Fethab

>É hora da prestação de contas

Posted on março 12, 2010. Filed under: Blairo Maggi, Copa do Mundo, CPI da Saude, Fethab, governo, Palácio Paiaguás, popularidade, prestação de contas |

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Lourembergue Alves

Faltam poucos dias para o atual governo chegar ao seu final. Uma administração que teve, assim como todas as outras, pontos positivos. Dois desses pontos, talvez os mais importantes, o de manter a estrutura deixada pelo seu antecessor, capitaneada pelo Fethab, e ter avançado no “esquema” de consórcios com empresários e prefeituras, responsáveis pelo asfaltamento de rodovias destinadas ao escoamento da produção.

Isso, entretanto, é pouco pelo muito que era possível realizar. Sobretudo quando se sabe das condições em que o Estado lhe foi entregue. Em condições infinitamente melhores que todos aqueles, que vieram antes dele, receberam. Pois a “casa estava arrumada”, sem algumas das “mats”, que mais serviam de “cabides de emprego”, e esta unidade da federação já se destacava como “celeiro” e “terra da promissão”, onde levas migratórias encontraram seus refúgios e áreas propícias para a produção. Daí o seu crescente índice percentual de grãos, de carnes e de soja, cujas exportações superam, ano a ano, as expectativas. Favorecidas que são pelo mercado interno e externo, é claro.

Desse modo, trazendo divisas para cá, e, ao mesmo tempo, permitindo o aumento da arrecadação, principalmente do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), extraído da cobrança sobre o valor do óleo diesel, produção agrícola e pecuária. Desse montante arrecadado, e não foi pouco, são destinados cerca de 30% para a construção de casas populares e 70% para obras nas rodovias estaduais. Ainda assim, as obras realizadas ficaram muitíssimo aquém do necessário. É possível encontrar estradas cheias de buracos, a exemplo das que cortam o chamado Oeste do Estado. Explica-se, portanto, a baixa popularidade do governador nesse pedaço de Mato Grosso.

Cenário que se completa com o caos da saúde, educação e da segurança pública. Nada disso, no entanto, foi discutido por aqui. Nem a Assembleia Legislativa, responsável que é para desempenhar o papel de fiscalizadora do Executivo regional, se ateve aos problemas registrados. A CPI da Saúde, recentemente instalada, tem outro objetivo. Infelizmente! Assim, os parlamentares passam todo tempo “dizendo amém” a tudo que vem do chefe da administração pública estadual. Perdeu, então, sua condição de foro permanente de debates. Pois as mensagens encaminhadas à Casa eram e são aceitas sem demora e discussão, assim como se dá também com os projetos que lhe são enviados. O mais recente deles, a título de exemplo, criou a Agecopa, que já nasceu sob o clima de acomodação dos amigos do governador.

Ninguém, contudo, se pronunciou a respeito. A mídia local se fez muda, além de abafar uma ou outra voz que tentou se levantar em meio à taciturnidade reinante.

Nesse sentido, vale acrescentar, não houve uma prestação de contas do governador, nem mesmo sobre a viagem que Sua Excelência fizera à África do Sul, com o fim de visualizar o que está sendo feito em termos de organização para a Copa do Mundo deste ano, levando a tiracolo mais de trinta pessoas, entre os quais dois médicos.

Seria, agora, a oportunidade que resta para cobrar do atual inquilino do Palácio Paiaguás o relatório de tudo que fora feito. Mas, veja bem, relatório, não peça de propaganda, com a qual o governador possa se autopromover, a exemplo do que tem feito ao longo desses sete anos e quase três meses.

Autor:Lourembergue Alves é professor universitário e articulista – Fonte: A Gazeta– E-mail: lou.alves@uol.com.br
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>Eleição 2010: Wilson Santos e Silval Barbosa começa colocar estratégias de campanha em prática

Posted on dezembro 21, 2009. Filed under: Dante de Oliveira, Eleição 2010, Fethab, Silval Barbosa, Wilson Santos |

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Daqui a 90 dias, Wilson Santos sai do Palácio Alencastro, sede da Prefeitura de Cuiabá, para intensificar sua campanha a governador. Apesar de alguns apostarem no recuo, o tucano tem demonstrado que a candidatura majoritária será um caminho sem volta. Wilson se firma como principal nome da oposição e quer fazer comparativos do que foi a administração Dante de Oliveira, que comandou o Estado de 1995 a 2002, com a gestão Blairo Maggi. Na outra ponta está Silval Barbosa, um peemedebista que entra de vez para o Palácio Paiaguás no dia 31 de março, determinado também a partir para o comparativo do que está sendo o governo Maggi daquilo que praticou o tucanato. Será o primeiro pleito possível de se comparar duas administrações reeleitas, ou seja, de dois mandatos.

Fernando Ordakowski
Numa eleição que promete ser dominada pelo comparativo de governos, Wilson Santos elenca avanços da gestão Dante, enquanto Silval Barbosa tenta atrair para si as “benfeitorias” da administração Maggi
Numa eleição que promete ser dominada pelo comparativo de governos, Wilson Santos elenca avanços da gestão Dante, enquanto Silval Barbosa tenta atrair para si as “benfeitorias” da administração Maggi

Silval “colou” em Maggi, para quem se tornou um “governo de transformação”. Elenca vários avanços, principalmente na área de infraestrutura. Para convencer o eleitor a manter o mesmo grupo no poder, o pré-candidato à sucessão estadual lembra que o atual governo vai entregar 61,9 mil casas populares nestes 8 anos de mandato e que foram pavimentados 3,5 mil km de rodovias estaduais.

Já o tucano Wilson avisa que vai “ressuscitar” os feitos do governo Dante. Sustenta que foi na gestão tucana que o Estado passou por reforma profunda, ao ponto de demitir cerca de 10 mil pessoas, e se ajustou à Lei de Responsabilidade Fiscal porque se gastava mais de 60% das receitas com a folha de pagamento. Assegura que o governo do PSDB preparou Mato Grosso para receber investimentos e se tornar campeões na produção de soja e algodão, com criação de programas de incentivos, como Proalmat (algodão), Pró-Soja, Pró-Madeira e Pró-Leite. O tucanato inclui na lista de “vantagens eleitorais” o surgimento do Fethab, fundo que tributa transporte de gado em pé, madeira, algodão, óleo diesel e gás natural e que proporciona hoje uma arrecadação anual superior a R$ 500 milhões.

Entre Wilson se espelha no governo Dante e Silval enaltece os feitos da gestão Maggi, o empresário Mauro Mendes (PSB) corre por fora, na esperança de se consolidar como uma terceira via. O senador Jayme Campos (DEM), que fez acordo com Wilson para o melhor nome nas pesquisas de intenção de voto entre os dois ser o candidato a governador, também se mantém no páreo. Curiosamente, Jayme também comandou o Estado (91/94). Assim, erros e acertos dos últimos três governos vão estão em discussão no pleito de 2010.

Fonte:RDNews

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