marketing de Blairo Maggi

>O marketing de Blairo Maggi é fabuloso, transforma seus pequenos feitos em grandiosos, inclusive a candidatura a senador

Posted on outubro 17, 2009. Filed under: marketing de Blairo Maggi |

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Novamente, o Sr. Blairo Maggi se coloca como candidato a uma das vagas do Senado. Afirmativa que ganhou as páginas da imprensa, ocupou os espaços da Internet e tornou-se manchete dos telejornais e radiojornais. Quando, na verdade, em momento algum o governador deixou de sonhar com a senatória. Procede como sempre procedeu. Dentro de uma estratégia bem definida, seguindo religiosamente o que sua equipe de marketing planeja. Razão pela qual ora ele recua, ora avança, dependendo de como o cenário se mostra.

Assim, o cacique dos republicanos mantém-se na mídia, e, por conta disso, obtém os dividendos eleitorais. Dividendos esses necessários e importantes para quem almeja outros voos, a partir do Palácio Paiaguás. Por isso não se descuida um só segundo da propaganda. Tanto que a sua gestão é a que, até hoje, mais gastou com a chamada “publicidade oficial”. Seu desempenho não é lá essas coisas, mas o trabalho de marketing, fabuloso, transforma seus pequenos feitos em grandiosos, ainda que não os sejam. Aliás, a sua primeira campanha para o governo já anunciava o comportamento adotado. Daí todas aquelas promessas não cumpridas, tais como o acabar ou a divisão entre os municípios da receita do Fethab, o fim do imposto sobre a energia e a telefonia.

Sete anos se passaram, e nada da realização das ditas promessas. Porém, sua popularidade continua em alta. Seu governo tem a aprovação de 75% dos entrevistados por todos os institutos de pesquisas. Índice fantástico. Capaz, inclusive, de torná-lo candidato à Câmara Alta da República. Não, entretanto, com o argumento de que “… o quadro está se mostrando de tal forma, como a ida do Mauro para o PSB (…) eu não quero passar para a história como alguém que deixou o companheiro em campo aberto…”

Frase sem sentido. Mas foi exatamente dela que o governador se valeu para “retornar” ao jogo de 2010. Isso não o desqualifica para a disputa. Tampouco o faz um postulante menor. Pois não se tem grandes nomes, nem o cenário acena por outras possibilidades. Em função disso, o “rei da soja” tem chances de quebrar a escrita, a de que jamais um político, que tivesse desincompatibilizado do governo regional, tenha obtido êxito na briga por uma das vagas de senador.

Já se teve senador que passaram antes pela chefia da administração pública estadual. Fazem parte dessa lista, pela ordem de gestão, Fernando Corrêa da Costa (1959-61, 1967-75), Júlio Campos (1991-99), Carlos Bezerra (1995-2003) e Jaime Campos (2007-15). Nenhum deles, no entanto, renunciou ao cargo para disputar o Senado. Bem que muitos udenistas incentivaram seu líder maior a deixar o governo e candidatar-se ao Senado em 1954, penúltimo ano de sua administração; no entanto o médico Fernando preferiu terminar o mandato, assim como fez na segunda vez em que estava à frente do Executivo estadual. Já o ex-conselheiro, talvez temendo a derrota, preferiu sair inicialmente para deputado federal, assim como fizera o peemedebista; enquanto o democrata voltava à prefeitura de Várzea Grande, e, recentemente, resolveu enfrentar uma disputa a senatoria. Disputa nada fácil. Arnaldo Figueiredo, Garcia Neto e Dante de Oliveira que os digam. Três governadores em alta conta. Isso, contudo, não foi suficiente para fazê-los senadores.

Sina que também pode ser a do Sr. Blairo Maggi. Embora se saiba que o republicano tem a seu favor um cenário regional desprovido de grandes nomes. Porém, essa disputa majoritária apresenta características totalmente distintas da outra, ou seja, a de governador. Nesse sentido, todo cuidado é pouco. Qualquer descuido pode ser fatal.

Autor: Lourembergue Alves é professor universitário. E-mail: Lou.alves@uol.com.br – Fonte: A Gazeta

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