Holanda

>Espanha faz a história e entra para história como campeã da Copa do Mundo pela primeira vez em 2010

Posted on julho 11, 2010. Filed under: Copa 2010, Copa do Mundo, Espanha, FUTEBOL, gol, Holanda |

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Iniesta arma o chute para fazer o gol do título espanhol (crédito: EFE)

Zamora, lendário goleiro da década de 30. Parra, Basora e Zarra, jogadores da equipe quarta colocada em 50. Puskas e Gento, atacantes da Copa de 62. Butrageño, Hierro e Raul, ídolos recentes do futebol espanhol. Todos eles foram honrados hoje no gramado do Soccer City, em Johanesburgo. A Espanha venceu a Holanda por 1 a 0 na final da Copa do Mundo da África do Sul, gol de Iniesta na prorrogação. Com isso, a Fúria se tornou a oitava seleção campeã do mundo.

A equipe espanhola, no entanto, foi a campeã com o menor número de gols marcados: apenas oito em sete jogos. A Inglaterra, em 66 e o Brasil, em 94, eram os campeões com o pior ataque até então: 11 gols. Em contrapartida, a defesa espanhola só sofreu dois gols e igualou o recorde italiano de 2006 e francês de 1998.

A artilharia da Copa do Mundo 2010 ficou dividida entre quatro jogadores. Forlán, Müller, Sneijder e Villa terminaram o torneio com cinco gols. Iniesta se tornou o 56° jogador a marcar gol em uma final de Copa (o 70° gol da história em 19 finais).

Vicente Del Bosque optou novamente por Pedro na vaga de Torres. Com isso, Villa ficou centralizado e três meias faziam o elo com o ataque. No meio, Xavi, nas pontas (com inversões constantes), Pedro e Iniesta.

A Espanha fez o seu jogo. Teve mais posse de bola e sofreu com o anti-jogo holandês no primeiro tempo. Além disso, a marcação no meio-campo obrigou a Espanha a trocar passes na defesa (diferente dos outros jogos). Assim, os três meias espanhóis ficaram isolados da dupla de volantes e dos quatro homens da zaga.

No segundo tempo, com seis jogadores holandeses com cartão amarelo, Vicente Del Bosque colocou Navas no lugar de Pedro. O jogador do Sevilha passou a atuar na ponta direita, no mano a mano com Van Bronckhorst. Sem poder fazer a falta, o jogador espanhol conseguia chegar à linha de fundo com frequência.

A Holanda, até então com 100% de aproveitamento e há 25 jogos sem perder, entrou no gramado do Soccer City com a sua formação habitual.

No 4-2-3-1, a equipe de Van Marwijk apostou na forte marcação para deter o toque de bola espanhol e obrigar o chute da defesa para o ataque. Sneijder, nas cobranças de falta próximo à área e Robben, nos escanteios, levaram muito perigo ao goleiro Casillas.

A campanha espanhola
A Espanha iniciou a luta pelo título com derrota, 1 a 0 diante da Suíça. Depois, confirmou o primeiro lugar no grupo H com duas vitórias: 2 a 0 em Honduras e 2 a 1 no Chile.

Na fase de mata-mata, quatro resultados por 1 a 0, que refletiram a maneira espanhola de atuar: muito toque de bola e paciência para matar o jogo. Portugal, Paraguai, Alemanha e Holanda foram derrotados nas oitavas, quartas, semis e na final, respectivamente.

História
Espanha e Holanda nunca haviam se enfretado em Copas. As partidas mais importantes entre as seleções ocorreram em 1983, nas eliminatória da Euro 84. Em Sevilha, a Espanha venceu por 1 a 0. Depois, os holendeses, em Roterdã, fizeram 2 a 1. O resultado, porém, tirou a Holanda do campeonato europeu.

Mais sete jogos amistosos foram disputaos entre as finalistas de 2010. O retrospecto está empatado: três vitórias para cada e um empate. A Espanha fez 13 gols e a Holanda nove.

Para chegar ao título mundial, a seleção espanhola disputou 13 Copas e fez 56 partidas pelo torneio. Venceu 28, perdeu 16 e empatou 12. Fez 88 gols e sofreu 59.

 

Casillas salva o gol de Robben no segundo tempo (crédito: EFE)

O jogo
Aos quatro minutos, Xavi cobrou falta pela direita, Sergio Ramos antecipou Van Persie e cabeceou para a ótima defesa de Stekelenburg. Na sobra, Piqué tentou cruzar, mas o camisa 1 defendeu novamente.

Três minutos depois, Alonso tocou para Busquets na defesa. O volante deixou passar e a bola sobrou para Kuyt. De fora da área, o holandês bateu em cima de Casillas. Logo depois, Xavi lançou Villa por cima da zaga e Stekelenburg saiu bem do gol.

Aos 10, Iniesta abriu para Sergio Ramos na direita. O lateral encarou Kuyt e de frente para o gol tentou o cruzamento rasteiro. Heitinga jogou para escanteio. Na cobrança, Xavi recebeu e cruzou para Villa. A conclusão do camisa sete, poré, bateu na rede pelo lado de fora.

Sneijder, seis minutos depois, cobrou falta da intermediária e Casillas saiu  do gol para afastar. Aos 29, Villa saiu da área e enfiou para Xavi na frente, mas o goleiro holandês saiu do gol antes da conclusão.

Pouco depois, a melhor chance holandesa da primeira etapa. Robben cobrou escanteio para trás, Van Bommel jogou rasteiro para a área e Mathijsen furou na tentativa de finalização.

Aos 43, Alonso cobrou da intermediária e a bola saiu rente à trave direita. No último lance do primeiro tempo, Heitinga cabeceou para o meio da área e Puyol afastou. Na sobra, Robben chutou do bico da grande área e Casillas buscou na canto esquerdo baixo.

Segundo tempo

Segundo tempo
A Espanha quase abriu o marcador aos dois minutos. Xavi cobrou escanteio, Puyol desviou no primeiro pau e Capdevilla, sozinho, não conseguiu concluir. A resposta da Holanda veio com Van der Wiel. O lateral subiu ao ataque, cruzou e a bola passou na boca do gol.

Aos nove, Sergio Ramos sofreu falta perto da área. Xavi bateu e jogou perto do ângulo do gol holandês. Seis minutos depois, Van Persie subiu com Puyol e cabeceou por cima do gol.

No ataque seguinte, Robben perdeu a melhor oportunidade do jogo. Sneijder lançou entre os zagueiros e o camisa 11 bateu em cima de Casillas, que conseguiu mandar para escanteio.

Aos 24, Xavi abriu para Navas na direita. O meia cruzou, Heitinga falhou e Villa, sozinho na frente de Stekelenburg, concluiu para o gol. O zagueiro holandês, que havia falhado, conseguiu desviar para escanteio.

Sete minutos depois, Sergio Ramos de frente para o gol cabeceou por cima da meta holandesa. Aos 37, Robben ganhou na corrida de Puyol, tentou driblar Casillas, mas o goleiro fez a defesa nos pés do holandês.

Depois, as equipes passaram a tocar bola ne intermediária à espera da prorrogação.

ProrrogaçãoNo primeiro minuto, Iniesta e Fabregas tabelaram pelo meio e a bola sobrou para Xavi. A defesa holandesa afastou e Villa bateu com desvio pela linha de fundo.

Aos quatro, Iniesta enfiou para Fabregas e o jogador do Arsenal bateu em cima de Stekelenburg. A resposta holandesa veio com a cabeçada perigos de Mathijsen e a bola por cima do gol de Casillas.

Iniesta, pouco depois, com duas opções tentou a jogada individual e perdeu o gol na cara do goleiro holandês. Na blitz para cima da Holanda, Navas recebeu na direita e bateu no gol. A bola desviou na zaga e quase entrou.`

Segundo tempo
Iniesta, aos três minutos, foi lançado e derrubado por Heitinga na entrada da área. O árbitro Howard Webb expulsou o zagueiro e na cobrança Xavi bateu por cima do gol.

Aos nove, Sneijder cobrou falta, a bola desviou e passou perto da trave direita de Casillas.
Logo depois, Torres, da direita, lançou na área. A bola sobrou para Fabregas, que tocou para Iniesta. O camisa seis tocou na saída do goleiro e fez o gol do título.

Ficha técnica:
Holanda 0 X 1 Espanha
Data: 11/07/2010, Domingo
Horário: 15h30 (horário de Brasília)
Local: Estádio Soccer City , Johanesburgo, na África do Sul
Árbitro: Howard Webb (Inglaterra)
Auxiliares: Darren Cann (Inglaterra) e Michael Mullarkey (Inglaterra)
Cartões Amarelos: Van Persie, Puyol, Van Bommel, Sergio Ramos, De Jong, Van Bronckhorst, Heitinga, Capdevilla, Robben, Van der Wiel, Mathijsen e Iniesta.
Cartão Vermelho: Heitinga

Holanda
Stekelenburg; Van der Wiel, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst (Braafheid); De Jong (Van der Vaart), Van Bommel, Sneijder, Kuyt (Elia) e Robben; Van Persie.
Técnico: Van Marwijk

EspanhaCasillas; Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevilla; Busquets, Xabi Alonso (Fabregas), Iniesta, Xavi e Pedro (Navas); Villa (Torres).
Técnico: Vicente Del Bosque
Gol: Iniesta aos 12 minutos do segundo tempo da prorrogação.

Os 23 campeões mundiais:1 – Iker CASILLAS (Goleiro) – Nascimento: 20/05/1980 – Clube: Real Madrid – Altura: 1,84m
2 – Raul ALBIOL (Zagueiro) – Nascimento: 04/09/1985 – Clube: Real Madrid – Altura: 1,87m
3 – Gerard PIQUE (Zagueiro) – Nascimento: 02/02/1987 – Clube: Barcelona – Altura: 1,92m
4 – Carlos MARCHENA (Zagueiro) – Nascimento: 31/07/1979 – Clube: Valência – Altura: 1,82m
5 – Carles PUYOL (Zagueiro) – Nascimento: 13/04/1978 – Clube: Barcelona – Altura: 1,78m
6 – Andres INIESTA (Meio-campo) – Nascimento: 11/05/1984 – Clube: Barcelona – Altura: 1,70m
7 – David VILLA (Atacante) – Nascimento: 03/12/1981 – Clube: Barcelona – Altura: 1,83m
8 – XAVI Hernandez (Meio-campo) – Nascimento: 25/01/1980 – Clube: Barcelona – Altura: 1,70m
9 – Fernando TORRES (Atacante) – Nascimento: 20/03/1984 – Clube: Liverpool (ENG) – Altura: 1,81m
10 – Cesc FABREGAS (Meio-campo) – Nascimento: 04/05/1987 – Clube: Arsenal (ENG) – Altura: 1,75m
11 – Joan CAPDEVILA (Lateral-esquerdo) – Nascimento: 03/02/1978 – Clube: Villarreal – Altura: 1,82m
12 – Victor VALDES (Goleiro) – Nascimento: 14/01/1982 – Clube: Barcelona – Altura: 1,83m
13 – Juan Manuel MATA (Atacante) – Nascimento: 25/11/1981 – Clube: Real Madrid – Altura: 1,74m
14 – XABI ALONSO (Volante) – Nascimento: 26/05/1983 – Clube: Ajax – Altura: 1,83m
15 – SERGIO RAMOS (Lateral-direito) – Nascimento: 30/03/1986 – Clube: Real Madrid – Altura: 1,83m
16 – Sergio BUSQUETS (Volante) – Nascimento: 16/07/1988 – Clube: Barcelona – Altura: 1,89m
17 – Alvaro ARBELOA (Lateral-direito) – Nascimento: 17/01/1983 – Clube: Real Madrid – Altura: 1,84m
18 – PEDRO (Atacante) – Nascimento: 28/07/1987 – Clube: Barcelona – Altura: 1,69m
19 – Fernando LLORENTE (Atacante) – Nascimento: 26/02/1985 – Clube: Atlético de Bilbao – Altura: 1,94m
20 – Javier MARTINEZ (Meio-campo) – Nascimento: 02/09/1988 – Clube: Atlético de Bilbao – Altura: 1,90m
21 – DAVID SILVA (Meio-campo) – Nascimento: 08/01/1986 – Clube: Valência – Altura: 1,77
22 – Jesus NAVAS (Atacante) – Nascimento: 21/11/1985 – Clube: Sevilha – Altura: 1,72m
23 – Pepe REINA (Goleiro) – Nascimento: 31/08/1982 – Clube: Liverpool (ENG) – Altura: 1,87m

Fonte: RD1

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>Espanha e Holanda disputarão final inédito nas história da Copa do Mundo

Posted on julho 7, 2010. Filed under: África, Copa 2010, Copa do Mundo, Espanha, Fifa, Holanda |

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A Copa viu nesta quarta-feira algo que parecia improvável no fim da primeira rodada da fase de grupos. Depois de largar na África do Sul com uma derrota surpreendente para a Suíça, a Espanha acumulou forças durante o Mundial e comprovou sua antes decantada capacidade de favorita ao derrotar a então sensação Alemanha por 1 a 0 no estádio Moses Mabhida, em Durban. Puyol fez de cabeça e virou o herói da vitória da Fúria.

  • AFP PHOTO / GABRIEL BOUYS
    Torcedor invadiu o campo logo no início da partida e foi retirado

  • AFP PHOTO / ROBERTO SCHMIDT
    Schweinsteiger não repetiu as boas atuações desta Copa

  • Fabrice Coffrini/AFP
    Puyol subiu mais que a defesa alemã para fazer gol da vitória
  • Ângulo fechado: Aos 6min do 1º tempo, Villa é lançado na área, toca de bico e só não marca graças à saída de gol de Neuer.
    Sem direção: Em pressão no 2º tempo, Iniesta avança na área, mas chuta mal cruzado.
Com a classificação espanhola à final, a Copa conhecerá no próximo domingo um campeão inédito, que se juntará à lista de sete países que já venceram o torneio da Fifa desde sua primeira edição em 1930.
 AFP/PEDRO UGARTE

Puyol celebra gol que colocou a Espanha em sua primeira decisão de Copa
Apesar de bons instantes em Mundiais, os finalistas espanhóis e holandeses jamais abraçaram a maior glória do futebol internacional.
Pelo título, a Espanha apostará no apogeu da melhor geração de jogadores da sua história, que já levará ao duelo contra a Holanda dois feitos históricos dos últimos anos: a conquista da Eurocopa de 2008 e a classificação inédita a uma final de Mundial.
Fica assim pelo caminho a Alemanha e suas três goleadas por quatro gols na Copa. Nesta quarta, os goleadores de Joachim Low não lembraram as atuações dos massacres prévios contra Austrália, Inglaterra e Argentina.
Em campo na semifinal de Durban, a Espanha colocou a bola no chão e dominou a divisão da posse. Esteve mais no ataque, girou pelos dois lados na missão quase impossível de furar a barreira defensiva alemã.
O goleador David Villa lutou, mas era dificilmente acionado. Assim, a alternativa foi a insistência nos chutes de fora com Xabi Alonso, mas sem sucesso.
Atrás, a Espanha poucas vezes teve a meta de Iker Casillas ameaçada. Mas quando a bola chegou, a estrela do Real Madrid mostrou a segurança de que dificilmente algo iria acontecer, justamente como na vitória espanhola sobre a Alemanha na final da Euro de dois anos atrás.
A histórica classificação da Fúria para a final da Copa do Mundo veio no segundo tempo, como poucos imaginavam, pelo alto e não pelo chão como a Fúria gosta de conquistar terreno.
Em jogada digna dos espetáculos recentes do estádio catalão Camp Nou, a dupla do Barcelona Xavi e Puyol apareceu em escanteio para vencer a gigante linha de defensores da Alemanha.
Assim, a Espanha de Vicente del Bosque levará a campo contra a Holanda no próximo domingo toda um retrospecto de grandes times, ídolos e frustrações em Mundiais passados, no jogo mais importante da Fúria em Mundiais desde 1930. Fonte: Uol Esportes
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