Fernando Henrique

>Dilma precisa ser uma Presidenta durona

Posted on novembro 2, 2010. Filed under: agricultura, biografias, conjuntura, Dilma, durona, Fernando Henrique, Lula, PMDB, Presidenta, Responsabilidade Fiscal |

>Por Alexandre Garcia*

Nas biografias, estão apresentando como defeito o fato de Dilma ser durona. Penso que na atual conjuntura é uma qualidade necessária. Ela precisa deixar de lado o coração feminino e ser durona com os que querem mamar nas tetas dos nossos impostos. Precisa ser durona com quem inventa mensalões, com aloprados, com sanguessugas, com gente do PMDB que quer poder para mandar em ministérios e estatais nomeando a seu bel-prazer cunhados e namorados das netas. Se ela for durona com o desequilíbrio fiscal, com o excesso de despesas públicas que não sejam investimento para gerar desenvolvimento, os 55 milhões de eleitores que votaram nela terão acertado e feito um bem para o Brasil.
Que esse coração endurecido pela tortura física caia como um castigo sobre os corruptos e os desonestos que usam o voto e o poder para roubar do povo que fingem defender. Que a presidente faça reviver os ideais da moça de 19 anos e nos defenda dos bandidos que venham a cercá-la, fingindo que têm os mesmos ideais. Que ela agora, no poder, aplique seus sonhos mais juvenis pela justiça e pela ética. São os meus votos.

Ela venceu por valor próprio e também por causa de Lula, seu criador como candidata. A criatura não conseguiu igualar o criador no desempenho eleitoral. Lula venceu Serra e depois Alkmin com 61% dos votos válidos. Dilma chegou aos 56%. Em compensação, venceu na primeira eleição. Lula só chegou à presidência na quarta tentativa. Agora paira no ar a curiosidade sobe o futuro de seu mandato: será ela tutelada por Lula, como foi Cristina pelo marido Nestor? No pronunciamento de vitória, ela disse que bateria à porta de Lula e sabe que sempre será bem acolhida. Até onde ela terá autonomia? Até onde tentará o PT reclamar poder? E o PMDB, esse insaciável maior partido? Seu coração temperado no governo militar terá disciplina para não cair em tentação?

Ela já avisou que vai seguir a política de controle fiscal e estabilidade da moeda, que começou com Fernando Henrique. Serão, pois, 20 anos de política econômica com as mesmas metas. Mas o grande desafio será cortar as farras que foram embutidas na política de responsabilidade fiscal. Há muito gasto corrente e pouco investimento. Ela é economista e deve saber o que fazer. Vai depender também das escolhas que fizer para a equipe econômica.

José Serra é outro vitorioso: quis perder e conseguiu. Parabéns. Só lembrou de Aécio depois que ele elegeu seu sucessor. Esqueceu-se de que FHC é o pai de tudo que deu certo nesses últimos 15 anos. Teve medo de mostrar o óbvio: que a privatização é maravilhosa, que sem ela não teríamos quase 200 milhões de telefones celulares; sem ela a Vale não seria uma das maiores empresas do mundo; as siderúrgicas não estariam dando emprego e lucro; sem quebra de monopólio não teríamos autossuficiência de petróleo nem pré-sal. Em vez de procurar uma vice mulher, para equilibrar com Dilma, como a senador Kátia Abreu, presidente da Confederação Nacional da Agricultura, que mobilizaria o poderoso meio rural, foi buscar um índio no Rio. Derrotas são feitas de erros.

*Alexandre Garcia é jornalista em Brasília. E-mail: alexgar@terra.com.br

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>Piñera e Lula

Posted on outubro 19, 2010. Filed under: Alexandre Garcia, América Latina, Banco Central, Fernando Henrique, Fidel Castro, Pinochet, presidente do Chile, Sebastian Piñera |

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Por Alexandre Garcia
Para a esquerda brasileira, o presidente do Chile Sebastian Piñera é de direita. Para os chilenos, essa bobagem já está ultrapassada. Depois que Pinochet saiu e assumiram governos socialistas, todos seguiram a política econômica implantada pelo ditador, tal como Lula seguiu as políticas econômica e social implantadas por Fernando Henrique. Isso não é humilhação, mas bom-senso.
Sebastian Piñera presidente do Chile
O Chile era um país conservador antes das reformas de Pinochet. Quem lê os livros da escritora Isabel Allende sabe disso. A escritora nunca concordou com a ditadura, que derrubou o primo do pai dela, Salvador Allende. Mas reconhece que foi Pinochet quem modernizou o Chile. Salvador Allende estava sendo usado para implantar uma ditadura comunista, como confessou há pouco Fidel Castro, em entrevista, revelando que tentou exportar sua revolução marxista para a América do Sul. O Chile salvou o cone sul de uma expansão comunista. Se ela tivesse acontecido, talvez nem teríamos a queda do Muro de Berlim e da União Soviética.
Quando digo Chile, refiro-me ao povo que aprovou Pinochet no plebiscito de 1980, que lhe deu 75% dos votos. Oito anos depois, em outro plebiscito, o general perde e se retira e é sucedido por governos democráticos que mantêm a ordem econômica. Aqui no Brasil a ordem foi invertida e os militares promoveram a abertura política, deixando para os governos democráticos a abertura econômica. Sem a força que Pinochet teve, o Brasil até hoje não desatou os nós da economia.
A diferença entre o Chile e o Brasil é gritante. O Chile sofre um dos maiores terremotos do planeta, de 8,8 graus Richter, resiste e se recupera rapidamente porque está preparado. O Brasil não está preparado para evitar desmoronamentos como o do Morro do Bumba, em Niterói, que matou 50, e tudo indica que tragédias assim vão se repetir. O Chile tira 33 mineiros de 700 metros de profundidade com uma ação de primeiro mundo que supera todas as expectativas.
O ex-presidente do Banco Central, Carlos Langoni, classifica o Chile como único país desenvolvido da América Latina. O país, desde 1996, tem grau de investimento AA3, só a três degraus do topo, renda per capita de 15 mil dólares, juros de 3% aa e investimento igual a 27% do PIB, o mais alto da América Latina. Tudo porque as mudanças do ditador foram mantidas pelos governos democráticos: privatizações, desregulamentação da economia, abertura econômica, independência plena do Banco Central, estabilidade fiscal, ausência de déficit público, fim do protecionismo no comércio exterior e tarifas baixas para importação. O Chile tem crescimento sustentado já por 20 anos e mostra que tudo isso é possível numa democracia sul-americana. Lula não foi à posse de Piñera; deu uma desculpa fajuta. Mas curvou-se à eficiência chilena e ligou para cumprimentar Piñera no dia do resgate dos mineiros. Quem sabe se interesse agora pelo modelo de sucesso.



Carlos Chagas á articulista político. E-mail: colunas@alo.com.br
Fonte: A Gazeta

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>Eleita, como Dilma agirá para enfrentar essas situações?

Posted on setembro 3, 2010. Filed under: Brasília, Complacente, Concurso do TJ de Goiás, Dilma Rousseff, Direitos do cidadão, Fernando Henrique, Itamar Franco, José Serra, leniente, PMDB, presidente Lula, PT, Receita Federal, tolerante |

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Por Carlos Chagas

Complacente, tolerante, leniente? Talvez a razão lhe pertença. Falamos do presidente Lula. Afinal, o Brasil é assim, como ele, faz muito tempo. Do que a  Constituição mais cuida senão dos direitos do cidadão? De deveres, nem pensar.
 
Só que agora estouraram todos os limites. Exige medidas cirúrgicas a  lambança encenada pela Receita Federal nos episódios de quebra do sigilo fiscal de um bando de tucanos, incluída a filha do candidato José Serra. Para começar, a demissão do  secretario, até do ministro da Fazenda, seu chefe. Mais ainda, há que identificar os interessados nessa inadmissível  intromissão na vida privada dos adversários, envolvendo falsificação de documentos e de assinaturas.   Se forem do PT, como  os antigos “aloprados”, paciência. Pau neles. O que não dá é ver o governo tergiversando, inventando versões fantasiosas como a de que tudo não passa de uma briga interna no PSDB. Ou a de que ninguém sabia de nada.
 
Desde a primeira posse que o Lula hesita em punir auxiliares flagrados  em ilícitos variados. Até nisso segue o exemplo do antecessor, Fernando Henrique, levando o país a ter saudades do Itamar Franco, aquele que primeiro demitia para mandar ministros e altos funcionários se defenderem, depois.  Para o atual  presidente, o mensalão jamais aconteceu, como agora a Receita Federal merece toda a sua confiança porque é séria.
 
O EIXO SÃO PAULO-MINAS-GOIÁS    
Um inusitado eleitoral ameaça acontecer nos dois maiores colégios eleitorais do país: Dilma Rousseff ser eleita presidente da República e, para os governos estaduais, Gerado Alckmin e Antônio Anastásia. Uma demonstração de sabedoria do eleitorado ou uma contradição dos diabos?
 
Caso se configure essa hipótese, como Brasília se comportará, cercada por adversários? Acresce que Marconi Perilo, outro tucano, parece a um passo de eleger-se em Goiás.
 
Mais uma vez, o PMDB precisará vir em socorro do governo federal. Dominando o Congresso, o maior partido nacional buscará opor a política à  geografia.  Com a natural fatura apresentada na portaria do palácio do Planalto. O PT poderá fazer barulho nos três estados referidos, mas levar seus novos  governadores à defensiva, só mesmo o PMDB, atuando na Câmara, no Senado e nas Assembléias Legislativas.
 
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>Governo Lula vai deixar uma conta de R$ 90 bilhões para próximo presidente

Posted on agosto 8, 2010. Filed under: Calote, Contas Abertas, Fernando Henrique, governo Lula, Herança, PAC |

>Após oito anos de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixará a seu sucessor um bolo de pagamentos pendentes de R$ 90 bilhões, segundo estimativa da área técnica. Será um novo recorde, superando os R$ 72 bilhões de contas penduradas que passaram de 2009 para 2010.

Essas despesas que passam de um ano para outro são os chamados “restos a pagar” e ocorrem porque os ministérios muitas vezes contratam uma obra que não é concluída até dezembro. Como o governo se comprometeu (empenhou) a pagar a despesa, a conta acaba sendo jogada para o ano seguinte.

Os restos a pagar são uma ocorrência rotineira na administração pública, mas a conta se transformou numa bola de neve por causa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). À medida que as obras vão saindo do papel, o volume de despesas que ultrapassa o prazo de um ano vai aumentando, chegando ao ponto em que os restos a pagar são quase iguais ao total de investimentos previsto no ano.

Escolha de Sofia

Dados levantados pelo site Contas Abertas, a pedido do Estado, mostram que em 2009, por exemplo, o governo tinha R$ 57,068 bilhões para investir, mas a conta de restos a pagar das obras contratadas nos anos anteriores era de R$ 50,850 bilhões.

Ou seja, se tivessem sido quitadas todas as obrigações pendentes, sobrariam R$ 6,218 bilhões para investimentos novos. “A cada ano, o gestor público fica nessa escolha de Sofia: ou paga os restos do ano anterior ou executa o orçamento do ano”, disse Gil Castello Branco, secretário-geral do Contas Abertas. “Não tem dinheiro para os dois.”

O dado parcial de 2010, até junho, mostra mesmo perfil. O saldo de restos a pagar em investimentos está em R$ 53,7 bilhões, para uma dotação de R$ 63,9 bilhões. No caso do PAC. há restos a pagar de R$ 30 bilhões, para um orçamento de R$ 24 bilhões.

“É um retrato do momento”, disse Castello Branco. Se o ano tivesse terminado em 30 de junho, o presidente Lula estaria legando a seu sucessor uma conta de R$ 53,7 bilhões. O governo não zera de imediato esse saldo porque, para isso, ele teria que deixar de fazer novos investimentos.

“A situação preocupa, porque se os restos a pagar ficam muito grandes, estreita-se o volume de recursos para novos projetos”, disse o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão. “É preciso ficar atento para que os volumes sejam razoáveis, não escapem ao controle.”

Herança

Ele acrescentou que não há temor de calote com a mudança de governo, pois há uma legislação sólida sobre a condução do orçamento.

Se a conta de R$ 90 bilhões for herdada pela candidata do PT, Dilma Rousseff, ela não terá muito do que reclamar. Afinal, as despesas pendentes são geradas em grande parte por seu “filho”, o PAC, e seguem prioridades estabelecidas por uma administração da qual ela fez parte até 31 de março. O mesmo não se pode dizer dos demais candidatos.

“A margem de manobra estará bem estreita”, disse o economista Felipe Salto, da consultoria Tendências. “Mas isso é verdade até a página 2, porque é possível reduzir despesas de custeio de forma significativa e, assim, ampliar a margem.” Ele acredita que essa será a trilha a ser seguida por José Serra (PSDB), caso seja eleito, pelo fato de o tucano ter um perfil “mais fiscalista”.

Em muitos casos, a formação de restos a pagar é uma estratégia deliberada para evitar que as obras parem à espera da aprovação do orçamento.

Na divulgação de um dos balanços do PAC, Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil, foi questionada sobre o crescimento dos restos a pagar e respondeu que não há como evitar esse problema quando se realizam obras de maior porte.

O governo trabalha numa proposta de orçamento plurianual, que ataca justamente esse ponto, ao prever prazos maiores do que um ano para os investimentos. “Os restos a pagar são um problema em busca de uma solução”, disse Felipe Salto. Para Castello Branco, a situação é grave porque o Orçamento não é mais uma previsão de gastos para um só ano. “Acabaram com o princípio da anualidade.”

Fernando Henrique deixou 

R$ 22,6 bilhões para Lula

Equipes dos dois governos tentaram reduzir o valor por meio de decreto, mas não deu certo

A existência de restos a pagar não é nova, embora a conta tenha adquirido, nos últimos anos, um volume nunca antes visto na história do País. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso legou a Luiz Inácio Lula da Silva a conta de R$ 22,6 bilhões, segundo estudo do PSDB. Só de investimentos, eram R$ 6,6 bilhões. Os valores foram atualizados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) até 2009.

“Nós tentamos matar os restos a pagar na transição entre governos”, conta o secretário-geral do site Contas Abertas, Gil Castello Branco, que foi secretário executivo do Ministério dos Esportes em 2003.

De comum acordo, as equipes de FHC e Lula editaram um decreto no qual o novo governo se comprometia a honrar apenas restos a pagar de obras já iniciadas até dezembro de 2002. As que estivessem em fases anteriores (elaboração de projeto, por exemplo) seriam canceladas.

Pressões

O que parecia lógico não deu certo. Políticos pressionaram ministérios para preservar obras decorrentes de emendas por eles apresentadas ao Orçamento Geral da União, que seriam “mortas” pelo decreto.

A deputados e senadores, basta que o empreendimento esteja na fase de empenho para que eles divulguem o feito em suas bases eleitorais. Na tentativa de salvar as obras, alguns chegaram a levar fotos de tratores em terrenos baldios para argumentar que a obra tinha sido iniciada.

Quando ouviam um “não” do ministério, alguns parlamentares reclamavam na Casa Civil da Presidência da República. De lá, vinha a ordem para cumprir o decreto, ou seja, “matar” o resto a pagar, mas “ressuscitá-lo” no orçamento do ano corrente, satisfazendo o deputado ou senador. Na prática, portanto, o decreto perdeu o efeito.

Medo de calote

De outro lado, quem já tinha prestado o serviço ao governo ficou algum tempo sem receber. “Um dia, recebi uma pessoa que chorava”, conta Castello Branco. Era um empresário que havia coberto uma quadra poliesportiva no fim do governo FHC e não tinha recebido. Temia jamais ver o dinheiro.

Nos primeiros anos do governo Lula, eram comuns reclamações de fornecedores sobre restos a pagar de dois ou três anos. Hoje a situação está sob controle, diz o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Paulo Safady Simão. Na virada de 2009 para 2010, o setor tinha a receber cerca de R$ 30 bilhões do governo. “Já pagaram mais ou menos metade.”

Fonte: Estadão

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>Eleição 2010: Serra entra em campo

Posted on novembro 25, 2009. Filed under: campanha, Collor, Eleição 2010, Fernando Henrique, James Carville, marqueteiro, Sarney, Serra entra em campo |

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O tucano José Serra continua usando a expressão “se eu vier a ser candidato”, mas ontem falou como se já estivesse em campanha pelo Planalto. Analisou pesquisas, criticou adversários e tentou construir um curioso raciocínio sobre a eleição de 2010 e o crescimento econômico.

“Economia não decide eleição”, declarou Serra ao conceder longa entrevista à rádio Jovem Pan. É uma inversão da teoria popularizada pelo norte-americano James Carville, marqueteiro de Bill Clinton nos anos 90 -a famosa frase “é a economia, estúpido”.


No novo figurino de quase candidato a presidente, Serra até usou uma metáfora. A alegoria poderia ter saído da boca de Lula. Se a economia está em boas condições, afirmou o tucano, a eleição de 2010 será como decidir sobre a substituição do motorista de um ônibus que está andando bem. O eleitor escolherá quem estará mais apto a continuar a conduzir o ônibus.


Mais adiante, Serra defendeu o direito de FHC criticar Lula. Perguntou por que só alguns ex-presidentes poderiam falar, como José Sarney e Fernando Collor, ambos pró-PT. Ofereceu então uma provocação: “Se você pudesse votar no passado [num ex-presidente], você votaria em quem? Fernando Henrique, Collor ou Sarney?”.


Para arrematar suas alfinetadas, o governador paulista desdenhou o encontro entre Aécio Neves e Ciro Gomes -este, o maior produtor de diatribes anti-Serra da política brasileira. A possível e anunciada joint-venture Aécio-Ciro não teria “consequência nenhuma”, até porque “[Ciro] não vai fazer nada que o Lula não queira”.


Tudo considerado, Serra entrou em campo. Mas sua teoria de a economia não decidir eleição soa exótica, para dizer o mínimo. Só se explica pela necessidade de o tucano tentar calibrar o discurso pré-eleitoral. Por enquanto, como fica óbvio para quem escuta, ele está na fase de tentativa e erro.

Autor: frodriguesbsb@uol.com.br – Fonte: Folha de S. Paulo

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