Kovalainen

>Japonês voador!

Posted on novembro 2, 2009. Filed under: Alonso, BMW, Brawn, Fórmula 1, Ferrari, Interlagos, Jenson Button, Kamui Kobayashi, Kovalainen, McLaren, Raikkonen, Renault, Rubinho, Toyota |

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  • Ricardo Noblat

O arrojo de Kamui Kobayashi em Interlagos para se defender dos ataques de carros mais velozes, o xis executado em cima de Jenson Button e a briga lado a lado com Kazuki Nakajima foram os únicos lances que chamaram a atenção do torcedor, além da conquista do título de Button e a fraquejada do carro Brawn no momento em que Rubinho mais precisava dele. Afinal, quem era aquele japonês que se atrevia a fazer tudo aquilo na sua corrida de estréia numa pista que apenas ele, entre todos os pilotos, não conhecia.

Pois é. Não fomos apenas nós, os torcedores, que abrimos os olhos para aquele japonês atrevido. A Toyota também. E ele vai correr de novo, agora em Abu Dabi. Boa chance para sabermos se a boa corrida no Brasil foi sorte de estreante ou se o cara é bom mesmo. Uma coisa é certa: o Timo Glock já está mais do que recuperado. Mas a Toyota não perderia uma chance dessas. Um japonês bom de braço, neste momento, pode até significar a garantia de que a equipe não saia da Fórmula-1.

Kobayashi, que acaba de completar 23 anos de idade (em setembro), começou a carreira nos campeonatos alemão e italiano de Fórmula – Renault em 2004 e no ano seguinte já foi campeão europeu com seis vitórias e oito pódios. Em 2006 foi pole positon na concorrida F-3 de Macau, e no ano seguinte foi 4º colocado no Europeu de F-3 com uma vitória e sete pódios. Campeão da GP-2 Ásia em 2009 com duas vitórias e quatro pódios, disputou também a GP-2 européia com uma vitória em Barcelona. Como piloto de testes da Toyota na F-1 chegou a treinar 949 voltas em 2008, a maioria em Jerez e Barcelona. Em 2009 foram apenas 165 voltas, mais o treino livre da sexta-feira no Japão, substituindo Timo Glock, que estava com febre. No dia seguinte, Glock bateu e fraturou a costela, o que deu a chance de Kobayashi disputar as 71 voltas do GP do Brasil, terminando em 9º. Além das despedidas de Rubinho da Brawn, Alonso da Renault, Raikkonen da Ferrari, Kovalainen da McLaren e BMW da F1, dizem que a corrida de Abu Dabi pode ser a despedida da Renault e da Toyota. Tomara que não. Já são tão poucas as vagas para novos pilotos submetidos às incertezas que cercam as equipes novatas que perder duas marcas como elas causaria um enorme estrago. Diminuindo os sonhos dos Kobayashi, Senna, Di Grassi e até dos já estabelecidos Kubica, Heidfeld, Trulli, Glock, por aí afora.

O novíssimo circuito de Yas Marina, em Abu Dabi, é o 67º a receber um GP de Fórmula-1. Sempre que uma nova corrida é criada, as equipes se baseiam nos dados estimados fornecidos pela FIA foi assim em Valencia e Cingapura. Isso garante um ritmo forte logo na primeira sessão de treino e permite que os engenheiros comparem a relação de marchas com as que são fornecidas na simulação. As diferenças do virtual para o real são bem pequenas. O que pode causar maior variação é o comportamento dos dois diferentes tipos de pneus (nesse caso, os macios e super-macios).

A quinta-feira, véspera do primeiro treino, em um circuito estreante é marcada pelo passeio dos pilotos pela pista. A pé, eles costumam gastar até duas horas, verificando detalhadamente cada curva com seus pontos de tangência, imperfeições do asfalto. Como desenho típico do arquiteto Herman Tilke, o circuito tem uma série de curvas lentas, de 90 graus, mas também tem duas retas para mais de 300 km/h. Isso significa trabalho pesado para os freios. A porcentagem de aceleração plena é até alta – 60%, contra 65% de Interlagos, por exemplo e a velocidade média estimada é 188 km/h, a mais baixa de todos os circuitos permanentes do Mundial.

Fonte: A Gazeta

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