goleiro Bruno

>Qual dos primos do goleiro Bruno está mentindo?

Posted on julho 13, 2010. Filed under: caso bruno, Eliza Samudio, Flamengo, goleiro Bruno |

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Sérgio Rosa Sales e o menor de 17 anos apresentaram à polícia detalhes importantes sobre os últimos dias de Eliza, mas entram em conflito em relação à participação de Bruno na cena do crime (ae)
Sérgio Rosa Sales e o menor de 17 anos apresentaram à polícia detalhes importantes sobre os últimos dias de Eliza, mas entram em conflito em relação à participação de Bruno na cena do crime

Sérgio Sales incrimina Bruno e afirma que não esteve no local de crime. Adolescente isenta Bruno de participação direta na morte de Eliza e diz que Sério foi à casa onde houve a execução.

Policiais que investigam o sequestro e morte de Eliza Samudio pretendem esclarecer, esta semana, um dos pontos centrais do inquérito: qual dos primos do goleiro Bruno Fernandes está falando a verdade. 
Responsáveis pelos dois depoimentos mais reveladores sobre o desaparecimento da jovem, Sérgio Rosa Sales e o menor de 17 anos, que confessou participação no crime, apresentaram à polícia detalhes importantes sobre os últimos dias de Eliza, mas entram em conflito em relação à participação de Bruno na cena do crime e em relação ao papel desempenhado pelo próprio Sérgio.
O advogado Marco Antônio Siqueira, que defende Sérgio, afirmou que uma acareação com o adolescente pode fazer com que seu cliente passe da condição de suspeito para a de testemunha. “Esta acareação é importantíssima para as investigações. As contradições vão ser esclarecidas”, acredita Siqueira.
Sérgio e o menor contaram à polícia que Eliza foi agredida, ficou em um quarto usado como cativeiro no sítio em Esmeraldas e que Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, coordenava as ações do grupo. Mas a concordância entre os depoimentos termina aí.
Na versão do adolescente, Bruno deixou o sítio e deixou para Macarrão “resolver o problema”. Ele afirmou ainda, em seu primeiro depoimento, que Sérgio Rosa Sales segurava o menino Bruninho enquanto Eliza era sacrificada. Ou seja: o menor protege o goleiro e incrimina o primo maior de idade.
Sérgio apresentou outra versão à polícia: contou que Bruno se juntou a Macarrão, o menor e Eliza, com  Buninho, na noite em que ela foi levada para ser assassinada em Vespasiano. E alega que ele, Sérgio, permaneceu no sítio, isentando-se de participação na parte mais macabra do crime e incriminando o jogador.
O último depoimento de Sérgio ocorreu na quinta-feira, 8 de julho, em Belo Horizonte. Já o adolescente falou à Divisão de Homicídios do Rio, à polícia mineira e, na última sexta-feira, 9, à 2ª Vara da Infância e da Juventude, no Rio. A cada depoimento, o menor acrescentou novos detalhes.
A mudança de relato mais significativa ocorreu no depoimento que o jovem prestou à Justiça. Na sexta-feira, ele admitiu que Eliza, antes de ser transportada para Belo Horizonte, passou a noite do dia 4 para o dia 5 em uma casa na zona oeste – supostamente no Recreio dos Bandeirantes.
 
Investigação paralela – Marco Antônio Siqueira vai adotar estratégia semelhante ao dos advogados de Bruno para tentar inocentar seu cliente. Ele afirmou, na tarde desta terça-feira, que pretende pedir uma perícia paralela para comprovar a versão de que Sério Sales não tem participação no crime e apenas esteve no sítio no momento em que Eliza era mantida em cativeiro. Em seu relato, Sérgio afirmou que estranhou o fato de, entre os dias 8 e 9, ter sido impedido de entrar em partes da casa do sítio do goleiro – o que antes nunca havia sido negado a ele.
O perito contratado por Siqueira é o delegado aposentado Willer Vidigal, que atua com perícia independente. “Nosso objetivo não é confrontar o trabalho da Polícia Civil. Busco a verdade dos fatos para provar a inocência do meu cliente”, afirmou Siqueira.

Fonte: Veja


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>O caso do goleiro Bruno, os " Achismos", coisas e tal

Posted on julho 9, 2010. Filed under: achismos, Eliza Samudio, Flamengo, goleiro Bruno, Macarrão |

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Antônio Gonçalves
O caso envolvendo o goleiro Bruno Fernandes Souza, do Flamengo, e a jovem Eliza Samudio, de 25 anos, enseja a cada dia mais e mais teorias acerca do que pode ter acontecido com a jovem e também qual o envolvimento do jogador com os supostos crimes.
Goleiro Bruno Fernandes 
De fato, o caso teve um período agudo com o depoimento de um parente, menor, do goleiro que afirmou ter sido contratado pelo jogador para matar a jovem com o auxílio de Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como “Macarrão”.
E a cada novo indício se desenvolve uma nova teoria acerca do caso: homicídio doloso, sequestro, cárcere privado, lesão corporal, ocultação de cadáver são apenas alguns dos crimes que diuturnamente são atribuídos a Bruno e seus amigos e parentes.
 ElizaSamudio

De concreto, temos o indiciamento de Bruno e Luiz Henrique pelos crimes de sequestro, cárcere privado e lesão corporal e de outras pessoas ligadas ao caso, inclusive a esposa do goleiro. A opinião pública já se manifestou ferozmente com gritos de “assassino” contra o jogador e a confirmação de que o sangue no carro do goleiro é mesmo de Eliza Samudio apenas corrobora para agravar ainda mais a opinião negativa.

No entanto, o que temos até o presente momento são uma série de achismos e teorias, porque, de fato, enquanto o corpo não for encontrado ou não houver provas contundentes, sejam materiais ou testemunhais que confirmem a morte de Eliza, a tese de homicídio não deve e não pode ser levada a cabo.
Esses “achismos” passam, inclusive, pela modalidade de pedido de prisão: preventiva ou temporária? Os requisitos para a preventiva são, de acordo com o artigo 311 do CPP: 1) garantia da ordem pública; 2) garantia da ordem econômica; 3) por conveniência da instrução criminal; 4) para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria.
Já a prisão temporária, baseada na Lei n. 7960/89, prevê, de acordo, com o artigo 1, III, b: “quando houver fundadas razões, de acordo com qualquer prova admitida na legislação penal, de autoria ou participação do indiciado nos seguintes crimes: b) sequestro ou cárcere privado (art. 148, caput, e seus parágrafos 1º e 2º)”. Exatamente o estágio em que se encontra o goleiro e os demais, logo a prisão correta a ser pedida pelo MP foi a temporária, em consonância com a justiça do Rio de Janeiro e em contrariu sensu à justiça de Minas Gerais que decidiu pela expedição de prisão preventiva, o que deve ocorrer após os trâmites no Rio de Janeiro serem concluídos, uma vez que o inquérito tramita em Minas.
Ademais, o que ainda não é possível é considerar Bruno culpado por assassinato, primeiro, porque nem processo ele ainda responde, uma vez que o inquérito policial ainda não foi concluído. Segundo, porque em momento algum se apurou se realmente ele foi o autor de um eventual delito, portanto, existem apenas muitas especulações, porém, as certezas ainda estão um pouco distantes do momento presente.
É leviano elencar crimes e relacioná-los ao goleiro e seus amigos/parentes, contudo, a cada dia fica mais claro que algo, de fato, ocorreu. Mas, se foi Bruno, “Macarrão” ou um terceiro ainda é muito prematuro, como ainda falta se completar nesse quebra-cabeça, a função/importância da esposa do goleiro que apareceu com o filho de Eliza logo na sequência de seu desaparecimento.
De concreto, até o momento, num olhar jurídico de observador, temos uma possibilidade concreta de que Bruno responda pelos crimes de sequestro, cárcere privado e lesão corporal, e sua esposa Dayanne Rodrigues do Carmo Souza provavelmente também responderá por crimes relacionados à criança, já que foi vista em sua posse logo após o desaparecimento da jovem.
Os fatos e tipos penais serão mutantes até a conclusão do inquérito e tudo poderá ganhar novos contornos se e quando o corpo da jovem for encontrado.
A verdade aparecerá, é apenas uma questão de tempo, pois com a diligência das provas da polícia e com os depoimentos as lacunas serão preenchidas.
Que se indiciem os culpados, mas não se faça uma caça às bruxas injustificada com uma cruzada pela defesa do indiciamento por homicídio por conta e força da opinião pública ou dos achismos e outras coisas presentes até então.

O autor: Antônio Gonçalves é advogado criminalista, especialista em Criminologia Internacional: ênfase em Novas armas contra o terrorismo pelo Istituto Superiore Internazionale di Scienze Criminali, Siracusa (Itália) e em Direito Penal Empresarial Europeu pela Universidade de Coimbra (Portugal), entre outras formações. E-mail: azbrasil@azbrasil.jor.br
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