linha do Equador

>Quando entrar setembro…

Posted on setembro 3, 2009. Filed under: hemisférios, linha do Equador, norte e sul, primavera, vida nova |

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Embora não consigamos ver o ciclo da Terra por estarmos próximos à linha do Equador, que é uma área de transição entre os dois hemisférios, norte e sul, a entrada do mês de setembro nos remete à renovação, seja ela das flores (espera amor que estou chegando, depois do inverno, a vida em cores, espera amor, nossa temporada das flores, Leoni, Temporada das Flores), da vontade (já que o sol da primavera é o que retorna a energia viva do planeta), do amor (para construir a vida nova, vamos precisar de muito amor, Beto Guedes, O Sal da Terra).

Nós do hemisfério sul, por insistirmos em nos espelhar nos modelos (e calendários) europeus, comemoramos a Páscoa no outono. Mas, o sentido da Páscoa, que é a renovação, deveria ser comemorada na primavera (ela é o sinal da renovação e já era comemorada assim mesmo antes do nascimento e morte de Cristo). Para eles, do hemisfério norte, é assim: comemoram a Páscoa, ou seja, a chegada do novo, da boa nova, da renovação da vida, na primavera.

A primavera marca o início de um novo ciclo, trazendo, então, outras possibilidades (quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos*). É hora de rever os conceitos, os modelos, de analisar os seus relacionamentos e se preparar para o ano que se aproxima (quero ver brotar o perdão onde a gente plantou juntos outra vez*). É hora de encontrar e reencontrar amigos, fazer planos, plantar a semente daquilo que virá (já sonhamos juntos semeando as canções no vento*). É hora de ver o que falta para chegarmos onde queremos, para realizar os nossos sonhos (quero ver crescer nossa voz no que falta sonhar*). É hora de reascender a chama apagada pela desilusão de quem se perdeu na trilha da vida. Deve ser assim para que possamos olhar para frente e ver o horizonte que nos espera. A primavera vem para ressignificarmos os erros. Vem mostrar que é hora de criar. E que essa criação venha repleta de felicidade, vontade, paz, energia, trabalho e amor (já choramos muito, muitos se perderam no caminho, mesmo assim não nos custa inventar uma nova canção que venha nos trazer sol de primavera*). É hora de renovar a esperança, não aquela que, como fruto da caixa de pandora, às vezes faz mal por nos colocar em situações de fantasias que nunca irão acontecer e nos aprisionar a uma ideia, nos acorrentar. A esperança que vem é aquela que entusiasma, que oxigena e que nos faz acreditar que é possível (a flecha que te atingiu foi a mesma que te curou, Diego e Diogo, Tinha que ser assim), que a nossa vida pode ser diferente, pode ser boa, se a gente quiser (sol de primavera, abre as janelas do meu peito*).

É pena que não consigamos, muitas vezes, perceber a possibilidade de uma vida diferente (quando precisamos, é claro). Muitos continuam a cometer os mesmos erros. Não estão no melhor caminho, mas não enxergam a possibilidade de alterar a rota. É sempre possível alterá-la, sim. Precisamos permitir que aflore o sentimento que nos impede de seguir o nosso verdadeiro caminho. Daí, então, podemos perceber que a grande dificuldade está em pagar o preço, em nos esforçarmos para que possamos sair do ponto de saber o que deve ser feito e de realmente fazer (A lição sabemos de cor, só nos resta aprender, *Beto Guedes, Sol de Primavera). Aprender significa, essencialmente, criar novos hábitos. Que a chegada de setembro, símbolo da primavera (que em 1999 trouxe minha filha e me fez rever muitas coisas na vida), nos estimule o repensar, o reaproximar de nosso verdadeiro caminho, o resolver aquilo que nos aflige. Permita-se!

Autor:Claudinet Antônio Coltri Júnior é palestrante; consultor organizacional; coordenador da área de gestão da Educação Tecnológica do Univag. Web-site: www.coltri.com.br; e-mail: junior@coltri.com.br; Twitter: http://twitter.com/coltri – Fonte: A Gazeta

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