jogadores

>Bom dia, Dunga!

Posted on maio 11, 2010. Filed under: Copa da África do Sul, Dunga, Ganso, jogadores, Neymar, seleção brasileira, torcedores |

>Bom dia, Dunga!

Que os deuses dos estádios estejam contigo neste dia decisivo, a um mês da abertura da Copa da África do Sul.

Técnico Dunga

Hoje você vai convocar, às 13h, os 23 jogadores que devem ir à Copa.

E você já avisou que não haverá surpresas.

Fique frio, acerte e erre com a sua cabeça e não tenha medo de parecer incoerente caso resolva chamar um Paulo Henrique Ganso, um Neymar.

Porque só se surpreenderão com convocações como essas os que não acompanham futebol.

E lembre-se hoje que Paulo Henrique Ganso amanhã pode ser o que Paulo Roberto Falcão foi ontem, isto é, pode vir a ser lembrado como vítima de um crime lesa futebol.

Tenha, enfim, um bom dia, Dunga.

E proporcione uma dia ótimo a todos nós, torcedores da Seleção Brasileira.

Por Juca Kfouri

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>Alagoano Tiago Fernandes vence título inédito para a América Latina na Austrália

Posted on janeiro 30, 2010. Filed under: berto da Austrália, Gustavo Kuerten, jogadores, Sean Berman, Tiago Fernandes, torneios, vitória |

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  • Tiago Fernandes comemora título do Aberto da Austrália juvenil

    Tiago Fernandes comemora título do Aberto da Austrália juvenil

O brasileiro Tiago Fernandes foi o primeiro jogador latino-americano a ganhar o torneio juvenil do Aberto da Austrália, após a vitória sobre o local Sean Berman, que jogava em casa, por 7-5 e 6-3.

Em um torneio dominado historicamente pelos jogadores australianos, Tiago precisou enfrentar altas temperaturas, que estiveram perto de 37 graus, e a pressão dos torcedores locais, que acreditam que Berman será o sucessor de Patrick Rafter e Lleyton Hewitt.

“Talvez ele estivesse um pouco nervoso por jogar a final perante o público australiano, sua torcida”, disse Tiago, que tem como ídolo o maior tenista brasileiro de todos os tempos: Gustavo Kuerten. “É um ‘tio’ incrível, tanto fora quanto dentro da quadra”, disse o jovem campeão, que jogou ao lado de Guga no último torneio de duplas antes da aposentadoria do ídolo, no Aberto de Florianópolis em 2008.

“Enquanto treinava na semana anterior, me sentia tão bem que pensava na final, e agora sou o campeão. Estou muito feliz. Foi uma semana incrível para mim. Todos os jogadores são muito bons, mas eu joguei melhor. E agora quero desfrutar deste momento”, disse, sem falsa modéstia.

Tiago garante que não vai relaxar, e promete: “na próxima semana vou treinar ainda mais”. A partir de agora ele deve intercalar torneios juvenis com alguns profissionais.

Na final feminina juvenil, a tcheca Karolina Pliskova ganhou o título ao derrotar a australiana de origem britânica Laura Robson na decisão, vencendo por 6-1 e 7-6 (7-5). Fonte: UOL Esporte

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>As chuteiras sem pátria

Posted on janeiro 6, 2010. Filed under: jogadores, Nike, perna-de-pau, redação, Roberto Carlos, Ronaldo, seleção, vestiário, Zidane |

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  • Arnaldo Jabor


Quando chega um fax com barulhinho de cornetas celestiais, eu já sei: é carta do Nelson Rodrigues. Não deu outra. Nelson me pedia para publicar um texto sobre a Copa, já que está sem contato nas redações: “Eu sou do tempo do Pompeu de Souza, do Prudente de Morais Neto… Não conheço esses meninos da redação…” . Muito bem, aqui vai seu comentário sobre o sábado da desgraça:

“Amigos, a derrota é um grande momento de verdade. Só diante da vergonha é que entendemos nossa miséria. Num primeiro momento, queremos encontrar uma explicação para o fracasso, mas fracasso não se improvisa – é uma obra calculada, caprichada durante meses, anos até. Não adianta berrar no botequim que o Parreira é uma besta ou que o Ronaldo é um gordo perna-de-pau. Não. Nosso fracasso começou antes, porque esta seleção não foi a pátria de chuteiras, foram as chuteiras sem pátria.


Para nossos jogadores ricos e famosos, o Brasil é a vaga lembrança da infância pobre, humilhada. O país virou um passado para os plásticos negões falando alemão, francês, inglês, todos de brinco e com louras vertiginosas. Não são maus meninos, ingratos, não, mas neles está ausente a fome nacional, a ânsia dos vira-latas querendo a salvação. O povo todo estava de chuteiras, para esquecer os mensalões e os crimes, mas nossos craques não perderam quase nada com a derrota, tiveram apenas um mau momento entre milhões de dólares e chuteiras douradas pela Nike.


Isso me faz lembrar o grande Neném Prancha do Botafogo: “Temos de ir na bola como num prato de comida!…” Que frase profunda, esquecida hoje… Nosso time come bem e nem os jogadores, nem os técnicos, nem os roupeiros e massagistas viram o óbvio, ali, uivando, ululando nos vestiários: o time estava sem conjunto, os jogadores estavam presos a um esquema tático que contrariava suas vocações. Só o povo berrava: “Ronaldo está gordo, Ronaldinho tem de atuar mais livre, os jovens têm de jogar mais!”. E quanto mais o óbvio se repetia, mais o Parreira se obstinava em sua lívida teimosia… Por quê? Porque o técnico é sempre contra a opinião geral. Em vez de orientar as vocações dos rapazes, ensinando-lhes a liberdade, a coragem e o improviso, o Parreira achou que todos têm de caber em sua estratégia. O pior cego é o surdo. E jogador brasileiro não gosta de lei nem de planejamentos, quer inventar sozinho. O técnico devia ser um reles treinador, quase um roupeiro, humilde diante dos craques. Mas o Parreira parecia um “Mussolini” de capacete e penacho. Teve vários sinais de tirania: só dava a escalação no vestiário, com os jogadores desamparados, na insônia da dúvida da convocação, não teve coragem de barrar as estrelas, como se isso fosse uma afronta ao passado e às multinacionais. Ronaldo fez gols, tudo bem, mas foi uma âncora pesada desde o início, em torno do qual os problemas giraram. Parreira ficou com medo dos jovens, e eu via em seus rostos o desespero do banco. Robinho arfava de rancor e só entrava quando era tarde demais. Robinho foi o único que chorou no final, ainda menino e puro. Quem teve a mãe seqüestrada sabe o que é tragédia. E, para escândalo do país, Robinho ficou de castigo. Ao final de tudo, Parreira disse a frase suicida: “Não estávamos preparados para perder!…” Isso é a morte súbita, isso é a guilhotina. Sem medo, ninguém ganha. Só o pavor ancestral cria uma tropa de javalis profissionais para a revanche, só o pânico nos faz rezar e vencer, só Deus explica as vitórias esmagadoras, pois nenhum time vence sem a medalhinha no pescoço e sem ave-marias. Mas Parreira ignorou a divindade e acreditou em si mesmo, com a torva vaidade de uma prima-dona gagá, com pelancas e varizes.


Isso é o óbvio, mas foi ignorado. E quando o obvio é desprezado, ficamos expostos ao sobrenatural, ao mistério do destino. Por exemplo, por que começamos o jogo como um corpo de bailarinos eufóricos e, 15 minutos depois, ficamos paralíticos como sapos diante de cascavéis, com o Zidane dando chapéus até no Ronaldo? Será que diante da Marselha sofremos um pavor reverencial? Em 98, Ronaldo caiu em convulsões de cachorro atropelado no vestiário. E agora? Creio que no sábado não estávamos com medo da França, não, o que tivemos foi medo de nós mesmos, voltou-nos o complexo de vira-latas, inibidos como vassalos diante do Luís XIV, de sapato alto e peruca empoada. Foi assim em 98 e agora. A França é muito chique para filhos do Capão Redondo e de Bento Ribeiro.


Mas todos sabem que quem ganha e perde as partidas é a alma. E a nossa estava dividida entre o match e a linha de passe, entre o show e a vitória. Houve o episódio da meia do Roberto Carlos, que, um segundo antes do gol da França, estava ajeitando a liga como uma madame Pompadour. Pelé notou o descuido frívolo e trágico, pois guerreiro furioso não conserta a roupa na batalha. Esse pequeno gesto revelou bastidores de equívocos fatais, teorias e teimosias.


Outra coisa que nos matou foi a torcida. Nunca houve uma torcida tão desesperada por uns minutos de paraíso, de brilho. Foi diferente de 1950. Lá, sonhávamos com um futuro para o país. Agora, tentávamos limpar nosso presente. Explico: há um ano, somos uma nação de humilhados e ofendidos, debaixo da chuva de mentiras políticas, violência e crimes sem punição. Descobrimos que o país é dominado por ladrões de galinha, por batedores de carteira e pelos traficantes. Por isso, a população queria que o scratch fizesse tudo que o Lula não fez. Mas era peso demais para os rapazes. A dez mil quilômetros, os jogadores ouviam os gemidos ansiosos das multidões de verde e amarelo, como uma asma patriótica. Não esperávamos uma vitória, mas uma salvação. Só a taça aplacaria nossa impotência diante da zona brasileira, a seleção era nossa única chance de felicidade. Queríamos a taça para berrar ao mundo e a nós mesmos: “Viram? Nós brasileiros somos maravilhosos!”


Mas não deu. É só.”

Fonte: A Gazeta

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