Grupo Renosa

>Novos Investimentos disparam em Mato Grosso

Posted on abril 27, 2009. Filed under: Coca-Cola, Grupo Renosa, Investimentos, Prodeic |

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Balanço oficial mostra que volume de recursos destinados a empreendimentos em MT no 1º trimestre chega a R$ 3,057 bi, 1.431% a mais que em igual período de 2008

Mato Grosso está na contramão da crise. A análise é do secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf, ao comparar os números obtidos no primeiro trimestre de 2009 com os do mesmo período do ano passado. Balanço feito pela pasta mostra que ao contrário do que vem ocorrendo em alguns Estados brasileiros, a economia estadual está a todo o vapor e não dá sinais de retração. Para se ter uma ideia disso, o secretário mostra os números, resultado de ações realizadas em conjunto com o setor privado e que no final refletem na economia de forma geral. Os investimentos enquadrados (aprovados e já em execução) no Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial do Estado de Mato Grosso (Prodeic) entre janeiro e março deste ano somaram R$ 3,057 bilhões, o que representa um incremento de 1.431% se comparado aos R$ 199,596 milhões registrados em igual período de 2008. O montante verificado nos três primeiros meses deste ano também é maior que o volume contabilizado em 2008, quando somou R$ 1,425 bilhão nos 12 meses, uma expansão de 114,5%.


Na opinião do secretário, a performance que o Estado vem apresentando nos últimos meses – mesmo em um cenário de crise – comprova a confiança dos investidores no potencial local, com opções de negócios que outras unidades da federação não oferecem, a exemplo da produção agrícola e de gado que chamam a atenção para outros empreendimentos com a finalidade de beneficiar a matéria-prima produzida em solo mato-grossense.


“A deficiência em infraestrutura coloca Mato Grosso em uma posição diferente em relação a outras localidades, por isso o governo do Estado concede incentivos fiscais diferenciados como forma de compensar a distância dos portos, o que acaba chamando a atenção dos empreendedores “, afirma Nadaf ao dizer que pelos resultados obtidos até agora, a captação de investimentos para o Estado deve ser mantida pelo menos até o final do primeiro semestre. O secretário também considera que ainda é cedo para arriscar números sobre o volume a ser investido em Mato Grosso ao longo de 2009.


Atividades – Na lista de empreendimentos que compõem o bolo de R$ 3 bilhões, a maioria está voltada para a agroindústria com unidades destinadas à produção de etanol e outras formas de energia, bebidas e também castanhas. O volume de recursos enquadrados, como mostra o balanço da Sicme, não significa que já foram totalmente aplicados, pois alguns estão em fase final de projeto para dar início à edificação das fábricas e outros já estão avançados com promessas de dobrar a produção ainda no segundo semestre, como é o caso do Grupo Renosa, fabricante da Coca-Cola em Mato Grosso, que anunciou em fevereiro deste ano o investimento de R$ 60 milhões destinados à ampliação do parque fabril e também no aumento da produção de bebidas, que atualmente é de 300 milhões de litros por ano.

Avaliação – Na opinião do economista Vitor Galesso, para se analisar os rumos que a economia tem tomado neste cenário de crise financeira internacional, é fundamental saber quando foram assinadas as intenções de investimentos no Estado. Ele diz que a maioria dos projetos começaram a ser tratados no último trimestre do ano passado e que agora vêm gerando frutos positivos, que resultam em números surpreendentes.


“Para ter um efeito mais positivo temos que saber quando estes investimentos nasceram. Se foram este ano ou se são investimentos que já estavam programados mas que foram suspensos temporariamente em função da crise”, diz ao acrescentar que muitos outros podem estar esperando um melhor momento para dar continuidade.


Diferencial – Na lista de empreendimentos da Sicme aparece o Brotas Castanhas e Polpas, que será implantado em Rosário Oeste, a 128 km de Cuiabá. O contato com a secretaria foi feito no mês passado, porém não traz o valor investido. Nele serão gerados 43 empregos diretos. A capacidade de produção será de duas toneladas de castanha por dia. Entre as características do empreendimento estão o beneficiamento da castanha e da polpa do caju, além de transformar outras frutas como manga, goiaba, abacaxi e banana que seriam desidratadas, visando o mercado europeu.


Galesso observa que mesmo antes de se assinar qualquer parceria com o governo do Estado, o empreendimento já estava em andamento. Ele cita como prova o plantio das árvores de castanha, que devem ter sido plantadas antecipadamente, antes do funcionamento da indústria para que a fábrica entrasse em operação tendo a matéria-prima disponível. E desconsiderando a data do contato entre governo e empresários, o economista afirma que a tendência da economia estadual é de crescer de forma mais intensa, principalmente no que se refere à bioenergia e alimentos. “Não haverá retração nestes segmentos, pois o mundo precisa se alimentar e a demanda por estes produtos continuará, pois são itens de primeira necessidade”.


Fundeic – Outro dado que comprova o incremento da atividade comercial e industrial no Estado é o balanço do Fundo de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Fundeic). No primeiro trimestre deste ano foram beneficiadas 12 empresas que somam recursos no valor de R$ 1,081 bilhão, acréscimo de 350,4% sobre os R$ 240 mil do mesmo período do ano anterior, e quando somente duas empresas foram atendidas. Com relação ao Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), no primeiro bimestre 650 empresas tiveram acesso ao crédito, que somou R$ 35,663 mil.

Energia – Para mensurar o aquecimento da atividade, o secretário Pedro Nadaf afirma que o consumo de energia é um dos instrumentos usados como termômetro econômico. Conforme os dados da pasta, o consumo de energia cresceu 11,2% nos primeiros três meses deste ano sobre igual intervalo do ano passado. “Em 2008 tivemos um crescimento no consumo energético de 8,4% sobre o ano anterior. E este ano a previsão é que aumente em 7%”.

  • Empresa: Cluster Bionergia

Localização: Barra do Garças

Investimento: R$ 2,8 bilhões

Empregos: 7.185 diretos e 28.740 indiretos

Estrutura: 3 destilaria e plantação de 180 mil ha de cana-de-açucar


  • Empresa: Grupo de Empresários

Localização: Diamantino

Investimento: U$ 3 bilhões

Empregos: 8 mil diretos e mais que o dobro indiretos

Estrutura: 85 mil ha de cana-de-açucar e 10 mil ha de eucalipto


  • Empresa: Brenco Poliduto e Usina

Localização: Alto Taquari

Investimento: R$ 2,8 bilhões

Empregos: 2 mil diretos


Fonte: A Gazeta

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