamente feminino, e a culpa quando deixamos nossas crianças de lado são muito dolorosas.
Muitos especialistas em administração do tempo acreditam na máxima: “melhor qualidade do que quantidade”. Essa frase pode até ser válida em algumas circunstancias, mas não podemos utilizá-las quando o assunto são seus filhos. Fale para uma mãe que acabou de terminar a licença maternidade que ela não precisa ter mais tempo para estar com seu bebezinho, mas sim qualidade. Com certeza ela não irá gostar dessa ideia.
Minha abordagem para pais que não têm tempo para seus filhos é “periodicidade”, isso significa constantemente reservar um tempo para momentos de qualidade, independente da quantidade. Essa abordagem dá para seus filhos e para você a sensação de presença, e eles sentirão que você dá importância para eles.
Algumas atitudes podem ser tomadas para que os afazeres do trabalho ou a preocupação com as contas e a manutenção da casa não atrapalhe o momento reservado para o seu pequeno. Procure:
– Estipular horários: crie uma regrinha mentalmente do horário que deixará disponível só para seu filho, como por exemplo, ficar 20 minutos depois do jantar com eles, isso significa desligar a TV, tirar as preocupações da cabeça e focar em ouvir, brincar, ler, desenhar, ajudar na lição de casa;
– Descubra algo em comum: o que você mais gosta de fazer com as crianças? Pense na atividade que todos se sentem realizados em participar, isso tornará esse tempo ainda mais agradável. Não deixe também de ter curiosidade com os gosto e desejos dos seus filhos, isso o tornará mais próximo dele e você sempre será avisado das decisões do pequeno;
– No decorrer da semana: busque dedicar os finais de semana com mais intensidade para seus filhos. Durante a semana, entre o seu trabalho e as tarefas escolares das crianças, aproveite pequenos momentos para estarem juntos. Pode ser na hora de fazer o almoço, por exemplo. Todos podem ajudar com pequenas tarefas, um arruma a mesa, o outro prepara o suco, e assim, todos estarão fazendo uma atividade em conjunto!
– Férias só em família: tem melhor época para aproveitar as crianças, conhecer mais os anseios de cada um e se divertir do que as férias escolares? Então se programe também no trabalho para tirar o período de descanso no mesmo tempo do recesso escolar. É comum haver um acúmulo de solicitação de férias nos meses de dezembro e janeiro, pois todos querem aproveitar as festas. Mas lembre-se que temos também julho, que pode ser um mês mais tranquilo para viajar e estar com sua família.
Separe sempre um tempo na sua agenda para estar com seus filhos. As atividades que você desenvolve com a sua família lhe trazem de volta a energia necessária para conduzir as atividades profissionais. Não espere que seja tarde demais para conhecer o seu bem mais precioso, você pode não conseguir fechar o buraco que se formou entre você e seus filhos!
*Christian Barbosa é especialista no Brasil em administração de tempo e produtividade. Ministra treinamentos e palestras e é autor dos livros A Tríade do Tempo e Você, Dona do Seu Tempo, Estou em Reunião e co-autor do Mais Tempo, Mais Dinheiro.

http://www.triadps.com.br e http://www.maistempo.com.br

Anúncios
Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>Qual é a inflação da sua família?

Posted on maio 29, 2010. Filed under: família, FGV, IBGE, Inflação, IPCA |

>
var vjMeses = new Array(“Janeiro”,”Fevereiro”,”Março”,”Abril”,”Maio”,”Junho”,”Julho”,”Agosto”,”Setembro”,”Outubro”,”Novembro”,”Dezembro”);
var vjDiaSemana = new Array(“Domingo”,”Segunda-feira”,”Terça-feira”,”Quarta-feira”,”Quinta-feira”,”Sexta-feira”,”Sábado”);
var __dataconteudo = document.getElementById(“__dataconteudo”);
__dataconteudo.innerHTML=__formata_data(__dataconteudo.innerHTML,false);
function __formata_data(dt,weekDay) {
if (!weekDay) dt = dt.substr(0,dt.indexOf(” “)) ;
dt = dt.split(“/”);
var nwDate = new Date(dt[1]+”/”+dt[0]+”/”+dt[2]+”/06:00″) ;
var t = (weekDay) ? vjDiaSemana[nwDate.getDay()] + “, ” : “” ;
return ( t + nwDate.getDate() + ” de ” + vjMeses[nwDate.getMonth()].toLowerCase() + ” de ” + nwDate.getFullYear());
}

Os brasileiros têm sentido neste ano o avanço da inflação. O índice oficial do governo, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumulou alta de 2,06% no primeiro trimestre. Os grupos de bens e serviços, que apresentaram as elevações mais acentuadas, foram justamente os mais importantes para a maioria das famílias: alimentação e bebidas, educação e serviços pessoais, como manicure, salário de empregada doméstica, etc. E no seu orçamento?  O que está pesando mais?
A inflação não é sentida pelos indivíduos da mesma maneira. Os institutos de pesquisa trabalham com índices gerais, que refletem a realidade de grupos sociais ou níveis de renda específicos. Por isso, quando os preços começam a subir com maior intensidade, é importante acompanhar de perto quais despesas têm maior impacto no orçamento de sua família. Esta postura mais proativa, argumentam os especialistas em finanças pessoais, é essencial para reorganizar seus gastos e evitar recursos emergenciais, como o uso do cheque especial.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) disponibiliza uma cartilha que ensina cada família a calcular sua própria inflação. O método é simples: basta anotar os gastos e, no fim de cada mês, medir o quanto o custo de vida aumentou em relação ao mês anterior (veja como calcular no infográfico abaixo).
De acordo com André Braz, economista do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), esse controle não serve apenas para a família ter idéia exata do tamanho de sua inflação. “Isso é mera curiosidade, o importante é entender de que maneira se podem combater desperdícios no próprio orçamento. Para descobrir os gargalos, basta monitorar as despesas”, explica.
O cálculo do IBGE, além de ajudar no acompanhamento geral do custo de vida da família, também serve para identificar que grupo de bens ou serviços está pressionando mais fortemente a inflação de cada um. “Como meu salário é fixo, se está aumentando de um lado, eu tenho de reduzir de outro”, esclarece Myrian Lund, professora de finanças pessoais da FGV.
A inflação brasileira deve encerrar este ano em 5,42% conforme projeção mais recente dos economistas consultados pelo Banco Central. Considerando o histórico do país, em que o IPCA chegou a superar 2 000%, a previsão para 2010 não chega a ser alarmante. Mesmo assim, uma perda de poder aquisitivo desta magnitude significa um valor considerável para o orçamento familiar de um ano.
Fonte: IBGE
Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>No embalo do "Tio Bode"

Posted on janeiro 3, 2010. Filed under: amizade, amor ao próximo, Carlos Drummond, Charles Chaplin, família, fash back, John Lennon, romance |

>

Ao som do “fash back do Tio Bode” e literalmente trepada em cima de uma mureta, eu virei o ano. Cercada de amigos, veteranos do jornalismo e novos amigos feitos ali de última hora, foi uma grande noite. Alegria de verdade, paz no coração e reencontro com um passado que não apagou o sentimento de lealdade que um dia, há alguns anos, uniu aqueles amigos. Acho que são ocasiões como essas que nos ensinam como a vida tem facetas e por vezes nem nos damos conta disso.

Que me perdoe John Lennon na frase “A vida é o que acontece enquanto fazemos planos!”, mas enquanto nos entregamos à rotina estressante do dia-a-dia, do planejamento, esquecemos da essência divina do ser humano, seja qual for a crença religiosa, e o quanto somos dependentes uns dos outros nas diversas formas que nos relacionamos. Na amizade, na família, no romance e no amor ao próximo. Este último, sem dúvida alguma, o mais difícil do aprendizado aqui neste mundo.


Voltando à passagem do ano, lembro o quanto perdemos tempo com grandes bobagens. Eu mesmo me considero campeã e prometo para 2010 tentar me livrar desse grande defeito. E espero muito que não seja apenas um desejo que se desfaz à medida que o ano novo avança. Aliás, a virada de um ano nos leva a promessas de toda espécie. Algumas são esquecidas pelo vício de manter a rotina. Essa palavrinha mágica que nos limita porque acaba por nos proporcionar segurança. Vale destacar que o desejo sem ação frusta porque se transforma em ilusão. E na vida é preciso desejar e sobretudo fazer escolhas reais também.


Como toda pessoa, gostaria de fugir à implacável vontade de dar receita de Ano Novo. Mas quase ninguém escapa dessa mesmice. Carlos Drummond, o poeta, também caiu nessa com o belíssimo “Receita de Ano Novo” que, após anos e anos, voltei a ler por ter recebido de um colega via e-mail. Muito legal o que diz o Drummond e sugiro a leitura e releitura do texto, como a primeira indicação para se começar bem 2010. Varrer a vida, a casa, estabelecer metas, marcar regimes, enfim… permitir-se sonhar. Seja o que for, é necessário um início.


Há quem diga que melhor escrever o que se deseja do que ter tudo gravado na mente. O papel, nesta situação, supera o poder da mente. Quem diria? Uma lista mental, ainda que seja nota 10, pode-se ir para um arquivo cerebral e nos boicotar. É, somos nós mesmos os grandes traidores dos nossos próprios desejos. Sim, porque primeiro existem pessoas que desejam muitas coisas e não são capazes de abrir mão de nada, de modo que fica difícil fazer uma escolha. Essas terminam à deriva, sendo levadas pelos acontecimentos.


Charles Chaplin disse: “Um dia sem sorriso é um dia desperdiçado” e eu completo – desculpe aí o mestre – um dia sem desejar é um dia perdido. É claro que desejar é uma atitude mental e nem sempre se realiza. Vale a pena tentar porque os sonhos, principalmente os viáveis, alegram a mente. A grande questão que se coloca é a grandeza do sonho. Nada de coisas mirabolantes e absurdas. A simplicidade facilita o primeiro passo que precisamos dar para chegar bem perto de alcançar nossas vitórias.


Creia que, ao direcionar a energia para uma meta, passamos a enxergar melhor as oportunidades e criar condições que nos favoreçam. Seja qual for a situação, se o seu sonho é possível, comece por aí, aprendendo a valorizar-se e a amar-se com as condições que você tem. Se não consegue fazer isso por si só, busque ajuda. O bom desta vida é que há sempre alguém disposto a lhe estender a mão. Um olhar atento para encontrar essas pessoas e trazê-las para bem perto, esta é uma meta e tanto. Que tal fazer dela um compromisso diário e nunca deixar de sonhar!

Autora: Margareth Botelho é jornalista em Cuiabá, e-mail: margareth@gazetadigital.com.br Fonte: A Gazeta

Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

Liked it here?
Why not try sites on the blogroll...