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>Eleições 2010: O fim de um tabu

Posted on outubro 8, 2010. Filed under: Aécio Neves, eleições 2010, José Serra, Marina Silva, Marketing, O fim de um tabu, presidente Lula, privatizações, propaganda eleitoral, PSDB, rádio, segundo turno, tabu, televisão |

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A partir de hoje, quando recomeça a propaganda eleitoral na televisão e no rádio, se saberá de que forma e com que intensidade a campanha do tucano José Serra assumirá o legado do governo Fernando Henrique, aceitando enfim, à sua maneira, o desafio da candidata Dilma Rousseff e do seu mentor, o presidente Lula, de confrontar o atual período com o que o antecedeu.
Foi o que os seus principais aliados – a começar do ex-governador mineiro e senador eleito Aécio Neves – defenderam enfaticamente no encontro que marcou a largada para o segundo turno, anteontem em Brasília, com a presença dos governadores e parlamentares eleitos pela coligação oposicionista. Na primeira fase da disputa, pôde-se contar nos dedos de uma mão quantas vezes Serra mencionou o ex-presidente. O seu nome e o termo privatizações eram considerados venenosos. O candidato acusava a rival de ter “duas caras”. Ele próprio, porém, tinha uma cara ao sol e outra à sombra.
O mantra de Serra era discutir quem tinha de fato visão, experiência e capacidade para “fazer mais” no pós-Lula. Não funcionou. Se dependesse exclusivamente disso, Dilma seria a esta altura a presidente eleita do Brasil, graças ao seu patrono. Os resultados do 3 de outubro representaram para o tucano, mais do que uma derrota eleitoral, uma derrota política. Ou seja, como diria Marina Silva, “perdeu perdendo”. É verdade que também Dilma saiu derrotada politicamente, por ter embarcado na canoa da invencibilidade que o seu chefe conduzia.
Salvo na 25.ª hora por mudanças para as quais não contribuiu – a migração de votos dilmistas para Marina Silva e a preferência pela candidata verde de muitos dos até então indecisos -, Serra acabou premiado com a chance de, na pior das hipóteses, perder ganhando no tira-teima do dia 31. Até hoje, nenhum candidato a presidente e raros candidatos a governador conseguiram virar o jogo no segundo turno. Ainda que o retrospecto se confirme, a oposição pelo menos sairá da peleja com a coluna vertebral no lugar se fizer com que a coerência prevaleça sobre a conveniência.
Se não exatamente com essas palavras, foi seguramente com esse espírito de catar o touro à unha que os serristas partiram para a nova empreitada. “Seja mais Serra do que marketing”, exortou, sob intensos aplausos, o ex-presidente e senador eleito, Itamar Franco. Trata-se de adaptar a estratégia de comunicação ao foco político da campanha – e não o contrário. E esse foco só se firmará se o candidato se dispuser a ir além da rememoração das realizações de sua trajetória para encaixá-las na moldura da ideologia que as inspirou – e que chegou ao poder com Fernando Henrique. “Não precisa esconder ninguém”, aconselhou Itamar.
“Devemos defender isso com altivez e iniciar o segundo turno falando dele”, apontou por sua vez Aécio Neves, credenciado por seu sucesso nas eleições mineiras a ocupar um lugar central na campanha pelo Planalto. O ex-governador mostrou, ele próprio, o que isso significa – e o que Serra não disse no horário eleitoral. “Não teria havido o governo Lula se não tivesse havido o governo Itamar, com a coragem política de lançar o real, e se não tivesse havido o governo FHC, que consolidou e abriu a economia”, começou, antes de encarar a questão até aqui tabu.
“Se querem condenar as privatizações, estão dizendo a cada cidadão brasileiro que pegue o celular no seu bolso, na sua bolsa e jogue na lata de lixo mais próxima”, provocou. “Foi a privatização do setor que permitiu a universalização de acesso da população, por exemplo, à telefonia celular.” Abertas as comportas, Serra lembrou que “o governo Lula continuou a privatizar”, citando os casos do Banco do Estado do Maranhão e do Banco do Estado do Ceará, no primeiro mandato. “Se privatizou, não era tão contra.”
Ao devolver a bola para o campo do adversário, o PSDB finalmente virou a página da equivocada conduta no segundo turno de 2006, quando o então candidato Geraldo Alckmin ficou na defensiva diante da propaganda lulista que o acusava de desejar a privatização da Petrobrás e do Banco do Brasil. Nesse sentido, o segundo turno de agora é, sim, uma nova eleição.
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>O subito encanto de Marina Silva

Posted on outubro 6, 2010. Filed under: Arnaldo Jabor, encanto, Marina Silva, Marketing, Receita Federal, segundo turno, Sorriso, subito, UNE |

>Por  Arnaldo Jabor
Não, o Palácio de Inverno de S.Petersburgo da Rússia em 1917 ainda não será tomado pela onda vermelha.

Não. Agora, o PT vai ter de encarar: estamos num país democrático, cultural e empresarialmente complexo, em que os golpes de marketing, os palanques de mentiras, os ataques violentos a imprensa não bastam para vencer eleições…(por decência, não posso mostrar aqui os emails de xingamentos e ameaças que recebo por criticar o governo). O Lula vai ter de descobrir que até mesmo seu populismo terá de se modernizar. O povo está muito mais informado, mais on line, mais alem dos pobres homens do Bolsa Família, e não bastam charminhos e carismas fáceis, nem paz e amor nem punhos indignados para a população votar. Já sabemos que enquanto não desatracarmos os corpos públicos e privados, que enquanto não acabarem as regras políticas vigentes, nada vai se resolver. Já sabemos que mais de 5 bilhões por ano são pilhados das escolas, hospitais, estradas e nenhum carisma esconde isso para sempre. Já sabemos que administração é mais importante que utopias.
A campanha a que assistimos foi uma campanha de bonecos de si mesmos, em que cada gesto, cada palavra era vetada ou liberada pelos donos da “verdade” midiática. Ninguém acreditava nos sentimentos expressos pelos candidatos. Fernando Barros e Silva disse na “Folha” uma frase boa: “Dilma parece uma personagem de ficção e Serra a ficção de uma personagem.” Na mosca.


SERRA

Os erros da campanha do Serra foram inúmeros: a adesão falsa ao Lula, que acabou rindo dele : “o Serra finge que me ama”…

Serra errou muito por auto-suficiência (seu defeito principal) demorando muito para se declarar candidato, deixando todo mundo carente e zonzo, como num coito interrompido; Serra demorou para escolher um vice presidente, (com a gafe de dizer que vice bom é o que não aporrinha), fez acusações ligando as Farc à Dilma, esculachou o governo da Bolívia ainda no inicio, avisou que pode mexer no Banco Central e, quando sentiu que não estava agradando fez anúncios populistas tardios sobre salário mínimo e aposentados. Nunca vi uma campanha tão desagregada, uma campanha antiga, analógica numa época digital, enlouquecendo cabos eleitorais e amigos , todos de bocas abertas , escancaradas, diante do obvio que Serra ignorou. Serra não mudou um milímetro os erros de sua campanha de 2002. Como os Bourbon “não esqueceu nada e não aprendeu nada.

A campanha do primeiro turno resumiu-se a dois narcisismos em luta.

DILMA

Enquanto o Serra surfava em sua auto-confiança suicida, a Dilma, fabricada dos pés ao cabelo, desfilava na certeza de sua vitoria, abençoada pelo “Padim Ciço” Lula.
Seus erros foram difíceis de catalogar racionalmente, mas os eleitores perceberam sutilezas na má interpretação da personagem, como atrizes ruins em filmes.

O sorriso sem animo, riso esforçado, a busca de uma simpatia que escondesse o nítido temperamento autoritário, suas palavras sem a chama da convicção, ocultando uma outra Dilma que não sabemos quem é, sua postura de vencedora, falando em púlpitos para jornalistas, sua arrogância que só o salto alto permite: ser pelo aborto e depois desmentir, sua união de atéia com evangélicos, a voracidade de militante tarefeira, para quem tudo vale a pena contra os “burgueses de direita” que são os adversários, os esqueletos da Casa Civil, desde os dossiês contra FHC, passando pela Receita Federal (com Lina Vieira e depois com os invasores de sigilos), sua tentativa de ocultar o grande hipopótamo do Planalto que foi seu braço direito e resolveu montar uma quadrilha familiar. Alem disso, os jovens contemporâneos, mesmo aqueles cooptados pelo maniqueísmo lulista, não conseguem votar naquela ostentada simpatia, pois vêem com clareza uma careta querendo ser “cool”.


MARINA
Os erros dos dois favoritos acabaram sendo o grande impulso para Marina. No meio de uma programação mecânica de marketing, apareceu um ser vivo: Marina. Isso.

Uma das razoes para o segundo turno foi a verdade da verde Marina. Sua voz calma, sua expressão sincera, o visível amor que ela tem pelo povo da floresta e da cidade tudo isso desconstruiu a imagem de uma candidata fabricada e de um candidato aferrado em certezas de um frio marqueteiro.

Marina tem origem semelhante a do Lula, mas não perdeu a doçura e a fé de vencer pelo bem. Isso passa nas imperceptíveis expressões e gestos, que o publico capta.
Agora teremos um segundo turno e talvez vejamos um PSDB fortalecido pela súbita e inesperada virada. Desta vez, o partido terá ser oposição, se defendendo e não desagregado como foi no primeiro turno, onde se esconderam todos os grandes feitos do próprio PSDB, durante o governo de FHC.

Desde 2002, convencionou-se (quem? Por quê?) que o Lula não podia ser atacado e que o FHC não poderia ser mencionado. Diante desta atitude, vimos o Lula, sua clone e seus militantes se apropriarem descaradamente de todas as reformas essenciais que o governo anterior fez e que possibilitaram o sucesso econômico do governo Lula, que cantou de galo até no Financial Times, assumindo a estabilização de nossa economia. E os gringos desinformados, acreditam.

Alem disso, com “medinho” de desagradar os “bolsistas da família”, ninguém podia expor mentiras e falsos dados que os petistas exibiam gostosamente, com o descaro de revolucionários “puros”. Na minha opinião, só chegamos ao segundo turno por conta dos deuses da Sorte. Isso – foi sorte para o Serra e azar para a Dilma.

Ou melhor duas sortes:
O grande estrago causado pela súbita riqueza da filharada de Erenice, ali, tudo exibido na cara do povo, e o reconhecimento popular do encanto sincero de Marina.

Isso salvou a campanha errática e auto suficiente do Jose Serra, que apesar de ser um homem serio, competentíssimo, patriota, que conheço e respeito desde a UNE, mas que é das pessoas mais teimosas do mundo.

Duas mulheres pariram o segundo turno. Se ouvir seus pares e amigos, poderá ser o próximo presidente. Se não…

Fonte: A Gazeta

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>O "Dia do Cliente" merece algo mais

Posted on setembro 15, 2010. Filed under: comprometimento, consumidor, desejo, Dia do Cliente, empatia, encantar, Marketing, negócio, profissionalismo, respeito |

>Por Dalmir Sant”Anna*
Com o fortalecimento de criativas ações na área de marketing e, significativos estudos sobre o perfil do consumidor, gradativamente, o cliente passou a receber maior atenção, cordialidade e valorização. O dia 15 de setembro é um momento de entender, que o “Dia do Cliente” é fundamental, para a continuidade de um negócio. Um momento para perceber, o quanto a mudança no comportamento do consumidor, passa por alterações, partindo de uma ação centrada nos vendedores, para uma atuação centrada nos compradores e, como resultado, o compromisso de intensificar esforços para compreender como conquistar o cliente. Observe a seguir, como estimular a proeminência do desejo de encantar com empatia, respeito, comprometimento e profissionalismo.

Reconhecer os objetivos de compra – Conhecer o comportamento do consumidor é um processo em evolução. Entender os objetivos de compra possibilita exercitar a abordagem, além de gerar importante aprendizado sobre o perfil do consumidor. Note que alguns clientes apresentam como objetivo de compra, a aquisição de um automóvel por necessidade de deslocamento, entretanto, outras pessoas realizam a compra de um automóvel por status. Abordar o consumidor com expressões tipo: “Fala patrão! E aí tio! Manda meu chefe!”, além de demonstrar falta de profissionalismo, expõe nítido despreparo para o atendimento comercial. Perceba na prática, se durante sua abordagem comercial, o cliente demonstra atenção e interesse. Note, se sua abordagem, desperta atenção do consumidor, em ouvir suas argumentações. Lembre-se, reconhecer os reais objetivos da compra, são ingredientes essenciais para um profissional de vendas, que deseja fazer algo a mais, para encantar o cliente e permitir uma maior fidelização.

Fazer a diferença no serviço oferecido – No café da manhã de um hotel, a funcionária ao realizar a reposição dos alimentos disse: “Como pode! Essas pessoas parecem estar vazias por dentro. Eu não dou conta de tanto repor os alimentos. Elas comem demais!” E eu, sentado, ouvindo tudo aquilo. Esta funcionária do hotel esqueceu que eu, também era um hóspede? A prestação de serviço é complexa, pois conta, com a participação do cliente, para que na prática aconteça. Esse desenvolvimento entre prestador de serviço e cliente também é uma grande oportunidade para encantar e fazer a diferença. Por ano, dispomos de 12 meses, 365 dias, 8.760 horas, para oferecer algo a mais no atendimento. E quantas pessoas desperdiçam as oportunidades? O treinamento constante é uma importante ferramenta para fazer a diferença no serviço oferecido. Prepare os profissionais da sua empresa, possibilitando que conheçam os processos e procedimentos que envolvem a prestação de serviço. Equipes treinadas, que entendem a funcionalidade da empresa, estão mais preparadas para lidar com situações diversas e imprevisíveis, que envolvem a execução de um serviço. Aproveite ao máximo as oportunidades para fazer a diferença.

Observe que interessante definição, para valorizar ainda mais o Dia do Cliente: “o meu desafio como gestor de negócios é o de jamais levar stress para o cliente”. Quantas empresas ao contrário de encantar, assustam com um péssimo atendimento. Você conhece alguma empresa assim? Quantos recomendariam seus serviços para outras pessoas? Qual será o comentário do comprador ao desligar o telefone após falar com sua empresa? Profissionais preocupados, com satisfação de seus clientes oferecerem algo a mais. Por meio da missão, visão e valores, buscam demonstrar na prática, compromisso com o comprometimento, comodidade, profissionalismo e vontade de fazer a diferença.

*Dalmir Sant”Anna é palestrante comportamental, mestrando em Administração de Empresas, Pós-graduado em Gestão de Pessoas, bacharel em Comunicação Social. Site: http://www.dalmir.com.br

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>Luiz Antonio Pagot usa carro oficial para participar de encontro eleitoral pró Dilma

Posted on agosto 5, 2010. Filed under: AGU, Caixa Econômica, Deputados, Dilma Rousseff, Dnit, Luiz Antônio Pagot, Marketing, ministros |

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O diretor-geral do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte), Luiz Antonio Pagot, utilizou nesta quarta-feira veículo oficial para chegar a um almoço que reuniu 15 ministros e 200 deputados governistas na casa do deputado Luciano Castro (PR-RR).
No cardápio, além da pauta de votação da Câmara, houve gravação de depoimentos dos ministros para os parlamentares utilizarem na campanha eleitoral e avaliação da situação das candidaturas nos Estados.
Pagot chegou em uma caminhonete branca, cabine dupla, com placa JGL 4411. No carro está escrito: “Poder Executivo; uso exclusivo em serviço”. Segundo a assessoria, o diretor do DNIT não vai se manifestar.
A cartilha elaborada pela AGU (Advocacia-Geral da União) afirma que é vedado “usar materiais ou serviços gerais custeados pelos Governos ou Casas Legislativas”. Nos exemplos, há: “uso de transporte oficial para locomoção a evento eleitoral”.
Segundo o anfitrião do encontro, parlamentares levaram equipes de marketing para reunir mensagens de ministros e de colegas da Câmara para serem utilizados na propaganda eleitoral. Nas eleições de outubro, ao menos 426 dos 513 deputados vão buscar a reeleição.
“Foi um almoço de confraternização e claro que esses depoimentos foram gravados. Os ministros e as lideranças partidárias não tinham porque não declarar apoio”, afirmou.
No encontro, os parlamentares aproveitaram para cobrar do ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) a “operacionalização” das emendas que estariam enfrentando problemas de liberação na Caixa Econômica Federal.
“Ninguém está conseguindo transformar emenda em dinheiro. Essa é uma reclamação geral. A Dilma [Rousseff, candidata do PT à Presidência] vai enfrentar problemas nas eleições por causa da Saúde”, disse o deputado Carlos William (PTC-MG).
O deputado Mauro Lopes (PMDB-MG) reforçou as críticas dizendo que a Caixa Econômica tem prejudicado o setor agrícola. “A gente vai ter que fazer tudo de novo. A Caixa não funciona e está fazendo um desgaste para o governo. A culpa não é do governo. O ministério encaminhou o dinheiro para Caixa e a Caixa é que cumpre. Tudo que depende da Caixa e um caos”, disse.
Fonte: Folha
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>Programa eleitoral de Wilson Santos não terá baixaria, afirma equipe de marketing

Posted on julho 30, 2010. Filed under: Amauri Teixeira, Antero Paes de Barros, Giovani Araújo, Marketing, Mato Grosso, mídia, Programa eleitoral, propostas, Wilson Santos |

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A equipe de marketing que dirige a campanha do ex-prefeito e candidato ao Palácio Paiaguás Wilson Santos (PSDB) já adiantou que não vai ceder à baixaria que comumente é vista durante o processo eleitoral e garantiu que o tucano não vai perder seu tempo com ataques infundados dos adversários. O grupo faz parte da produtora Antecipar, de propriedade do candidato ao Senado Antero Paes de Barros (PSDB), que é também coordenador de Wilson na região do Araguaia e na Baixada Cuiabana. Mauro Camargo, considerado braço direito de Antero e também diretor da Antecipar, enfatizou que o programa eleitoral mostrará o que o concorrente fez por Mato Grosso e pela Capital, desde de que iniciou a vida política.
 Candidato a governador de Mato Grosso Wilson Santos
Quanto ao programa eleitoral de Wilson, Camargo adiantou que já está sendo produzido e que será “fechado” até a próxima semana. A mídia conta com dois apresentadores locais, um deles é o mesmo ator que participou da campanha eleitoral do tucano em 2008, Giovani Araújo. Segundo o diretor da empresa, é regra da produtora que os profissionais sejam de Mato Grosso. A única exceção é o estrategista Amauri Teixeira da MCI, de Brasília, que somará forças na tentativa de emplacar o candidato nesse pleito. “A campanha é muito dinâmica. Todos os dias surgem fatos novos, um dos motivos pelo qual não fechamos o programa do Wilson”, explicou o diretor, ao afirmar que o vídeo produzido será focado em suas propostas, que apresentam um novo rumo para Mato Grosso.
Camargo ainda destacou que o grande mote da campanha é elencar uma série de benfeitorias do candidato tucano que hoje tem sido alvo de críticas da oposição. “Essa história de que ele não cumpre promessa e um conceito maldoso e infundado e isso será mostrado durante o programa do nosso candidato. Tudo será lembrado”, enfatizou o especialista, ao garantir que Wilson é o candidato mais próximo do povo.
O segundo turno não foi descartado por Camargo, que avaliou que os candidatos da oposição são nomes forte nessa disputa e que não será tarefa fácil vencê-los, mas, por outro lado, mostrou-se otimista quanto à possibilidade de seu candidato sair vitorioso nessas eleições. “Essa história que andam comentando por aí, que não haverá segundo turno, é muito improvável, é uma bobagem”, alfinetou. Ele lembrou que as pesquisas eleitorais são uma prova de que as eleições majoritárias devem ter um novo capítulo após 3 de outubro. Também fazem parte da equipe de marketing de Wilson o diretor da antecipar Pedro Pinto, os publicitários Ricardo de Sena e Paulo Leite, além Mário Olimpio na mídia social e Júnior Brasa, dando todo suporte por meio da sua empresa Genius Publicidade.
Fonte: RDNews
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>Consumidor deve ter cuidado com as estratégias do comércio para seduzir os desatentos

Posted on maio 31, 2010. Filed under: Consumidores, desatento, dinheiro, economia, estratégia, liquidação, Marketing, promoções, Seduzir |

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Uma prática comum nos estabelecimentos comerciais é o uso dos centavos para determinar o preço dos produtos. Os valores “quebrados” são os preferidos dos lojistas como forma de atrair consumidores. Esta estratégia de mercado é responsável por seduzir a maioria dos compradores. “Por exemplo, sobre o valor de R$ 19,99, o consumidor leva em consideração somente o R$ 19, enquanto que o comerciante consegue os R$ 20. E na maioria das vezes o cliente não pede o 1 centavo de troco”, observa o economista Anaor Carneiro.
Ele analisa que essa jogada de marketing cria uma falsa expectativa no consumidor. “É a ilusão de que o cliente está levando o produto por um preço mais barato”. De acordo com o economista, a composição dos valores dos produtos inclui tanto os custos quanto a rentabilidade do comerciante. Porém, ele aponta que ainda há o componente emocional, que mexe com a sensibilidade do consumidor, além da marca do produto. “Nesse mix comercial, que compõe os preços das mercadorias, o lojista consegue ganhar a venda”.
Para ele, a condição de que o consumidor despreza os centavos faz com que o comerciante continue praticando essa estratégia de mercado. Carneiro ressalta que uma pequena parcela da população pede o troco. “De cada mil consumidores, 1 reclama o seu troco”. Em tese, todo preço terminado em “9” ou “90” é enganoso. “Esta é a mais suja das táticas de marketing usualmente utilizadas pelo comércio de uma maneira geral, e que atinge cada vez mais produtos à venda”, diz uma campanha lançada na internet contra preços enganosos.
E não é difícil perceber essa prática no comércio mato-grossense. Nas ruas de Cuiabá, por exemplo, as vitrines, os carros de som e vendedores ambulantes estampam e anunciam valores como R$ 19,99, R$ 20,99, R$ 34,99 e muitos outros, iguais apenas nas duas casas após a vírgula. “É uma forma de atrair clientes. Faz parte da política da empresa”, diz o gerente de vendas de uma loja de utilidades, Rodrigo da Silva.
Moedas em falta
Estratégia ou não, o fato é que os comerciantes se aproveitam do descuido do consumidor e da condição do mercado, e explica que há falta de moedas para o troco – principalmente a de 1 centavo. Geralmente, produtos (com preços terminados em 9 centavos) podem ser pagos com uma única cédula, sendo as de R$ 1, R$ 2, R$ 5, R$ 10). O consumidor mais exigente e consciente dos seus direitos, certamente se irrita na hora de receber -ou deixar de receber -o troco, simplesmente por falta de moedas no caixa.
Os valores de 5, 10, 25, 50 centavos e de 1 real geralmente sobram no comércio. Mas a menor delas, a de 1 centavo, está literalmente entrando em extinção. Informações do Banco Central mostram que a quantidade atual de moedas de 1 centavo circulando no mercado nacional é inferior às demais. Até quinta-feira (27), 3,190 bilhões de moedas de 1 centavo estavam em circulação no país, contra 3,712 bilhões de 5 centavos, e 4,177 bilhões de 10 centavos.
Basta uma simples ronda no comércio que é possível perceber essa realidade. A comerciante Andréia Reveles afirma que há muita dificuldade de encontrar a moeda de 1 centavo no mercado. Além disso, a gerente de uma loja de roupas, Edilaneide Barbosa, diz que uma minoria dos consumidores pede o troco de centavos. A auxiliar de escritório Zilandia Luiza dos Santos, confirma que o dinheiro de menor valor não é considerado na hora de pagar pela compra. Geralmente, as pessoas ao comprarem a mercadoria não recebem o troco completo, muitas vezes, por “vergonha” de reivindicar o 1 centavo que tem direito.
A estudante Suely Gomes de Almeida afirma que esquece de pedir o centavo de troco. Mas a gerente de uma loja de bijuterias, Josinete Moraes, conta que o troco para os consumidores que pedem o centavo é sempre viabilizado. “Se não temos, oferecemos outros produtos”. Essa situação chega a ser um paradoxo: as lojas colocam grande parte de seus produtos com preços terminados em 9 centavos, e praticamente nunca têm as moedas de 1 centavo para fornecer aos seus clientes na hora do troco. No entanto, há lojistas precavidos que escapam dessa regra.
A gerente Maria Rosa Tomás dos Santos diz que as os valores das mercadorias são inteiros. Ela conta que essa atitude auxilia no troco. “Mesmo trabalhando com produtos que tem valores menores, procuramos arredondar os preços”. Para o médico João Bosco Fernandes, a devolução do troco é algo fundamental, independentemente do valor. Ele diz que sempre solicita o troco. “Mesmo que seja de 1 centavo”. O consumidor explica que dessa maneira consegue juntar dinheiro. “É de grão em grão que consigo uma boa quantia. Cada centavo faz muita diferença”.
Conselho – O economista Anaor Carneiro explica que é direito do consumidor solicitar sempre o troco. Ele explica que se o lojista cobra um determinado valor pelo produto é certo que o cliente pague o correspondente. “Se a loja não tiver o troco para repassar ao cliente é melhor que não aplique valores quebrados nos produtos”. Carneiro diz também que o consumidor não deve aceitar mercadorias como troco. “Não é nem pelo valor do dinheiro em si que se deve pedir o 1 centavo de troco. É muito mais pelo fato de se sentir lesado, e ainda ser conivente com essa tática abusiva e desrespeitosa do mercado”. Ele afirma ainda que o consumidor não deve ter vergonha de pedir o troco, seja qual for o valor.
Inadequadas – Conforme o Banco Central as moedas inadequadas à circulam são aquelas tortas, perfuradas, desfiguradas ou com danos de qualquer outra natureza. Desta forma, as instituições financeiras bancárias devem acolher do público as moedas danificadas a serem encaminhadas ao BC para exame. Ao receber moedas danificadas, a instituição financeira bancária deverá fornecer recibo ao interessado e informá-lo, posteriormente, do resultado do exame, ressarcindo-o no valor que eventualmente lhe couber. Fonte: A Gazeta
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>Leitura para tarde de domingo: Cinebiografias no cinema nacional

Posted on janeiro 3, 2010. Filed under: Adolfo Hitler, assistir filmes, Cinebiografias, cinema nacional, indomável, Lula, Marketing, o filho do Brasil |

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Tenho vício indomável de assistir filmes ruins e bons. Adquirido com patrocínio fiel de tio que era proprietário de cinema. E que adorava discuti-los após as sessões. Não raro frente ao meu reclamo juvenil de que o filme era imprestável. Ele rebatia na brasa viva: nas artes têm gostos e finalidades políticas. No cinema nada pode acontecer por acaso. E nada insurge das profundezas dos céus ou do inferno. Tudo é resultado de planejamento e financiamento. Não se pode esquecer o último grande exemplo, quando Adolfo Hitler não disparou um tiro sequer para chegar a ser chanceler do Reich Alemão. Ele com ajuda das câmaras fez sua carreira de 13 anos. De um desconhecido agitador anticomunista ao homem mais forte da política mundial. De um homem sem biografia que vendeu mercadologicamente rancor e esperanças aos alemães. Obteve 13 milhões de votos e fez o que fez com o sucesso e marketing – atingindo com crueldade a trajetória humana.

Não me nego mais a assistir qualquer filme. O filme mais caro da história do cinema nacional fez estréia arrepiando os críticos. Conta a vida endereçada do presidente Lula. Lula, o Filho do Brasil teve orçamento de 12 milhões. Uma cinebiografia de quem está no exercício do poder nacional. Foi financiado por empresas privadas sem retribuição direta de nenhum incentivo fiscal. Algo inusitado que agraciou o fácil e doce trabalho do diretor Fábio Barreto. A película centra na vida de dona Lindu, interpretada por Glória Pires, explorando a relação entre mãe e filhos – empobrecidos. E que permitiu de sutilmente excluir parte da ação política e sindical do filho político. Tom emotivo que escondeu a real bibliografia. Tem 3 mil figurantes e 130 atores – destes 5 interpretam o protagonista em diferentes fases. Enfim, retirando as cenas de emoções familiares é película enfadonha, mas que se salva pela pipoca agasalhada em saco gigante, que a gente tem que comer.


Em termos de cinedocumentário estou mais esperançoso para assistir em 2011 outra estreia da cinebiografia brasileira – Bom Para o Brasil. Produção da vida significativa de Luiz Martins de Souza Dantas, de direção de Luiz Fernando Goulart. É a história não pasteurizada de Souza Dantas como embaixador brasileiro em Paris durante a Segunda Guerra, que salvou do holocausto mais de mil pessoas (a maioria de judeus). Bom para o Brasil era a expressão aposta junto ao visto consular no passaporte do perseguido que fugia das atrocidades de Hitler. Tudo ocorrendo contra a ordem do presidente Getúlio Vargas. Filme fundado no livro “Quixote nas Trevas”, de Fábio Koifman. A paisagem de fundo traz uma França ocupada e dominada pelo nazismo e contraposta com a coragem humanista do embaixador concedendo vistos aos indesejáveis, segundo dizia Getúlio Vargas. E que nos oferta um fio dourado ou orgulho de ser brasileiro por ser patrício de Dantas.


O grande embaixador permaneceu de certo modo desconhecido em nosso país. Contudo, seu heroísmo e humanidade já têm reconhecimentos significativos internacionais. O museu Yad Vashem, de Israel, por exemplo, o colocou como um justo entre as nações. O governo francês colocou placa na casa, onde ele morou indicando que ali viveu um amigo da França. Dantas foi levado junto com outros diplomatas para a Alemanha nazista, onde permaneceu em detração por 14 meses, tendo sido trocado por prisioneiros alemães. Homem de fino trato, culto e solidário e sensível com a dor do próximo. Adorava e teve grandes amores com mulheres lindas. No plano político internacional pronunciou o primeiro discurso na história das Nações Unidas e colocou seu nome dentre os mais importantes da diplomacia mundial.


Enfim, Bom para o Brasil, aponta como filme de excelência já na prospecção de filmagens. E vale a gente brasileira humilde gastar parte do Vale-Cultura – R$ 50,00, que será ofertado a partir de 2011. Afinal, tal ajuda popular cultural não entra em vigor em 2010 como queria o presidente Lula. Foi barrado no Senado Federal para evitar quiçá acrescer ao custo da produção e encenação do filho do Brasil na época eleitoral com mais de R$ 3 bilhões. Vale ressaltar a bem da verdade que a fita mais cara dos filmes hollywoodianos e recente custou na produção apenas US$ 500 milhões.


Autor: Hélcio Corrêa Gomes é advogado e diretor tesoureiro da Associação dos Advogados Trabalhista de Mato Grosso. E-mail: helciocg@brturbo.com.br – Fonte: A Gazeta

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>Shoppings de Cuiabá projeta aumento de vendas em até 30% no fim de ano

Posted on novembro 13, 2009. Filed under: Camelôs, Goiabeiras Shopping, Marketing, Pantanal Shopping, Shopping Popular, Shopping três Américas, Shoppings de Cuiabá |

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Sem a crise que assustou a população no último trimestre de 2008, os shoppings apostam alto em um bom resultado de vendas neste final de ano.

De acordo com o superintendente do Goiabeiras Shopping, Arnaldo Felício dos Santos, a expectativa de aumento de vendas e do fluxo de pessoas no Goiabeiras Shopping para este final de ano é 30% acima do que foi registrado em igual período do ano passado.

No shopping, as vendas devem ser puxadas pelos segmentos de eletrodomésticos e computadores. Mas terão destaque também, como em todo Natal, brinquedos, vestuário, acessórios e artigos para o lar (decoração).

As contratações temporárias aumentaram em média 20%, mas estima-se um aumento ainda maior porque até o dia 15 de dezembro serão inauguradas mais seis lojas.

No Pantanal Shopping, a expectativa para o fim de ano é de um aumento de 25% nas vendas. Segundo o gerente de Marketing, Alfredo Zanotta, isso se deve ao crescimento gradativo em 2009, em relação a 2008, e ao fluxo de pessoas, que é de cerca de 30 mil por dia, e que deve aumentar em 15%. Durante o mês de dezembro, mais de um milhão de pessoas devem circular pelo shopping.

Para atrair os clientes ao shopping, o Pantanal deu início à sua tradicional promoção de Natal, com o sorteio de carros zero-km. Para este fim de ano, o Pantanal Shopping ainda prevê a contratação de cerca de 500 novos funcionários para as lojas. Isso sem contar nos empregos indiretos que essa época do ano chega a até mil.

A maioria das vagas é para vendedores, que preencherão 65% do número total de empregos temporários. Entre 60% e 80% das lojas que irão contratar funcionários para o fim do ano deverão efetivar algumas contratações.

CAMELÔS – Com 392 bancas de loja, o Shopping Popular dos Camelôs também faz projeção positiva para este fim de ano. De acordo com o presidente do shopping, Misael Galvão, os camelôs apostam em crescimento de 20% em relação ao Natal de 2008. “Este ano ninguém fala em crise, o cenário econômico é favorável e a população melhorou o seu poder aquisitivo. Temos tudo para comemorar um grande ano”, afirma Galvão.

Ele diz que as bancas já estão com 80% de seus estoques adquiridos. Os artigos mais procurados devem ser os eletrônicos – incluindo jogos, celulares e aparelhos de som – calçados, brinquedos e confecções.

O ticket médio das compras também deverá aumentar, passando de R$ 80, no Natal de 2008, para R$ 100.

HORÁRIOS – Com as comemorações de Natal e Ano Novo, a população deve ficar atenta aos horários de funcionamento do comércio, shoppings, bancos e supermercados. Em Mato Grosso, já foram definidos em convenção com os sindicatos laborais, o que funciona neste final de ano, bem como os horários para cada segmento. Até ontem a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) ainda não havia definido os horários dos bancos a partir de dezembro. No ano passado (dias 24 e 31 de dezembro), os bancos funcionaram das 9 às 11 horas na Capital e Várzea Grande, e das 8 às 10 horas, no interior do Estado.

Para o comércio e shoppings, os novos horários entram em vigor efetivamente a partir do dia 1º de dezembro, uma terça-feira. Fonte: Diário de Cuiabá

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>O papel da mentira

Posted on setembro 1, 2009. Filed under: Agostinho, Casa Civil, Comissão de Ética, Maquiavel, Marketing, mentira, Nietzsche, Platão |

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Recentemente, esta coluna recebeu um e-mail que trazia a seguinte indagação: “É possível, o jogo político sem a mentira?” Correspondência, no mínimo, curiosa, sem, contudo, deixar de ser instigante. O verbo instigar, aqui, ainda que não traga o sentido imperativo, obriga o analista a pensar sobre a temática muitas vezes debatida. Debate que se estendeu de Platão a Agostinho, de Maquiavel a Nietzsche, passando por filósofos modernos e até pós-modernos. Porém, nenhum deles parece ter esgotado o tema. Isso porque ao falar em mentiras pode levar a mencionar verdades, sobretudo quando se tenta refutar aquelas. Mentiras e verdades, por outro lado, são termos que carregam um grau de subjetividade.

Situação em que, no campo político-eleitoral, o subjetivo extrapola o limite do pessoal para assumir o caráter de coletivo. Amarrado, então, com o discurso ideológico, cuja regra não é outra senão a da hipocrisia normatizada entre os atores do tablado político. Entende-se o porquê a mentira é revelada sob sutilezas enganosas, justificada de algum modo ao segredo, e, por conta disso, apresenta-se potencializada pela cumplicidade, mesmo que inconscientemente pela maioria da população, que serve de escoadouro na reprodução da farsa.


Nesse sentido, explica a história dos chamados atos secretos. Tão secretos que senador algum “tinha conhecimento dos ditos atos”. Talvez seja por isso que o presidente da Comissão de Ética do Senado optou pelo arquivamento das onze representações contra o presidente da Casa. A farsa apareceu em forma de falta de provas. Suposta ausência que também é utilizada para ignorar a existência de um encontro entre a ex-secretária da Receita e a ministra-chefe da Casa Civil, no final do ano passado.

É a palavra de uma contra a de outra. Daí a adoção do maquiar o cenário. Igual ao que se ouve e presencia na época das eleições, com um dado candidato tentando desqualificar o seu interlocutor, no instante em que procura vender a si próprio como o melhor de todos. Surgem, então, “o caçador de marajás”, “Lulinha paz e amor”, “não político tradicional”, etc. Cada um desses se colocou como diferente dos demais. Embora não fosse, o eleitorado se deixou levar pelos seus discursos, que realçavam uma maneira “moderna” de governar, sem a mistura do público com o privado.


Nada disso, porém, aconteceu. O que se viu foi o estilo antigo com a roupagem nova. Promessas não cumpridas. Daí todo o “rosário” da ópera bufa, na qual a Operação Uruguai passa a ser fichinha se comparada ao esquema do mensalão, enquanto o dinheiro na cueca se perde no arquivo de notícias velhas, tal como acontece com o dossiê dos gastos do governo passado. Gestão que muitíssimo se assemelha a atual no que tange a distribuição de emissoras de rádio entre os privilegiados da República.


Contar com um veículo de comunicação pode ser importante na luta pelos votos. Votação necessária para a conquista e a manutenção do poder de mando. Processo de obtenção que não se dá sem as mentiras vendidas como verdades. Próprio do jogo. No entanto, se pode alegar o “não ser de propósito”. Observação que anuncia a hipótese de que “por razões estruturais, será sempre impossível provar, em sentido estrito, que alguém mentiu mesmo se podendo provar que não disse a verdade. É a história do “nada ver”, “nada saber”. Lembra-se! Não se poderá nunca provar que uma pessoa faltou com a verdade. Sobretudo quando ela alegar a diferença sempre possível entre o dito, o dizer e o querer-dizer. São os efeitos da língua, da retórica, do desdizer o que foi dito pelo contexto do “não é o que queria dizer”, e por aí vai.


Situação própria do cenário político. Neste, em um dado momento, pode se visualizar a separação de velhos parceiros; ao passo que, em outros, adversários políticos ferrenhos posando de amigos inseparáveis, em função das conveniências pessoais e interesses grupais. Entende-se, então, o porquê a mentira terá sempre espaço no jogo político. Ainda que sob a vestimenta da propaganda, auxiliada pela maquiagem do marketing.

Lourembergue Alves é professor universitário e articulista. E-mail: Lou.alves@uol.com.br –

Fonte: A Gazeta

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>Justiça condena PT a pagar R$ 544 mil de dívida de Serys e Alexandre César

Posted on agosto 27, 2009. Filed under: Justiça, Marketing, PT, Serys Slhesarenko, Tribunal de Justiça |

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou recurso do Partido dos Trabalhadores e decidiu que o diretório estadual deve pagar R$ 544 mil para uma empresa sediada em São Paulo, que prestou serviços de comunicação e marketing na campanha de 2002, a Inova Mídia Estratégias de Comunicação e Marketing S/C Ltda, para a atual senadora Serys Slhesarenko e o deputado Alexandre Cesar, na época candidato ao Governo. O valor da dívida é de R$ 251 mas, com as correções, chegaram a R$ 544 mil.

A defesa do PT foi analisada pelos desembargadores Guiomar Teodoro Borges, José Ferreira Leite e o relator, Juracy Persiani. Com os documentos apresentados pela empresa, eles constataram a inadimplência e não acataram os argumentos de defesa que a dívida tivesse sido quitada.

“Sobre a alegada quitação da dívida, que teria ocorrido com a celebração do termo aditivo, de fato necessita ser cabalmente demonstrada, o que não é possível no procedimento da execução que não comporta a dilação probatória” – decidiu o tribunal.

O caso envolve suposta falsificação de assinatura. O tribunal, porém, não deliberou sobre o crime e aponta que será necessária perícia para constar se realmente existiu. O TJ também não acatou o argumento da defesa do PT que um secretário assinou a notificação da ação movida contra o diretório e não teria comunicado a presidência.

“É válida a citação realizada por oficial de justiça na pessoa de secretário do diretório estadual de partido político, que a recebe e silenciou-se sobre a impossibilidade de fazê-lo. Presume-se que a pessoa que ocupa o cargo de secretário de partido político, em diretório estadual, tenha o necessário discernimento para a compreensão do contacto com o oficial de justiça” -decidiram os desembargadores.

Não foi confirmado o prazo que o Diretório Estadual petista tem para quitar a dívida. O PT poderá recorrer da decisão.

Fonte: 24 Horas News
Só Notícias – Sinop

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