hidrovia Paraguai-Paraná

>A hidrovia Paraguai-Paraná

Posted on março 12, 2009. Filed under: hidrovia Paraguai-Paraná, Ibama, Mercosul |

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A hidrovia foi no passado o elo de Cuiabá com o Brasil e o mundo. A pessoa tomava um barco aqui no porto e descia no Rio de Janeiro. Ela diminuiu sua força depois da ferrovia Noroeste chegar às suas margens. Ia-se até ali e depois por trem para São Paulo. Era enorme a presença do capital de países do Prata em MT. Coisa que amedrontava o governo brasileiro. Apareceu a ferrovia que puxou o estado para São Paulo.

MT poderia estar ligado hoje pela hidrovia ao Mercosul com o mais barato dos meios de transportes. A hidrovia poderia ajudar a agroindústria do estado. A indústria pode se beneficiar mais dela do que o setor de grãos.

O que está faltando é a construção de um novo porto. Em Morrinhos, por exemplo. É depois que o rio Paraguai recebe dois afluentes, tem águas mais profundas. Fica fora dos meandros e da região turista mais perto de Cáceres. A partir dali não se precisam fazer tantas dragagens. Seria feito um rigoroso relatório de impacto ambiental para o porto e a estrada que levaria a ele.

O Ibama propôs fazer a Avaliação Ambiental Estratégica ou um estudo sobre a área da hidrovia. Com esse marco pronto se poderia fazer o porto ou tomar outras medidas. Sem ele, fica-se amarrado. E aqui deveria entrar a pressão do governo, incluindo o Dnit.

É preciso dizer que não se fará nenhuma obra de engenharia na hidrovia em si. Nada de aprofundar leito do rio ou cortar meandros. Toda vez que se toca nesse assunto alguns voltam à mesma lengalenga de anos atrás sobre um estudo maluco feito por uma empresa que falava em obras no rio. Não se faria nada disso. Só o porto.

Hoje, diferente do passado, as embarcações tem uma tecnologia mais avançada de navegação. É conduzida quase como um navio em alto mar. Através de satélite viaja-se entre bóias virtuais sem bater em margens. Pode-se viajar à noite, antes não podia. Até o barulho do motor pode ser adequado à navegação no Pantanal.

Ninguém pode defender uma navegação desenfreada no Pantanal. Uma riqueza biológica e também de ganho econômico com o ecoturismo. Tudo tem que ser feito de acordo com as regras ambientais e de forma técnica correta.

Há um receio que a hidrovia transporte combustível, um acidente poderia provocar um grande mal ao Pantanal, o declive e velocidade das águas são menores. Pois que não se transporte combustível. Apesar de isso ser feito em Corumbá e nos países que margeiam a hidrovia. E seria uma mão na roda ter diesel e gasolina vinda por água da Argentina, não? Num acordo, acredito que se aceite o não transporte de combustível.

Não é possível que o governo Maggi vá terminar sem que consiga fazer andar esse assunto. Por que não começar, junto com o Dnit, uma conversa aberta com o Ibama para concluir logo a Avaliação Ambiental Estratégica?

O outro passo seria buscar um grupo que queria construir o porto obedecendo a todas as regras ambientais. Aliás, já havia um antes com dinheiro na mão e projeto pronto. A Justiça proibiu. Proibiu até mesmo que o assunto fosse discutido em audiência pública.

Alfredo da Mota Menezes – Fonte: A Gazeta.

Email: pox@terra.com.br; site: http://www.alfredomenezes.com

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