Mão Dupla

>Diretor da Delta é preso por desvio de cerca d R$ 5 milhões em obras do PAC no Dnit

Posted on agosto 7, 2010. Filed under: Crimes, Delta Construções, lavagem de dinheiro, Luiz Antônio Pagot, Mato Grosso, Mão Dupla, PAC, Polícia Federal, Prefeitura de Cuiabá |

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Corrupção nas obras do PAC em Mato Grosso e no Brasil – Um dos diretores da Delta Construções, que recentemente assumiu o serviço de coleta de lixo em Cuiabá e é responsável por pelo menos 3 obras federais em Mato Grosso, foi preso pela Polícia Federal (PF) na operação “Mão Dupla”. Aluísio Alves de Souza é acusado de crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A Delta também é responsável pelo aluguel de viaturas para a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso.
 Obra da Construtura Delta
Há 20 dias, a Prefeitura de Cuiabá anunciou a empresa carioca para o trabalho de coleta de lixo no lugar da Qualix Serviços Ambientais. A Delta assumiu o serviço em mais um contrato emergencial por R$ 534 mil por mês, além de R$ 100 mil com óleo diesel mês.
Em Mato Grosso, com as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Delta se tornou responsável pela recuperação da BR-070, recuperação e recapeamento da BR-163 até Santarém (PA) e a duplicação da BR-364, na Serra de São Vicente.
O diretor da Delta, Aluísio de Souza, estava sendo investigado desde o ano passado. De acordo com informações da PF, as acusações são de fraudes em licitações, superfaturamento nos preços das obras, desvio de verbas públicas e pagamentos indevidos em obras rodoviárias pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no Estado do Ceará (Dnit/CE). A operação da PF, em parceria com a Controladoria Geral da União, foi deflagrada na manhã de quinta-feira (5) no Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Bahia, Paraíba, Pará e Amazonas.
Outro lado – A assessoria de comunicação da Delta informou que a empresa foi “surpreendida pela operação e prefere não se manifestar até que reúna mais informações sobre a investigação”.
 Pagot não foi localizado
O diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, não foi localizado para comentar o caso. A assessoria do Dnit informou que a prisão do diretor da empresa não irá influenciar na continuidade das obras, pois a operação não envolve Mato Grosso. O secretário de Infraestrutura de Cuiabá, Euclides Santos, não quis comentar o fato.
Prejuízo apurado chega a R$ 5 mi


A operação “Mão Dupla” cumpriu 52 mandados de busca e apreensão nos 7 estados onde foi deflagrada. A Polícia Federal anunciou que, inicialmente, a quadrilha causou um prejuízo de R$ 5 milhões. Participaram da operação cerca de 200 policiais federais e 32 funcionários da CGU.
Informações da PF apontam também a participação de servidores do Dnit cearense, além de responsáveis legais de empreiteiras contratadas. Os agentes afirmam que os funcionários do Dnit facilitavam “o desvio de dinheiro público durante a execução das obras contratadas, mediante auxílio às empresas no superfaturamento, alteração de qualidade e quantidade de materiais”.
Outros crimes apresentados pelos agentes federais mostram que algumas obras não foram executadas e, apesar disso, pagamentos eram realizados pelos serviços. Outro crime feito era “montagem, alteração e ocultação de documentos”.
Além dos mandados de busca e apreensão, foram cumpridos 26 mandados de prisão temporária, 1 mandado de prisão preventiva, o afastamento de 8 servidores públicos e o sequestro de imóveis em Fortaleza e no interior do Ceará.
Crimes – Os acusados, segundo a Polícia Federal, irão responder por crimes de corrupção ativa e passiva, advocacia administrativa (colocar, direta ou indiretamente, o próprio interesse na administração pública por causa do cargo que exerce), prevaricação, peculato, falsidade ideológica, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. (FD)

Fonte: A Gazeta
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