Guiratinga

>Com censo 2010 doze cidades de Mato Grosso terá redução no repasse do FPM

Posted on novembro 6, 2010. Filed under: Alta Floresta, Barra do Bugres, Censo 2010, Chapada dos Guimarães, Colíder, Colniza, Denise, FPM, Guiratinga, IBGE, Marcelândia, Peixoto de Azevedo |

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A arrecadação do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de 12 das 141 cidades de Mato Grosso, o equivalente a 8,5% do total, vai diminuir a partir de 2011. Isso porque todas elas sofreram redução populacional nos últimos 10 anos. Os repasses são medidos pela oscilação do número de habitantes em cada município.
A redução foi confirmada no Censo realizado neste ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que divulgou ontem, de forma preliminar, a quantidade de habitantes em todos os municípios brasileiros. Na análise do IBGE houve decréscimo populacional nos municípios cuja fonte econômica advém da pecuária e das indústrias madeireira e canavieira. 

 Cidade de Barra dos Bugres que teve decréscimo populacional

As cidade são:

  • Alta Floresta, 
  • Barra do Bugres, 
  • Chapada dos Guimarães, 
  • Colíder, 
  • Colniza, 
  • Denise, 
  • Guiratinga, 
  • Marcelândia, 
  • Peixoto de Azevedo, 
  • São José do Rio Claro, 
  • Tabaporã e 
  • Terra Nova do Norte.

Dez cidades tiveram aumento populacional
Já em situação mais confortável estão outros 10 municípios, ou 7,09% do total, que tiveram registro de aumento da população. Maior parte deles integra a fronteira agrícola de Mato Grosso. São eles:

  • Campo Verde, 
  • Lucas do Rio Verde, 
  • Nova Mutum, 
  • Primavera do Leste, 
  • Sapezal, 
  • Sorriso, 
  • Vera, 
  • Porto Esperidião, 
  • Porto Alegre do Norte, 
  • Juruena e 
  • Confresa.
 Lucas do Rio verde é destaque
Lucas do Rio Verde, por exemplo, está no topo dos que mais cresceram, com incremento populacional de pouco mais de 12 mil habitantes do ano passado para cá. Prefeitos dos municípios que sofreram redução ou aumento populacional têm até o dia 21 para questionar os resultados apontados pelo IBGE.

REVISÃO – O Instituto já se adiantou que vai revisar a contagem populacional, por determinação da Diretoria de Pesquisa do órgão, nos municípios de Colniza, Sinop, Terra Nova do Norte e na capital do Estado. Já as cidades de Alta Floresta, Denise, Nova Olímpia, Nova Bandeirantes, São Félix do Araguaia, São José do Rio Claro, Guiratinga, Chapada dos Guimarães, Colíder, Marcelândia e Tabaporã aguardam autorização para passar pelo mesmo processo.
Na região Centro-Oeste, Mato Grosso é o estado com a maior quantidade de processos de revisão (15), seguido por Goiás (6), Mato Grosso do Sul (2) e Distrito Federal (1). Em todo país, haverá revisão em 376 cidades.
Segundo o chefe do IBGE em Mato Grosso, Deovaldo Benedito Souza, a revisão será necessária para dar mais lisura ao Censo 2010. “Os municípios revisados serão aqueles que perderam FPM e com grande quantidade de domicílios vagos. Vamos verificar também o trabalho dos recenseadores”, revela Souza. O Censo 2010 mostrou que Mato Grosso conta com a segunda maior população da região Centro-Oeste, com 2.954.625, mas esta marca, após as revisões e a imputação dos domicílios fechados (21.764 mil), pode saltar para 3.026.446 habitantes. Quem não foi recenseado pode entrar em contato com o IBGE até o dia 21 deste mês para solicitar visita pelo telefone 0800-721-8181.
ANÁLISE – O IBGE analisa que o crescimento populacional de Mato Grosso se deu de forma natural, ou seja, pela diferença entre nascimentos e mortes. O fenômeno é conhecido na demografia como vegetativo. No passado, o Estado inflou em questão de décadas por um intenso processo migratório que trouxe para cá pessoas oriundas da região sul do país. Os municípios mato-grossenses que mais cresceram são aqueles que estão agregando valor à produção antes de exportá-la. O processo exige instalação de indústrias, o que demanda elevada quantidade de mão-de-obra. 
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>Saúde: Uma radiografia da maldade

Posted on maio 12, 2010. Filed under: Guiratinga, hospitais, radiografia, Saúde, Tesouro |

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  • WILSON SANTOS

    Após visitar trinta municípios, em nossa pré-campanha, começo a entender a lógica macabra que norteou o atual governo de Mato Grosso em relação à saúde pública: o desmonte da saúde no interior, com o propósito de sufocar e asfixiar Cuiabá.

    Diante disso, dizer que a degradação da saúde pública em Mato Grosso é uma fratura exposta que, por falta de intervenção eficaz, desencadeou infecção generalizada, seria ‘apenas’ valer-se de uma forte figura de linguagem.

    Na verdade, a situação expõe, com dramática crueza, até onde a insensibilidade de governantes pode afrontar a sensatez.

    Trata-se, portanto, de uma questão de ética pública e até de moral cristã: é possível ignorar-se a dor e o drama de um ser humano, em nome de uma ‘objetividade’ política que afronta princípios elementares, como o direito ao tratamento digno?

    Lamentavelmente, é isso que o governo que aí está tem feito, com sistemática persistência e trágicos efeitos diretos e colaterais.

    Na imensa maioria das três dezenas de municípios que visitamos até aqui, para colher de lideranças locais propostas para nosso plano de governo, o desmonte do sistema de saúde pública tem sido denunciado com dramática veemência.

    Nesse quadro de infecção generalizada, há exemplos tragicamente emblemáticos. Quando adolescente, ouvia com frequência que o melhor hospital do Estado estava em Guiratinga, para onde afluíam até os “desenganados”, como se dizia à época. Por décadas, o Hospital Santa Maria Bertila, fundando pelos salesianos e, depois, administrados por padres franciscanos, foi referência de proficiência médica.

    Com insidiosa aplicação, o atual governo estadual repetiu em Guiratinga a perversa receita: comprou, ainda em 2005, por R$ 500 mil, o Santa Maria Bertila, que acabara de fechar por falta de apoio. Anunciou investimentos de mais R$ 200 mil em equipamentos e, em 28 de junho daquele ano – portanto há quase exatos cinco anos – prometeu reabri-lo em seguida. Até hoje não cumpriu a promessa, e o histórico hospital se desfaz, vitima da mesma e trágica mazela que ataca os pacientes que já não pode receber e tratar: o abandono e a insensibilidade dos ‘poderosos’ de plantão.

    Se, da perspectiva humana é impossível encontrar um mínimo de lógica na loucura que move o governo a gastar dinheiro público na aquisição de hospitais privados para…fechá-los, do ponto de vista da “política” mais perversa, a monstruosidade se explica.

    Desmontar a estrutura de saúde no interior significa, como se viu, inundar Cuiabá com uma demanda tal que sufoque e desmoralize a rede pública da Capital. Nessa conta macabra, as vidas que se perdem não contam. Só os resultados ‘eleitoreiros’ que alguns pensam auferir.

    Não longe de Guiratinga, Tesouro não tem sequer uma aparelho de raio-X, o que obriga a grandes deslocamentos de pessoas com problemas relativamente simples, onerando o sistema já falido e ampliando os riscos de acidentes em viagens de ambulâncias igualmente sucateadas.

    Em Cuiabá, e seguindo a mesma e perversa receita, o governo que aí está comprou e fechou dois hospitais sem que tenha acrescido, em troca, um único leito.

    Em número muito aquém do desejável, os hospitais regionais se deterioram na medida em que a demanda aumenta por falta de uma mínima hierarquização – que exige suporte de equipamentos e de pessoal – do atendimento.

    Há casos em que equipamentos sofisticados ‘mofam’ há anos, inutilizados sob o peso da burocracia que impede sua instalação. Aflige e constrange constatar que a hemorragia da insensibilidade pública exaure as veias da população pobre que, às vezes a centenas de quilômetros de um ‘socorro’, depende da ‘ambulanciaterapia’, única ‘alternativa’ de saúde que este governo incrementou – agora se sabe porque: quanto mais veículos, mais margem…

    Felizmente, com os investimentos que fizemos em profissionais, equipamentos e estrutura, o sistema de saúde de Cuiabá pode responder a essa demanda ampliada pelo “descaso planejado” do governo estadual.

    Está mais que na hora de estancar esse processo desumano de degradação de uma política pública que trata diretamente com a vida.

    Voltaremos ao tema.

    WILSON SANTOS (PSDB) é ex-prefeito de Cuiabá e pré-candidato ao Governo do Estado de Mato Grosso.

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