Jornal A Gazeta

>Meu amigo Clóvis Roberto

Posted on novembro 4, 2010. Filed under: Amigos, AMOR, Comunicação, conflitos políticos, Dante de Oliveira, devoto, ideológicos, Jornal A Gazeta, Meu amigo Clóvis Roberto, Prefeitura de Cuiabá, Rondonópolis, Vinicius de Moraes |

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João Negrão 
O jornalista Clóvis Roberto é um desses amigos que ficam sempre ali na espreita e que a gente pensa que nunca vai embora. Vinicius de Moraes, em seu famoso poema sobre “Amigos”, falava deles, desses “amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles”.

   
Eu não frequentava a casa de Clóvis, mal conhecia sua esposa e filhos, mas ele me era íntimo o bastante para lhe amar como um amigo.
  
Um daqueles, prosseguindo com Vinícius, que “não procuro, basta-me saber que eles existem (..) Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles”.
 

Talvez nunca tenha dito a Clóvis Roberto o quanto gosto dele, mas com certeza ele sabia. Uma das minhas primeiras convivências assim que cheguei a Rondonópolis nos idos de 1983, mais exatamente em maio, passou a ser Clóvis Roberto. Era o apresentador de um programa matinal na rádio Clube da cidade e eu, apaixonado por rádio, sempre o ouvia com frequência. Era um programa polêmico e de certa forma havia um direcionamento político dentro das conveniências dos donos da emissora, ali inclusos o próprio Clóvis e Hermínio Barreto, que viria a ser vereador, deputado estadual e prefeito da cidade, sempre com apoio da rádio e de Clóvis. Nesse contexto, a admiração mútua era invariavelmente abalada pelos nossos conflitos políticos e ideológicos.

  

O carinho mútuo superou todas essas divergências e passamos a ser mais próximos quando Clóvis Roberto deixou Rondonópolis logo em seguida a mim e veio para Cuiabá. Havia rompido politicamente com aquele grupo com o qual estava umbilicalmente inserido décadas antes. Não sei por que cargas d’água isso aconteceu e nem quero saber. O fato, entretanto, é que Clóvis veio para o nosso lado e tive a grata satisfação de trabalhar com ele na coordenação de Comunicação da Prefeitura de Cuiabá entre 93 e 94, com Dante de Oliveira. Clóvis era um de meus repórteres mais dedicados e, apesar de estar ali por uma indicação política, dava tudo de si por um bom trabalho, bem ao contrário de outros que nem se dignaram a ser “aspones”. Clóvis ganhou o meu respeito definitivo ali.

  

Um pouco mais tarde, quando voltei para o jornal A Gazeta, Clóvis começou a fazer parte da equipe que implantaria a rádio Gazeta e depois e a TV Gazeta. Poucos anos depois, quando o Grupo Gazeta de Comunicação se unificou de fato numa mesma sede, na rua Tereza Lobo do bairro Consil, meu contato diário com Clóvis estreitou ainda mais nossa amizade. Nossos encontros pelos corredores, na cantina ou mesmo nos estúdios era para falar de política, de história – uma paixão de ambos – e de jornalismo.

  

Seu conhecimento amplo sobre esses três assuntos era uma estímulo a nossas conversas sempre agradáveis. Continuei tento divergências ideológicas com Clóvis, especialmente sobre o trato em relação às abordagens no Cadeia Neles. E não foram raras as vezes que ele me convidava para um contraponto no rádio ou em seu programa, solicitando inclusive contraditórios. O que extraio disso é a consciência de um jornalista com muita opinião, mas nunca fechado às opiniões contrárias. Clóvis era um polemista por natureza, mas aberto, de coração e alma.

  

Clóvis Roberto Balsalobre de Queiroz resolveu ir embora no final da tarde desta quarta-feira (3). Eu que acompanhei o seu drama e em vários momentos pude constatar o seu sofrimento e sua esperança em continuar vivendo tinha a plena certeza que ele continuaria entre nós por muitos e muitos anos. Sua força interior e sua vontade de superação me davam tal convicção. Mas acabou indo e contrariou esse sentimento de amigo que nunca imagina que esses caras se vão. Mas eles vão e, às vezes, nem se despedem da gente. Adeus, amigo.

 Fonte: RDNews

João Negrão é jornalista e correspondente do RDNews em Brasília
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>Pesquisa Gazeta Dados aponta que eleição deve ser decida em 2º turno

Posted on outubro 3, 2010. Filed under: eleições 2010, Jornal A Gazeta, Marcos Magno, Mauro Mendes, Pesquisa Gazeta Dados, Silval Barbosa, Wilson Santos |

>Eleições 2010 – O jornal A Gazeta publicou neste na edição de domingo, 03 de outubro, pesquisa Gazeta Dados, fechada neste sábado às 16 horas, apontou crescimento dos candidatos ao governo Silval Barbosa (PMDB) e Mauro Mendes (PSB) nas intenções de voto estimulado. Números obtidos pelo instituto mostram uma tendência do pleito ser decidido em segundo turno. Entretanto, a partir da margem de erro com a oscilação dos percentuais em 3% para mais ou para menos, não se pode descartar também a possibilidade da eleição ser definida na votação de hoje.

Se o gráfico não mostra os números com clareza, confira o percentual de votos de cada candidato na pesquisa estimulada:

  • Silval Barbosa     45%
  • Mauro Mendes    32%
  • Wilson Santos     16%
  • Marcos Magno     1%

Nesta quinta rodada estadual do Gazeta Dados, o peemedebista mantém o primeiro lugar na corrida pelo comando do Palácio Paiaguás com 45% da preferência dos eleitores, enquanto o socialista aparece em segunda colocação com 32%. Em relação ao levantamento anterior, dos dias 25 e 26 de setembro, Silval ganhou 2 pontos percentuais e, Mauro, 5 pontos. O terceiro colocado Wilson Santos (PSDB) saiu de 15% e hoje tem 16%. Marcos Magno (PSOL) soma 1%.

Os votos válidos de acordo com o Gazeta Dados ficam assim:

  • Silval terminaria a eleição com 48% dos votos válidos. 
  • Mauro teria 34%,
  • Wilson 17% e
  • Magno 1%. 

A soma dos candidados de oposição a Silval chega a 52%.

Para se chegar aos votos válidos, aqueles usados para declarar um candidato vitorioso, a Justiça Eleitoral retira brancos e nulos. No caso de pesquisa, são eliminados brancos, nulos e o índice de indecisos é dividido proporcionalmente para cada candidato.

Na margem de erro, a partir dos votos válidos, o atual governador que tenta a reeleição oscila de 45% a 51%; o empresário Mauro Mendes vai de 31% a 37%; o ex-prefeito de Cuiabá, de 14% a 20% e o candidato do PSOL, estreante em política, desce a 0% e alcança 4%.

Entrevistadores do Gazeta Dados saíram a campo em 40 municípios na sexta-feira, mas 70% dos questionários foram aplicados ontem, quando a pesquisa foi fechada ouvindo mil pessoas. A sondagem indica que brancos e nulos chegam a 2% e os indecisos ainda reúnem 4% do eleitorado mato-grossense. Este percentual é considerado significativo para a véspera de um pleito. A pesquisa demonstra uma situação limite, já detectada pelo instituto na amostragem feita há 6 dias, e que não permite afirmações. (Acompanhe os gráficos de evolução nesta página)

Espontâneo – Registrada sob o número 40.182/2010 no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT), o Gazeta Dados ainda fez a simulação do voto espontâneo, quando o entrevistado declara voto a um candidato sem ter acesso a lista oficial de nomes. Diferente da estimulada quando ao eleitor é apresentada a relação das candidaturas.

No voto espontâneo, Silval obteve 36% das indicações dos entrevistados contra 26% atribuídos a Mendes. Comparando-se com o levantamento anterior, enquanto o peemedebista cresceu 4 pontos percentuais, o socialista subiu 7 pontos.

Wilson Santos alcançou 12%, 2 pontos a mais. Já Magno não pontuou. Nesta modalidade, 4% declararam voto nulo e branco e, 22%, afirmaram que ainda não escolheram para quem darão o voto neste domingo. Entre os dois levantamentos, o percentual de indecisos reduziu 13 pontos.

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>Pesquisa Gazeta Dados aponta crescimento de Mauro Mendes e queda de Silval Barbasa

Posted on setembro 22, 2010. Filed under: eleições 2010, Jornal A Gazeta, Mato Grosso, Mauro Mendes, pesquisa eleitoral, Pesquisa Gazeta Dados, Silval Barbosa, Wilson Santos |

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Eleições 2010 – O instituto Gazeta Dados em pesquisa eleitoral divulgada pelo Jornal A Gazeta, aponta estabilidade de Wilson Santos, queda de Silval Barbosa e crescimento de 5 pontos percentuais de Mauro Mendes.

Silval Barbosa venceria a eleição, de acordo com a terceira rodada de pesquisa em Mato Grosso, feita nos dias 18 e 19 de setembro. O peemedebista aparece com 46% da preferência do eleitorado, confirmando a condição de primeiro colocado. Mauro Mendes (PSB) surge em segundo lugar indicando uma reação positiva de 5 pontos percentuais, ao atingir 26%.
Em terceiro, mantém-se Wilson Santos (PSDB) com idênticos 15% mostrados na sondagem anterior. Marcos Magno (PSOL) também reafirma a condição de lanterninha com 1%. Brancos e nulos somam 3% e o total de indecisos é de 9%.
Comparando-se as três rodadas de pesquisa, o governador e candidato à reeleição partiu de 31% dos votos, foi a 48%, e hoje está com 46%. Mendes saiu de 15%, alcançou 21% e chegou a 26%. O empresário permaneceu numa curva ascendente, com um crescimento de 11 pontos percentuais.
Já Wilson Santos, que deixou a prefeitura de Cuiabá para concorrer ao governo, tem uma performance ao inverso, começando com 23%, baixando a 15%, índice mantido na terceira rodada. Com margem de erro de 3% para mais ou para menos, o Gazeta Dados esteve em 40 municípios e registrou a pesquisa sob o número 36.715/2010 no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MT).
Pesquisa espontânea
Na pesquisa espontânea, que se difere da estimulada, porque o eleitor diz sem qualquer indução o nome de seu candidato, Silval Barbosa (PMDB) atinge 31% da votação. Seis pontos percentuais atrás e em segundo lugar, está Mauro Mendes, com 15%. Wilson Santos obteve 10% e Marcos Magno não pontuou. Nesta modalidade, brancos e nulos totalizam 2% e o total de indecisos salta a 42%.
Em relação às pesquisas feitas no começo de setembro e em agosto (dias 14,15 e 16), o candidato à reeleição subiu 16 pontos percentuais, passando de 15% para 30% e agora 31%. O socialista saiu de 8%, atingindo 13% e indo até 15%. Já o tucano repete nas três pesquisas os mesmos 10%.
Votos válido
Para aproximar de uma situação mais real, o Gazeta Dados fez ainda a simulação dos votos válidos, quando em pesquisas eleitorais são retirados as indicações de brancos, nulos e o percentual de indecisos é distribuído entre os candidatos de acordo com o percentual de cada um.
Quando se consideram só os votos válidos, Silval Barbosa vai a 52,27%, em primeiro lugar, e Mauro Mendes alcança 29,55%. Wilson Santos obtém 17,05% e Marcos Magno fica com 1,13%. Para declarar um candidato vitorioso, a Justiça eleitoral considera somente os votos válidos, excluindo nulos e brancos.
Segundo turno
Na simulação de segundo turno, Silval Barbosa venceria com 46%, contra 30% de Mendes. Os percentuais eram 50% e 21%, na pesquisa anterior. Os indecisos de 21% caem para 20% e brancos e nulos de 8% a 4%.
Entre Silval e Wilson, o peemedebista cresce a 49% contra 22% atribuídos ao tucano. Sete por cento admitiram voto em branco ou nulo e 22% declararam indecisão.
Se o confronto envolver Wilson e Mauro, o socialista seria o futuro governador de Mato Grosso com 39% das intenções de voto, acompanhado do tucano com 25%. Indecisos somam 27% e brancos e nulos 9%.
Na terceira rodada, ainda houve o questionamento sobre a convicção de voto. Quem respondeu “não muda, está decidido” soma 66%. “Pode mudar com certeza” atinge apenas 15% e “talvez possa mudar”, 12%.
Rejeição
O ex-prefeito de Cuiabá, Wilson Santos, continua sendo o nome mais rejeitado para ocupar a cadeira número um do Palácio Paiaguás, com 21%, seguido por Marcos Magno com 13%. Um pouco mais distante surge Silval Barbosa com 9% e, com 8%, Mauro Mendes.
Em se tratando de rejeição, 8% declaram voto em branco e o índice de indecisos chega a 41%.
A partir do horário eleitoral, que começou em 17 de agosto, os entrevistadores do Gazeta Dados perguntaram aos eleitores sobre qual candidato tem a melhor proposta. Quarenta e dois por cento indicaram Silval Barbosa, 21% Mauro Mendes e 17% Wilson Santos.
Técnica – O Instituto Gazeta Dados faz pesquisas somente para divulgação nas empresas do Grupo Gazeta de Comunicação. Através da técnica Survey com questionários estruturados é capaz de gerar resultados bem próximos à margem de erro, de 3%.
Nesta terceira rodada estadual, o instituto entrevistou mil eleitores, sendo 52% formado por homens e 48%, por mulheres. A maior parte tem acima de 45 anos, pratica o catolicismo (62%), cursou apenas o ensino fundamental (68%) e recebe até 5 salários mínimos (71%).
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>Eleições 2010: Gazeta Dados aponta Mauro Mendes na liderança em Cuiabá

Posted on agosto 19, 2010. Filed under: CUIABÁ, Gazeta Dados, Jornal A Gazeta, Liderança |

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Eleições 2010 – O Instituto Gazeta Dados, através do Jornal A Gazeta, publicou resultado da pesquisa em Cuiabá onde o candidato ao govertdo do estado Mauro Mendes(PSB) aparece na liderança com 31% das intenções de voto.

Silval Barbosa (PMDB), atual governador de Mato Grosso, está encostado em 2º lugar, com 25% da preferência do eleitorado. Ex-prefeito da Capital por 2 mandatos, Wilson Santos (PSDB), surge distanciado 13 pontos percentuais do 1º colocado, com 18%. Marcos Magno (PSOL) pontua apenas 1%. Brancos e nulos somam 3% e indecisos são 22%.

Cuiabá é o maior colegio eleitoral do estado com 386.991 eleitores a votarem no pleito de outubro. Nesta primeira pesquisa, o Instituto Gazeta Dados realizou 500 entrevistas em 4 regiões da cidade, abrangendo 106 bairros. Com margem de erro fixada em 4% para mais ou para menos, o levantamento recebeu o registro no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT) sob o número 28573/2010.

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>Possível candidato a governador de MT em 2010, José Riva, em entrevista no Jornal A Gazeta

Posted on agosto 3, 2009. Filed under: eleições 2010, governador de MT, Jornal A Gazeta, José Riva |

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Valéria Cristina Carvalho
Da Redação

Em entrevista ao jornal A Gazeta, Riva fala como foi o trabalho na Assembleia no primeiro semestre de 2009, sobre o relacionamento com os deputados e os projetos mais importantes que passaram pela Casa nos primeiros seis meses do ano. O deputado comenta também a decisão de divulgar a lista de presença dos deputados em plenário, medida que causou um certo dissabor a alguns parlamentares. Riva garante, no entanto, não ter restado qualquer mal estar e que a determinação foi tirada em senso comum.

Sobre o governo do Estado, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso afirma que o relacionamento é bom e que tem havido diálogo. Ele frisa ainda que os deputados têm trabalhado para não ter seus projetos vetados pelo governador Blairo Maggi, coisa que geralmente é muito comum. Nesse sentido, Riva aponta que vai começar a conversar com o governo sobre as 23 emendas aprovada na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Os deputados querem mostrar ao governo que elas foram apresentadas para aperfeiçoar a peça que dá os direcionamentos para formação da Lei Orçamentária Anual (LOA).

A Gazeta- Depois que o senhor determinou a publicação da presença dos deputados em plenário houve redução das faltas?

José Geraldo Riva – Na realidade, a questão da lista de presença não foi para punir ou impedir a falta do deputado. Nós decidimos pela divulgação para que os deputados não marquem compromissos em horários de sessão plenária. É uma forma de dar transparência ao nosso trabalho e mostrar à sociedade que estamos trabalhando em prol do Estado. Não questiono a ausência porque tem deputado que prioriza o seu trabalho de outra forma. E, às vezes, é tão importante quanto o trabalho em Plenário.

Gazeta – Os deputados reclamaram da decisão? Ficou algum mal estar?

Riva – De forma nenhuma. A decisão da divulgação da lista, inclusive, foi uma decisão unânime tomada no Colégio de Líderes da Assembleia. Definimos também que será aceita somente a justificativa de falta por missão oficial, quando esta for a serviço do Poder Legislativo. Sendo assim, será considerada falta qualquer viagem ou compromissos durante a sessão ordinária, que não forem pela AL.

Gazeta – Como foi o trabalho do primeiro semestre na Casa?

Riva – Foi um trabalho marcado pela participação da sociedade em discutir projetos importantes. Um exemplo disso foi a discussão do Zoneamento Socioeconômico Ambiental que ocorreu em diversos municípios do Estado. A cada audiência pública, havia mais de 1,5 mil pessoas reunidas para tratar desse assunto. Agora a AL está com todas as reivindicações em mãos para poder montar o projeto para ser apreciado neste segundo semestre.

Gazeta – Quais foram os projetos mais importantes votados?

Riva – Foram muitos, todavia posso citar alguns extremamente relevantes e que mudarão o cenário de Mato Grosso, como o Programa de aquisição de Máquinas Rodoviárias, destinado aos 141 municípios, para recuperação de estradas vicinais, e a aprovação da LDO, com emendas importantes para o gerenciamento das finanças do Estado. Aprovamos também a isenção fiscal para todos os produtos que envolvem a Copa do Mundo, ou seja, são todos projetos que já estão em fase de execução.

Gazeta – Qual é o índice de aproveitamento dos projetos de autoria dos deputados aprovados em termos de sanção do governo?

Riva – Nós estamos fazendo um trabalho bem completo nas comissões para viabilizar os projetos, pois antes tínhamos muita coisa rejeitada por problemas técnicos ou inconstitucionalidade. E com esse rigor que a Casa passou a ter, nós tomamos a iniciativa de que, quando o projeto for rejeitado pela Comissão, ele seja enviado como anteprojeto para o Executivo, que poderá transformá-lo, posteriormente, em um projeto de lei.

Gazeta – Como está o relacionamento da Assembleia com o governo?

Riva – Estamos tendo um relacionamento harmônico, onde o governo respeita a independência do Poder Legislativo e todo momento que a Assembleia precisou fazer o contraponto foi feito, é que às vezes a sociedade confunde, porque isso não é feito de forma pública. Não necessariamente um projeto precisa ser debatido em plenário, há momentos em que ele é discutido com o governo e suas secretarias. Por isso nossa relação é boa, o governo respeita as decisões desta Casa e os deputados têm sido sempre ouvidos.

Gazeta – A LDO foi aprovada com 23 emendas, o senhor acredita que a maior parte vai ser acatada pelo governo?

Riva – Acredito que a maior parte das emendas será aceita pelo governo e a Assembleia vai fazer um trabalho para mostrar ao Executivo a importância delas. Algumas emendas instrumentalizam uma melhor condição de fiscalização do Legislativo em relação às ações do Executivo. É importante deixar claro que o governo nunca foi empecilho para que a AL desempenhasse seu papel fiscalizador e, na verdade, o planejamento público gera muita desconfiança da sociedade porque ele não é impositivo, enquanto que o Executivo tem muita força na caneta. Mas a AL faz a sua parte e a aprovação da LDO é um exemplo, as emendas são sempre no sentido de aperfeiçoar a fiscalização, melhorar, e estabelecer novas diretrizes que não foram contempladas pelo governo.

Gazeta – O senhor especificamente tem uma que pode não ter apoio, que é a que estabelece repasse de 1% da RCL para a Defensoria, o senhor chegou a discutir essa proposta com o governo?

Riva – Ainda não, mas nós vamos começar a discutir a partir de agora, pois eu entendo que o acesso à Justiça pela camada social menos favorecida é uma obra social extremamente relevante, muitas vezes mais importante que uma obra física, e temos que aparelhar a Defensoria para facilitar o acesso dessas pessoas à Justiça.

Gazeta – O novo organograma da Assembleia reduziu o número de secretarias, algumas passaram a ser superintendências, o que isso significa na prática?

Riva – Do ponto de vista de redução de despesa pode até ser pouco relevante, porém na questão de praticidade do funcionamento da Casa, melhora muito. Um dos exemplos é a própria TV Assembleia. Em que pese a atuação relevante do secretário Vanderlei, nós entendemos que com a TV sendo uma superintendência da Secom, vamos unificar a política de comunicação da AL, fortalecendo e dando mais unidade, sem tirar a autonomia que a TV AL já possui. A Assembleia entende que essa diminuição de secretarias, de 11 para 6, não significa que o serviço prestado pela Casa vai piorar, acreditamos, inclusive, que a melhora será imediata.

Gazeta – 2010 é um ano eleitoral, com disputa para a Assembleia, entre outros cargos, o senhor acha que vai prejudicar muito os trabalhos na Casa?

Riva – Com certeza não. Logicamente que tem que ter um tratamento diferenciado e vamos procurar concentrar as sessões deliberativas sempre às quartas-feiras. Posso afirmar que nunca deixamos de votar as matérias importantes e prejudicar os trabalhos do Executivo por ser ano eleitoral. Mas é um ano diferente na Assembleia e a mesa diretora vai garantir a continuidade dos trabalhos.

Gazeta- E quais são seus planos especificamente para 2010. Muitos já lançam seu nome para governo. O que o senhor pretende?

Riva – Ainda tenho um ano e meio de mandato como deputado estadual e pretendo cumpri-lo da melhor forma, sem faltar com meus deveres, antes de pensar em qualquer disputa. Porém, sempre deixei clara minha vontade de disputar um cargo no Senado Federal, pois entendo que poderei ajudar muito o meu Estado por lá. Eu vejo condições para isso. O PP já vem discutindo nas bases e com a sociedade o que é melhor para Mato Grosso para poder definir o planejamento estratégico do que queremos para 2010, sem aceitar imposições. Hoje eu não descarto nenhuma candidatura, seja a Senado, a governo, deixando claro que nunca pensei em concorrer a esse cargo, ou até mesmo uma reeleição a deputado estadual. Quem vai dizer o que é melhor é a sociedade, através do meu partido, durante as diversas reuniões que estamos promovendo no Estado todo.

Nome: José Geraldo Riva

Idade: 50 anos

Naturalidade: Guaçuí (ES)

Estado civil: Casado, 3 filhos

Formação: Bacharel em Direito

Ocupação: Deputado estadual pela quarta vez, presidente da Assembleia Legislativa


Valéria Cristina Carvalho
Da Redação A Gazeta

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>Depois de 45 dia a Folha do Estado volta a circular

Posted on abril 2, 2009. Filed under: Folha do Estado, Jonal, Jornais, Jornal A Gazeta, Jornal Folha do Estado |

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Sou o tipo de cara que gosta de novidade, que até aceita decisões radicais como a tomada pela direção do Jornal Folha do Estado, de deixar de imprimir e circular durante 45 dias anunciando a leitores e anunciantes que a partir de 02 de abril teríamos um jornal moderno e diferente diferente de tudo que já se viu por aqui.

Pois bem, estava ansioso por comprar um exemplar no novo jornal, comprei, e para minha decepção, o jornal mudou para ficar parecido, ou quase igual o Jornal A Gazeta. Bem ficou melhor do que era, pois tinha uma “cara” muito pesada, agora transparece mais levesa. Mas até as colunas e o formato de artigos escritos por articulistas ganharam o mesmo formato de A Gazeta.

Mas de qualquer forma, parabéns pelas mudanças, precisamos também de uma mudança da linha editoria, que por várias vezes jogou nomes de pessoas ou instituições na lama, movidos por interesses não justificáveis.

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