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>O grande vencedor do debate na Globo

Posted on outubro 30, 2010. Filed under: Debate na Rede Globo, Dilma Rousseff, eleições de 2010, facebook, internet, José Serra, Orkut, presidente da República, PSDB, PT, Rede Globo, Twitter |

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Em todas as campanhas eleitorais para Presidente da República uma das ações mais desejadas e mais temidas é o debate na Rede Globo.
Se você ouve a voz das ruas, acompanha a manifestação dos militantes dos candidatos na internet, Orkut, Twitter, Facebook, chega ser cômico a forma e a importância que dão a esse debate. Sempre tem gente de um lado ou de outro que acredita que a emissora está preparando uma verdadeira “bala de prata” para destruir essa ou aquela candidatura.
No debate desta sexta-feira, 29 de outubro, podemos acompanhar o desempenho dos candidatos Dilma Rousseff(PT) e José Serra(PSDB), que não foram em quase nada diferentes do desempenho que tiveram em outros que participaram nos dois turnos das eleições de 2010. Algumas posições mais seguras e firmes mas que não vem ao caso destacar aqui.
Nosso objetivo é ressaltar quem foi o grande vencedor do debate, e a resposta pode ser estranha para alguns, para para quem assistiu os outros debates soube identificar com certeza, foram as perguntas que vieram dos eleitores.
Não vou repetí-las aqui, mas elas mostraram claramente que o Brasil do nosso cotidiano é muito diferente e está numa situação muito pior que a mídia governamental divulga com todo estardalhaço.
A pergunta sobre saúde é um desses exemplos, a eleitora disse que os doentes são tratados, quando são, como lixo. Outra sobre os impostos feito por um eleitor de Curitiba, afirmando ser da classe média, disse que arca com uma grande taxa de impostos, mas não tem nenhum benefício em troca, pois tem que pagar plano de saúde particular, escola particular e por ai vai.
O mesmo foi com a segurança pública e outros temas.
Um detalhe até certo ponto curioso foi quando a candidata Dilma admitiu, e o presidente Lula não deve ter gostado nada disso, que o Brasil arrecada muito em impostos e gasta mal, ela prometeu que se eleita, mudará isso.
Só para reafirmar, o grande vitorioso do debate foram as perguntas, pois, como dissemos, mostrou como estamos mal na saúde, segurança pública, educação, entre outros, e nenhum candidato podia acusar o eleitor que fez a pegunta, como acontece no debate onde um pergunta ao outro, em nenhuma delas nem Dilma, que representa os 8 anos do governo Lula, pode dizer que a pergunta era armação ou pegadinha, e provar que a realidade era contrária, o Serra nem tanto pois ele já as fez em quase todos os debate.
O povo brasileiro agora sabe que não é abenas onde ele mora que não existe tais problemas, é em todo oaís, pois vivíamos a impressão que só onde moramos estava mal, agora sabe-se o contrário.
Por Adalberto Guimarães
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>TSE mantém na internet vídeo anti-PT

Posted on setembro 25, 2010. Filed under: internet, TSE, vídeo anti-PT |

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Petismo reclama, mas em 2002 comparou rivais a ratos
O ministro Joelson Dias, do TSE, indeferiu pedido de liminar formulado pelo PT contra o vídeo que o PSDB levou à web na última quarta (22).
Com sua decisão, Joelson manteve na internet a peça que a coligação de Dilma Rousseff queria retirar do ar.
Nas imagens, o PT é apresentado como “o partido que não gosta da imprensa”, Dilma é associada a José Dirceu e os petistas são comparados a cães rottweiler.
Em sua petição, os advogados do comitê de Dilma argumentaram que o vídeo propala “informações sabidamente inverídicas e degradantes”.
Anotaram que a propaganda, além de injuriosa e difamatória, “busca iludir o eleitor”.
Divulgado nesta sexta (23), o despacho do ministro Joelson responde que não ficou provado que a campanha de Serra é responsável pelo vídeo.
O PT anexou à sua representação recortes de jornal. Mas o ministro considerou que “matérias jornalísticas” não constituem prova.
A decisão, por liminar, ainda depende de confirmação. A sentença definitiva só virá depois da análise do mérito da ação. Não há prazo definido.
Na prática, o tucanato já atingiu o seu propósito. Há dois dias, inquirido sobre o vídeo, Serra deu uma de João sem braço, como se diz.
Declarou que seu comitê não havia encomendado o vídeo. Verdade. A encomenda é do PSDB. Afirmou que não foi informado e sequer viu as imagens. Lorota.
A coisa toda foi feita com o conhecimento do candidato. A peça foi solicitada ao marqueteiro Adriano Gehres.
O mesmo que, na campanha de 2006, ajudara a produzir comerciais contra o tucano Geraldo Alckmin, à época adversário de Lula ‘Reeleitoral’ da Silva
Na propaganda, difundia-se a idéia de que Alckmin, se eleito, privatizaria estatais como o Banco do Brasil e a Petrobras.
Antes, na fase de pré-campanha de 2002, época em que Lula media forças com Serra, o mesmo PT que agora reclama da comparação com cães rottweiler levara ao ar, na TV, um comercial análogo.
Bolada pela equipe de Duda Mendonça, a publicidade associava a oposição a ratos (assista abaixo).
Agora, Dilma acusa Serra de instilar o “ódio”. Mas a baixaria vem de longe. E o PT não hesitou em lançar mão do recurso quando lhe pareceu adequado.
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>Estou nascendo hoje na internet

Posted on agosto 25, 2010. Filed under: Arnaldo Jabor, facebook, internet, Orkut, redes sociais |

> Por Arnaldo Jabor
Afinal, quem sou eu? Descobri que há vários jabores dando sopa na web. Uma vez, disse aqui que jamais entraria nos twitters da vida, nos orkuts do pedaço, nos facebooks da quebradas….Claro que dá pra ficar fora dessas “redes sociais”, mas sinto-me isolado como aqueles caras que se recusam a ver televisão, para defender sua “individualidade”. No entanto, que individualidade, que “eu” se manteria “puro” e protegido longe da TV ou fora da web hoje? Que “eu” sobraria? Não há um “eu” sozinho – esse sonho de pureza e originalidade acabou. O “eu” é feito de detritos de lembranças, de sonhos, de traumas, mas também é fabricado pelas coisas. A pílula fez mais pelo feminismo que mil livros de militância. A internet criou um “eu” que muda dia a dia como uma maquina que vai se modernizando, recebendo novas engrenagens. Em vez de aniversários, em breve, vamos comemorar aperfeiçoamentos: “Estou comemorando mais 8 gigabytes em minha alma!”

Alias, acho bom que a internet acabe com as ilusões individualistas que sempre tivemos de sermos puros e únicos. A verdade é que somos parte de um processo de mutação permanente, e não por “auto-analise”, mas pelos avanços da tecnociência. Assim como a biotecnologia cria seres híbridos, somos cada vez mais híbridos…Somos de carne, osso, chips e tocados por milhões de “outros eus” em rede. Rimbaud escreveu: ” O eu é um outro.” E o grande Mario de Sá Carneiro, poeta português melhor do que os uivos lamentosos de Fernando Pessoa, também escreveu:

“Eu não sou eu nem o outro/ sou qualquer coisa de intermédio/ pilar da ponte de tédio/ que vai de mim para o outro.” Sujeito e objeto se confundem cada vez mais. Além disso, eu também achava que a cultura humana era uma galáxia infinita de pensamentos e obras. O Google acabou com este sonho infinito. Tudo se arquiva, se ordena. O futuro, como um lugar a que chegaríamos um dia, também morreu. Só há um presente incessante, um futuro minuto a minuto, e não temos idéia de onde chegaremos, porque não há onde chegar…

Bem, amigos, todo este “showzinho” de reflexões individualistas é, na verdade, para comunicar que estou entrando no twitter. Resolvi. “Não quero mais ser eterno, quero ser moderno”. Eu, que até pouco tempo só ia até o micro ondas (que sempre me puniu com apitinhos da porta aberta), eu, que tremo diante de um celular, mudei muito. Saibam que comprei um iPhone e que vou postar coisas no twitter, que se chamará “realjabor”. O nome será este porque já existe no twitter um cara que usa meu nome…Existe um “jabor” imaginário com, pasmem, 121.000 seguidores… Não o digo por gabar-me, mas há um jabor com milhares de amigos que não conheço. E ai, me pergunto: quem sou eu? E esse cara no twitter – com 121 mil seguidores enganados – por que botou meu nome? Não é por inveja, nem tietagem…Ele parece ser um bom sujeito pelas coisas que fala por mim; não há insultos nem frases que possam me incriminar com meus “seguidores”…(se bem que ele “posta” também bobagens apócrifas que rolam na web, que me matam de vergonha). E ele? Quem será? Será que ele ama alguém? Quem lhe mandará flores se ele morrer de amores? Por que time ele torce? Como é seu rosto? Vejam meu drama: eu, que não existo, acho boa praça um cara que não sei quem é… Por que ele não se assume? Eu estava nesta duvida, quando se fez a luz e entendi: tanto faz ele ser ele ou ser eu. Esta terceira pessoa, meio eu, meio ele, existe no espaço virtual e assim não importa o nome, pois, como disse acima, sujeito e objeto se confundem. Ser eu ou ele é um detalhe desprezível.

Alias, suponho que esses milhares de seguidores sejam ao menos meus amigos…E aí, me ocorre a pergunta: o que é um amigo hoje? Como posso ser amigo de pessoas que nunca vi? Antes, amigos tomavam chope com a gente, davam conselhos, faziam confidencias: “Po, cara, minha mulher me traiu…que que eu faço?” Era assim. Hoje os amigos você não vê, não toca; os amigos são algoritmos.

As redes sociais estão mudando o conceito de amizade, de amor… A pior forma de solidão talvez seja o sexo virtual, a masturbação a longa distancia…Nada mais triste que o post-coitum na internet: gozos, escape e “log off” com os orgasmos se esvaindo na velocidade da luz e a realidade manchando o papel higiênico e as mãos pecadoras.

Assim aprendemos que temos de celebrar as parcialidades; só o fortuito é gozoso. Temos de parar de sofrer por uma plenitude que não chega nunca.

Aceitar a “incompletude” talvez seja a nova forma de felicidade. E isso é bom. A web nos mostra que enquanto sonharmos com a plenitude, seremos infelizes. Nunca seremos acompanhados nem totalmente amados. As redes nos trazem uma desilusão fecunda. As redes sociais unem os homens em uma grande solidão.

Outra coisa que me intriga: dizer o quê nos tweets? O que é importante? Antigamente se dizia: este filme é importante, este texto é importante…Mas, hoje, para quê? As revoluções clássicas já não existem, a idéia de reunir objetos para um museu do futuro já era. Não há mais algo a ser preservado para amanhã. A importância do futuro foi substituída pelas “conexões” no presente.

A própria idéia de “profundidade” ficou estranha….O que é profundo? Hegel ou o frisson de informar a 121 mil pessoas que acordei com dor de cabeça ou que detestei “A Origem”?…As irrelevâncias em rede ganham uma densidade horizontal, uma superficialidade útil, ao invés de uma grandeza definitiva. Quantidade é qualidade, hoje.

Mas, é obvio que há uma grande vitoria para a democracia nas redes sociais. Há pouco, o massacre de dissidentes no Irã escapou pela internet. As redes denunciam crimes, alavancam negócios, expandem a educação política.

Por isso, resolvi nascer. Estou nascendo hoje na web. Meus primeiro gemidos de recém nascido começam hoje. Chamo-me agora www.twitter.com/realjabor e vou competir com o outro jabor, o falso, que me criou sem me consultar.

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>Eleições 2010: Caminhos da Propaganda eleitoral digital

Posted on julho 5, 2010. Filed under: blogs, eleições 2010, internet, msn, Orkut, pobres, Propaganda eleitoral digital, rádio, redes sociais, ricos, showmícios, televisão, Twitter |

>Por Onofre Ribeiro

Em 1976, tivemos no Brasil eleição para prefeitos. Em 1974 tivemos eleição de parlamentares e o MDB, o único partido da oposição, venceu com folga, revelando o cansaço do regime militar. Na eleição para prefeitos de 1976 o governo militar aprovou a Lei Falcão, que limitava a aparição dos candidatos na propaganda eleitoral gratuita. Ricos e pobres apareciam na televisão e no rádio da mesma forma: currículo, foto e mais nada!

No fundo os militares queriam limitar as críticas ao regime de governo e, de certo modo, favorecer a Arena, o partido oficial. De lá para cá, a legislação eleitoral mudou muito e sumiram as limitações daquela época. Surgiram os showmícios, que depois foram proibidos, assim como uma série de elementos de propaganda eleitoral dos candidatos.

Na eleição de 2010 os meios clássicos de propaganda eleitoral sofrerão a concorrência muito diferente, a da comunicação digital. Pela primeira vez a propaganda digital vai ter mais voz e vai atingir mais os objetivos eleitorais até mesmo do que a propaganda na televisão e no rádio.

As chamadas redes sociais viraram febre incontrolável como mídia eficiente e aberta. Surgiram na internet o orkut, o twitter, o msn, o facebook e outras tantas, fora os e-mails. Essas ferramentas estão fora do controle da legislação eleitoral e da censura imposta à tv e ao rádio na propaganda eleitoral. Todos os candidatos possuem perfil no orkut, onde se comunicam através de redes de amigos que vão se multiplicando indefinidamente. O twitter, que se notabilizou na eleição do presidente Barack Obama em 2009, é um microblog onde são postadas pequenas mensagens que se espalham mundo afora, também fora do controle oficial.

Os sites conseguem divulgar mais informações do interesse dos candidatos do que qualquer outra forma de comunicação. Nele são postados o perfil e o currículo dos candidatos, sua história de vida, suas notícias de campanha, agenda e compromissos. Com uma vantagem: a baixo custo.

Os blogs são um tipo de site menos complexo, com o mesmo poder de comunicação do site. São mais apropriados para a postagem de notícias. Nesse universo digital entrará em 2010 um elemento novo, profundamente versátil e independente, acessível a 180 milhões de brasileiros que o possuem: o telefone celular. Nele são recebidas mensagens de twitter, de msn, sms e mensagens de texto, imagens, fotos e notícias.

Os jornais, as revistas, as emissoras de televisão, as emissoras de rádio, sofrerão pela primeira vez a com concorrência corrosiva da mídia digital. Quando se fala em mídia digital está se falando em uma linguagem nova, muito diferente daquelas tradicionais. Uma mensagem de twitter comporta apenas 140 letras e números. É uma condensação de linguagem não usada até hoje. O orkut tem técnicas de mensagens e de adicionamento, etc.

Resta saber se os políticos estarão prontos para lidar com essa nova transparência das redes de pessoas, e se os marqueteiros saberão usar todos esses recursos sem transformar os candidatos em máquinas digitais.

*ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso – onofreribeiro@terra.com.br
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>Economês

Posted on março 19, 2010. Filed under: Alumínio, Belo Monte, celular, Economês, Embalagens, Fertilizantes, internet, leilão, máquinas, Reajuste, tributos |

>Belo Monte

O leilão da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA) foi marcado para 20 de abril. Esta é a 3ª vez que o governo remarca a data. Ainda não há uma definição, por parte do governo, se a Eletrobrás participará do empreendimento, que está orçado em R$ 19 bilhões. O preço máximo para a energia será de R$ 83 por MW/h.

Máquinas

Mato Grosso terá uma fábrica da Du Maire Máquinas Agrícolas. O grupo argentino já afirmou ao governador Blairo Maggi a intenção de vir para o Estado, mas ainda não definiu onde se instalará, se em Campo Verde ou Primavera do Leste.

Fertilizantes

A Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) defende que para as amostragens realizadas em MT sobre “suposta adulteração” em fertilizantes deve ser fiscalizada pelo Mapa com sanções como “multas, suspensão ou cancelamento do registro dos produtos”, além de outras penalidades.

Internet

O governo quer criar um programa que garanta acesso à internet banda larga com preços acessíveis. A afirmação é do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Segundo ele, estão sendo discutidos preços entre R$ 25 e R$ 35 por mês. Está em estudo a utilização de rede de fibra ótica da antiga Eletronet e que agora pertence ao governo. O mecanismo de acesso pode ser feito em parceria com empresas privadas.

Reajuste

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) teve alta de 1,10% em março, ligeiro aumento em relação à taxa de fevereiro, de 1,08%, segundo informações da Fundação Getulio Vargas (FGV). A alta foi influenciada pela elevação dos preços de produtos no atacado, que respondem por 60% da formação geral do IGP-10.

Celular

O número de celulares em operação no Brasil chegou a 176,77 milhões em fevereiro, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Somente no mês passado, foram vendidos 1,17 milhão de novos telefones móveis, crescimento de 0,67% em relação ao total de celulares vendidos em janeiro.

Embalagens

As vendas de embalagens plásticas flexíveis, segmento que reúne desde a fabricação das sacolas utilizadas em supermercados até embalagens de arroz ou feijão, deverão crescer 8% este ano. A previsão é da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief) e leva em consideração a projeção de que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 5,3% este ano.

Alumínio

A produção de alumínio primário caiu 2,8% em fevereiro. Foram produzidas 117,2 mil toneladas, ante às 120,6 mil toneladas em 2009, uma diferença de 3,4 mil toneladas. Os dados são da Associação Brasileira do Alumínio (Abal).

Tributos

Pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 58,2% dos empresas, equivalente a 1,193 indústrias, rejeitam o uso do sistema de substituição tributária, em que é dada a algumas empresas a responsabilidade pelo pagamento de seu próprio tributo e também aquele devido por fornecedores ou clientes da mesma cadeia produtiva. O estudo mostra que a maior rejeição ocorre entre as empresas de pequeno porte, com índice de 62,7%. Fonte: A Gazeta

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>A Internet e o Traffic Shapping

Posted on janeiro 7, 2010. Filed under: backbone, bits, internautas, internet, Shapping, STFC, Tecnologia, Traffic, VoIp |

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Uma das maravilhas da Internet moderna é permitir a troca de arquivos. Já foi o tempo em que modems analógicos limitavam a velocidade de download a míseros 14 kbps, agora, com o advento de tecnologias de ADSL (Linha Digital Assimétrica para Assinante) ou de Wirelles (WiFi) chegamos a confortáveis megabit por segundo.

Não apenas a velocidade aumentou, como a disponibilidade por conexão, permitindo o acesso ilimitado a um peço determinado, contribuindo para a disseminação da tecnologia entre os internautas brasileiros.


Entretanto, a Internet nacional possui gargalos no backbone, em períodos considerados críticos, carecendo de investimentos por parte da operadora do serviço de modo a aumentar a largura de banda por usuário.


Trafegando por rajadas de bits, os dados deveriam ter uma qualidade mínima disponível, de modo a assegurar a quantidade contratada, inclusive, propagandeada pelas operadoras, sendo fator de decisão na hora da compra por parte do consumidor.


Oferecem o acesso à Internet (operado pelo SCM – Serviço de Comunicação Multimídia ou STFC – Serviço Telefônico Fixo Comutado) com velocidades determinadas e cobram por essa velocidade de forma gradual. Quanto mais velocidade, maior o custo da conexão.


Acontece que nos períodos críticos do sistema, em vez de usar a receita realizada nos lucros, preferem as operadoras utilizar de artimanhas tecnológicas de modo a limitar a velocidade de download, em prática negada pelas ISP (Internet Service Provider), mas detectada pelos usuários mais experientes.


Essa prática ilegal denomina-se Traffic Shapping. O Traffic Shapping consiste basicamente em priorizar o tráfego de dados através do condicionamento de pacotes identificados pelos protocolos, a fim de otimizar a largura de banda disponível.


Muito útil quando se trafega VoIp (Voz sobre Ip), passa a ser nefasto quando utilizado de forma maliciosa, interferindo no tráfego nas redes P2P (peer-to-peer) ou FTP (File Transfer Protocol RFC959). Em síntese, alguns ISP vendem gato por lebre, enganado o usuário, limitando de forma deliberada seu acesso à rede. Atitude incompatível com o Código de Defesa do Consumidor, passível de punição mediante ação judicial.


O grande problema é provar o Traffic Shapping, já que é veementemente negado pelos ISP e depende de perícia técnica especializada e permanente.


Inúmeros vídeos disponibilizados na Internet demonstram claramente a prática em ISP brasileiros, utilizando o projeto internacional Glasnost.org, que procura essas limitações e informa ao usuário o quanto está sendo limitado em sua conexão.


Obviamente que a Anatel, como órgão regulador e fiscalizador, deveria se fazer mais atuante e proteger os usuários dessas limitações, contudo, observamos que a política é de vista grossa a um problema sério que irá requerer investimentos na estrutura atual.


A meu ver, isso não é problema do usuário, já que o custo por conexão deve pagar pela modernização da infraestrutura de rede e não apenas para gerar lucros aos acionistas.


Considerando que uma demanda judicial pode, muitas vezes, demandar desgaste para o usuário, os que conseguem identificar a fraude, preferem, por sua capacidade técnica (já que a identificação requer conhecimentos em arquitetura de rede e protocolos) utilizar de recursos que driblem a limitação, encriptando seus dados, de forma a não identificar o protocolo P2P ou FTP.


Outros, trocam de provedor, procurando quem não pratique Traffic Shapping, numa busca desenfreada pela liberdade da conexão. Absurdo, já que essa liberdade é direito seu, assegurado pelo contrato pactuado(muitas vezes de adesão e oculto ao usuário).


Esse é um problema que precisa de divulgação e solução, às claras, para a universalização da Internet no Brasil. Ocultar o Traffic Shapping e não promover a punição dos fomentadores dessa prática é renegar os direitos dos usuários, contribuindo para a dilapidação da estrutura de rede disponível ao tráfego no Brasil.

Autor: Fabiano Rabaneda é advogado. E-mail: rabaneda@terra.com.br – Fonte: A Gazeta

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>Operadoras terão que de aumentar velocidade do 3G

Posted on novembro 23, 2009. Filed under: Anatel, banda larga em 3G, internet, Ministério Público |

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O crescimento explosivo da internet móvel, a banda larga em 3G (terceira geração), está obrigando a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) a tomar medidas para enquadrar as operadoras, que hoje não entregam aos consumidores a velocidade contratada.

Atualmente, a agência não tem como exigir, das teles móveis, metas de qualidade da internet 3G porque não existe um regulamento específico para esse serviço. Apenas a internet pela rede fixa é fiscalizada.

Isso não significa que a Anatel não monitore a internet móvel. Cada vez mais os consumidores reclamam que estão sendo lesados porque só conseguem navegar com menos de 10% da velocidade contratada.

Não existe ainda um levantamento consolidado sobre o total de reclamações, mas a Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) levou o caso ao MPF (Ministério Público Federal) de São Paulo, que o está investigando. Em janeiro, ocorrerá a primeira audiência pública.

“Entendo que existem dificuldades técnicas para as operadoras, mas não há diferença entre comprar um quilo de carne e 1 Mbps de banda larga”, afirma o procurador Márcio Schusterschitz.

“Além disso, a legislação determina que a prestação de um serviço não deve ficar sob o arbítrio do fornecedor.”

Consumidor exposto
Em ofício enviado ao MPF, a Anatel concorda que o consumidor não pode ficar exposto e prepara um novo regulamento que vai equiparar a banda larga móvel à fixa. Com isso, a internet via celular também passará a ter de cumprir metas de qualidade. O texto deverá ser submetido ao Conselho Diretor da agência dentro de três semanas e deve ir a consulta pública ainda neste ano.
A Folha apurou que, apesar disso, as metas não serão rígidas numa primeira fase. Isso porque a Anatel reconhece que existem barreiras técnicas impeditivas à garantia da velocidade máxima e que, para isso, as operadoras teriam de investir mais, principalmente em redes de transmissão, em um momento em que nem sequer concluíram a fase de cobertura nacional. Hoje, só 11,3% dos municípios do país têm 3G.

“Esse é o principal dilema da agência. Tanto as empresas como a Anatel foram surpreendidas pela demanda excessiva. Os investimentos foram planejados e escalonados para durar até 2013, ano em que as teles terão construído antenas que operam os sinais de 3G em todo o país.

Solução intermediária

A Folha apurou que, contudo, os conselheiros deverão apresentar uma solução intermediária, estabelecendo um limite de variação da velocidade entregue que não seja a mínima (de 10%) nem o teto, já prevendo as dificuldades técnicas. Isso até que os investimentos na ampliação da cobertura sejam concluídos, em 2013.

Ao mesmo tempo, as operadoras terão de acelerar seus investimentos, principalmente na rede de transmissão de dados (de suas antenas até a central da operadora), para evitar concentração de tráfego, que compromete a velocidade de navegação dos clientes.

De acordo com a Cisco, até 2013, as redes estarão transmitindo 25,8 Terabytes mensalmente, o que é comparável à transmissão de 6.500 DVDs por mês, um tráfego 52 vezes superior ao atual. “É a maior taxa de crescimento no mundo”, afirma Usha Andra, gerente de inteligência de mercado da Cisco.

O IDC (International Data Corporation) estima que o número de conexões móveis ultrapassará o de fixas em 2014. Outra consultoria, a Teleco, prevê que o total de clientes 3G chegará ao patamar de 60 milhões até 2014.

Atualmente, eles são 7,9 milhões (3,7 milhões via celular, 4,2 milhões por modem), um aumento de 6,4 milhões de clientes em apenas um ano, já considerando as restrições de velocidade e o preço elevado dos dispositivos de acesso e pacotes -que, segundo os analistas, são as maiores barreiras para a massificação do 3G. Fonte: Folha de S. Paulo

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>Prefeitura de Cuiabá laça hoje projeto Internet para todos

Posted on outubro 19, 2009. Filed under: internet |

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Será inaugurado nesta segunda-feira, às 18h30m, no Bairro Pedra 90, um grande sistema de inclusão digital, o Projeto Internet para Todos, com a presença do prefeito Wilson Santos. Esse sistema já está disponível em caráter experimental inicialmente em dois pontos da cidade (no próprio Pedra 90 e na Praça 8 de Abril ). São 17 pontos previstos, em bairros e praças, nesta primeira fase.

A meta da Prefeitura, segundo revela o prefeito, é disponibilizar o Projeto Internet para Todos em todos os bairros da Capital até, no máximo, em fevereiro de 2010. No Brasil, 65 cidades já operam sistema idêntico regularmente, o que inclui várias capitais de grande porte, a exemplo de São Paulo e Rio de Janeiro.

“A internet se constitui num dos mais revolucionários sistemas de comunicação de massa. Pela internet o mundo ficou pequeno, próximo, visualizado dentro de casa. Não existem barreiras que impeçam os semelhantes de saber o que se passa do outro lado do Planeta”, disse Wilson.

“O que nós queremos é facultar esse benefício a todos os habitantes de Cuiabá. É como se fosse uma lan-house pública em cada um dos pontos interligados com o sistema”, acrescentou o prefeito.

Pelo Projeto Internet para Todos, os próximos bairros a serem beneficiados são: Região Sul – Osmar Cabral; Parque Cuiabá; Residencial Coxipó; Tijucal. Região Norte CPA I (atender CPA I e II); CPA III ( atender CPA III e IV); 1 de Março. Região Oeste Verdão; Porto; Jardim Araçá; Novo Colorado. Região Leste – Dom Aquino; Areão; Pedregal e Planalto, segundo informações da assessoria de imprensa da Prefeitura de Cuiabá. – Fonte: Olhar Direto

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>Eleição, internet e borboletas

Posted on setembro 14, 2009. Filed under: borboletas, democracia, Eleição, emenda, internet |

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  • MARINA SILVA

ELEIÇÃO É sempre uma grande oportunidade de reafirmar a democracia. E as regras eleitorais são o primeiro passo para garantir que os processos democráticos sejam transparentes, precisos, confiáveis, informados e coerentes com a vontade popular. Alterá-las deveria significar, sempre, torná-las mais modernas, inteligentes e aptas a realizar o objetivo de chegar a uma sociedade democrática avançada, regida por regras universais e avessa ao patrimonialismo.

O Congresso brasileiro está hoje às voltas com a apressada análise -em consequência dos prazos constitucionais- de uma reforma na legislação eleitoral que poderá valer já em 2010. O texto básico foi aprovado, mas o Senado terá que votar nesta semana as emendas para depois remetê-lo de volta à Câmara dos Deputados, que o enviará à sanção do presidente Lula. Tudo até o dia 3 de outubro.

São muitos os pontos polêmicos. Além de não exigir divulgação dos nomes de todos os doadores e valores doados, a reforma, até agora, mantém a “doação oculta”, em que recursos vão para os partidos, que os repassam a candidatos sem a necessária identificação do vínculo entre doador e beneficiário.

Ainda é possível aprovar a emenda do senador Aloizio Mercadante que garante internet totalmente livre, antes, durante e depois das eleições. Nada de amarras, de tentativas de tolher a revolução na comunicação que a internet representa, com ampla liberdade e espaço para a conscientização, a mobilização e a pressão da sociedade.

Restringir a internet, como se fosse só mais um canal de comunicação nas relações entre mídia e sistema político, é desconsiderar que ela é estruturalmente diferente. É a maior ferramenta daquilo que o sociólogo espanhol Manuel Castells chamou de sociedade em rede, tornada possível pela expansão das tecnologias de informação.

Essa estrutura de redes tem sido decisiva para potencializar ações coletivas, que podem ganhar maior espaço nas eleições, interferindo diretamente na qualidade das escolhas políticas, por meio de iniciativas autônomas da sociedade.

Na internet, o fazer político é multicêntrico, não há senhores. Nela, a expansão política se dá no sentido oposto ao de um modelo autoritário ou dirigido, pois fica longe de controles, monopólios e centralização.

Uma reforma política democrática não pode, sob nenhum pretexto, tentar tolher essa livre manifestação. Insistir nisso é retrocesso grave -além de ser, provavelmente, tarefa impossível. Como tentar capturar num único puçá uma revoada de milhões de borboletas.
Fonte: Folha de S. Paulo
contatomarinasilva@uol.com.br

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