jazida de minérios

>Pesquisa descobre que Mato Grosso tem a 2ª maior jazida de minérios do Brasil

Posted on setembro 2, 2010. Filed under: agricultura, Daniel Dantas, ferro, fosfato, grupo Opportunity, jazida de minérios, Mato Grosso, Pecuária, Pedro Nadaf |

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Foi comprovada a existência de um depósito de fosfato e de ferro em Mato Grosso de aproximadamente 70 metros quadrados. O depósito, localizado na região oeste do Estado, próximo ao município de Mirassol D”Oeste, somente para produção de grãos significará uma economia de R$ 400 milhões por ano, além dos ganhos provenientes da exploração e exportação dos minerais. Ao todo foram identificadas 427 milhões de toneladas de fosfato e mais 11,5 bilhões de toneladas de ferro, com um teor de 41% de concentração. O volume é 4 vezes superior ao existente na serra dos Carajás (PA).
A novidade foi anunciada pelo governador do estado  em coletiva de imprensa, juntamente com o secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf, e representantes do setor produtivo. A descoberta é fruto do Programa Brasil Fosfato, que em Mato Grosso atua há um ano no mapeamento geológica do solo e identificação de fosfato, além de outros minérios.
O fosfato e o ferro foram identificados em uma montanha de 52 metros de altura, em média, e 19 quilômetros de comprimento, sendo formada por camadas de rocha de fosfato e de ferro, intercaladamente. A área está sob a tutela da empresa GME4, que solicitou além desta área, outros 2 milhões de hectares em Mato Grosso para estudos geológicos. A empresa pertence ao grupo Opportunity, de propriedade do banqueiro Daniel Dantas e atua na exploração de ferro no Piauí e Minas Gerais.
Após a identificação do depósito, devem ser iniciados estudos de viabilidade econômica para definir a exploração, o que pode levar até 5 anos.
O presidente da Federação mato-grossense de Agricultura e Pecuária (Famato), Rui Prado, afirma que esta é a melhor notícia da última década e ressalta as economias que poderão trazer à produção agrícola e pecuária no Estado. “Se isso tivesse sido explorado antes, teria evitado o endividamento de muitos produtores por conta dos custos de produção”.
Anualmente são consumidas 610 mil toneladas de fosfato, sendo sua totalidade importada dos Estados de São Paulo, Paraná e de Israel, para a produção de 8 bilhões de toneladas de grãos. Para a pecuária, o mineral poderia ser utilizado para a recuperação de cerca de 9 milhões de hectares de pastagem degradada, acarretando em uma produção ambientalmente correta e uma produtividade bovina maior.
De acordo com o Secretário Pedro Nadaf, o fosfato encontrado poderia abastecer o mercado estadual por 700 anos se o consumo se mantivesse estável. “Temos fosfato suficiente para suprir as necessidades locais e até exportar”.
O governador  afirma que a notícia pode dar início a uma outra atividade econômica no Estado, mas que é preciso atentar para a logística. “Temos problemas de logística que devem ser resolvidos para viabilizar a produção e a comercialização deste potencial mineral”.
Ferro – O depósito de ferro descoberto, segundo o estudo realizado, seria maior que a jazida de Carajás, a maior a céu aberto do país com 3 bilhões de toneladas. Pedro Nadaf diz que a quantia encontrada em Mato Grosso, 11,5 bilhões de toneladas, coloca Mato Grosso na segunda posição nacional, ficando atrás apenas de Minas Gerais.
Quanto ao teor de concentração, de 41%, ele é menor do que a do ferro explorado em Carajás, que é em torno de 60% de concentração. Mas, segundo o geólogo Waldemar Abreu, hoje em dia há exploração de ferro com teores de até 30% em todo o mundo, e que isso torna a exploração possível e rentável.
Fonte: A Gazeta
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