milionário

>Uma e outra coisa

Posted on outubro 19, 2010. Filed under: descriminalização do aborto, Justiça, mensalão, milionário, PT, Ricardo Noblat, SUS, violência sexual |

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Por Ricardo Noblat*
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, observou com sabedoria o deputado José Genoino, na época presidente do PT e empenhado em negar a existência do mensalão. Esqueceu ou só lembra vagamente do que se trata? Mensalão foi o esquema milionário de pagamento de propinas a deputados para aprovação na Câmara de projetos do governo.
Usar dinheiro suspeito para comprar consciências seria uma coisa abominável, vil, incabível, muito além dos limites da irresponsabilidade do PT. Outra coisa seria usar dinheiro não contabilizado ou não declarado à Justiça para financiar despesas de campanha do PT e de partidos aliados.
Orientado por Márcio Thomaz Bastos, seu ministro da Justiça, Lula foi curto e grosso ao resumir o assunto. Não houve mensalão, ponto. Tudo não passou de Caixa 2 de campanha. Aleluia, irmão! Mensalão seria crime. Caixa 2 também é crime. Mas um crime corriqueiro praticado por todos os partidos, segundo Lula. De acordo? Em frente.
Uma coisa é Dilma ter dito que é a favor da descriminalização do aborto. Outra coisa é Serra, como ministro da Saúde, ter mandado o Sistema Unificado de Saúde (SUS) atender às mulheres vítimas de estupro e decididas a abortar como permite a lei. De acordo? O ministro que antecedeu Serra no cargo se recusou a dar a ordem ao SUS.
Por que? Porque era contra o aborto mesmo nos casos previstos em lei – violência sexual e gravidez com risco de morte para a mãe. Serra não estava obrigado a proceder de maneira diferente. Mas sensível à tragédia das mulheres que, tendo o direito a abortar, não dispunham de meios seguros para fazê-lo, orientou o SUS a socorrê-las.
Fez bem. Revelou-se um administrador humano. O Estado brasileiro é laico. Seu comportamento independe de doutrinas religiosas. Na época, Serra poderia ter dito que era contra a descriminalização do aborto. E acrescentado que só agia daquela forma para ser coerente com a lei e tirá-la do papel. Não disse. Por quê?
Porque em consciência era – como continua sendo – favorável ao direito da mulher de somente ser mãe na hora que quiser. Esse, por sinal, era um dos muitos pontos que aproximavam o pensamento de Serra do pensamento da socióloga Ruth Cardoso, amiga dele e mulher do então presidente Fernando Henrique Cardoso.
É leviano atribuir a Serra a condição de mentor da campanha que apresenta Dilma como assassina de criancinhas. Não é leviano, porém, acusá-lo de surfar na campanha tocada por eleitores seus na internet e por pastores e bispos em igrejas. Com todas as letras, a mulher de Serra chamou Dilma de assassina de criancinhas. Ele a desautorizou? Não.
Sempre que pode ou que lhe perguntam, Serra afirma ser contra o aborto. Não perde a chance de retocar o perfil de um homem religioso. No debate com Dilma promovido pela Band no último dia 10, disse ser contra o aborto “até por uma questão pessoal”. Não lhe perguntaram que questão era essa. A frase ficou boiando no ar.
Uma coisa é ser contra o aborto. Outra é ser a favor da sua descriminalização. Todos são contra o aborto – até mesmo as mulheres que um dia abortaram. Descriminalização tem a ver com não ir para a cadeia. Em grande parte do mundo, nenhuma mulher está sujeita à prisão por ter abortado. Serra não precisa acelerar seu raciocínio para entender isso.
Dá um show de cinismo quando mistura uma coisa com a outra ou quando finge ser contra o que nunca foi. O show atinge o seu clímax quanto beija imagens de santos e até comunga. Para comungar, um católico deve ter-se confessado recentemente. Data de quando a última vez que Serra se ajoelhou diante de um padre e confessou suas culpas?
Mensalão não é Caixa 2. A Justiça aceitou a denúncia contra 40 integrantes da “organização” que tentou se apoderar do aparelho do Estado. A posição de Serra sobre o aborto é igual a de Dilma. O acerto de Serra, se ele tiver sorte, será com a Justiça divina.

E-mail para esta coluna: noblat@oglobo.com.br
BLOG DO NOBLAT: http://www.oglobo.com.br/noblat

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>Campeão: União paga prêmio milionário

Posted on abril 30, 2010. Filed under: campeão, FUTEBOL, milionário, prêmio, Rondonópolis, União |

>Por Luiz Esmael

O grupo de jogadores do União não estava só interessado em entrar para a história do clube como o responsável pelo primeiro título de campeão mato-grossense em 36 anos de existência. Pela conquista inédita após nove tentativas, o elenco comandado por Éverton Goiano defendeu também uma premiação extra que beira a quase meio milhão de reais.
Horas depois de levantar o troféu de campeão, o presidente do clube, o empresário Arni Spiering, revelou que pela conquista a diretoria colorada pagará um prêmio no valor de R$ 300 mil para ser rateado entre jogadores e membros da comissão técnica. O pagamento será feito na próxima semana quando a maioria dos contratos termina, além de uma festa oferecida aos atletas e seus familiares.
“É (prêmio) um reconhecimento por tudo que esse grupo fez para tirar esse peso das costas do União. É mais do que justo dar uma premiação neste valor. Se pudesse aumentaríamos esta quantia”, disse o dirigente, ressaltando que a cidade de Rondonópolis amanheceu aliviada pelo primeiro título de campeão estadual do time dono da maior torcida da principal cidade da região Sul de Mato Grosso.
Mesmo em festa, com direito a desfile de todo o time em carro aberto do Corpo de Bombeiros pelas principais ruas, avenidas e bairros de Rondonópolis, a diretoria já começa a discutir a continuidade do trabalho para o segundo semestre.
Pela campanha e automaticamente a valorização de todo o elenco, Arni Spiering crê na dificuldade de manter alguns jogadores para a disputa da Copa Mato Grosso, marcada para iniciar no mês de setembro. Segundo ele, o zagueiro Rodrigão e o volante Paulo Almeida vão deixar o União para defender o Sport de Recife na Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro.
O mesmo caminho deve seguir o atacante Valdir Papel, artilheiro do time no Estadual com nove gols, mesmo chegando no clube já com o campeonato em andamento. Mas o presidente colorado não soube informar qual clube está interessado no futebol do atacante, que iniciou a carreira no Sport e também com passagem pelo Vasco da Gama.
Mas não é só o futuro do elenco de atletas do atual campeão mato-grossense será discutido pela diretoria do União pós título. No mês de dezembro, o mandato de dois anos de Arni Spiering e sua diretoria expira. O dirigente ressalta que discutirá com conselheiros e patrocinadores do clube a continuidade de seu trabalho.
“A minha reeleição a frente do União não depende só da minha vontade. Depende também dos colaboradores. É um assunto que será discutido exaustivamente até chegarmos a um consenso”, finalizou o dirigente. Fonte: A Gazeta
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