Governo Federal

>Empresa acusa filho da Ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, de cobrar comissão de 5% para liberar crédito no BNDES

Posted on setembro 16, 2010. Filed under: BNDES, Campinas, Capital Consultoria, Corrução, EDRB, empréstimo, Erenice Guerra, Governo Federal, Israel Guerra, Ministra da Casa Civil, VEJA |

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Corrução no governo federal – Uma empresa de Campinas confirma que um lobby opera dentro da Casa Civil da Presidência da República e acusa filho da ministra Erenice Guerra de cobrar dinheiro para obter liberação de empréstimo no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Interessada em instalar uma central de energia solar no Nordeste, a EDRB do Brasil Ltda. diz que o projeto estava parado desde 2002 na burocracia federal até que, no ano passado, seus donos foram orientados por um servidor da Casa Civil a procurar a Capital Consultoria.
Trata-se da firma aberta em nome de um dos filhos de Erenice, Saulo, e que foi usada por outro, Israel, para ajudar uma empresado setor aéreo a fechar contrato com os Correios – primeiro negócio a lançar suspeitas de tráfico de influências no ministério. Graças à mediação da Capital, representantes da EDRB disseram em entrevistas gravadas à Folha ter sido recebidos em audiência oficial por Erenice na Casa Civil, em novembro, quando ela exercia o cargo de secretária-executiva e a titular do ministério era a hoje candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT).
CONDIÇÕES
Nos dois meses seguintes, por meio de reuniões em Brasília, com a participação de Israel Guerra, telefonemas e e-mails, a EDRB afirma ter sido informada das condições impostas pela Capital para que um financiamento de R$ 9 bilhões do BNDES, em três parcelas, enfim saísse. Os termos, segundo a empresa de Campinas, incluíam seis pagamentos mensais à Capital de R$ 40 mil e uma comissão de 5% sobre o valor do empréstimo. Segundo o relato, haveria também um repasse de R$ 5milhões para supostamente ajudar a campanha da eleição de Dilma.
“Não aceitamos pagar nada. Temos investidores, empresas que querem construir, gerar alguma coisa, e não criar vagabundos dessa forma”, disse à Folha Rubnei Quícoli, consultor da EDRB que fez os contatos com a Casa Civil e com a Capital. “Nos foi apresentada uma minuta de contrato.
A gente contrataria uma empresa para fazer o acompanhamento jurídico do negócio todo. A empresa do filho da dona Erenice. Olhei os valores e disse: ‘Bom, para fazer acompanhamento jurídico desse troço, a gente não concorda pagar isso’. E aí o negócio terminou”, confirmou Aldo Wagner, sócio da EDRB.
Quícoli, 49, encaminhou à Folha documentos e cópias de e-mails que, segundo ele, corroboram as afirmações. Uma das mensagens, de 15 de dezembro e endereçada aos donos da EDRB (Aldo e Marcelo Escarlassara), traz a minuta encaminhada pela Capital, que indica como seu procurador o empresário Adriano da Silva Costa. O contrato pede pagamento de R$ 240mil em seis prestações mensais e uma “comissão de sucesso” de 5% sobre o empréstimo, o equivalente a R$ 450 milhões. O acordo tem estrutura e redação similares ao que a Capital havia encaminhado para intermediar a renovação de contrato da empresa aérea MTA com os Correios.
AUDIÊNCIA
A Folha obteve também a troca de e-mails entre a Casa Civil e o consultor da EDRB, com vistas a marcar a audiência oficial com Erenice. O encontro ocorreu às 17h de 10 de novembro no CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil), em Brasília, que na época era a sede da Presidência. A Casa Civil confirmou a reunião ontem, mas informou que Erenice não participou. Quícoli e Aldo Wagner sustentam, no entanto, que ela participou.
Dizem que ela não intercedeu em favor do filho nem pediu dinheiro. Segundo eles, ela ouviu sobre o projeto e se propôs a fazer aponte entre a EDRB e a Chesf (Companhia Hidroelétrica do São Francisco), estatal geradora de energia. “Nesse dia, ela [Erenice] propôs o quê? Viabilizar o projeto dentro da Chesf. […] Estivemos na Chesf, em São Paulo”, disse. Segundo o consultor, o encontro com Erenice foi agendado por Vinícius Castro, que era assessor da Casa Civil até segunda-feira.
Foi exonerado depois que a “Veja” revelou que seria sócio oculto de Israel na Capital. Ele é filho de Sonia Castro, sócia da Capital, e sobrinho do ex-diretor de Operações dos Correios Marco Antônio Oliveira. Quícoli disse que foi o tio quem o apresentou a Vinícius. Oliveira confirma.
O nome de Vinícius aparece em vários e-mails da Casa Civil para a EDRB. Em um, ele informa que está tomando providências sobre o projeto. Em outro, de 6 de novembro, há menção a Dilma. A assessora da Casa Civil Glaucinete Leitão pede a Quícoli uma versão “mais sucinta” do projeto.
Não há confirmação se Dilma tomou conhecimento da proposta. Em fevereiro, a Capital ajudou a EDRB a formatar consulta ao BNDES. A EDRB diz que se sentiu “chantageada” e, em março, cortou negociações com os lobistas.
Em 29 de março, o BNDES rejeitou o pedido de empréstimo. Quícoli diz que logo depois foi procurado por Marco Antônio Oliveira, que teria dito que a questão no BNDES podia ser resolvida, desde que a EDRB desembolsasse R$ 5 milhões para saldar supostas despesas de campanha de Dilma. Oliveira nega.
No dia 6 de maio, um email foi enviado a Quícoli, segundo ele, por Vinícius, sobre esse contrato extra. A mensagem trazia orientação para que fossem emitidas notas fiscais em nome da Synergy, outra consultoria de Brasília, cujo dono é Adriano da Silva Costa -o mesmo que consta da minuta de contrato como procurador da Capital. A EDRB diz que, de novo, se negou a fazer o pagamento. Fonte: Folha.com
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>Governo federal corta R$ 1,28 bilhão da Educação

Posted on junho 1, 2010. Filed under: Diário Oficial, Educação, Governo Federal, Orçamento da União |

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O governo definiu nesta segunda-feira, 31, os ministérios e órgãos da União que terão uma nova redução de orçamento este ano. O ministério da Educação foi o mais afetado e terá R$ 1,28 bilhão a menos para gastar em 2010. Com este novo corte, o orçamento da Educação encolheu R$ 2,34 bilhões em relação aos valores aprovados pelo Congresso. No total, o Executivo está reduzindo despesas no valor de R$ 7,5 bilhões para tentar conter o consumo do governo e, por consequência, o crescimento da economia e da inflação.
A área econômica anunciou no mês passado uma redução de R$ 10 bilhões nas despesas primárias do governo como mais uma arma contra a inflação. Com o corte, o governo quer evitar uma escalada mais forte da taxa de juros básica (Selic) pelo Banco Central, órgão responsável por manter a inflação dentro da meta de 4,5%, com variação de dois pontos para cima ou para baixo.
O Legislativo e o Judiciário terão uma redução nas despesas de R$ 125 milhões. Para alcançar o valor anunciado de R$ 10 bilhões, o governo reviu as estimativas de gastos obrigatórios (principalmente com pessoal e subsídios) reduzindo-as em cerca de R$ 2,4 bilhões. Este ano foi a primeira vez que o governo teve que fazer um corte adicional além do contingenciamento, que é realizado todo início de ano, após a aprovação da Lei Orçamentária pelo Congresso. O corte total em 2010 já soma R$ 28,95 bilhões.
Além da Educação, os maiores cortes ocorreram no ministério do Planejamento (R$ 1,24 bilhão), nos Transportes (R$ 906,4 milhões) e Fazenda (R$ 757,7 milhões). O ministério da Saúde terá R$ 344 milhões a menos. O ministério do Desenvolvimento Social – responsável por programas sociais como o Bolsa-Família – terá que reduzir as despesas em R$ 205,3 milhões.
Por outro lado, dez ministérios tiveram parte do orçamento recomposto em relação à previsão de março. Os ministérios beneficiados foram Agricultura; Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; Justiça; Previdência Social; Trabalho; Desenvolvimento Agrário; Esporte; Defesa; Integração Nacional e Turismo.
Segundo o decreto publicado nesta segunda-feira, 31, no Diário Oficial da União, os únicos órgãos que não tiveram alteração na previsão de orçamento em relação à última estimativa divulgada em março foram o ministério das Relações Exteriores e a vice-presidência da República. O governo também fixou R$ 1,5 bilhão como reserva. Estes recursos podem ser distribuídos, à medida da necessidade, aos ministérios. Fonte: Estadão

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>Governo federal perderá R$ 10 bi com anistia a desmatador

Posted on dezembro 11, 2009. Filed under: anistia, Bolsa-Família, CNA, desmatador, florestal, Governo Federal, Ibama, Mais Ambiente, ruralistas, similar |

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Meio Ambiente diz que medida não estava prevista em acordo com Agricultura

Decisão foi incluída em programa que também adia punição a produtor rural com desmate ilegal; “Vou pedir para mudar” diz Minc


Vista aérea de desmate no Pará, com castanheira derrubada

Além de adiar até 2012 a punição de proprietários rurais que desrespeitaram o limite de corte de vegetação nativa em suas terras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu suspender a cobrança de multas aplicadas aos desmatadores que passarem a cumprir a lei. O valor da anistia é estimado em R$ 10 bilhões e é similar à despesa anual do Bolsa Família.

O cálculo foi feito com base nas multas aplicadas pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). O instituto cobra cerca de R$ 13 bilhões em multas, e a maior parte delas pune desmate ilegal.

A anistia faz parte do programa Mais Ambiente, criado por decreto presidencial a ser publicado na edição de hoje do “Diário Oficial da União”.

O programa é a resposta de Lula à pressão de ruralistas, que resistiam a cumprir a exigência de registro da área de reserva legal de suas propriedades. A reserva varia entre 20% e 80% do tamanho da propriedade, dependendo da região do país. Na Amazônia é de 80%.

As punições deveriam ter entrado em vigor no ano passado. Decreto presidencial já havia adiado o prazo em um ano. Amanhã, o diário oficial dará mais tempo aos ruralistas.

Até junho de 2011, não haverá nenhuma punição. A partir daí, o decreto ainda prevê prazo de até um ano e quatro meses para a notificação dos infratores e a adesão ao programa de regularização. Só depois haverá cobrança de multas diárias de até R$ 500 por hectare de terra desmatada ilegalmente.

A intenção do decreto é abrir caminho para que proprietários de terra do país comecem a cumprir o que diz o Código Florestal, desde 1965. Segundo a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), mais de 90% dos produtores não registraram a reserva legal porque não detêm mais áreas equivalentes de vegetação nativa em suas propriedades.

Os ruralistas pressionavam pelo fim da exigência da reserva legal. O ministro Reinhold Stephanes defendia adiar todo o decreto de punição de crimes ambientais por dois anos. Os ambientalistas resistiam. A decisão final de Lula foi tomada em reunião anteontem à noite.

Verdade inconveniente

Ontem, ao tomar conhecimento de detalhes do decreto lidos pela assessoria da Casa Civil à Folha, o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) reagiu à anistia aos produtores multados. “Se for isso, vou pedir para mudar, o acordo não era esse, isso vai ter de ser corrigido.”

Segundo a Casa Civil, ao firmar compromisso de recompor a reserva legal ou compensar o desmatamento, o proprietário rural “terá suspensa a cobrança de multas aplicadas” em várias situações de desmatamento, e não apenas a falta de registro da reserva legal.

Minc defendeu as demais facilidades aos proprietários que aceitem regularizar suas terras. “É desagradável adiar, mas a verdade inconveniente é que não se cumpria a lei no país.” Procurado pela Folha, Stephanes disse que só se manifestará após a publicação do decreto.

O combate ao desmatamento responde pela principal parcela da meta de corte das emissões de gases de efeito estufa do país. A meta só aguarda a sanção de Lula para virar lei.

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>Lula foi um dos primeiros a receber restituiçao do Imposto de Renda

Posted on outubro 13, 2009. Filed under: Banco do Brasil, Governo Federal, Lula, restituição do IR |

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O governo federal aplicou o calote na restituição do Imposto de Renda em cerca de 2 milhões de brasileiros, que só verão o dinheiro em 2010, mas entre os prejudicados não está o portador do CPF 070.680.938-XX. Trata-se de Luiz Inácio Lula da Silva, que recebeu sua restituição já no lote número 1, paga em 15 de junho passado. A restituição foi creditada em sua conta corrente, na agência 4883 do Banco do Brasil.

A grana sumiu

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O governo não informou o número de vitimas do calote, mas admitiu que o valor soma R$ 3 bilhões, a serem restituídos só em 2010.

Incompreendido

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Lula não gostou da vinculação do calote do governo a interesses econômicos: “Acho falta de compreensão…” Claro, presidente, claro.

Nunca antes…

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No Itamaraty, sexta, Lula disse que “não é a primeira vez na História” que o governo dá beiço nos contribuintes, mas não citou precedentes.

Bom contador

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Não deixa de ser estranho que Lula, com aposentadorias e salário de presidente, sem gastar nada, ainda tenha direito a restituição.

Fonte: claudiohumberto

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>Ações criminosas do MST são pagas pelo governo federal

Posted on agosto 29, 2009. Filed under: camponeses, chantagem, Governo Federal, militantes, MST, Sem Terra, Trabalhadores |

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Assertivos do ponto de vista ideológico, os líderes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra são evasivos quando perguntados de onde vêm os recursos que sustentam as invasões de fazendas e manifestações que o MST promove em todo o Brasil. Em geral, respondem que o dinheiro é proveniente de doações de simpatizantes, da colaboração voluntária dos camponeses e da ajuda de organismos humanitários. Mentira.

O cofre da organização começa a ser aberto e, dentro dele, encontram-se as primeiras provas concretas daquilo que sempre se desconfiou e que sempre foi negado: o MST é movido por dinheiro, muito dinheiro, captado basicamente nos cofres públicos e junto a entidades internacionais. Em outras palavras, ao ocupar um ministério, invadir uma fazenda, patrocinar um confronto com a polícia, o MST faz isso com dinheiro de impostos pagos pelos brasileiros e com o auxílio de estrangeiros que não deveriam imiscuir-se em assuntos do país.

VEJA teve acesso às informações bancárias de quatro Organizações Não-Governamentais (ONGs) apontadas como as principais caixas-fortes do MST. A análise dos dados financeiros da Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca), da Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil (Concrab), do Centro de Formação e Pesquisas Contestado (Cepatec) e do Instituto Técnico de Estudos Agrários e Cooperativismo (Itac) revelam que o MST montou, controla e tem a seu dispor uma gigantesca e intrincada rede de abastecimento e distribuição de recursos, públicos e privados, que transitam por dezenas de ONGs espalhadas pelo Brasil:

– As quatro entidades-cofre receberam 20 milhões de reais em doações do exterior entre 2003 e 2007. A contabilização desses recursos não foi devidamente informada à Receita Federal.

– As quatro entidades-cofre repassaram uma parte considerável do dinheiro a empresas de transporte, gráficas e editoras vinculadas a partidos políticos e ao MST. Há coincidências entre as datas de transferência do dinheiro ao Brasil e as campanhas eleitorais de 2004 e 2006.

– As quatro entidades-cofre receberam 44 milhões de reais em convênios com o governo federal de 2003 a 2007. Há uma grande concentração de gastos às vésperas de manifestações estridentes do MST.

– As quatro entidades-cofre promovem uma recorrente interação financeira com associações e cooperativas de trabalhadores cujos dirigentes são ligados ao MST.

– As quatro entidades-cofre registram movimentações bancárias estranhas, com vultosos saques de dinheiro na boca do caixa, indício de tentativa de ocultar desvios de dinheiro.

Há muito o que desvendar a respeito do verdadeiro uso pelo MST do dinheiro público e das verbas provenientes do exterior. A Anca, por exemplo, é investigada desde 2005 por suas ligações com o movimento. A quebra do sigilo mostra que funcionários da entidade realizaram saques milionários em dinheiro em datas que coincidem com manifestações promovidas pelo MST e também com períodos eleitorais. Outra coincidência: tabulando os gastos das entidades resta evidente que parte expressiva dos recursos é destinada a pessoas físicas ou jurídicas vinculadas ao MST. Há também transferências bancárias suspeitíssimas. Em agosto de 2007, 153 000 reais da Cepatec foram parar na conta de Márcia Carvalho Sales, uma vendedora de cosméticos residente na periferia de Brasília. “Não sei do que se trata, não sei o que é Cepatec e não movimento a conta no banco há mais de três anos”, diz a comerciária. A Cepatec também não quis se pronunciar.

Para fugir a responsabilidades legais, o MST, embora seja onipresente, não existe juridicamente. Não tem cadastro na Receita Federal, e, portanto, não pode receber verbas oficiais. “Por isso, eles usam estas entidades como fachada”, diz o senador Álvaro Dias, do PSDB do Paraná, que presidiu a CPI das Terras há dois anos, e, apesar de quebrar o sigilo das ONGs suspeitas, nunca conseguiu ter acesso aos dados bancários. Aliados históricos do PT, os sem-terra encontraram no governo Lula uma fonte inesgotável de recursos para subsidiar suas atividades. Uma parcela grande dos convênios com as entidades ligadas ao MST destina-se, no papel, à qualificação de mão-de-obra. Mas é quase impossível averiguar se esse é mesmo o fim da dinheirama. “Hoje o MST só sobrevive para parasitar o estado e conseguir meios para se sustentar”, diz o historiador Marco Antonio Villa.

As ONGs ligadas ao MST chegaram a receber quase 70 milhões de reais em um único ano. No início do governo Lula, em 2003, esses repasses não chegavam a 15 milhões de reais. No ano seguinte, mais do que dobraram, ultrapassando os 32 milhões de reais. Em 2005, o valor novamente dobrou, atingindo os 64 milhões de reais. No segundo mandato, as denúncias de irregularidades envolvendo entidades ligadas aos sem terra ganharam força. E o dinheiro federal para elas foi minguando. Em 2007, ano de abertura da CPI, os repasses às ONGs ficaram em 56 milhões de reais. No ano passado, as entidades receberam 46 milhões. E nos oito primeiros meses deste ano, os cofres das ONGs do MST receberam menos de 20 milhões de reais em convênios com o governo federal. Como reação, a trégua com o governo também minguou.

No início de agosto, 3 000 militantes invadiram a sede do Ministério da Fazenda. A ação em Brasília foi comandada pela nova coordenadora nacional do MST, Marina dos Santos, vinculada a setores mais radicais do movimento. No protesto, o MST exigiu o assentamento imediato de famílias que estão acampadas. Nos bastidores, negociam a retomada dos repasses para as ONGs e a recuperação do comando das unidades do Incra. Em conversas reservadas, ameaçam até criar problemas para a candidatura presidencial da ministra Dilma Rousseff. O governo Lula agora experimenta o gosto da chantagem de uma organização bandida que cresceu sob seus auspícios.

Fonte: Revista Veja

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>Prefeito de Cuiabá anuncia projeto de investimento de R$ 500 milhões

Posted on julho 15, 2009. Filed under: Cuiabá na Copa 2014, Governo Federal, prefeito de Cuiabá, Prefeitura de Cuiabá |

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O Governo do Estado e a Prefeitura de Cuiabá já estão trabalhando, em conjunto, para fazer as adaptações no Plano de Mobilidade Urbana, tendo como meta unificar os projetos de infraestrutura básica com vistas à Copa do Mundo de 2014.

O Projeto de Mobilidade Urbana prevê mais viadutos, avenidas e linhas exclusiva para ônibus

No momento, estão sendo discutidos os pontos mais críticos do trânsito na Capital e as obras que deverão ser feitas para melhorar a trafegabilidade, uma vez que o deslocamento das pessoas – a denominada mobilidade urbana – é um dos principais focos das 12 cidades que vão sediar os jogos do Mundial.

A execução dessas obras dependerão muito dos valores que serão liberados pelo Ministério das Cidades, onde foi protocolado, pelo Governo do Estado, um plano básico solicitando R$ 1 bilhão. Já da parte da Prefeitura, os projetos apresentados somam R$ 500 milhões. Os investimentos serão feitos pelo Governo Federal, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Copa.

Em entrevista exclusiva ao MidiaNews, nesta semana, o prefeito Wilson Santos (PSDB) afirmou que, de todas as áreas, a que mais vai ganhar, com a escolha de Cuiabá para ser uma das sedes da Copa, será justamente a da Mobilidade Urbana. Segundo ele, a Prefeitura tem mais de R$ 500 milhões de projetos já elaborados e encaminhados aos Governos Estadual e Federal.

“Temos conversado com o governador Blairo Maggi e concluímos que temos um interesse em comum, que é, por exemplo, o de fazer um grande programa de recapeamento de parte considerável das ruas e avenidas da Capital. Não há como negar que esse pavimento já está com a vida útil vencida. Nosso projeto é investir um bom volume de recursos financeiros, em parceria com o Governo do Estado, em restauração de ruas e avenidas, sobretudo, em linhas de ônibus”, disse o prefeito.

Viadutos

Segundo Wilson Santos, o projeto de infraestrutura contempla a ampliação da malha viária de Cuiabá, com a construção de vários viadutos, como forma de acabar com os muitos “gargalos” que transformam o trânsito da cidade num dos mais complicados do país. Um dos viadutos será construído na rotatória que liga as Avenidas Fernando Correa e Manoel de Arruda (Beira-Rio); outro, no trevo das Avenidas Miguel Sutil (Perimetral) e Lavapés, na entrada dos bairros Santa Rosa, Ribeirão da Ponte e Ribeirão do Lipa.

Também serão construídas “trincheiras” no trevo da Avenida Miguel com a Rua João Gomes Sobrinho: passagens subterrâneas vão acabar com um dos principais pontos críticos do trânsito da Capital, no trevo próximo à Gráfica Atalaia. Será feito o alargamento da Avenida Fernando Corrêa, com a construção de uma terceira pista, do trecho que vai do quartel 9º BEC (Exército) até o trevo de acesso à Rodovia Palmiro Paes de Barros, que liga Cuiabá a Santo Antônio de Leverger.

O projeto de Mobilidade Urbana prevê, ainda, a conclusão da Avenida Miguel Sutil até o encontro com a Avenida Beira-Rio, além de continuar uma das mais extensas ruas da cidade, a Barão de Melgaço, com a construção de um trecho beira-rio até a Ponte Mário Andreazza, que dá acesso a Várzea Grande. No local, também será construída uma nova ponte.

“Vamos construir corredores exclusivos para ônibus; concluir a pavimentação asfáltica de todas as linhas de transporte coletivo, eliminando alguns pontos críticos, como a entrada para o bairro Despraiado, pela Avenida Miguel Sutil”, disse Wilson Santos. Em parceria, Governo e Prefeitura vão construir uma nova avenida, que fará a ligação direta do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, ao estádio José Fragelli, o Verdão, no bairro do mesmo nome, em Cuiabá.

Um dos projetos do Estado é a duplicação da MT-251 (Cuiabá-Chapada dos Guimarães), no trecho que vai do trevo de acesso ao Distrito de Nossa Senhora da Guia até a entrada para a Hidrelétrica de Manso.

De acordo com o prefeito, a previsão é de que todas essas obras estejam concluídas até dezembro de 2012, quando o Brasil sediará a Copa das Confederações, um dos principais preparativos do Mundial de 2014.

“A área em que a Prefeitura menos pode contribuir é a financeira. Mas, temos técnicos, pessoal com um conhecimento profundo da cidade, com as informações necessárias para dotar a cidade de um projeto de infraestrutura básica que atenda às exigências da Fifa”, disse Wilson Santos.

Etapas

Dentro do Projeto “Cuiabá na Copa 2014”, segundo Wilson Santos, a Prefeitura já cumpriu três etapas. A primeira é a criação de um organismo exclusivo para tratar desse tema: a Secretaria Especial para a Copa. A segunda missão foi escolher um nome eqüidistante, que gozasse de prestígio junto ao Governo do Estado, à CBF e à Fifa – no caso, o economista, Agripino Bonilha Filho. Ele foi nomeado no dia 8 de junho. O terceiro ponto foi a aprovação da Lei Municipal de isenção tributária, conforme exigência da Fifa.

As próximas etapas, conforme o prefeito, serão a reorganização do comércio ambulante e o repasse de informações aos comerciantes que estão num raio de dois mil metros do estádio Verdão, sobre os procedimento e padrões estipulados pela Fifa.

Recursos

A cinco anos da Copa de 2014, a estimativa de gastos do Governo Federal com o evento se aproxima de R$ 30 bilhões. As cidades-sedes pleiteiam ao Planalto pelo menos R$ 20,38 bilhões para obras de infraestrutura. Somado aos investimentos de R$ 7,3 bilhões do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) nas 12 sedes, o custo, somente para a União, atinge R$ 27,7 bilhões.

Fonte: MídiaNews

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