Geraldo Alckmin

>Eleições 2010: Derrotado, José Serra corre risco de isolamento político

Posted on novembro 1, 2010. Filed under: Aécio, última chance, Derrotado, Dilma Rousseff, eleições 2010, FHC, Geraldo Alckmin, isolamento político, José Serra, Lula, Palácio do Planalto, PSDB, São Paulo, sucessão |

>

Maurício Savarese, UOL
“Vocês não estão vendo que esta é a minha última chance?”, esbravejou o então pré-candidato ao Palácio do Planalto, José Serra, ao esmurrar uma mesa cercada de aliados.

O candidato derrotado José Serra (PSDB) fala após divulgação de resultados

O relato, feito por participantes do encontro, parece atual. Reflete o espírito ansioso e autocentrado de quem diz ter se preparado “a vida inteira” para comandar a República. A história ajuda a explicar a obstinação do tucano neste ano, cheio de ombradas nos rivais.

Mas aconteceu há oito anos, quando, como ministro da Saúde, almejava a cadeira do então presidente Fernando Henrique Cardoso. Serra não teve sucesso, mas a vontade nunca sumiu. Hoje, aos 68 anos de idade e pela segunda vez derrotado em sua busca, o tucano tem seu projeto político novamente rejeitado pelas urnas.

Em um segundo turno mais equilibrado do que o previsto pelos institutos de pesquisa, o candidato tucano conseguiu expressivos, porém insuficientes 43.711.299 milhões de votos, ou 43,95% do total. Sua rival, a petista Dilma Rousseff, amealhou 55.752.493 de votos (56,05% do total).

Há semelhaças entre as campanhas de 2002 e 2010. Quando perdeu as eleições que deram o primeiro mandato a Luiz Inácio Lula da Silva, após um impopular segundo governo de FHC, Serra também se esforçou para não parecer candidato do governo nem da oposição.

Em ambas as disputas presidenciais, manteve a fama de centralizador e impetuoso, organizando a própria agenda e as próprias políticas sem consultar aliados. Rachou o PSDB por ter ofuscado as conquistas do governo que ajudou a conduzir, como a modernização da telefonia. Tudo para evitar o rótulo de “estatista”, eleitoralmente mal visto.

“Sou como se diz em latim na bandeira de São Paulo: não sou conduzido, conduzo”, costuma dizer. Pois novamente os aliados –principalmente os não-paulistas– foram minguando.

Na campanha pelo segundo turno, o ex-governador mineiro e senador eleito Aécio Neves até ensaiou se engajar. Mas não foi o bastante para evitar o triunfo de Dilma, nascida em Belo Horizonte. Serra foi conduzido a mais uma derrota.

Quando se elegeu prefeito de São Paulo (2004) e governador paulista (2006), Serra ainda não tinha a idade como empecilho para tentar o Palácio do Planalto.

Derrotado, fica sem mandato político e com maior concorrência numa eventual nova chance de buscar o cargo, já que o partido conta com os mais jovens Aécio e Geraldo Alckmin na fila da sucessão.

Leia mais em Derrotado, Serra corre risco de isolamento político após campanha errática

Anúncios
Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>Jactância paulista

Posted on agosto 24, 2010. Filed under: Alfredo da Mota Menezes, Geraldo Alckmin, José Serra, Lula, Programa eleitoral, PSDB |

> Alfredo da Mota Menezes

Chega a ser irritante o programa eleitoral do José Serra no horário gratuito da televisão. Repete quase cem por cento o de Geraldo Alckmin quatro anos atrás. É uma paulistinização da campanha.
Apresentam obras feitas em São Paulo e que vão fazê-las no plano federal. Como é que se gastam preciosos minutos mostrando uma clínica de fisioterapia e que se vai levar aquilo para o país inteiro, gente do céu?
O pior, nos dois casos, é que não se mostra a cara do PSDB. O partido marcaria seu terreno ao se posicionar perante o eleitor. O PSDB está perdendo, pela segunda vez, essa enorme chance.
O que o PSDB e a campanha do Serra deveriam fazer seria apontar os erros do governo Lula. 
Nem que perdesse a eleição. Mas marcaria sua posição. Ganharia para o futuro aqueles que fossem se desencantando com o governo petista. E isso vai ocorrer em determinado momento. Onde o eleitor iria buscar guarida?
Outro equívoco do programa do Serra é querer se mostrar simpático ao Lula e que pode ser a continuação do seu governo. É supor que o eleitor é idiota. Se for para fazer o mesmo, por que colocar no lugar um estranho ao Lula e que pode até fazer mudanças?
O marqueteiro do Serra é o mesmo do Alckmin. Ele é endeusado porque ganhou todas as eleições para governador de São Paulo com o PSDB. Mas ganhar em São Paulo é até fácil. 
Há uma história peculiar ali.
A oposição ao PSDB foi se autodestruindo eleitoralmente ao longo dos anos por corrupção e outras besteiras. O caso Paulo Maluf é conhecido. Orestes Quércia e Antonio Fleury do PMDB fizeram uma lambança no estado. O PT teve os casos do dinheiro na cueca, aloprados, mensalão. Perdeu credibilidade.
O PSDB, começando com Mario Covas, passando por Alckmin e Serra, não foi ainda acusado de atos não republicanos. Os adversários, perante um eleitorado mais esclarecido, deixaram rastros pelo caminho. Daí que ganhar eleição ali não é uma coisa difícil. Aí querem levar a “experiência” paulista para o plano nacional. Não deu e não vai dar certo.
Há uma arrogância do PSDB paulista por causa dessa superioridade naquele estado. Eles não ouvem ninguém. É, aliás, o estilo paulista com o resto do Brasil. Se São Paulo é o estado mais avançado do país, como é que gente de outros lugares pode lhes ensinar alguma coisa?
O que encabula é a indiferença do PSDB nacional em marcar posição perante o eleitorado como opção a “tudo que aí está”. Nem que perca a eleição. O PT está marcando seu território, o PSDB não quis e não quer fazer o mesmo.
Se ocorrer mais uma derrota, a terceira seguida, a coisa pode ficar feia para o futuro dessa agremiação política. Culpa dela mesma que não quis se mostrar como opção clara para o eleitorado nacional.

Alfredo da Mota Menezes – Email: pox@terra.com.br site: http://www.alfredomenezes.com

Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

Liked it here?
Why not try sites on the blogroll...