Lourembergue Alves

>O melhor dos amigos

Posted on setembro 22, 2010. Filed under: cachorro, encantador, Lourembergue Alves, O melhor dos amigos, sedutor, truques |

>Por Lourembergue Alves*

Preso àquela gaiola, ninguém notava o seu olhar meigo e atencioso, e, por vezes, sedutor. Até que a mulher se deixou encostar à parede de vidro. Ficou encantada pelo seu “jeito criança de ser”. Não teve dúvidas, pagou o preço pedido, e, em poucos minutos, lá estava ele, acanhado, em um dos cantos da casa. Nada, porém, lhe passava despercebido. Estava atento a tudo e a todos.
Comportava assim para melhor conhecer o ambiente. Tanto que no dia seguinte, passou a fazer do corredor, que liga aos cômodos, sua pista particular de corrida. Sempre com o seu brinquedo favorito, a abelhinha, pendurada entre os dentes.
A casa, nessa altura, já não era a mesma. Dudu trouxe a alegria que, às vezes, lhe faltava. Corre, brinca e rola pelo piso. Apresenta uma maneira só dele para expressar contentamento. Pendura às pernas da pessoa que lhe está mais próxima, e, dali, salta aos braços. Parece uma criança, carente de atenção e carinho. Vale-se dos mesmos truques para atrair a atenção. Quando não a tem, passa a latir e a morder quem se encontra por perto.
Não é, portanto, um cão qualquer. Possui o dom de alegrar, ao mesmo tempo de proteger, ainda que tenha um tamanho bem abaixo da média dos de sua raça. Talvez, nem chegue a ser o de número 1. Mas, isso pouco importa, pois o que conta mesmo é a sua disposição em espalhar otimismo. Esperto, que só vendo! Seus olhos negros brilham ao ver alguém se aproximar. Já reconhece os passos da “sua dona” ao chegar ao portão. Imediatamente, deixa o que fazia para esperá-la. Esperneia, salta e entrelaça às pernas até que é pego no colo. “Agradece”, lá à sua maneira toda própria, parece “sorrir” ao ladrar, e, faz isso com tanta desenvoltura, que encanta a todos.
Jeito sedutor e encantador, ou encantador e sedutor. Não se sabe bem ao certo! Certeza mesmo não se tem. Mas que o seu olhar irradia felicidade, isto sim. Também, pudera, com aquela carinha, bem preta, com uma enorme mancha branca a separar-lhe a boca e espalhar-se pela barriga até as pernas. O que o torna uma formosura de “rapagão”, ainda que na tenra idade. Pois, segundo os especialistas, filhote só deixa de ser tratado como tal depois de ultrapassar os seis meses de vida. Aliás, outro dia, ele tomou a vacina contra raiva – exigência a partir dos quatro meses. Daí o uso de ração apropriada para a sua fase cronológica.
Come bem. Mas, entre o comer e o brincar, tem-se a impressão que Dudu gosta realmente é de estar no meio de todos da casa. Tanto que quando está sozinho, e na maioria das vezes se encontra neste estado, passa o tempo a dormir, nem sequer levanta para se alimentar. Pois não gosta nenhum pouco da solidão. O estar só o apavora. Tanto que somente a sensação, sem o estar de fato só, o deixa bravo, a ponto de morder quem está se arrumando para sair-se.
Dudu, portanto, é o amigo que faltava. Um cachorro adorável. Já se enturmou, e não se sente como um estranho na casa. Tudo nele lhe é bastante familiar. Percebe quaisquer movimentos. Nota o menor ruído, inclusive os da alma. Este principalmente, uma vez que é capaz de sentir o menor sinal de tristeza, sobretudo dos que o adotaram como “membro da família”.



*Lourembergue Alves é professor universitário e articulista. E-mail: Lou.alves@uol.com.br.

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>A importância de uma viagem

Posted on julho 27, 2010. Filed under: Araputanga, avião, Ônibus, Lourembergue Alves, rodeios, shows, tradição, viagem, viajar |

> Por Lourembergue Alves

Viajar é necessário. Importante, inclusive, para avaliar melhor o posicionamento que se tem referente a um determinado lugar. Vale bem mais que uma aula, e, dependendo de tal aula, serve-a como complemento. Ainda que a dita viagem tenha sido também motivada pela atividade profissional. Esta, evidentemente, se soma àquela, cujo resultado é sempre positivo. Mesmo que se valha de ônibus para cortar o Oeste mato-grossense, pela MT-343.
Foram mais de cinco horas, e outras tantas de volta. Preso à poltrona. Apenas tendo como único conforto a companhia ao lado, que se dedicou a preencher o tempo com uma conversa agradável. Os assuntos eram os mais variados, desde uma boa leitura até as ingênuas piadas. Se bem que estas últimas ficavam a cargo de um ou outro passageiro, acomodado nas vizinhanças.
Assim, quase não se viu as horas passarem, nem a fotografia de uma mesma paisagem, exceto quando ocorriam as paradas obrigatórias e necessárias, até para que os passageiros pudessem esticar as pernas e beliscar alguns petiscos. Não sem antes se assustarem com os preços. São “os olhos da cara”.
De todo modo, valeu a pena ter ido. Araputanga é uma cidade extraordinária. Não apresenta o trânsito, nem o corre-corre da Capital do Estado. Lá tudo é muito pertinho. Igrejas, farmácias, bares, quiosques, restaurantes e a delegacia compõem o cenário paisagístico. Cada um deles ligados entre si por ruas largas e bem cortadas, e tem como pano de fundo duas praças, onde se pode encontrar crianças e adultos esparramados pelos bancos, caprichosamente, distribuídos. Só, por último, se notou o enorme lago, nas imediações da escola.
Somente o calor se assemelha bastante com Cuiabá. 33 a 36 graus. Certamente, por isso, se percebe certo cuidado com as árvores. Cuidado ainda bastante acanhado. Pois o clima reinante obriga as pessoas a se atentarem mais e mais com o verde. Cor que muda o ambiente e o torna bem alegre. Colorindo, portanto, os traços citadinos, contrariando o avermelhado da madeira que emprestou o nome a cidade, bastante apreciada para fabricação de móveis, embora em franco processo de extinção.
É nesse sentido que a cidade cresce. Cresce em ritmo acelerado, dentro do planejamento possível. Próprio de sua riqueza. Uma riqueza gerada no seio da agropecuária. Atividade econômica relevante, inclusive para os demais municípios da região, e que se estende a todo o Estado.
Nesse sentido, é muitíssimo valiosa a viagem para Araputanga. Particularmente no período das festas “queima do alho”, rodeios e shows. Tradição mantida, inclusive, nos demais municípios da região.

Lourembergue Alves é professor universitário e articulista. E-mail: lou.alves@uol.com.br

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