Ibope

>Eleitor ‘esfrega’ o Brasil real na face de Dilma e Serra

Posted on outubro 30, 2010. Filed under: campanha, Datafolha, Debate presidencial, Dilma Rousseff, eleições 2010, Globo, Ibope, José Serra, Marqueteiros, saúde pública |

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Eleições 2010 – Nem Dilma Rousseff nem José Serra. No último debate presidencial da temporada de 2010, a grande atração foram os eleitores indecisos. Escalados como inquiridores, eles esfregaram no nariz dos candidatos um país que ambos se abstiveram de debater nos quatro meses de campanha.
Candidatos José Serra e Dilma Rousseff são confrontados com eleitores que afirma que o Brasil vai muito mal em saúde, segurança, educação etc.
“Já fui assaltada com uma arma na cabeça, na porta da minha casa”, a costureira Vera Lúcia disparou. O bandido queria a bolsa. Ela não entregou. Livrou-se do tiro porque a gritaria de um irmão afugentou o bandido. Como resolver o problema da segurança?
O convívio de Vera com a morte converteu numa espécie de abstração o Ministério da Segurança de Serra. A idéia de Dilma de estimular o policiamento comunitário soou etérea.
Na arena montada pela Globo, 80 eleitores indecisos envolveram os candidatos num semicírculo de realidade. O resultado foi constrangedor. Percebeu-se que as duas campanhas giravam como parafusos espanados ao redor do oco do vazio.
Na publicidade eleitoral, a miséria foi útil para que os marqueteiros fabricassem o país vago e imaginário que associaram a Dilma e Serra. Na rotina de Madalena de Fátima, porém, a impaciência prevalece sobre a ilusão. Depois de se apresentar, a cabeleireira mineira demarcou as diferenças.
“Na propaganda dos candidatos, vimos uma saúde pública maravilhosa”, ela realçou. Fora do ambiente edulcorado do vídeo, “tem gente morrendo”. Ela pintou o quadro: hospitais cheios, falta de médicos, gente convertida em “lixo”… Até quando seremos tratados “como animais”?


Serra há de tê-la deixado mais desalentada: “Nunca vai chegar à perfeição. A batalha tem que ser para que hoje seja melhor do que ontem e amanhã melhor do que hoje”. Dilma tampouco há de tê-la reanimado: “De fato, temos um problema sério de qualidade da saúde no Brasil. Se a gente não reconhecer, não melhora”.
Diante de Madalena estavam 16 anos de poder –oito de FHC, oito de Lula. E a eleitora, uma das que o Ibope selecionou por ser indecisa, não recebeu dos candidatos senão respostas duvidosas.
Trazidos das cinco regiões do país, os perguntadores estavam no Rio desde quarta-feira (27). A Globo sonegou-lhes o acesso à internet e à televisão. Isolados num hotel, formularam cinco perguntas cada um. Apenas doze foram lidas no ar, mediante seleção aleatória.
Numa das vezes em que levou o dedo indicador à tela do computador, Dilma “escolheu” a pergunta de Melissa Bonavita, uma jovem carioca, operadora de telemarketing. As palavras dela como que espalharam coliformes fecais pelo cenário asséptico do estúdio da Globo.
“Moro num bairro onde tem um valão nas proximidades”, ela contou. Quando chove, o valão “transborda”, inundando de “esgoto” as ruas. O que será feito?
Dilma: “Vou triplicar os investimentos em saneamento. […] A meta é zerar o déficit de saneamento. É uma vergonha termos esse problema no século 21”. Cifras? Não mencionou. Tipo de metas? Não especificou. Prazos? Nada.
Serra: “Deve multiplicar, sim, os investimentos. Mas o governo federal duplicou os impostos em saneamento. Isso tira R$ 2 bilhões das companhias estaduais por ano”. A dupla mencionou também a necessidade de combater as enchentes, cada um à sua maneira.
Não foi possível saber se Melissa decidiu em quem votar. Mas voltou para casa com uma sólida certeza: o “valão” que verte esgoto na sua rua terá vida longa. Advogado de Brasília, selecionado pela pressão do dedo de Serra contra o computador, Lucas Andrade tratou de outro tipo de lama: a corrupção.
Espremeu nos 30 segundos que lhe foram reservados tudo o que precisava ser dito sobre o tema: as fortunas amealhadas pelos políticos, o desinteresse midiático que se segue às manchetes enfezadas, a impunidade acima de certo nível de renda…
Serra e Dilma fustigaram-se mutuamente. Ele disse que a corrupção “chegou a níveis insuportáveis”. Sem mencionar Erenice Guerra, afirmou que o governante precisa “dar o exemplo, escolhendo bem as suas equipes”.
Ela levou à roda o caso dos Sanguessugas, um escândalo que tem raízes na gestão do rival no Ministério da Saúde, sob FHC. Na tréplica, Serra atacou de aloprados: “R$ 1,7 milhão que PF apreendeu. Ninguém foi condenado. Um mal exemplo”. Sem querer, o advogado Lucas transformou um pedaço do debate numa gincana do “sujo” contra a “mal lavada”.
O progreama foi interessante pelas perguntas, não pelas respostas. Os comitês de campanha têm dificuldade para indentificar o eleitor indeciso. Quem são eles? Como entrar na cabeça deles? Como conquistar o voto deles?
Forças ocultas da eleição, eles ainda somam, segundo o Datafolha e o Ibope, 4% do eleitorado. Algo como 5 milhões de votos. Representados pelo grupo de 80 reunido no estúdio da Globo, eles mostraram a sua cara.
Seres impalpáveis, eles falam da desgraça nacional com conhecimento de causa. A felicidade deles é uma virtude fugitiva. Correm cotidianamente das armadilhas que o descaso do Estado acomoda no caminho.
Ouvindo-os, percebeu-se o quanto Dilma e Serra desperdiçaram o tempo de campanha. Enquanto discutiam religião e espalhavam cascas de banana na internet, o eleitor inceciso levava o revólver na cara, assistia à morte no corredor do hospital, sujava o sapato no esgoto da rua, indignava-se com o enriquecimento sem causa.
Diante da incógnita escondida atrás das duas “opções”, o indeciso revelou-se o eleitor mais sábio. As campanhas lhes venderam uma Bélgica. Mas eles sabem que, depois de 16 anos de tucanos e petistas, ainda vivem no Brasil.

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>Pesquisas Ibope e Sensus apontam números muito diferentes para Dilma e Serra

Posted on outubro 21, 2010. Filed under: CNT, Dilma Rousseff, eleições 2010, Ibope, José Serra, Pesquisa CNT/Sensus, Pesquisa Ibope, Sensus |

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Eleições 2010 – O Ibope, instituto de pesquisa contratado pelo Partido dos Trabalhadores, e também pela Rede Globo e o Jornal Estadão divulgou resultado de pesquisa feita entre os dias 17 e 20 de outubro e está registrada no TSE com o número 36476/2010.   

Pelos votos totais os números do Ibope aparecem assim:

  • Dilma Rousseff    51%
  • José Serra           40%
  • Brando e Nulos     5%
  • Idecisos                 4%

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, tem 56% das intenções de votos válidos, enquanto José Serra (PSDB) está com 44%, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira. 

Foram feitas 3010 entrevistas. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

Pesquisa CNT/Sensus aponta empate tecnico:  Dilma tem 52,8% dos votos contra 47,2% de Serra

Já a pesquisa do instituto Sensus, encomendada pela CNT (Confederação Nacional do Transportes) e divulgada na noite desta quarta-feira (20), realizada nos dias 18 e 19 de outubro, e entrevistou 2.000 eleitores em 24 Estados, com sorteio aleatório de 136 municípios. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 36.192/2010 no dia 14 de outubro, mostra o seguinte quadro:

  • Dilma Rousseff    46,8%, 
  • José Serra           41,8%,
  • Brancos somam    4,1% 
  • Nulos                       7,2% do eleitorado.
A pesquisa divulgada nesta quarta-feira daria a Dilma 52,8% dos votos válidos, contra 47,2% de Serra.
Na pesquisa espontânea realizada nesta semana, na qual os candidatos não são identificados aos entrevistados, Dilma recebeu 45,3% das intenções de votos e Serra ficou 40,6%. Os demais nomes citados pontuaram 0,2% e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda foi citado com 0,3%

Como todos puderam acompnhar que nenhum instituto conseguiu prever resultados similar ao dos votos, nem mesmo a pesquisa boca de urna feita pelo Ibope, cabe refletir sobre os números dos intitutos de pesquisas acima publicados. 
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>Dia do Professor: A difícil missão de ensinar

Posted on outubro 15, 2010. Filed under: alunos, Dia do Professor, Educação, escola, Ibope, missão de ensinar, OIT, pesquisa, professores no Brasil |

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Os professores no Brasil são mal remunerados, trabalham em excesso, têm pouco tempo para se qualificar, estão desmotivados e sobrecarregados. Este é o resultado de uma pesquisa feita pelo Ibope (em 2009), a pedido da Confederação Nacional de Indústria e do movimento “Todos pela Educação” para mostrar o perfil do educador brasileiro. Um ano depois será que estes dados mudaram? Se a mesma pesquisa for realizada hoje as respostas serão as mesmas, já que muito pouco foi feito no país para alterar essa realidade.
Parabens e reflexão aos professores pelo seu dia
Com raras exceções, o professor brasileiro dá um duro danado, se desdobra em mil para conseguir reforçar a renda familiar, já que o salário que recebe é um dos mais baixos do mundo, segundo levantamento feito pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 40 países. A situação dos brasileiros só não é pior do que a dos professores do Peru e da Indonésia. Um profissional da educação no Brasil, em início de carreira, recebe uma média de US$ 5 mil por ano. Na Alemanha esse valor sobe para US$ 30 mil por ano, mais de seis vezes a renda no Brasil. A Argentina paga US$ 9.857, exatamente o dobro da renda do brasileiro.
Não bastasse a questão salarial, os professores vivem no limite. Para ganhar um pouquinho a mais, muitos trabalham até 3 períodos. Sobrecarregados. não têm tempo de se qualificar, comprometendo assim o ensino, já que lá na ponta os alunos sairão perdendo.
O estudo mostra que, no país, apenas 21,6% dos professores primários têm diploma universitário, contra 94% no Chile. Nas Filipinas, todos os professores são obrigados a passar por uma universidade antes de dar aulas.
Tem ainda a falta de infraestrutura, problema mais evidente na rede pública de ensino. Os professores ensinam em salas quentes e na maioria das vezes abarrotadas de alunos. Dados da OIT e da Unesco mostram que o Brasil é um dos países com o maior número de alunos por classe, o que prejudica o ensino. Segundo o estudo, existem mais de 29 alunos por professor no Brasil, enquanto na Dinamarca, por exemplo, a relação é de um para dez. Quanta diferença!
Além disso têm que conviver com alunos que nem sempre estão de fato interessados em aprender, que vão para escola por pura obrigação ou imposição dos pais, estes não raro delegam à escola (leia-se os professores) a tarefa de educar, de ensinar valores, papel esse que é obrigação de pai e mãe e não da escola.
Ainda assim com tantos problemas, frustrações e falta de reconhecimento eles estão lá, firmes e fortes, com material didático em mãos e prontos para iniciar um novo dia e ajudar este país a ter um futuro melhor. A estes guerreiros nossos parabéns, não apenas por hoje, mas por todos os dias de luta!
Fonte: A Gazeta
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>Entre o Ibope e o Datafolha

Posted on setembro 30, 2010. Filed under: Datafolha, Dilma Rouseff, eleições 2010, Ibope, José Serra, Marina Silva, pesquisa IBOPE/CNI, tendência, votos |

>Por Jose Roberto de Toledo

Eleições 2010 – Pesquisa Ibope/CNI concluída na segunda não confirma tendência de queda de Dilma Rousseff (PT) e mostra a petista com 55% dos votos válidos, o que lhe daria a vitória ainda no primeiro turno. Segundo o instituto, desde o final da semana passada, Dilma permaneceu com 50% do total de votos, José Serra (PSDB) oscilou de 28% para 27%, e Marina Silva (PV) manteve a tendência de crescimento e foi de 12% para 13%.
O resultado contrasta com a queda de Dilma apontada pelo Datafolha na sua pesquisa feita integralmente na segunda-feira. Essa é uma das diferenças entre as duas sondagens: a coleta do Ibope foi dividida em três dias, de sábado a segunda (cerca de mil entrevistas foram feitas no último dia), enquanto no Datafolha toda a pesquisa de campo foi realizada na própria segunda.
Outra diferença é a metodologia: como a maioria dos institutos, o Ibope entrevista os eleitores em casa, enquanto o Datafolha faz as abordagens na rua. Isso pode produzir diferenças na amostra, pelo tipo de eleitor que cada um capta: um mais “rueiro” no Datafolha, e um mais “caseiro” no caso do Ibope. Eles podem ter comportamentos eleitorais diferentes.
Se, como aponta o Datafolha, houvesse uma tendência de queda, tanto a data de campo quanto o método de coleta poderiam, em tese, fazer alguma diferença. Os dados do Ibope, que apenas indicam que Marina segue crescendo, mostram consistência quando analisados pelas diferentes faixas de renda e escolaridade do eleitorado.

Fonte: Blog do Noblat

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>Pesquisa Ibope aponta empate técnico entre Silval e os demais candidatos ao governo de MT

Posted on setembro 25, 2010. Filed under: eleições 2010, Ibope, Marcos Magno, Mato Grosso, Mauro Mendes, Pesquisa Ibope, Silval Barbosa, Tv Centro América, Wilson Santos |

>Eleições 2010 -O instituto Ibope divulgou resultado de pesquisa eleitoral nesta sexta-feira, 24 de setembro,  encomendada pela TV Centro América para o governo do Estado. Se as eleições fossem hoje, o resultado seria o seguinte:

  • Silval Barbosa (PMDB) teria 46% das intenções de voto. 
  • Mauro Mendes (PSB) teria 24%. 
  • Wilson Santos (PSDB), 16%. O candidato
  • Marcos Magno (PSOL) teria 1%. 
  • Indecisos somam 11%. 
  • Brancos e nulos, 2%.

O Ibope ouviu 812 eleitores entre os dias 21 e 23 de setembro. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso sob o número 37699/2010.

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>Ibope aponta liderança de Dilma com 51% e Serra com 27.

Posted on agosto 28, 2010. Filed under: Brasil, Dilma Rousseff, eleição presidencial, eleições 2010, Ibope, José Serra, Liderança, Lula, Marina Silva, pesquisa eleitoral |

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Eleições 2010 – Cumprindo o calendário pré definido pelos instituto de pesquisa, em relação a eleição presidencial, o Ibope divulgou neste sábado, 28 de agosto. A pesquisa eleitoral foi contratada pelo jornal Estadão e a Rede Globo.

Os números são favoráveis a Dilma Rousseff que chegou a 51% das intenções de voto, José Serra caiu para 27% e Marina Silva oscilou negativamente para 7%.

Em relação a pesquisa anterior Dilma cresceu 8 pontos percentuais.
Serra caiu 5 pontos percentuais.

Coincidentemente Dilma equipara com o criador de sua candidatura, o presidente Lula. Na época, no primeiro turno, o então candidato petista teve 59% dos votos válidos como teto nas pesquisas.  

Regionalização dos votos.

Dilma conseguiu ultrapassar Serra em São Paulo (42% a 35%) e tem o dobro de votos do adversário (51% a 25%) em Minas Gerais – respectivamente primeiro e segundo maiores colégios eleitorais do País.

No Rio de Janeiro, terceiro Estado com a maior concentração de eleitores, a candidata do PT abriu nada menos do que 41 pontos de vantagem em relação ao tucano (57% a 16%).

Dilma registra a liderança mais folgada no Nordeste, onde tem mais que o triplo de votos do rival (66% a 20%%). No Sudeste, ela vence por 44% a 30%, e no Norte/Centro-Oeste, por 56% a 24%.

A Região Sul é a única em que há empate técnico: Dilma tem 40% e Serra, 35%. A margem de erro específica para a amostra de eleitores dessa região chega a cinco pontos porcentuais. Mas também entre os sulistas se verifica a tendência de crescimento da petista: ela subiu cinco pontos porcentuais na região, e o tucano caiu nove.

A pesquisa mostra que 57% dos eleitores já assistiram a pelo menos um programa do horário eleitoral.
Segundo o Ibope, 50% dos brasileiros preferem votar em um candidato apoiado pelo presidente, e 9% tendem a optar por um representante da oposição.

Do total do eleitorado, 88% sabem que Dilma é a candidata de Lula.

O governo do presidente é considerado ótimo ou bom por 78% dos brasileiros. Outros 4% consideram a gestão Lula ruim ou péssima

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>Ibope confirma Dilma com 39%, Serra com 34% e Marina 8%

Posted on agosto 6, 2010. Filed under: Dilma, eleições 2010, Ibope, Marina Silva, Pesquisa Ibope, Serra |

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Sexta-feira, 6 de agosto, as eleições 2010 com seus candidatos a presidente da república recebem os números de mais uma pesquisa eleitoral realizada pelo Ibope durante esta semana.
Dilma……………………… 39%
José Serra………………34%
Marina da Silva………..8%
Brancos e nulos……..7%
Indecisos………………12%

De acordo com o Ibope, os demais seis candidatos à Presidência José Maria Eymael (PSDC), Ivan Pinheiro (PCB), Levy Fidelix (PRTB), Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Rui Costa Pimenta (PCO)e Zé Maria (PSTU) não atingiram 1% das intenções de voto.

A pesquisa foi realizada entre os dias 2 e 5 de agosto, com 2506 pessoas, e não reflete o primeiro debate entre os presidenciáveis, realizado nesta quinta-feira (5), pela TV Bandeirantes.

No levantamento Ibope divulgado na semana passada, Dilma aparecia com 39% das inteções de voto e Serra com 34%. Marina registrou 7%. Na simulação do segundo turno, Dilma teria 46% dos votos contra 40% de Serra.

Segundo turno
Em um eventual segundo turno entre Dilma e Serra, a petista teria 44% dos votos contra 39% do tucano. Nesse cenário, brancos e nulos somam 8% e indecisos, 9%.
A pesquisa, encomendada pela Rede Globo e pelo Jornal O Estado de S. Paulo, está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 21697/2010. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

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>Frente a frente

Posted on agosto 2, 2010. Filed under: candidatos a presidente, Datafolha, debate, debate eleitoral, Dilma Rousseff, Ibope, José Serra, Marina Silva, TV Bandeirantes |

>Ricardo Noblat

Marcado para a próxima quinta-feira nos estúdios da TV Bandeirantes, em São Paulo, o primeiro debate entre candidatos a presidente ocorrerá à sombra da mais recente pesquisa nacional de intenção de votos do Ibope, que conferiu a Dilma Rousseff cinco pontos de vantagem sobre José Serra. Não poderia haver para Serra situação mais delicada.
Este é o principal mantra da campanha de Serra: “o melhor”. Serra deseja ser visto pelos eleitores como o melhor candidato à vaga de Lula. Porque tem maior experiência administrativa. E também maior experiência política. O que esperar, pois, de quem se apresenta assim? No mínimo, que vença qualquer debate.
Antes da pesquisa Ibope, o Datafolha apontara um empate entre Serra e Dilma. O objetivo de Serra era mantê-lo até o início no próximo dia 17 da propaganda eleitoral no rádio e na tv. Poderia se dar ao luxo de ganhar por pontos o primeiro debate. Depois da pesquisa Ibope, terá de ganhá-lo com folga para tentar se reaproximar de Dilma.
O que isso significa? Que Serra terá de se arriscar mais. Ser claramente superior – sem, no entanto, esmagar Dilma para que as pessoas não sintam peninha dela. Em 1998, Cristovam Buarque, governador do Distrito Federal pelo PT e candidato à reeleição, esmagou Joaquim Roriz (PMDB) durante um debate. Acabou saindo dele derrotado.
Há meses que Dilma vem sendo treinada pelo marqueteiro João Santana e por outros conselheiros para atravessar o debate sem amargar graves escoriações. Falta carisma a Dilma – e a Serra também. Zero a zero. Serra, porém, tem uma larga folha corrida de debates – Dilma, não. Conhece todos os truques e macetes para vencê-los.
Dilma deu um jeito até aqui de escapar a confrontos diretos com Serra. Para isso valeu-se da surrada desculpa de que sua agenda estava sempre repleta de outros compromissos. Por fim concordou em participar de somente cinco debates – um deles via internet, os outros promovidos por emissoras de televisão.
Ao longo de uma campanha, o debate é a única ocasião onde o candidato – qualquer um deles – fica menos protegido. O treinamento é importante para que tenha um bom desempenho. Mas ele por si só não basta. Mário Covas, por exemplo, ex-governador de São Paulo, triturou em debate na TV Bandeirantes dois calejados adversários.
O primeiro foi Guilherme Afif Domingos. Covas e ele concorreram à presidência da República em 1989. Covas lembrou como Afif votara alguns temas cruciais na Assembléia Constituinte encerrada um ano antes. Tirou de cena o Afif simpático, bonzinho e liberal que se exibia nos programas de tv. Resgatou o Afif de direita.
O segundo foi Paulo Maluf. Covas, governador, foi candidato à reeleição em 1998. Maluf imaginava roubar-lhe o lugar. Covas fez do caráter de Maluf o tema central do debate. Foi impiedoso. Mas as pessoas não sentiram piedade de Maluf, que evitou retribuir as pancadas de Covas. Maluf perdeu o debate e a eleição.
O mais famoso debate da História entre candidatos a presidente se deu nos Estados Unidos em 1960 e reuniu John Kennedy e Richard Nixon. Quem assistiu pela televisão achou que Kennedy vencera. Quem ouviu o debate no rádio achou que o vencedor fora Nixon. Kennedy se elegeu por escassos votos. E votos negociados com a Máfia.
Quem ganha debates não se elege necessariamente. É difícil, contudo, que um candidato se eleja tendo perdido todos os debates. Só perde de verdade quem derrapa feio. Na maioria das eleições, o primeiro debate costuma ser o mais importante. Em eleições acirradas, o debate mais importante é o último.
Lula teve tudo a seu favor para liquidar a eleição de 2006 no primeiro turno. Aí preferiu faltar ao último debate. Quando soube que disputaria o segundo turno, encolerizou-se e quebrou um copo. A inexperiente Dilma não repetirá o erro. E que ninguém se surpreenda se ela surpreender Serra debatendo com ele de igual para igual.

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>Eleições 2010: Ibope aponta Wilson Santos e Silval Barbosa empatados com 29%

Posted on junho 16, 2010. Filed under: eleições 2010, Ibope, Mauro Mendes, Silval Barbosa, Wilson Santos |

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A TV Centro América,  afiliada da Rede Globo em Mato Grosso, divulgou resultasdo da pesquisa Ibope, Instituto contratato pela emissora, para governo do estado. 

Silval Barbosa e Wilson Santos estão empatados com 29% e
Mauro Mendes com 17%.
A polarização da disputa pelo primeiro e segundo colocado deverá afetar a candidatura do socialista Mauro Mendes (PSB) que não conseguiu ainda se inserir com viabilidade no processo eleitoral que já começou no dia a dia político, mas ainda está longe da sociedade que aguarda o fim da Copa do Mundo de Futebol e o inicio do Horário Eleitoral Gratuito.
Foram realizadas 812 entrevistas entre os dias 10 e 13 de junho e a margem de erro é de 3% para mais ou para menos, o que coloca o resultado desta pesquisa nos mesmos percentuais da primeira intenção de votos divulgada em 7 de maio passado. Brancos e nulos somaram 5% e não sabem, não responderam totalizaram 20%. O registro da pesquisa no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MT) é de número 16012/2010.
Números para o Senado
Líder das pesquisas de intenção de votos, Blairo Maggi (PR) continua isolado em primeiro lugar nas intenções de votos da pesquisa Ibope. 
Blairo Maggi aparece com 74%,
 Antero Paes de Barros (PSDB) 40%,
Carlos Abicalil (PT) com 28% e,
Pedro Taques do PDT chegou a 11%.
Os votos nulos somaram 5% e não sabem/não responderam atingiu a 20%. Uma observação do Ibope foi de que 22% dos entrevistados citaram apenas um candidato ao Senado, mesmo sendo informado de que existem duas vagas e dois votos para cada um dos eleitores.
Diferente da pesquisa para governo do Estado que não teve alterações apenas acomodações, a pesquisa para o Senado consagrou os candidatos Antero Paes de Barros (PSDB)que saiu de 35% para 40% em relação a pesquisa de maio deste ano e Carlos Abicalil que saiu de 24% para 28%.
O candidato Pedro Taques (PDT) não conseguiu se posicionar politicamente dentro da disputa que será acirrada pela segunda vaga, já que as pesquisas confirmam o franco favoritismo de Blairo Maggi que tem quase o dobro de votos de todos os outros três pré-candidatos ao Senado.


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>A hora de Serra

Posted on maio 10, 2010. Filed under: Datafolha, Dilma Rousseff, Ibope, José Serra, pesquisas eleitorais, Ricardo Noblat, Sensus, Vox Populi |

> por Ricardo Noblat

Perguntei no meu blog quando Dilma Rousseff ultrapassará José Serra nas pesquisas de intenção de voto. Com pouco mais de três mil respostas registradas em quatro dias, 11,8% delas cravaram a opção “depois que Lula começar a pedir votos para Dilma na televisão a partir de agosto”. A opção “não ultrapassará Serra” atraiu 78% das respostas.

Otimistas, os que torcem por Serra ou parecem resignados com seu aparente favoritismo. A tendência detectada pela série de pesquisas aplicadas desde o ano passado por quatro institutos (Datafolha, Ibope, Vox Populi e Sensus) sugeria a ultrapassagem de Serra por Dilma antes do início oficial da campanha eleitoral marcado para cinco de julho próximo. Ocorreu que…

Ocorreu que Serra largou o governo de São Paulo e se lançou como pré-candidato à sucessão de Lula. O barulho promovido pela oposição em torno do lançamento interrompeu a ascensão de Dilma, embora não tenha refletido de maneira expressiva na diferença de intenção de votos entre os dois. Pelo contrário. A diferença aumentou apenas em um ou dois pontinhos – dentro, portanto, da margem de erro das pesquisas.

O governo aposta na retomada do crescimento de Dilma depois dos comerciais do PT que começaram a ser veiculados no rádio e na televisão na última quinta-feira. E que deverão culminar nesta quinta com o programa de 10 minutos do partido a ser estrelado pela candidata. O programa corre o risco de não ir ao ar. O Ministério Público Eleitoral quer punir o PT por ter usado o programa de dezembro para fazer propaganda de Dilma.

O PT limita-se a seguir o exemplo que vem de cima. Há quase dois anos que Lula faz campanha aberta por Dilma desrespeitando a lei – e em algumas ocasiões debochando dela. Foi multado duas vezes. Os comerciais do PT exibidos na última quinta-feira acabaram vetados pelo Tribunal Superior Eleitoral. Os dois novos comerciais exibidos no fim de semana derraparam nos mesmos problemas dos comerciais vetados.

Na fase de pré-campanha é Serra quem tem brilhado mais. A agenda tem sido ditada por ele. E quem dita a agenda comanda a campanha. Dilma ainda não encontrou um discurso. Tentou dois caminhos e, aparentemente, abandonou-os. Tentou seguir o script pré-determinado há meses de comparar os governos Fernando Henrique e Lula. Não rendeu o suficiente até aqui.

Ficar na comparação entre os governos não lhe daria base para um posicionamento firme como candidata com vida e luz próprias. Ela passou então a atacar Serra. Acusou-o de ser um lobo metido em pele de cordeiro. Chamou-o de biruta de aeroporto, que muda de direção a depender da força dos ventos. Não deu certo também. Para que desse, o adversário teria de topar a briga.

E Serra não topou. Quando lhe perguntaram o que achava de ter sido comparado a uma biruta de aeroporto, apenas riu. Durante o debate entre os candidatos na associação mineira de municípios, Serra desdobrou-se em cortesias com Dilma. Chegou ao ponto de dizer que ela jamais dificultou ou impediu a cooperação entre o governo federal e o governo paulista. Esfregou seu nariz no dela.

À procura de um discurso que não se restrinja à exaltação do governo Lula e à promessa de que dará continuidade a ele, Dilma tem incorrido no erro de se deixar pautar pelo adversário. Serra defendeu a criação do Ministério da Segurança Pública. Ela criticou a proposta. Serra disse que, se eleito, gostaria de governar com o PT e o PV. Lorota pura para ocupar espaço na mídia como candidato de conciliação.

Dilma reagiu à idéia. Líderes de peso do PT também reagiram. Assim como haviam reagido à garantia oferecida por Serra de que ampliará os benefícios do programa Bolsa-Família. Se Lula pôde se apropriar de várias bandeiras do PSDB realizando um movimento clássico estudado em livros dedicados ao marketing político, por que Serra não poderia fazer o mesmo?

A hora de Dilma ainda está por vir.


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