logística

>Logística de transporte

Posted on novembro 24, 2010. Filed under: logística, transporte |

>Por Alfredo da Mota Menezes*

O jornal Folha de S. Paulo publicou longa matéria sobre logística de transporte na Amazônia Legal. Tomou como base um estudo encomendado pela Confederação Nacional da Indústria e pelas federações de indústrias de Mato Grosso, Tocantins, Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Pará e Rondônia. O estudo recebeu o nome Ação Pró-Amazônia e também Norte Competitivo.
BR 163
As entidades patronais vão levar o estudo aos congressistas e governadores eleitos da região. É proposto uma ação integrada para o transporte de toda a área. Não é um estado fazendo estradas descoordenado dos interesses dos outros estados.
A intenção é atuar em conjunto para resolver o grave problema de infra-estrutura de toda a região. E também, talvez pela primeira vez, tentar fazer que todos os parlamentares da área, principalmente os senadores (24 dos 8 estados), atuassem em Brasília numa mesma direção.
Veja a importância para MT do estudo feito pela Macrologística (a mesma empresa que fez os estudos para o porto de Morrinhos na hidrovia Paraguai-Paraná). Obras elencadas pelo estudo: hidrovias Juruena-Tapajós, Teles Pires-Tapajós, Paraguai-Paraná, Araguaia-Rio das Mortes e Tocantins até Estreito; estrada de ferro Carajás; BR-163 via Miritituba; ferrovia até Lucas do Rio Verde; BR-163 via Santarém; BR 364. Das onze obras, nove delas interessam ao estado.
A região coberta pelo estudo tem 5,2 milhões de quilômetros quadrados, que correspondem a 60% do território do país. A intenção é melhorar o desempenho de 16 cadeias produtivas da área.
O estudo detectou 151 projetos relevantes para a Amazônia Legal que custariam 52 bilhões de reais. Diminuíram para uma lista menor de 71 projetos com gastos de 14 bilhões. Enxugaram mais ainda, com uma lista prioritária de 34 projetos que custariam 6,8 bilhões de reais. Se saírem pelo menos esses já seria uma vitória.
O projeto critica o PAC para a área. Mostra que “o programa olha obras isoladas, sem vínculo com um sistema logístico”. Ou, em palavras diferentes, fazem-se algumas obras, mas sem uma visão integrada da região.
O estudo diz que a região não seria competitiva em exportação com os países sul americanos. Vou meter minha colher de pau nesse item. Pode ser que não seja competitivo para alguns estados da região, mas para MT, MS e Acre acho que seria. Somos estados fronteiriços, produtos dos outros deveriam andar longas distâncias.
Ouso mais um passo: será que os produtos da Zona Franca de Manaus não poderiam ir até Santarém por água? Daí, através da rodovia 163, chegar a Cuiabá ou a Cáceres e serem levados para os países dos Andes? Ou, chegando em Cáceres e através da hidrovia Paraguai-Paraná, para o Mercosul? A matéria do jornal não mostra se o estudo analisou esse viés.

*Alfredo da Mota Menezes. E-mail: pox@terra.com.br; site: http://www.alfredomenezes.com

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>Grupo chinês investe R$ 350 milhões em Rondonópolis

Posted on outubro 26, 2010. Filed under: Açúcar, algodão, café, carvão, chinês, instalação, investimento, logística, minério de ferro, Noble, Rondonópolis, Sindibio, soja |

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O município de Rondonópolis (localizado a 212 Km de Cuiabá) foi escolhido como alvo de um investimento de R$ 350 milhões pelo grupo chinês Noble, para a instalação de uma unidade mista de processamento de soja e produção de biodiesel. O anúncio da instalação foi oficializado nesta segunda-feira (25) por representantes da empresa e pelo prefeito municipal José Carlos do Pátio (PMDB) após um ano de negociação.

O início da construção da indústria está previsto para 2012 em uma área do Distrito Industrial de aproximadamente 40 hectares. Durante coletiva de imprensa os empresários não se pronunciaram por determinação do grupo, mas a secretária de Desenvolvimento da cidade, Elizabeth Amorim, afirmou que a escolha de Rondonópolis foi principalmente pela localização. “Fomos escolhidos devido ao bom momento econômico e político. Além disso, a logística foi fundamental”, disse ao comentar o fato de estarem no cruzamento das BRs-136 e 364 além da ferrovia que está em construção.
O Noble vai gerar cerca 600 empregos na região, visto que a previsão é de uso de mão-de-obra local, na produção de 200 mil toneladas de biodiesel por ano e de 1,3 milhão de toneladas de soja processada.
O prefeito José Carlos do Pátio disse que está muito satisfeito pela conquista de mais uma empresa na cidade, o que significa desenvolvimento não só para Rondonópolis, município líder em exportação em Mato Grosso há alguns anos, mas para todo o Estado.
O secretário do Sindicato da Indústria de Biodiesel de Mato Grosso (Sindibio), Rodrigo Prosdóximo Guerra, ressalta que a instalação da usina pode significar mais uma concorrente ou mais uma parceira para as indústrias locais. “É mais um player que se instala e isso pode ser bom ou ruim, vai depender de como será o relacionamento com as empresas da região”.
Está será a primeira indústria esmagadora e produtora de combustível do Noble Group no país. O grupo chinês está presente em 38 países e atua em diferentes segmentos, como algodão, minério de ferro, soja, carvão, café, açúcar.
Em 2009, o faturamento global da empresa foi de US$ 31,2 bilhões. No porto de Santos, maior complexo portuário do Brasil, sua movimentação foi de aproximadamente US$ 95 milhões em 2009. No segmento energético, o grupo trabalha com petróleo bruto, querosene, bioetanol, carvão térmico e carvão de coque (usado para facilitar a produção de ferro e aço) e outros.
Fonte: A Gazeta
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>Que lições um concorrente pode ensinar?

Posted on outubro 15, 2010. Filed under: Comunicação, concorrente, consumidor, distribuição, ensinar, lições, logística, otimização, Produção, sustentabilidade, vender mais |

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Por Dalmir Sant”Anna*
Nos mais diversos segmentos, o concorrente é encarado como um verdadeiro monstro, inimigo voraz, ou ainda, afrontado como um adversário imbatível. Na prática, o que leva estas afirmações serem reais? O que faz um profissional de vendas aceitar pacificamente a perda de um negócio para outro fornecedor? Por qual motivo, algumas pessoas desistem de uma negociação, ao saber da presença de outra empresa? Imagine como seria interessante competir, em um mercado, onde todas as empresas praticassem a ética, sustentabilidade, respeito e legalidade fiscal. Na prática não funciona assim, você concorda? Há empresas que prezam somente por desconto, outras por preços e outras por promessas soltas ao vento. Seu adversário pode ser maior, mais forte, mais eficiente e até ser mais rápido. Entretanto, jamais esqueça que o seu concorrente, pode ensinar imprescindíveis lições e não conta com uma pessoa capaz de fazer a diferença: você!
As empresas concorrentes Coca Cola e Pepsi
Descobrir novas técnicas por meio da observação. A participação em uma feira, congresso ou seminário, constituem recursos essenciais, no processo de inovação e revisão sobre as novidades do setor. Pode significar importância estratégica para continuidade ativa no mercado. Possibilita a realização de novos contatos, amplitude de peças fundamentais para o sucesso do empreendimento e da área de atuação em descobrir novas técnicas por meio da observação. Note que há concorrentes que não investe em treinamentos, capacitação, viagens de negócios, reuniões e convenções de vendas. Há também organizações, que se consideram líderes do mercado usando de arrogância e abandono de informações ao próprio cliente. Descobrir novas técnicas de observar como o concorrente trabalha, pode contribuir de maneira significativa para aprimorar, ainda mais, seu plano de negócios. A análise das ameaças e oportunidades do seu negócio pode ser mais valorizada, ao constatar erros de logística, ausência de qualificação e posicionamento de mercado do seu concorrente. Não há como conceber, em um mercado cada vez mais competitivo, um gestor de negócios que desperdice a oportunidade de descobrir novas técnicas de otimização, produção, distribuição, logística e sustentabilidade.
Fraquezas reveladas pelas constantes reclamações Saber ouvir com atenção pode ser um importante ingrediente, para perceber que o concorrente ensina lições preciosas e inúmeras vezes, sem precisar de muito esforço. Outra estratégia para descobrir as fraquezas do seu concorrente, pode ser realizada por meio de um canal de comunicação, com seu próprio cliente. Um consumidor insatisfeito revela, em inúmeras situações, experiências vividas e problemas que sofrerão por ocorrências desastrosas. Observe que um cliente ao realizar reclamações, revela pontos negativos e fraquezas do seu concorrente e podem contribuir para fortalecer sua atuação, novas estratégias de marketing e gerar novos diferenciais competitivos. Você está ouvindo seus clientes? O que mais você consegue com uma reclamação do seu concorrente?
Ao contrário de desistir e demonstrar fraqueza, você possui a capacidade e o poder de reverter uma situação negativa em positiva. Você pode retirar lições preciosas, de erros cometidos por seu concorrente e valorizar ainda mais seu poder de argumentação, sua capacidade de expandir conhecimentos e intensificar ingredientes para superar as objeções. Ao contrário de aceitar ser surpreendido pela concorrência, para inverter a situação é coerente reunir a equipe e mostrar que sua empresa está disposta a remar de braços dados, para a mesma direção. Que tal esse desafio? Que lições seu concorrente pode ensinar para você vender mais?

*Dalmir Sant”Anna é palestrante comportamental, mestrando em administração de empresas, pós-graduado em gestão de pessoas, bacharel em comunicação social e mágico profissional. Visite o site: http://www.dalmir.com.br

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>Longevidade e mortalidade empresarial

Posted on agosto 27, 2009. Filed under: Empreendedor, logística, Longevidade, mortalidade, Negócios |

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Há uma série de influências no desempenho e na rentabilidade empresarial. Atingir o sucesso neste processo depende da eficiência de gestão em todas as áreas, seja de pessoas, finanças, administrativa, produção, mercado ou logística. Não adianta somente fundar uma empresa e levá-la ao naufrágio em curto prazo. Afinal, por mais que o período de gestação seja tranquilo, o negócio ao nascer deve ter muito fôlego para ultrapassar barreiras, e este pode ser oxigenado não só com dinheiro, mas também com conhecimento técnico e bom relacionamento no mercado.

Ter uma empresa doente, sem imunidade, propensa a constantes internações na UTI, obviamente não é um bom negócio. Jorge Merhy, professor e consultor ao falar sobre sintomas das doenças empresariais, destacou a “Isquemia Congestiva dos Negócios”, que, segundo ele, ocorre quando tudo pára, nada gira, o lucro desaparece e a empresa vem ao óbito, sendo a causa da morte – falência múltipla dos departamentos. Ele deixa claro que a ciência empresarial é algo pouco entendido, difundido e praticado no Brasil.

Há pesquisas que mostram que de cada 10 empresas abertas no país, sete não prosperam no primeiro ano de atividade. E que isso nem sempre se deve à conjuntura econômica. O brasileiro tem muita vontade de ser dono do seu próprio negócio, a taxa de empreendedorismo elevado no país legitima esta informação. Felizmente muitos aprendem com os erros e procuram não repeti-los em um novo negócio, evitando lançarem-se novamente na área empresarial sem planejamento e nenhuma educação empreendedora. Ou seja, utilizando a “gestão da pura sorte”, ao entrarem no mundo dos negócios.

A maior taxa de mortalidade empresarial, no Brasil, concentra-se nas micro e pequenas empresas, principalmente no segmento comercial. Há muitas causas que levam à mortalidade, por outro lado, há também outros tantos que promovem a longevidade empresarial. Vou citar alguns deles: habilidades gerenciais, competência funcional (resultante de seus conhecimentos especializados e gerais), entusiasmo, realismo, utilização de ferramentas de tecnologia, busca constante de informações, o bom conhecimento do mercado, detectar nichos específicos ao negócio, boas decisões estratégicas (seja na compra, venda ou na busca de financiamento), ter recursos para custos fixos, de capital de giro e para atualização, alto dinamismo, a criatividade, o aproveitamento das oportunidades de negócios, a perseverança e capacidade de liderança, etc.

Nem todos os empresários têm consciência dos fatores condicionantes do sucesso de um negócio, tanto no que se refere às habilidades gerenciais, quanto da capacidade empreendedora e da logística operacional. É preciso ter em mente a importância de conhecer as principais causas das dificuldades que conduzem o fechamento de um negócio. Isso passa, inclusive, pelo reconhecimento dos pontos fortes e fracos, visando sempre à longevidade.

Pedro Nadaf é secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia e presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-MT – Fonte: A Gazeta

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