Forças Armadas

>Serra visita e elogia Sinop ele quer Força Nacional na fronteira

Posted on setembro 24, 2010. Filed under: eleições 2010, Forças Armadas, José Serra, Mato Grosso, Polícia Federal, Serra, Sinop, Wilson Santos |

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Eleições 2010 – O candidato a presidência da República José Serra (PSDB) acaba de deixar Sinop onde ficou cerca de 3 horas e meia e preferiu não comentar as última pesquisa Datafolha divulgada ontem, onde Dilma caiu 2% e ele subiu 1 ponto. “Eu não comento pesquisa senão eu não faço outra coisa. Estou com toda a confiança do mundo que estarei no segundo turno. Disso eu tenho uma enorme confiança, independente de pesquisa”, declarou, em entrevista coletiva, na Escola Gente Esperança, da Apae, onde conheceu trabalho de acompanhamento com crianças especiais e ganhou uma carta, com um verso, feito por uma delas.

 
 José  Serra e Wilson Santos faz caminhada na ruas de Sinop

Segundo Serra, Mato Grosso tem uma questão muito importante a ser resolvida, o território de fronteira aberta. A proposta do candidato é formar uma guarda nacional que terá um entendimento com a Polícia Federal e as Forças Armadas para tomar conta deste território. Para ele, é preciso investir em segurança, “pois a segurança no país está cada vez mais precária”. Pela fronteira com Bolívia, por exemplo, entram drogas e armas clandestinas.
O tucano explicou que gostaria de fazer campanha em Mato Grosso e escolheu Sinop por gostar da cidade, um lugar próspero. “Sinop é um município diferente, que tem poucas décadas, progride com gente de todas as partes do Brasil. Vim ao lugar representativo do Centro Sul brasileiro”, disse.  Serra fez vários elogios a Mato Grosso e afirmou que terá papel importante em sua gestão, se eleito, além de ser muito fácil investir no Estado. Ele citou como exemplos obras que ele trouxe quando ministro do Planejamento como a Ferronorte, que recebeu seu incentivo. “Eu fiz muita coisa por aqui, sem contar na área da Saúde (ele foi ministro do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso)”, disse.

Serra veio ao 4º maior colégio eleitoral de Mato Grosso em busca de mais apoio e também para fortalecer a candidatura de Wilson Santos ao governo. Acompanhado dele, dos candidatos a senador Antero Paes de Barros (PSDB) e Jorge Yanai (DEM), do candidato a vice-governador Dilceu Dal Bosco, do presidente do PSDB e ex-prefeito Nilson Leitão, além de candidatos a deputado federal e estadual, o presidenciável fez arrastão na principal avenida da cidade, cumprimentou funcionários de empresas e clientes.
José Serra na Apae de Sinop

Na sua visita a Apae de Sinop, Serra aproveitou para falar de um de seus projetos, caso seja eleito: a implantação de uma rede de referência para a área da Saúde nacional, que contemplará Mato Grosso. “Será a rede Zilda Arns (fundadora da Pastoral da Criança). O que é um estimulo as pessoas desamparadas neste país. Esta rede será um centro aqui (Sinop), que será referência para todo o Estado. As vezes um hospital não é só importante pelo que ele atende, mas pelo que ele forma e multiplica”, explicou.

Serra também criticou o governo federal pela situação alarmante que acontece em Mato Grosso e em vários estados do país devido ao grande número de queimadas. Ele afirmou que é inadmissível a situação constatada por ele no Estado. Como candidato, ele propôs intensificar os recursos destinados para combater as queimadas, se caso for eleito.
Ainda na Apae, recebeu cópia do manifesto da OAB sobre combate a corrupção eleitoral.
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>O homossexual nas Forças Armadas

Posted on fevereiro 6, 2010. Filed under: discriminação, diversidade sexual, Forças Armadas, general, heterossexual, homossexual, segmento militar |

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A declaração do general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, de que a presença de homossexuais é incompatível com o trabalho das Forças Armadas, constitui sua opinião pessoal ou, no máximo, do segmento militar a que pertence. A própria instituição e o respectivo ministério discordam e mostram-se dispostos a discutir o tema em busca de definições. As últimas décadas harmonizaram em muito a relação da sociedade com os grupos minoritários, entre eles os homossexuais, tanto masculinos quanto femininos. Regulamentos já mudaram e outros ainda terão de ser alterados como imperativo dos novos tempos.

A postura do general deve ser respeitada e merece uma reflexão profunda. Mas há que se levar em consideração a inexistência de leis e regulamentos que impeçam o homossexual de ingressar às Forças Armadas, Magistratura, Ministério Público ou a em qualquer outra instituição ou segmento socialmente constituído. Esse indivíduo tem o direito de receber tratamento idêntico ao dispensado aos outros candidatos e, em contrapartida, leva a obrigação de apresentar o mesmo desempenho, deveres e comportamentos dos demais. Sem qualquer discriminação, nem favorecimento. Tanto um quanto o outro vai ao quartel ou à qualquer repartição pública ou empresa privada, para desenvolver uma atividade profissional, pouco importando sua opção sexual, que nem deve ser explicitada tanto em palavras quanto em atitudes comportamentais.


As Forças Armadas e as repartições em geral necessitam de profissionais capazes de cumprir as tarefas que lhes são determinadas e para as quais são pagos proventos ou salários. Nada deve atrapalhar essa prestação de serviços, assim como, nada do que ocorre na vida pessoal do empregado deve ser motivo para sua penalização funcional ou discriminação.


No passado as mulheres, os pobres, os índios e os analfabetos eram impedidos de votar e ser votados. A evolução conduziu todos para o processo eleitoral. As mais diferentes discriminações sociais tornaram-se crimes e, numa forma mais recente, a sociedade passou a oferecer melhor acolhida aos homossexuais. O fenômeno é mundial. Dezenas de países já não discriminam a diversidade sexual em seus exércitos e forças policiais, outros discutem a distensão e a sociedade evolui.


O pronunciamento do militar, ocorrido em resposta a perguntas de senadores e não por vontade própria, deve servir para reflexão social e ampliação do debate sobre o tema. Não se pode ignorar que, pela própria competitividade do mercado, todos os empregos e ocupações exigem dos candidatos exaustivos testes psicológicos e de aptidão. Toda vez que um homossexual passar pelos mesmas provas que os demais candidatos e obtiver aprovação nas Forças Armadas, no serviço público ou nas corporações privadas, não há porque recusá-lo. Até porque, no emprego, ele irá apenas exercer uma tarefa predeterminada e, seja homo ou heterossexual, jamais terá o sexo como dever de ofício.

Autor: Dirceu Cardoso é tenente e diretor da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo (Aspomil). E-mail: aspomilpm@terra.com.br – Fonte: A Gazeta

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