Marina

>Serra, Marina e a onda verde

Posted on outubro 8, 2010. Filed under: Cargos, Classe média, Dilma Rousseff, eleitores indecisos, igrejas, institutos de pesquisa, juventude, leilão, Marina, mãe do PAC, presidente da República, Serra, universidades |

>Por Juacy da Silva*

Em minha opinião o primeiro turno das eleições para presidente da República colocou por terra algumas meias verdades ou formas de manipulação que tão bem tem caracterizado o processo político brasileiro ultimamente.
José Serra, Marina Silva e Dilma Rousseff
Primeiro foram desmascarados alguns institutos de pesquisa que teimavam em dizer que a candidata do PT, de Lula e das forças governistas já estava eleita e comentava-se mesmo que já estaria formando o novo governo, com o costumeiro leilão de cargos e outras formas de pagamento da fatura empenhada. A manipulação desses institutos servia também de combustível para influenciar ou fazer a cabeça dos eleitores indecisos que em todos os pleitos atingem em torno de até 15% e podem decidir com quem ficará a vitória.
O segundo derrotado foi o próprio presidente Lula, que em alguns momentos deixou de ser o primeiro mandatário ou o estadista que deve representar o país interna e externamente para transformar-se em cabo eleitoral ou até mesmo ativista operário fazendo comício de madrugada nas portas de fábricas, além de suas formas pouco éticas ao se referir à oposição e outros setores da sociedade que dele, democraticamente, tem divergido.
O terceiro derrotado foi o governo Lula como um todo, incluindo o PT e seus aliados, que imaginavam que a avaliação de seu governo e seu desempenho pessoal que, conforme as pesquisas desses mesmos institutos que manipulavam as pesquisas eleitorais, está acima de 75% e 85%, respectivamente, seria a garantia de transferência de votos para a sua candidata, desconhecida do grande público até recentemente.
A grande vitoriosa, na verdade, foi Marina Silva, que ancorada em um partido sem grande expressão parlamentar e eleitoral, o PV, sem grandes fontes de financiamento de sua campanha, quando comparada com os esquemas de apoio da candidata do palácio do Planalto, com um tempo de rádio e TV, durante o período da propaganda eleitoral obrigatória muito menor, acabou empolgando diversos setores da sociedade, a juventude, os movimentos sociais, a Igreja, ou melhor, as igrejas, as universidades, a classe média, os intelectuais e, lógico, os ambientalistas.
Somando-se os eleitores que se abstiveram, os que votaram em branco ou anularam seus votos, os que votaram em Serra, em Marina e outros candidatos, o desempenho da candidata de Lula, representa, na verdade não mais do que 35,1%; ou seja, em torno de apenas um terço do eleitorado. Olhando sob o outro lado desta realidade fica patente que o governo Lula, sua candidata, o PT, os partidos aliados e os grupos econômicos que estão usufruindo das benesses das políticas levadas a cabo pelo governo federal não gozam do apoio eleitoral de dois terços dos brasileiros. De cada três eleitores apenas um avaliou positivamente o governo Lula através de sua candidata nas urnas. As questões do aborto e do autoritarismo de Lula em relação à liberdade de imprensa e os constantes casos de corrupção no governo possivelmente influenciaram os leitores na hora de votar.
Esta forma de ver a realidade eleitoral que se avizinha no segundo turno poderá consolidar uma frente anti-PT e sua candidata e poderá demonstrar que a estátua (Governo Lula) tem os pés de barro e pode cair e quebrar-se em mil pedaços, ou seja, os eternos oportunistas de plantão ao primeiro sinal da possibilidade de uma vitória de Serra em 31 de outubro próximo irão cair em debandada. Lula, o PT e a mãe do PAC poderão se tornar os primeiros órfãos da prepotência, da forma autoritária de tratar o público, a imprensa, os movimentos sociais, a Igreja e a omissão e certa conivência ante tantos escândalos e acusações de corrupção praticados por pessoas bem próximas ao presidente poderão demonstrar que o país deseja outro rumo, outro projeto.
Na construção deste novo projeto Serra poderá contar com as ideias e bandeiras que foram capitaneadas por Marina nos quatro cantos do país. Ficou demonstrado que a candidata de Lula venceu de forma esmagadora nos municípios com menos de 30 mil habitantes e no Nordeste, onde a fome, a miséria, o analfabetismo e alienação ainda são grandes e onde as políticas paternalistas, assistencialistas continuam manipulando a vontade deste povo sofrido.
Nesses bolsões de pobreza o governo Lula apenas tem reforçado o poder dos coronéis que durante décadas apoiaram todos os governos, inclusive os militares e a eles tem se aliado. Resumindo, a candidata do Palácio do Planalto, o PT e seus aliados continuam sendo a grande força de manutenção do “status quo” nesses grotões enquanto Serra e Marina representam as esperanças de um novo Brasil.

*Juacy da Silva é professor universitário, mestre em sociologia. Site http://www.justicaesolidariedade.com.br; e-mail professor.juacy@yahoo.com.br

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>Eleições 2010: Divisão dos votos entre Dilma, Serra e Marina por região e estados

Posted on outubro 4, 2010. Filed under: eleições 2010, Marina, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Serra, votos |

>Norte

Acre
José Serra 52,1%
Marina 23,7%
Dilma 13,6%

Amapá
Dilma 47,2%
Marina 29,8%
Serra 21,3%

Amazonas
Dilma 64,7%
Marina 25,9%
Serra 8,4%

Pará
Dilma 47,7%
Serra 37,7%
Marina 13,5%

Rondônia
Serra 45,4%
Dilma 40,6%
Marina 12,7%

Roraima
Serra 51%
Dilma 28,6%
Marina 18,8%

Tocantins
Dilma 80,9%
Serra 27,9%
Marina 20,5%

Nordeste

Alagoas
Dilma 50,9%
José Serra 36,4%
Marina 11,5%

Bahia
Dilma 62,3%
Serra 20,9%
Marina 15,9%

Ceará
Dilma 66,2%
Marina 16,3%
Serra 16,3%

Maranhão
Dilma 70,5%
Serra 15,1%
Marina 13,6%

Paraíba
Dilma 53,2%
Serra 28,4%
Marina 17,6%

Pernambuco
Dilma 61,7%
Marina 20,3%
Serra 17,3%

Piauí
Dilma 67%
Serra 20,9%
Marina 11,4%

Rio Grande do Norte
Dilma 51,7%
Serra 28,1%
Marina 19,1%

Sergipe
Dilma 47,6%
Serra 38%
Marina 13,2%

Centro-Oeste

Distrito Federal
Marina 41,9%
Dilma 31,7%
Serra 24,3%

Goiás
Dilma 42,2%
Serra 39,4%
Marina 17,1%

Mato Grosso
Serra 44,1%
Dilma 42,9%
Marina 12%

Mato Grosso do Sul
Serra 42,3%
Dilma 39,8%
Marina 16,8%

Sudeste

Espírito Santo
Dilma 37,2%
Serra 35,4%
Marina 26,2%

Minas Gerais
Dilma 46,9%
Serra 30,7%
Marina 21,2%

Rio de Janeiro
Dilma 43,7%
Marina 31,5%
Serra 22,5%


São Paulo
Serra 40,5%
Dilma 37,3%
Marina 20,7%

Sul

Paraná
Serra 43,9%
Dilma 38,9%
Marina 15,9%

Rio Grande do Sul
Dilma 46,9%
Serra 40,5%
Marina 11,3%

Santa Catarina
Serra 45,7%
Dilma 38,7%
Marina 13,9%

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>Quem impede o 2º turno?

Posted on outubro 2, 2010. Filed under: 2º turno, Datafolha, debate da Globo, Dilma, Marina, Salário mínimo, Serra |

>

As duas mais recentes pesquisas Datafolha aumentaram a tensão no seio das campanhas. A estreita diferença entre a intenção de Dilma e da soma dos demais candidatos acenderam a luz vermelha no reduto estrelar. E a esperança de um Segundo Turno turbina os estafes de Serra e de Marina.
Ao observarmos os recados que as pesquisas dão, vemos que : os homens, os nordestinos, os de menor escolaridade e os eleitores de menor renda familiar , com idade entre 34 e 59 anos, impedem ainda a realização do Turno decisivo. Em todas as regiões, exceto o Nordeste, onde Dilma tem grande vantagem, há igualdade entre a intenção de Dilma e a de seus concorrentes.
Marina tem seu melhor desempenho entre os mais jovens ( até 34 anos) e seu pior entre os mais velhos (mais de 59 anos). Neste estrato, a candidata verde tem apenas 8%, enquanto Serra chega a 36%. Dilma chega a 44% entre os acima de 59 anos.
Entre as mulheres, já há segundo turno crível no horizonte. Elas sempre foram mais desconfiadas em relação a Lula e podem influenciar seus maridos e companheiros na hora decisiva. Questões polêmicas de natureza religiosa podem ter determinado a queda de Dilma entre as mulheres.
Serra , com suas propostas de aumento do Salário-mínimo para R$ 600,00 e valorização das aposentadorias em 10% tende a cativar o voto do eleitorado mais velho. Marina tende a cristalizar sua presença no eleitorado jovem, de nível médio e superior, formando a base para configuração de segundo turno.
Plínio tende a chegar no seu segundo ponto percentual, ao encantar parte dos indecisos jovens. Nesta altura deste Brasileirão eleitoral, um ponto a mais dos concorrentes de Dilma vai ser saudado com foguetório. Serra é homogeneo nas demais faixas etárias, o que significa que 28% é seu piso. Parece que não perde mais votos.
A onda verde que chegou primeiro ao DF , onde Marina, em recente pesquisa- 29/09 – realizado por um instituto local, lidera com 34% contra 29% de Dilma e 24% de Serra, banha também capitais e cidades de regiões metropolitanas. Não é difícil que Marina chegue ao 20 pontos percentuais.
O debate da Globo, que mostrou uma Dilma cansada, um Plínio irônico e sem nada a perder, uma Marina mais agressiva e ambiciosa e um Serra fazendo gol nos minutos finais, pareceu a princípio ter ficado no zero a zero entre Serra e Dilma.
Na minha modesta opinião, Serra foi o grande benficiário do debate, pois Marina foi bem e deve ter amealhado votos decisivos para realização de um Segundo Turno , porém não suficientes para uma batalha final entre duas mulheres.
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>Debate na Rede Globo: Presidenciáveis se enfrentam hoje

Posted on setembro 30, 2010. Filed under: âncora, comitê, Debate na Rede Globo, Dilma, eleições 2010, Jornal Nacional, Marina, Plínio, presidenciáveis, Serra, William Bonner |

>Eleições 2010 – A três dias da eleição e com 2 turno indefinido, TV exibe hoje encontro entre Dilma, Serra, Marina e Plínio

A três dias das eleições e com a indefinição sobre a possibilidade de um segundo turno — diante dos números conflitantes dos institutos de pesquisa —, a TV Globo realiza hoje no Rio o último debate entre os principais candidatos à Presidência, a partir das 22h30. Participarão Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL).

Participam do debate, José Serra, Dilma Rousseff, Marina Silva e Plínio Arruda

A dinâmica do programa será semelhante à dos debates entre candidatos a governador realizados terça-feira pela emissora.

Mediado pelo âncora e editor-chefe do “Jornal Nacional”, William Bonner, o programa terá cinco blocos. No primeiro e no terceiro, os candidatos deverão fazer perguntas entre si, mas com temas determinados e sorteados na hora.

No segundo e quarto blocos, os concorrentes poderão escolher o tema da pergunta livremente. O quinto será dedicado às considerações finais.

Na abertura de cada bloco, Bonner vai sortear quem fará a primeira pergunta. Haverá um rodízio entre os candidatos para que o primeiro a perguntar seja o último do bloco a responder.

Cada candidato poderá convidar 25 pessoas para a plateia. Os quatro presidenciáveis também poderão credenciar dez assessores, mas só dois poderão passar orientações durante os intervalos.

Ao término do programa, os candidatos darão uma entrevista coletiva de cinco minutos. A ordem das entrevistas foi determinada por sorteio. Dilma será a primeira a falar com a imprensa, seguida de Plínio de Arruda Sampaio, José Serra e Marina Silva.

O comando da campanha de Dilma avalia que o debate será um grande trunfo para evitar o segundo turno. Nos últimos dois dias, Dilma foi treinada para evitar provocações e rebater de forma mais serena os ataques. A expectativa é que ela seja atacada por Marina Silva e por Plínio. Ontem, a grande dúvida era em relação ao comportamento de Serra.

Hoje, Dilma passa o dia no Rio, se preparando para o debate. Fará simulações de perguntas e respostas com o marqueteiro João Santana e a jornalista Olga Curado.

Entre os novos ajustes para o debate, foi proposto que ela passe a acentuar uma linha de ação social com o claro compromisso de acabar com a miséria.

Outra preocupação da campanha é com a exploração do escândalo de tráfico de influência envolvendo ex-chefe da Casa Civil Erenice Guerra. O temor é com a associação direta com Dilma. Como uma espécie de escudo, Dilma foi aconselhada a explorar o fato de ter uma ficha limpa, em seus 25 anos de vida pública.

A coordenação de campanha também solicitou à TV Globo mudança no formato do programa por causa de dificuldade de locomoção de Dilma, que tem usado uma bota ortopédica para imobilizar o pé, depois de uma lesão. O formato original do debate prevê que eles possam andar pelo estúdio.

Serra deverá destacar propostas, avaliadas internamente pelo seu comando de campanha como trunfo para ganhar popularidade: salário mínimo de R$ 600 e aumento da aposentadoria.

E pretende lembrar a ligação de Dilma com escândalos de quebra de sigilos fiscais de tucanos e as denúncias de tráfico de influência envolvendo Erenice.

No comitê tucano, a avaliação é que Serra não pode endossar o discurso bélico dos adversários. Uma das estratégias é jogar o assunto na roda sem que a pergunta seja feita diretamente por ele a Dilma, mas por Marina ou Plínio.

Marina manterá o discurso mais ofensivo na tentativa de surpreender um pouco mais e tentar alavancar a campanha na reta final.

O coordenador da candidatura verde, João Paulo Capobianco, negou que Marina tenha assumido uma posição mais combativa no último debate. E disse que ela apenas fez o que os outros não fizeram: abordar um tema que interessa ao país.

— No caso da Erenice, ela fez uma cobrança diante da instituição do problema. Ela não fez críticas para desclassificar ninguém, mas para chamar a atenção sobre a enorme gravidade da questão, o que faria se não fosse eleição. No debate, os dois líderes (das pesquisas) se evitaram. Alguém no debate tinha que colocar na mesa os problemas que estão acontecendo, já que os envolvidos se esquivaram. Eu não sei se rendeu mais apoio popular, porque ela já vinha conquistando apoio recentemente — disse Capobianco.

— Ela não fará nada diferente do que já fez. Se a Dilma sentir a necessidade de mudar sua postura, a Marina continuará com sua postura muito firme, mas sem ataques pessoais — afirmou o assessor Basileu Alves.

Hoje Marina não terá nenhum evento público, pois pretende ficar o dia todo concentrada na preparação para o debate.

Fonte: Blog do Noblat

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>Pesquisa Datafolha mostra queda de Dilma a 46% e chances de 2º turno é real

Posted on setembro 28, 2010. Filed under: Datafolha, Dilma, eleições 2010, José Serra, Marina, pesquisa Datafolha |

>Eleições 2010 – Pesquisa Datafolha, divulgada pelo Jornal Folha de S. Paulo nesta terça-feira, 28 de setembro, a seis dias da eleição, mostra a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, caiu de 49% para 46%, queda de 3 pontos percentuais, já não tem mais expectativa de  vitória em primeiro turno, revela nova pesquisa Datafolha realizada ontem em todo o país.

Veja os números da pesquisa estimulada:

  • Dilma 46%,
  • José Serra 28%,
  • Marina 14%

Vantagem de Dilma sobre a soma dos 

adversários cai a 2 pontos

Segundo o levantamento, Dilma agora perde votos ou oscila negativamente em todos os estratos da população.

Nos últimos cinco dias, Dilma perdeu três pontos percentuais entre os votos válidos que decidirão o pleito. Ela recuou de 54% para 51% –e precisa de 50% mais um voto para ser eleita.

Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, Dilma pode ter 49% dos votos válidos. Ou 53%, o que a levaria ao Planalto sem passar por um segundo turno eleitoral.

Ainda considerando os votos válidos, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, apenas oscilou positivamente, de 31% para 32%.

Marina Silva, do PV, também oscilou positivamente dentro da margem de erro. Passou para 16%, ante os 14% que tinha na última pesquisa, realizada entre os dias 21 e 22 de setembro.

Onde houve queda de inteções de voto de Dilma
Houve queda ou oscilação negativa para a candidata escolhida pelo presidente Lula para sucedê-lo em todos os estratos da população, nos cortes por sexo, região, renda, escolaridade e idade.

Uma das maiores baixas (queda de 5% nas intenções de voto) se deu entre os que ganham de 2 a 5 salários mínimos (entre R$ 1.020,00 e R$ 2.550,00). Cerca de 33% da população brasileira se encaixa nessa faixa de renda.

Dilma vem perdendo votos desde a segunda semana de setembro. Foi quando o escândalo envolvendo tráfico de influência na Casa Civil levou ao pedido de demissão de sua ex-principal assessora, Erenice Guerra.

De lá para cá, o total das inteções de voto em Dilma caiu de 51% para 46%. Já a soma de seus adversários subiu de 39% para 44%.

Considerando somente os votos válidos, a diferença entre Dilma e os demais candidatos despencou de 14 pontos há duas semanas para dois pontos agora.

Mulheres
A pesquisa mostra também que houve forte “desembarque” da candidatura Dilma entre as mulheres (queda de 47% para 42%) e entre os eleitores mais escolarizados, com curso superior.

Na simulação de segundo turno entre Dilma e Serra, a vantagem da petista também caiu. No levantamento anterior, Dilma tinha 55% das intenções de voto. Agora, tem 52%. Serra, que antes tinha 38%, agora tem 39%.

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>Droga de campanha

Posted on setembro 27, 2010. Filed under: campanha, debate, democracia, Dilma, droga, eleições 2010, Futuro, Lula, Marina, Meio Ambiente, Ricardo Noblat, Serra |

>Por Ricardo Noblat

“A democracia é exatamente isto: cada um fala o que quer, escreve o que quer, e o povo faz o grande julgamento”. (Lula)

Eleições 2010 – Droga de campanha, esta. Fora do controle do seu marqueteiro, Dilma revelou-se incapaz de dissertar sobre qualquer coisa com começo, meio e fim. A racionalidade excessiva de Serra embotou todo tipo de emoção que ele pudesse transmitir. Marina arrancou lágrimas de empresários em pequenas auditórios, mas saiu-se mal nos debates de televisão.

Alguém sabe citar de cor as principais promessas feitas pelos candidatos? Lembro das seis mil creches e das não sei quantas Unidades de Pronto Atendimento de Dilma; do salário mínimo de R$ 600,00 e do reajuste dos aposentados de Serra; e do “governar com os melhores” de Marina. Em suma: promessas pontuais ou genéricas.

Um projeto para o país? Algo ambicioso, mas necessário para quem se preocupa com o futuro? Os candidatos ficaram devendo. Ou porque não têm projeto. Ou porque acham que projeto não atrai votos. Dilma fala em dar continuidade ao governo Lula. Serra diz que o Brasil pode mais. Marina atesta: é possível crescer respeitando o meio ambiente.

Dilma mimetizou Lula de tal maneira que usou em várias ocasiões expressões que são dele. Deu com o rosto na porta quem imaginou que o governo de Lula foi de Lula. Não foi. Foi de Lula e de Dilma, a se acreditar na propaganda bem cuidada da candidata. Os dois governaram juntos o país nos últimos sete anos e poucos meses.
Serra mimetizou Serra de tal forma que deu a impressão de estar de volta a 2002 quando era ministro da Saúde. Ou quando era candidato a presidente da República recém-saído do Ministério da Saúde. Marina não mimetizou ninguém. Apenas pareceu esquecida de que trocou o PT por outro partido. Perderá feio no Acre porque lá ela ainda é PT.
E o confronto de idéias entre os candidatos? Não houve. Dilma fugiu da maioria dos debates. E as regras dos debates impediram o confronto tão desejável. Votará em Dilma quem gostaria de votar em Lula e não se incomoda em lhe passar um cheque em branco. Em Serra, quem não vota em Lula e no PT de jeito nenhum. E em Marina, os sonhadores.
Na ausência de idéias e de debates, as pesquisas de intenção de voto pautaram o comportamento dos candidatos, ocuparam generoso espaço na mídia e serviram para animar discussões exacerbadas na internet. Os responsáveis pelos institutos de pesquisas ganharam uma importância que não tiveram em eleições anteriores.
Montenegro, do Ibope, previu a eleição de Serra com mais de um ano de antecedência. Foi obrigado mais recentemente a pedir desculpas pelo seu erro. O sempre discreto Marcos Coimbra, do Vox Populi, escreveu artigos semanais para jornais, revistas e blogs explicando por que Dilma deverá se eleger no primeiro turno.
É, de fato, o que por ora está escrito nas estrelas – a eleição de Dilma no próximo domingo. José Roberto Toledo, analista de pesquisas do jornal O Estado de S. Paulo, observa que o contingente de eleitores indecisos está perto de se esgotar como fator de crescimento dos candidatos Serra e Marina.
Para que haja segundo turno, a estarem certas as pesquisas, é preciso que Serra e Marina tomem eleitores de Dilma. Não será uma tarefa fácil, adverte Toledo. Dilma tem algo como 10 milhões de votos a mais do que Serra e Marina somados. Do último sábado até o dia da eleição, Serra e Marina teriam de subtrair de Dilma 625 mil votos por dia.
Só um fato devastador para a reputação de Lula poderia provocar uma migração de votos tão grande e tão rápida. Mesmo assim, o PT receia a convergência de causas mais prosaicas – entre elas, uma abstenção elevada no Norte e Nordeste e a regra que só permite o voto dos que exibam o título de eleitor e outro documento de identificação.
É razoável a aflição do PT. Faltam apenas seis dias para que Lula consiga por meio de Dilma o que não foi possível em 2002 e 2006 – a eleição no primeiro turno. Em seis dias tudo pode acontecer – inclusive nada. O mais provável é que nada aconteça.

E-mail para esta coluna: noblat@oglobo.com.br BLOG DO NOBLAT: http://www.oglobo.com.br/noblat
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>Datafolha aponta Dilma com 49% contra 29 de Serra

Posted on agosto 26, 2010. Filed under: Datafolha, Dilma, eleições 2010, espontânea, Marina, pesquisa eleitoral, segundo turno, Serra |

>

Eleições 2010 – Pesquisa eleitoral realizada pelo instituto Datafolha nos dias de 23 e 24 de agosto com 10.948 entrevistados em todo Brasil indica crescimento da candidatura da ex-ministra do governo Lula, Dilma Rousseffet e queda do princial adversário José Serra.

A candidata da coligação Para o Brasil Continuar Mundando, Dilma Rousseffet, manteve a tendêndia de crescimento e chegou a 49% das inten;cões de voto. Enquanto o candidato da coligação o Brasil Pode Mais, José Serra, oscilou negativamente e aparece com 29%. Mariva Silva manteve-se estabilizada com 9%.

Mudanças significativas ocorreram na principal base de José Serra, o estado de São Paulo, onde na última pesquisa do instituto ele tinha 41% das intenções de voto, agora é a ex-ministra que aparece com 41% enquanto ele cai para 36.

Houve alteração também no Rio Grande do Sul, a petista saiu de 35% e foi a 43%. Já Serra caiu de 43% para 39% entre os gaúchos.

É importante ressaltar que a margem de erro máxima da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Todas as oscilações nacionais se deram dentro do limite.

Na pesquisa anterior, realizada no dia 20, Dilma tinha 47% e foi a 49%. Serra estava com 30% e agora tem 29% Marina Silva (PV) manteve-se em 9%. Há 4% que dizem votar em branco, nulo ou em nenhum. E 8% estão indecisos. Os demais candidatos não pontuaram.

Segundo turno

Num eventual segundo turno, Dilma Saiu de 53% na semana passada e está com 55%. Serra oscilou de 39% para 36%. Ampliou-se a distância, que era de 14, para 19 pontos.

Já quanto a taxa de rejeição, Dilma é rejeitada por 19% dos eleitores, taxa que se mantém estável desde maio.

Já Serra está agora com 29% (eram 27% semana passada) e chega a seu maior percentual neste ano.

Espontânea
Na pesquisa espontânea, quando os eleitores não escolhem os nomes de uma lista de candidatos, Dilma foi a 35% contra 18% de Serra.

Na pesquisa anterior, os percentuais eram 31% e 17%, respectivamente.

A pesquisa está registrada no TSE sob o número 25.473/2010.
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>Pesquisa Datafolha aponta Dilma com 47% e Serra com 30

Posted on agosto 21, 2010. Filed under: Datafolha, Dilma, Eleição 2010, instituto Datafolha, Liderança, Marina, pesquisa Datafolha, pesquisa espontânea, pesquisa estimulada, propagando eleitoral, Serra |

>Eleição 2010 – O instituto Datafolha divulgou neste sábado, 21 de agosto, a primeira pesquisa depois do início da propagando eleitoral na TV e no rádio.

Segundo pesquisa estimulada Datafolha realizada ontem em todo o país, com 2.727 entrevistas,

  • Dilma tem 47%, 
  • Serra tem 30%, e
  • Marina tem 9%. 

 Na pesquisa anterior, feito entre os dias 9 e 12 de agosto, a petista estava com 41% contra 33% do tucano.

A diferença de 8 pontos subiu para 17 pontos. Marina Silva (PV) oscilou negativamente um ponto e está com 9%. A margem de erro máxima do levantamento é de dois pontos percentuais.

Os outros candidatos não pontuaram. Os que votam em branco, nulo ou nenhum são 4% e os indecisos, 8%.

Nos votos válidos (em que são distribuídos proporcionalmente os dos indecisos entre os candidatos e desconsiderados brancos e nulos), Dilma vai a 54%. Ou seja, teria acima de 50% e ganharia a disputa em 3 de outubro.

Os que viram o horário eleitoral alguma vez desde que começou, na terça-feira, são 34%.

Entre os que assistiram a propaganda, Dilma tem 53% e Serra, 29%.

Nos primeiros programas, Dilma apostou na associação com Lula, que tem 77% de aprovação, segundo o último Datafolha.

A petista cresceu ou oscilou positivamente em todos os segmentos, exceto entre os de maior renda (acima de dez salários mínimos).

Dilma tinha 28% de intenção de voto entre os mais ricos e manteve esse percentual. Mas sua distância para Serra caiu porque o tucano recuou de 44% para 41% nesse grupo, que representa apenas 5% do eleitorado.

MULHERES E SUL
Já entre as mulheres, Dilma lidera pela primeira vez. Na semana anterior, havia empate entre ela e Serra, em 35%. Agora, a petista abriu 12 pontos de frente nesse grupo: 43% contra 31% de Serra.

Marina tinha 11% e está com 10% entre as mulheres. A verde continua estável desde março no Datafolha. Tem mostrado alguma reação só entre os mais ricos, faixa em que tinha 14% há um mês, foi a 17% e agora atingiu 20%.

A liderança de Dilma no eleitorado masculino é maior do que entre o feminino: tem 52% contra 30% de Serra. A candidata do PV tem 8%.

Outro número bom para Dilma é o empate técnico no Sul. Ela chegou a 38% contra 40% de Serra. Há um mês, ele vencia por 45% a 32%.

Serra não lidera de forma isolada em nenhuma região. No Sudeste, perde de 42% a 33%. No Norte/Centro-Oeste, Dilma tem 50%, e ele, 27%.

No Nordeste a petista teve uma alta de 11 pontos e foi a 60% contra 22% do tucano.

Houve também um distanciamento de Dilma na disputa de um eventual segundo turno. Se a eleição fosse hoje, ela teria 53% contra 39% de Serra. Há uma semana, ela tinha 49% e ele, 41%.

Na pesquisa espontânea, em que eleitores declaram voto sem ver lista de candidatos, Dilma foi de 26% para 31%. Serra foi de 16% a 17%.

Fonte: Folha.com

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>PT, oposição e Marina

Posted on julho 29, 2010. Filed under: Colégio Eleitoral, Dilma, elite, Lula, Marina, Oposição, Plano Real, Proer, PT, Responsabilidade Fiscal, Tancredo Neves |

>Por Alfredo da Mota Menezes

A oposição ao Lula e ao PT passou anos sem saber como fazer oposição. Agora resolveu bater e gente do partido e da campanha logo falou em golpismo, preconceito, udenismo, conspiração da elite.
Estranha reação. O PT e o Lula se fizeram politicamente batendo para valer em quem estivesse pela frente. Agora, quando a oposição usa, ainda que timidamente, o mesmo recurso, parece que o mundo vai acabar.
Só para refrescar a memória. O PT e o Lula foram contra o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Proer ou programa de recuperação dos bancos, a eleição de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral que empurrou a ditadura para a história, contra o programa econômico do Malan (depois adotado), contra as privatizações e a renegociação das dívidas de estados e municípios e não assinou a Constituição de 1988.
Nem estou falando dos casos de se bater em gentes e partidos, só em algumas ações que mudaram o Brasil. Batendo em tudo e em todos, o grupo chegou ao poder. A oposição, somente agora na campanha, tenta usar o que o PT usou e é acusada de baixar o nível ou de mentir para a população.
Acho que mais que bater a oposição teria que decifrar o enigma Dilma para a sociedade. Ela, escreveu alguém, é ainda uma embalagem. Produzida para a campanha, não mostrou ainda o que é. Ela não pode se esconder o tempo todo no Lula. O Brasil já teria que conhecê-la por inteiro, como conhece o Serra e a Marina. A oposição não está sabendo como tirá-la do casulo.
Outro fato do momento chama atenção. A esquerda no Brasil sempre disse que a elite abusava da lei, que era feita somente para os mais pobres ou contra os partidos menores. Hoje a candidatura do PT abusa da Lei Eleitoral e até desqualifica quem quer aplicá-la. Se comporta da mesma forma que a tal da elite antes criticada.
A maioria das pessoas egressas da esquerda política acha que nunca erra. O erro é sempre dos outros. É uma distorção que vem da história.
Os que defendiam o socialismo acreditavam que estavam ao lado da verdade. Que, acontecesse o que fosse, lá na frente, sem nenhuma dúvida, suas teses seriam vencedoras no mundo. O Muro de Berlim caiu, a esquerda se esfarelou e ainda tem gente com a boca torta pelo cachimbo histórico.
Um comentário sobre uma antiga petista. Assisti longa entrevista da Marina Silva por um canal de televisão. Bem vestida e produzida, tendo à frente bons debatedores, ela é articulada nas respostas.
Até acho que a Dilma Rousseff não quer participar de debates não é com receio do Serra. É da Marina. A comparação entre as duas favoreceria à antiga petista. Confirmaremos isso no momento apropriado.
Se ela fosse candidata do Lula no lugar da Dilma, o Serra já estaria na poeira há muito tempo. Cara do Brasil, articulada, com uma história de vida interessante e com apoio do Lula seria uma parada indigesta para a oposição.



Alfredo da Mota Menezes. E-mail: pox@terra.com.br; site: http://www.alfredomenezes.com

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>O que importa

Posted on julho 26, 2010. Filed under: Datafolha, Dilma, Marina, pesquisa, Ricardo Noblat, Serra |

> Ricardo Noblat

Pesquisas de intenção de voto, concluídas na mesma semana, podem apresentar resultados tão díspares como foi o caso das divulgadas pelos institutos Vox Populi e Datafolha na última sexta-feira e no sábado? O Vox deu Dilma Rousseff com 41% contra 33% de José Serra. O 

Datafolha deu Serra com 37% contra 36% de Dilma. Esquisito, não é mesmo?

Pode ser. Mas não significa necessariamente que uma das pesquisas esteja errada. A do Vox foi aplicada entre os dias 17 e 20. A do Datafolha entre 21 e 23. O Vox entrevistou 3 mil eleitores em todo o país. O Datafolha, 10.905, a maioria deles em oito Estados. Margem de erro da pesquisa Vox: 1,8% para mais ou para menos. Da pesquisa Datafolha: 2%.

Apliquemos no extremo as margens de erro das duas pesquisas, arredondando a do Vox de 1,8% para 2%. Assim, Dilma poderia ter no Vox 39% (dois pontos a menos) e Serra, 35% (dois pontos a mais). No Datafolha ela teria 38% (dois pontos a mais) e Serra, 35% (dois pontos a menos). Os resultados dos dois institutos ficariam quase iguais. Com Dilma na frente em ambos.

Partidários de candidatos costumam festejar percentuais. Ligam menos para o que de fato importa nas pesquisas ou no conjunto delas. No caso do Vox: pesquisa anterior de 29 de junho apontou Dilma com 40% das intenções de voto contra 35% de Serra. Pesquisa Datafolha de 2 de julho mostrou Serra com 39% contra 37% de Dilma. Ou seja: a situação dos dois candidatos pouco mudou no período de quase um mês.

No Vox, Dilma veio de 40% (em junho) para 41%, e Serra de 35% para 33%. No Datafolha, Dilma saiu de 37% (no início de julho) para 36%, e Serra, de 39% para 37%. Fala, Marcos Coimbra, presidente do Vox: “Levando-se em conta as mais recentes pesquisas Ibope, Vox e Datafolha, Serra parou de cair e Dilma de crescer”. É uma boa notícia para Serra.

O principal objetivo dele é chegar empatado com Dilma no próximo dia 17 quando começa no rádio e na televisão a temporada de propaganda eleitoral. Por ser boa para Serra, a notícia é ruim para Dilma, que pretendia ultrapassá-lo antes do dia 17. Não é impossível que consiga. 

Há mais dados favoráveis a ela do que a Serra na pesquisa Datafolha. Na simulação de segundo turno, Dilma aparece um ponto à frente de Serra.

Na pesquisa espontânea, quando o entrevistado diz em quem pretende votar sem ver a lista de candidatos, Dilma derrota Serra por 21% a 16%. Há 4% de eleitores que afirmam querer votar em Lula, 3% “no candidato do Lula” e 1% “no candidato do PT”. A rejeição a Dilma é menor (19% a 26%). A crença na vitória dela, maior. E seus eleitores mais fiéis.

O Datafolha apurou as intenções de voto para governador em oito Estados. E ao fazê-lo descobriu que foi infrutífero o esforço do PSDB para montar ali palanques que fortaleçam Serra. Em Minas Gerais, Rio, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia e Pernambuco, Serra tem mais votos para presidente do que os candidatos que o apóiam têm para os governos. Em São Paulo e no Distrito Federal tem menos.

Serra só faltou suplicar de joelhos para que Jarbas Vasconcelos (PMDB) fosse candidato pela terceira vez ao governo de Pernambuco. Por ora, Jarbas tem pouco menos da metade do índice de intenção de votos do governador Eduardo Campos (PSB), candidato à reeleição. Situação parecida existe na Bahia. Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição, tratora seu adversário Paulo Souto (DEM).

Para crescerem, tais candidatos precisarão se agarrar com Serra e não Serra com eles. Como sempre Minas é um caso à parte. Serra tem mais que o dobro da intenção de votos de Antonio Anastásia (PSDB). Mas Aécio Neves (PSDB) tem para o Senado o dobro da intenção de votos de Serra. Se quiser, pode-se dar ao luxo de cacifar Anastásia deixando Serra meio de lado.

Em seis dos oito Estados, Dilma tem menos de votos do que seus aliados para os governos. 

Tanto melhor para ela que espera ser catapultada por eles.

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BLOG DO NOBLAT: http://www.oglobo.com.br/noblat

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