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>Nova cara de Mato Grosso

Posted on outubro 13, 2010. Filed under: Alfredo da Mota Menezes, Assembleia Legislativa, Blairo Maggi, CUIABÁ, economia, jovens, Mato Grosso |

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A eleição de Silval Barbosa e antes a de Blairo Maggi mostra a cara do novo Mato Grosso. Também se vê essa nova cara na Assembleia Legislativa, nos Tribunais de Justiça e de Contas e nos cargos de confiança dos governos. Até nas páginas e crônicas sociais se vê a cara nova do estado.

Cuiabá, desde que ganhou a disputa com antiga capital Vila Bela, deu as cartas na política estadual. Mais tarde, quando o sul do antigo estado, com Campo Grande à frente, já incomodava o mando dos cuiabanos na política, veio a divisão do estado. No estado remanescente a presença cuiabana voltou a ser absoluta na política.

Com a forte migração das décadas de 1970 e 1980, a economia de MT deu um salto. Faltava ainda a presença dos novos mato-grossenses na política. Não tinham nome no Senado, no governo e nas funções burocráticas mais altas do estado. Agora mudou, o círculo se fechou. Era de se esperar, já que a economia mudou de mão e de lugar. Os cuiabanos terão menos espaço na política estadual.

Os cuiabanos mais antigos ainda acharão estranho esse novo momento. Os mais jovens, que talvez já sejam a maioria dos cuiabanos atualmente, nem sentirão essa mudança. Eles já fazem parte da mudança.

São eles que, em algum ponto à frente, disputarão cargos e mandatos. Já sob uma nova tendência e ótica na política. Não mais aquela do cuiabano mais velho. Será a geração shopping center e outras modernidades se contrapondo (não eliminando) as das antigas tradições como as festas de santos e padroeiros.

Essa mudança na área política começa com Blairo Maggi, que veio do novo setor da economia do estado. Eu pensava que demoraria alguns anos ainda para que se fizesse essa mudança no mando político. Foi antecipado pela brecha que surgiu na desavença interna do PSDB ou do grupo ao redor do cuiabano Dante de Oliveira.

Lideranças locais, agastadas com aquele grupo, ajudaram na ida do Blairo ao governo. Na verdade, foram usadas com inteligência pelo grupo que chegaria ao poder. Da mesma forma que gente daqui usou os novos mato-grossenses para ganhar eleições depois da divisão do estado. O chumbo trocado já veio na primeira eleição do Maggi.

No início, os que apoiaram o Blairo, foram contemplados com cargos, funções e tapinhas nas costas. Essa união escorregadia foi até a reeleição. A partir daí, Blairo e o grupo se afastam dos antigos apoiadores. Esses se sentiram traídos, começam a atirar no ex-governador.

Não há o que reclamar como andam fazendo alguns. Era o caminho natural do novo Mato Grosso. A mistura de gente, ideias e comportamentos só pode ser benéfica para o futuro deste estado.

Alfredo da Mota Menezes. E-mail: pox@terra.com.br; site: http://www.alfredoemenzes.com

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>Mato Grosso um estado de jovens

Posted on julho 14, 2010. Filed under: jovens, Mato Grosso, UFMT |

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Amado de Oliveira Filho

Deve ser motivo de orgulho para qualquer Nação ou Estado sua população de idosos e mais ainda a capacidade produtiva daquela parcela da população que se aproxima dos 60 anos e continua produzindo a todo vapor. Particularmente me orgulho em deparar com artigos produzidos pelo reitor fundador da nossa UFMT, Dr. Gabriel Novis Neves, que, com seus 75 anos, continua ativo, crítico e com uma capacidade de síntese permitida apenas aos notáveis. Espero poder chegar à sua idade com todos estes predicados.

O Estado de Mato Grosso é um Estado jovem e com uma população ainda jovem. Isto é muito bom! A economia mato-grossense deverá passar por uma vigorosa transformação até a próxima década. Isto se dará em função de que a produção primária já está implantada, então o próximo degrau de desenvolvimento será, sem sombras de dúvidas, o degrau da agroindustrialização. Isto demandará mão-de-obra especializada e assim teremos ainda mais jovens no processo produtivo.

Segundo o IBGE, em seu censo de 2007, nosso Estado possui uma população de aproximadamente 2,9 milhões de habitantes. Destes, mais de 551 mil têm até 10 anos de idade e mais de 831 mil, ou 29,1% da população tem até 15 anos de idade. De 16 anos até 30 anos são mais de 819 mil cidadãos e cidadãs ou quase 29% da população. Portanto, essa gente toda se qualificada terá emprego certo.

Muito interessante é que quando somamos a população entre 31 e 50 anos encontramos uma curva descendente com pouco mais de 789 mil habitantes, que despenca para 320 mil pessoas, ou 11% da população entre 51 e 70 anos e apenas 69 mil habitantes com mais de 70 anos, o equivalente a 2,4% da população total do Estado.

Esta é uma situação bem diferente da média mundial. Segundo a ONU, as pessoas com mais de 60 anos representarão 32% da população mundial em 2050 e superarão, pela primeira vez na história, o número de crianças. Assim as economias dos países com população idosa terão alguns percalços com a destinação de vultosos montantes para os programas públicos de proteção aos idosos.

A situação brasileira é ligeiramente confortável, sua população de idosos está em torno de 9,0% da população total. Não obstante a situação privilegiada brasileira e mais ainda a mato-grossense é necessário uma profunda revisão de conceito em torno da capacidade produtiva de algumas faixas etárias em Mato Grosso. Nos últimos anos estamos testemunhando um fenômeno de que, político, para ganhar eleições precisa incorporar “o novo”. Isto não é defesa de coronéis! Em algumas posições nas empresas, repartições públicas e diversas outras instituições já se presencia o mesmo fenômeno.

Minhas homenagens aos 390 mil mato-grossenses que estão com idade entre 51 e 80 anos, 13,7% da população. Números do IBGE. Se um dia alguém ousar pensar que você é apenas mais um velho, faça uma homenagem a essa pessoa com a 4ª estrofe da letra da música cantada por Charlie Brown Jr, intitulada “O futuro é um labirinto para quem não sabe o que quer”. Com isto você estará ensinando-a a respeitar seus conhecimentos acumulados em toda a sua vida e, quem sabe, com esta ajuda ela conseguirá chegar até onde você chegou.

Afinal você é um dos milhões de brasileiros que ainda faz parte da população economicamente ativa e, tenha a firme convicção, de que a Nação precisa de você.
Voltaremos ao assunto!

Amado de Oliveira Filho é produtor rural, economista, especialista em mercados de commodities agropecuárias e direito ambiental. E-mail: amadoofilho@ig.com.br
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>Aprofundamento sobre comunicação digital

Posted on julho 9, 2010. Filed under: celular, comunicação digital, JN, Jornal Nacional, jovens, msn, Orkut, Rede Globo, telefonia, Twitter |

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Onofre Ribeiro
A respeito do artigo do último domingo, sobre o efeito novo da comunicação digital na propaganda eleitoral em 2010, foi uma prospecção, mas resultou numa série de manifestações interessantes e algumas muito irritadas. É compreensível que o novo cause pânico.
Não se pode falar em propaganda eleitoral sem lembrar que ela nasceu no rádio e na tv nos anos 70, e depois ampliou-se. Mas nesse período a sociedade mudou completamente, do mesmo modo que mudaram completamente os perfis de todos os veículos de comunicação.
Em 1970, o recém-nascido Jornal Nacional, da Rede Globo, alcançava 80 milhões dos 100 milhões de habitantes do país. Em 2006, chegava a 40 milhões, num país de quase 200 milhões. Só aí já se vê que mudaram os brasileiros e mudaram os telejornais, agora esparramados em “trocentas” emissoras de televisões de redes nacionais e de produção local.
O rádio ampliou daqueles anos 70 para o FM e agora para as rádios comunitárias, para as incontroláveis emissoras piratas e para a internet. Mudaram, e vão mudar muito mais os meios para se assistir tv e rádio. Pode ser no computador, no i-phone, no celular, nos i-pods, nos novos equipamentos eletrônicos que surgem diariamente, a exemplo do recente i-pad, e do inimaginável futuro.
Mas a Internet também é mãe dessa coisa nova chamada de redes sociais. Os jovens se amarraram nelas e acabaram tornando-se a via de comunicação deles. O twitter é febre absoluta entre os jovens. Aqui é bom registrar que os nossos jovens estão cada vez mais individualistas e privativistas. Falam menos pessoalmente e se comunicam cada vez mais pelas redes: seja no twitter, no orkut, no msn, via computador e via telefone celular.
As redes sociais não usam mais a linguagem tradicional que consagrou a propaganda eleitoral nas três últimas décadas. Jovem não gosta de ler no papel. Gosta de ler em telas digitais. Mas elas não servem para textos longos e nem podem ter imagens carregadas que demorem abrir, porque eles são impacientes. O vocabulário também não pode mais ser o formal. “Blz” é um termo de saudação curto e direto. Abrevia o termo “beleza?”. Mas é uma saudação que não comporta outra resposta que não seja também “blz”. No meio, entre as duas, uma comunicação não-manifesta real e consistente.
Como dizer aos jovens que entre um “blz” e outro existe um candidato, uma proposta e uma candidatura? Confesso que não sei. Mas imagino que pesquisas possam dizer isso. Os adultos também já aprendem a se comunicar nas redes sociais. O orkut é um universo amplo e extraordinário. Como usá-lo? Como usar os blogs e como usar essas ferramentas que a gente não pega na mão, onde falamos e ouvimos sozinhos, na privacidade?
Bom, essa é uma conversa que está só começando. Não sei como vai se desenvolver, mas não pode ser ignorada, sob pena de excelentes candidaturas e candidatos não vingarem e nem serem compreendidos.
Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso
Contato: onofreribeiro@terra.com.br
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>Mais apoio para a juventude tornaria o Brasil menos violento

Posted on janeiro 21, 2010. Filed under: Cultura, Educação, ensino superior, Ipea, jovens, juventude, Primeiro Emprego, Saúde, segurança |

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O governo brasileiro não dá prioridade para a juventude. As políticas voltadas para os jovens estão atrasadas e dão poucos resultados. Essa pelo menos é a avaliação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, Ipea, que lançou a pesquisa Juventude e Políticas Sociais no Brasil, uma análise da situação dessa população em relação ao acesso a diversos direitos, como educação, saúde, cultura e segurança.


Não se pode deixar de reconhecer que houve avanços, principalmente com a Constituição de 1988, quando ganhou mais importância o tema da criança e do adolescente. Há uma série de êxitos nas políticas para esse segmento, no entanto a inserção dos jovens nas políticas públicas é algo muito recente e de poucos resultados, isso o governo brasileiro precisa reconhecer e o Ipea tem toda razão ao lançar críticas às políticas públicas brasileiras.

O Brasil tem hoje uma população de 50 milhões de jovens (entre 15 e 29 anos), o que representa 26% do total de 190 milhões de brasileiros. Fazendo-se uma avaliação com dados nos números apresentados pelo Ipea, chega-se à conclusão, por exemplo, que 31% dos jovens brasileiros podem ser considerados pobres e apenas 13% têm acesso ao ensino superior na faixa etária dos 18 aos 24 anos.

Um outro ponto da avaliação do Ipea que chama a atenção é o fato que a juventude entrou na agenda de políticas públicas somente no final dos anos 90 e, apesar de alguns resultados positivos, ainda falta fazer muito nesse setor. Vale lembrar também que na educação existem gargalos a serem superados. Menos da metade dos jovens de 15 a 17 anos está cursando o ensino médio, etapa de ensino adequada para esta faixa etária, e apenas 13% dos jovens de 18 a 24 anos frequentavam o ensino superior em 2007.

Quando se fala em oportunidade de trabalho a situação ainda é mais grave. A maioria dos jovens precisa optar por trabalhar ou estudar e não existem políticas públicas voltadas para corrigir essa distorção. Vários programas já foram lançados, mas se perderam pelo meio do caminho. Basta lembrar o lançamento, com pompas, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do programa “Primeiro Emprego”.

No papel era tudo muito bonito, mas na prática foi um fiasco pois o empresariado não teve o retorno que desejava do governo federal. Ficou para trás. As políticas públicas voltadas para a juventude, vale destacar mais uma vez, estão atrasadas e precisam ser reavaliadas. Fonte: A Gazeta

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